… junta-se a todos os que estão contra esta prova de avaliação injusta e discriminatória.
Nov 17 2013
… junta-se a todos os que estão contra esta prova de avaliação injusta e discriminatória.
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8 comentários
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Será mais uma no cravo outra na ferradura. É assim o estilo: “boas intenções…. mas avulso e coisa e tal…; o que é mesmo bom é não me comprometer demasiado com a coisa…”
Foi travada a prova de avaliação de acesso à carreira docente. O exame dos professores contratados está marcado para 18 de Dezembro, mas o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou que os procedimentos estão suspensos.
Fenprof anuncia suspensão da avaliação de professores
Tribunais aceitaram nove das 12 providências cautelares. O exame estava marcado para 18 de Dezembro.
Dá ideia que se a prova não fosse dia 18 de Dezembro, mas se fosse noutro dia já poderia ser…. no final lá admitiu que seria injusta.
MRS saiu-se bem; admitiu que o amigo Nuno meteu água… custou, mas teve que o admitir
Foi bom, mas na minha opinião tentou não se comprometer o que feriu a sua intervenção. Não foi suficientemente incisivo e mordaz. Passa…
Concordo com Marcelo : uma prova eliminatória é injusta e discriminatória para alguns professores.
“A ideia de Nuno Crato é teoricamente BOA”, “Muitas da ideias de Nuno Crato (mesmo quando) são teoricamente BOAS”… Marcelo dixit. Uma no cravo outra na ferradura. O candidato presidencial que anda há mais anos no terreno. Sobre este ou sobre qualquer outro tema (fraturante) NUNCA TOMA POSIÇÕES OBJECTIVAS.
Foi com este tipo de discurso simpático ( e com as manifestações dos cem mil contra a ADD, organizadas pela Fenprof/FNE ) que o Crato/psd/cds conquistaram a simpatia e o voto dos professores e chegaram onde queriam: despedir professores, desviar o financiamento da escola pública para os donos dos colégios.
Depois todos dão opiniões sobre educação e professores.
No jornal SOL
O declínio da escola
18 de Novembro, 2013por Dinis de Abreu
A publicação do ranking das escolas constitui, desde que deixou de ser ‘segredo de Estado’, uma informação relevante, ainda que incompleta, sobre o trabalho desenvolvido no interior de cada uma das comunidades – e, consequentemente, dos resultados obtidos nos exames nacionais.
O que salta logo à vista, no caso das secundárias, é que as privadas ocupam os primeiros vinte lugares da tabela. Nem uma única pública. Dá que pensar.
Os títulos da imprensa, que dedicou ao tema um compreensível espaço alargado, foram reveladores: apenas um quarto das escolas avaliadas consegue positiva, fasquia essa alcançada por uma em cada dez escolas públicas. Desastroso.
Este repetido desaire na maioria das escolas do Estado – incluindo as de Lisboa –, terá de ser motivo de reflexão aprofundada, que não poderá esgotar-se, como tem acontecido, em declarações nervosas, tentando afagar a má consciência.
É inquestionável que as escolas privadas podem ser selectivas e que se reservam o direito de não receberem quem não querem. E que obedecem, entre si, a uma lógica reputacional e de hierarquia na exclusividade.
É também um facto que, não podendo escolher os alunos, as escolas públicas acabam por ser estuários abertos a todos, onde coexistem alunos carenciados com outros que o não são, e alunos problemáticos com outros que querem aprender. É um facto, ainda, que os docentes estão mais desarmados do que nas privadas para imporem a disciplina e serem respeitados. Sabe-se isso.
Mas tal não constitui uma desculpa universal para o insucesso e o abandono escolar prematuro, nem consolo para dirigentes e professores. A falta de aproveitamento e o fraco desempenho médio dos alunos não podem ser atribuídos, por regra, ao ambiente em casa, a famílias disfuncionais ou a marcas traumáticas, como os psicólogos de serviço costumam explicar.
Ao contrário do que pretende a Fenprof, que já veio ‘sacudir a água do capote’ e considerar a divulgação dos rankings como «redutora, injusta e perversa», os professores não podem excluir-se dos maus resultados do ensino público.
Por impreparação, incapacidade de gestão das salas de aula, ou por se preocuparem demasiado com a sua carreira remuneratória, sobejam os docentes sem vocação, que chegaram à escola pública para terem um emprego, sem a maçada de se sujeitarem a regras de avaliação e de competição, comuns a outras actividades profissionais, e que manifestamente desprezam.
Se compararmos os dias perdidos em greves, reuniões sindicais, manifestações e outras formas de protesto, percebe-se a distância que vai entre os professores da escola pública e os da privada. A partir desta evidência, comandada pelo basismo ideológico da Fenprof, como estranhar a continuada queda da escola estatal nos rankings anuais?
Para encobrir a falta de qualidade e o facilitismo do ensino ministrado em muitas escolas públicas, alega-se escassez de recursos, professores a menos, alunos difíceis e programas desajustados. Ao mascarar a realidade, perdem terreno. Ora, nem sempre foi assim. Somos muitos os que devemos à escola pública a preparação que nos habilitou para a vida. Graças a professores exigentes, e vocacionados para semearem os saberes