Recomendações: Obrigatoriedade do pré-escolar e atribuição de pessoal não docente

 

“Recomenda ao Governo”, uma expressão sem grande sentido se do outro lado não se começar a legislar…

  1. Resolução da Assembleia da República n.º 185/2017 – Diário da República n.º 149/2017, Série I de 2017-08-03107805898

    ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

    Recomenda ao Governo que garanta o acesso à educação pré-escolar para todas as crianças a partir dos 3 anos e o alargamento da ação social escolar, no âmbito do combate à pobreza infantil

  2. Resolução da Assembleia da República n.º 186/2017 – Diário da República n.º 149/2017, Série I de 2017-08-03107805899

    ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

    Recomenda ao Governo que altere os critérios e a fórmula de cálculo de atribuição de pessoal não docente aos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas

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3 comentários

    • Maria Cardoso on 3 de Agosto de 2017 at 11:33
    • Responder

    A Sociedade Civil não tem a noção do que se passa numa sala de jardim de infância, com grupos de 25 crianças em que pode haver até 7 crianças de 2 anos, com períodos diários de 2 horas letivas sem assistente operacional.
    Pergunto eu à Sociedade Civil, ao Presidente da República, ao Governo, ao Ministério da Educação, às Autarquias e aos Agrupamentos de Escolas, como assegurar condições básicas de sobrevivência e desenvolver tababalho pedagógico?

    1. concordo totalmente!!!
      e acrescento alguns pontos da realidade a que estamos a assistir diariamente, com a educação das famílias :
      – as crianças de 2,5 e 3 anos estão a chegar ao jardim de infância cada vez menos autónomas, – não comem sozinhas, não gostam de nenhuma comida, não sabem sentar na sanita, outros ainda trazem fraldas,…
      – As mães chegam à sala e dizem-nos “Não quer tomar o antibiótico, Não lhe consegui dar” ( temos que ser auxiliares de saúde porque as mães não se querem chatear)
      – Chegam de manhã de pijama, as mães e/ ou as empregadas dizem “Não quis vestir a roupa” ( temos que perder tempo a despir e vestir o filho, porque veio directamente da cama)
      – “Não quis comer nada de manhã” ( temos que arranjar uma mesa para tomarem o pequeno almoço, na sala, não vão ficar com o estomago vazio até à hora do leite)
      – “se não quiser comer sopa não o obrigue, ele não gosta” ( não percebo para que é a campanha da alimentação saudável nas escolas
      ?! se uma mãe não dá nem consegue dar sopa a 1 educando , como é que uma animadora ou uma assistente operacional consegue convencer 20 crianças, no refeitório, e quase sempre com falta de pessoal!?
      (…)
      Estão cada vez piores das desculpas do Encarregados de Dar Educação…

    • Fátima Graça Ventura on 3 de Agosto de 2017 at 19:15
    • Responder

    Se o Governo ligasse a ‘recomendações’!!!
    Seria bom, seria sinal de respeito pelos outros órgãos de soberania, mostraria dignidade e lisura. Assim, algumas suspeitas que surgem não teriam razão para isso…
    Mas… se durante meses não se acatam orientações do Parlamento, se responde ao Provedor de Justiça ‘só para despachar’ e nada se resolve na prática…

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