Cartas, emails e posts no JN

 

No JN de hoje…

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12 comentários

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    • Desiludida on 27 de Setembro de 2017 at 17:07
    • Responder

    Não me canso de dizer: o Ministério da Educação é culpado de ter criado nos contratados, como eu, uma expetativa de futuro (nos últimos anos) ao contabilizar como tempo de serviço apenas aquele que era acumulado em escolas públicas. De um momento para o outro, sem salvaguardar os interesses de quem sempre deu preferência ao ensino público, decide que todo o tempo prestado em instituições privadas de ensino passa a ser contabilizado nos concursos de acesso às escolas públicas, colocando os contratados como eu numa situação ainda mais precária.
    Por que é que, depois de tantos anos (eu dou aulas como contratada em escolas públicas há quase vinte anos) se mudaram as regras? Mudaram as regras para beneficiar os interesses de quem, nestes últimos vinte anos, não quis sujeitar-se a horários muito precários e incompletos (da escola pública) e preferiu ter alguma estabilidade na vida, concorrendo a colégios privados, perto de suas casas e a auferir vencimentos de horários completos. Quem, como eu, na expetativa de acumular tempo de serviço em escolas públicas, aceitou horários muito reduzidos e temporários (por vezes sujeitando-se ao desemprego) e, em quase 20 anos de docência, apenas conseguiu acumular 6, ainda continua precária, sujeita ao desemprego e cada vez mais ultrapassada nas listas de colocação. Mas não atirem já as pedras! Eu não aceitei horários reduzidos para poder ficar perto de casa! Eu concorri sempre a horários completos e para todo o país. Só não tive a sorte de ter conseguido horários completos até agora. Assim, todos os anos, por meados de outubro-novembro via-me obrigada a aceitar pequenos horários para não ficar sem trabalho.
    Tenho um filho e não pude ter mais porque com esta precariedade não se podem fazer planos para o futuro. O Ministério da Educação a todo o momento quebra as nossas expetativas e impede-nos de contribuir para o aumento da natalidade no nosso país.
    Hoje, a caminho dos 50, já não tenho esperança de um dia vincular.

      • PC on 27 de Setembro de 2017 at 19:46
      • Responder

      Pergunte:
      1. ao Crato;
      2. ao Rodrigo Queiroz e Mello;
      3. à Associação de Professores do Ensino Particular e Cooperativo;
      4. à FNE;
      5. à SE Alexandra Leitão (a razão de ter dado o dito pelo não dito).
      Se nenhum destes lhe responder, talvez o Arlindo possa servir de mediador pelo número 4.

      • paula on 27 de Setembro de 2017 at 21:53
      • Responder

      Lamento, eu apesar de estar favorecida por viver num QZP que coloca a maior parte dos contratados, e por isso não precisar de ir de malas feitas para longe da minha casa. Lamento todas estas situações! quem é mãe sabe que não é fácil (imagino…) deixar casa e vida familiar. Tenha esperança, afinal é sempre a ultima a morrer, tente ver outras alternativas outros grupos de recrutamento…

      • Observador Atento on 29 de Setembro de 2017 at 9:48
      • Responder

      Cara Desiludida, mas se a lista de graduação tem em conta o tempo de serviço para subir na lista, significa que quem tem menor número (isto é, mais tempo de serviço) é mais competente, correto? É isso que significa a lista graduada que todos, mas mesmo todos sem exceção (contratados e vinculados), passam a vida a apregoar. Então, se assim é, o professor que esteve no privado não sei quantos anos com horários completos tem de ser necessariamente mais competente do que aquele que andou a apanhar as migalhas no público, correto? Estão a ver como a vossa argumentação relativamente à lista de graduação é patética. Acabe-se com a lista de graduação já! Colocações por competência, isso é que devia ser. E, já agora, quem tanto se atira ao privado devia, se tem espinha dorsal, clamar por uma nova prioridade para as listas de candidaturas: uma prioridade (a última, claro) para os professores que tiraram os cursos em universidades e institutos privados. Ou aí já não vos incomoda que tenham estudado em estabelecimentos privados? Lamento dizer, mas o Crato tinha razão quando criou a PACC. Só pecou por a ter destinado apenas aos contratados. Uma PACC para todos os cento e tal mil professores do sistema ajudaria a clarificar muita coisa.

    • Silva on 27 de Setembro de 2017 at 17:10
    • Responder

    Com tanto tempo de serviço porque não conseguem os 4 contratos completos para vincular? não conseguem porque querem trabalhar ao lado de casa. E agora exigem vinculação para continuar com os mesmos horários incompletos e a ser pagos como completos porque foi isso que os professores recem vinculados se queixaram este ano na MI. Pode o Estado pagar salários completos a horários incompletos?

      • Orquidea Selvagem on 27 de Setembro de 2017 at 17:33
      • Responder

      Que comentário tão triste. Os colegas com horário incompleto não recebem o salário completo. Verifique antes de escrever barbaridades. Não deve ser professor, com toda a certeza.

      • PC on 27 de Setembro de 2017 at 19:48
      • Responder

      Ó seu estafermo, você não sabe que uma pessoa até pode estar a trabalhar a 600 km de casa durante esses 500 anos que basta ser colocado alternadamente em dois grupos de recrutamento para já não poder cumprir os requisitos da c@br@ da norma-travão?!

      • Aurea on 28 de Setembro de 2017 at 16:31
      • Responder

      Porque ficamos desempregados a 21 de Agosto….
      Porque ficamos colocados na RR…
      Porque somos colocados em horários de 21 horas…
      Porque entre Escolas ficamos desempregados 4 dias…
      Silva, escreva acerca do que sabe do que não sabe não se manifeste.
      Os contratados com horário incompleto não recebem a totalidade do salário!
      Eu, só recebi o subsidio de férias este mês!

      • Lara on 28 de Setembro de 2017 at 18:06
      • Responder

      Ena, para o Silva a norma travão parece ser a cura de todos os males e é das coisinhas mais justas que se inventou. Só se esqueceu de dizer que essa norma só existe desde 2013 e que desde 2012 os governos tudo fizeram para mandar os professores para o desemprego e que há grupos em que ninguém é ilegível, ano após ano. O Silva até pode ter razão para certos casos, mas não generalize.

      • José Ribeiro on 29 de Setembro de 2017 at 14:50
      • Responder

      Pergunta: Pode o Estado pagar salários completos a horários incompletos?
      Claro que pode, afinal não é o mesmo Estado que gastou milhares de milhões de euros para salvar bancos privados e a CGD?

    • José Bernardo on 27 de Setembro de 2017 at 17:35
    • Responder

    …quando a galinha tiver dentes! esse cavalheiro é mais um que vai passar por aqui!

    • PROFET on 28 de Setembro de 2017 at 16:58
    • Responder

    Porque é que os horários incompletos anuais, como por exemplo de 15h a 21h que estão a concurso ano após ano, não são considerados necessidades permanentes? No meu grupo, é raro existirem horários completos (em todo o país). Ando nisto desde 1996 (há 21 anos), sempre no ensino público, e quando estava a conseguir horários completos e anuais consecutivos (3) retiraram a minha disciplina de lecionação do currículo obrigatório e desde há 5 anos que ando às migalhas e em temporários, etc. Já para não falar que nessa altura (em 2012) me fiz à vida e entrei no concurso de professores (no meu grupo de recrutamento) no protocolo entre o MEC e o MTSS e estive lá durante 2 anos. É triste eu, com 17 anos efetivos de tempo de serviço efetivo, andar aqui à migalhas e nem sequer ser contemplado por vinculações extraordinárias cujos requisitos implicam 5 contratos nos últimos 6 anos (e eu tenho esses 5, só que 2 foram naquele protocolo e não contam, é uma vergonha), e claro, porque não há horários completos no meu grupo (muitas vezes, porque as escolas não os contemplam com outras horas de serviço, como por ex de DT, vão todas para outros grupos) e portanto não abriram vagas para a VE. Neste país uma pessoa é penalizada por se fazer à vida e querer trabalhar em vez de ficar em casa à conta de subsídios. Acresce a isto o facto de desde há 10 anos nunca terem aberto nenhuma vaga para o meu grupo no concurso externo. Vejo professores de outros grupos a vincularem com muito menos tempo de serviço do que eu. Enfim, tenho vergonha das políticas deste país, políticas dos principais partidos, sem discriminar, é tudo a mesma m*.

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