Já Disse Que Um Dia Vamos Ter Saudades do Congelamento

… por coisas destas.

 

No quintal do Paulo.

 

 

O Mundo Maravilhoso das Aulas Assistidas

 

 

 

Confesso o meu carinho, especialmente, pelo documento “Pares de Oportunidade”. Outrora, perderia uma meia hora a desmontar a parolice de alguns dos parâmetros alinhavados, por muito “boas intenções” que pretendam ter. Nos tempos que correm, apenas me ocorre dizer que a palhaçada anda de vento em popa e com o “descongelamento” teremos de volta os grelhadores a fogo muito rápido.

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19 comentários

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    • Joana on 20 de Janeiro de 2018 at 22:04
    • Responder

    Há escolas em que são aprovados processos de vigilância (que é isto que se trata quando falamos de aulas assistidas) que nem no Estado Novo existiam porque aí acreditava-se muito mais no trabalho dos professores. Lamentável os Conselhos Pedagógicos e Diretores que propõem mais aulas assistidas do que aquelas a que obriga a Estatuto da Carreira Docente.

      • Lope on 21 de Janeiro de 2018 at 9:12
      • Responder

      O problema é das Escolas, não da legislação em si. Como referi anteriormente a ideia é que quem efectivamente dá aulas progride, os outros, a menos que a Escola faça batota, ficam congelados.

        • SapinhoVerde on 21 de Janeiro de 2018 at 20:40
        • Responder

        Batota sempre foi feita, já por diversas vezes os meus parâmetros avaliativos davam muito bom e tive que me ficar pelo bom, por causa das quotas, essas “quotas” eram sempre para os “lambe-botas”. Quem trabalha, quem não é da cor é que fica congelado.

    • SapinhoVerde on 21 de Janeiro de 2018 at 8:58
    • Responder

    Conflito de interesses – Sabem o que é?
    É quando eu quero uma coisa e uma outra pessoa também a quer.
    É quando eu gosto mais de um do que do outro.
    É quando um diz as verdades e outro é do tipo “lambe-botas”
    Observar uma aula? Demonstra aquilo de que se é capaz … nessa aula. Observem todas .. demonstra-se assim trabalho ao longo do ano lectivo.
    Uma sugestão:
    Façam pares pedagógicos de observação de aulas: Eu observo o meu colega e avalio-o o meu colega faz o mesmo … durante TODO o ano lectivo! Garanto-vos que que ambos terão excelente!

      • Rita on 21 de Janeiro de 2018 at 16:14
      • Responder

      Sugestão estúpida. Então o professor tem que ser vigiado e vigiar o colega?

        • SapinhoVerde on 21 de Janeiro de 2018 at 20:37
        • Responder

        Cara Rita, peço desculpa mas não entendeu o “essencial” da questão. Por favor leia tudo o que eu disse sobre conflitos de interesse.
        Imagine: se houver uma vaga para muito bom para 10 docentes e eu avaliar os outros nove está-se mesmo a ver qual vai ser avaliação desses 9.

    • Lope on 21 de Janeiro de 2018 at 9:11
    • Responder

    A questão aqui não é diferente do que era anteriormente. Não há dinheiro que chegue para todos e, portanto, só quem dá aulas progride na Carreira. Concordo em absoluto, mas sei que isso irá pôr os sindicalistas de cabelos em pé! Eles querem que sejamos todos bons. Apesar da maçada das papeletas não vejo outra solução. Quem não dá aulas tem duas hipóteses: ou deixa a mama, ou fica congelado. Verão que, mesmo assim, eles preferem o conforto dos sindicatos, das bibliotecas, dos centros de formação e de outros poisos que tais.

      • Pedro on 21 de Janeiro de 2018 at 10:24
      • Responder

      Então tirem esses poisos, e vai tudo dar aulas.
      Não pode haver uns protegidos e outros penalizados…

      • Rita on 21 de Janeiro de 2018 at 16:17
      • Responder

      Isso é uma coisa mas o que se está a fazer em muitos agrupamentos e colocar colegas a vigiar colegas. Uma coisa são as aulas previstas para subida de escalão, outra coisa bem diferente são as aulas assistidas entre colegas impostas por algumas direções e conselhos pedagógicos. Essas não são para subir na carreira mas apenas para supostamente “melhorar a qualidade de ensino” Falta de confiança e espírito pidesco é o que é!

        • PC on 21 de Janeiro de 2018 at 19:20
        • Responder

        É verdade, Rita! Basta ler os relatórios de Avaliação Externa da IGEC para se perceber que a receita dos senhores inspetores é sempre a mesma: “A consolidação dos procedimentos de supervisão da prática letiva em sala de aula, como dispositivo de desenvolvimento profissional dos docentes”.
        É pena é que muitos CP e diretores levem isto a peito…

          • Joao Torres on 23 de Janeiro de 2018 at 15:20

          -O tempo de profissionalizaçao em serviço nunca mais acaba, não sei para que é que realmente ouve, se a supervisão continua.

          -Já nao se pode trabalhar descansado.

          -Falta de respeito notória por quem trabalha, sugerindo logo à partida a existencia de incompetência grave.

          Nao sou contra a supervisao, bem pelo contrario, mas isso deve ser feito nos moldes antigos, quando ha suspeita de que haveria qualquer coisa que nao corria bem.

          As escolas estão-se a tornar em antros de lunáticos directivos, onde já não existe discernimento nenhum.

          • Joao Torres on 23 de Janeiro de 2018 at 15:26

          As aulas passam a ter dois professores, acho bem. Espero é que paguem o ordenado ao outro (supervisor), ou se calhar o outro é um bocado limitado mentalmente, e dá o corpo á paródia, porque o que se está a passar nas escolas é uma autentica paródia.

    • Carlos Costa on 22 de Janeiro de 2018 at 15:51
    • Responder

    Ao egoísmo e ao comodismo dos “Alfaces”.

    «O egoísmo pessoal, o comodismo, a falta de generosidade, as pequenas cobardias do quotidiano, tudo isto contribui para essa perniciosa forma de cegueira mental que consiste em estar no mundo e não ver o mundo, ou só ver dele o que, em cada momento, for susceptível de servir os nossos interesses.». José Saramago

    Na verdade, um dos objetivos que está na génese do projeto “Par de Oportunidades” é o de “pa·ro·lar”, isto é, de falar com alguém, de conversar e dialogar e de partilhar. Convenhamos, a escola em causa é pública, acolhe no seu seio burgueses e rústicos, eruditos e simplórios ou “saloios”. Porém, independentemente das origens, esta escola não abdica da sua missão: educar, formar cidadãos conscientes e, evidentemente, capazes de desconstruir. Porém, se a escola almeja perpetuar a sua missão, ambiciona perdurar a sua memória, nunca poderá perder de vista a necessidade de evoluir, de se reinventar, de experimentar, de aprender e de “construir”.
    Em suma, a escola pública tem, necessariamente, de “parolar”, de afirmar a sua natureza democrática e popular, a sua índole experimental, o seu espírito plural e a sua matriz colaborativa.
    Carlos Costa

      • Joao Torres on 23 de Janeiro de 2018 at 15:05
      • Responder

      Consegues escrever 35 linhas sem dizer nada, impressionante.

      Os filhos dos burgueses nao andam em escolas públicas, mas em algo chamado colégio privado, sabes o que é? Parolo

        • Carlos Costa on 23 de Janeiro de 2018 at 15:34
        • Responder

        Caro Amigo, no interior profundo ainda não há desses “burguesismos” do litoral.

    • Enfim! on 23 de Janeiro de 2018 at 11:38
    • Responder

    Metade destes critérios são uma tristeza! Ainda bem que não estou nessa escola!
    Aí não deve haver, pief, cef, PCA ou profissionais, certamente!

      • Joao Torres on 23 de Janeiro de 2018 at 15:10
      • Responder

      Que escola é que é, nao pretendo colocar os pés numa escola, onde a direçao são um bando de alucinados que se sentaram em poltronas quentes do piso superior, e agora se esqueceram quando eram professores.

      se eu for um serralheiro nao vou querer obviamente que outros vejam o meu trabalho, até porque existe coisas que sao pessoais, tenho o direito a trabalhar descansado, ou nao?

    • Joao Torres on 23 de Janeiro de 2018 at 14:59
    • Responder

    Acredito que sim, abriu uma caixa de pandora.

    • rui filipe on 23 de Janeiro de 2018 at 17:42
    • Responder

    NA ESCOLA DESCENDENTE

    Na escola descendente
    Mas que grande reinação!
    Uns dormindo, outros sem sono,
    E os outros nem sim nem não
    Na escola descendente
    De Valença a Portimão.

    Adaptação ” No comboio descendente” de Fernando Pessoa.

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