10 de Novembro de 2013 archive

A Música Evocativa e Ainda Actual do Blog

… em memória de Rui (Rocker) Ramos que faleceu este fim de semana.

 

 

Este ano, no Ritz Club, na comemoração dos 30 anos dos Crise Total

 

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Resumo da Semana 9 e Antevisão da Semana 10

… nas contratações de escola.

A última coluna indica o total de horários em concurso no ano letivo 2013/2014.

 

semana9

 

 

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Agenda Para a Próxima Semana

… em matéria de educação.

 

 

agenda educação

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Ideia em Evolução

A propósito deste post, que foi feito em género de brincadeira, já me surgiram alguns pedidos para andar com essa ideia para a frente e realizar uma contestação generalizada no dia 18 de Dezembro, data prevista para a realização da prova de avaliação de professores na componente comum.

Estou em conversações com uma empresa que realiza este género de serviços e que pode enviar para qualquer parte do país de forma rápida e económica as encomendas que forem feitas até uma determinada data a acordar.

As 3 t-Shirts que coloquei no post têm slogans adequados ao dia da prova, mas o que pedia neste post é ideias para outros slogans que podiam ser impressos numa T-shirt.

No caso de avançar com a ideia, os que indicarem os slogans escolhidos para as t-shirts receberão gratuitamente em casa a t-shirt impressa.

“Bora” lá a puxar pela cabeça e dar ideias de slogans para o dia da prova na caixa de comentários.

 

 

Tshirt3 Tshirt2 Tshirt1

 

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Blogosfera – A Educação do meu Umbigo

com uma nova forma de analisar os Rankings.

As explicações nos links apresentados.

 

E Se Usarmos Outra Forma De Ver Os Rankings Que Não A Oposição Público/Privado…

 

  • Do 1º ao 10º lugar – 65 provas
  • Do 11º ao 20º lugar – 113 provas
  • Do 21º ao 30º lugar – 99 provas
  • Do 31º ao 40º lugar – 142 provas
  • Do 41º lugar ao 50º lugar – 148 provas

 

Vejamos O Caso Do Ensino Secundário

 

  • Do 1º ao 10º lugar – 219 provas.
  • Do 11º ao 20º lugar – 281 provas.
  • Do 21º ao 30º lugar – 384 provas.

 

Voltemos Ao 9º Ano, Cruzando Dados Das Melhores 20 Escolas Públicas E Privadas

 

  • Média de provas feitas pelas melhores 10 escolas privadas: 66.
  • Média de provas feitas pelas melhores 10 escolas públicas: 180.
  • Média de provas feitas pelas escolas privadas entre o 11º e 20º lugar: 122.
  • Média de provas feitas pelas escolas públicas entre o 11º e 20º lugar: 197
  • Média de provas realizadas pelo top 20 das privadas: 94.
  • Média de provas realizadas pelo top 20 das públicas: 189.

 

E Para O Secundário, Acham Que É Diferente?

 

  • Média de provas feitas pelas melhores 10 escolas privadas: 272.
  • Média de provas feitas pelas melhores 10 escolas públicas: 515.
  • Média de provas feitas pelas escolas privadas entre o 11º e 20º lugar: 461.
  • Média de provas feitas pelas escolas públicas entre o 11º e 20º lugar: 648
  • Média de provas realizadas pelo top 20 das privadas: 367.
  • Média de provas realizadas pelo top 20 das públicas: 582.

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Blogosfera – Terrear

10 Notas sobre os Rankings das escolas

 

  1.  Um sistema educativo doente. O ranking das escolas (sobretudo se for conjugado com a análise dos contextos, da progressão dos resultados, do valor esperado face ao contexto – como foi mais uma vez feito pela Católica Porto) veicula uma informação útil que nos deve mobilizar para compreender os múltiplos factores que geram estes resultados. E estes factores têm necessariamente a ver com as políticas educativas, com os modos de governo das escolas, com a gramática escolar, com o contexto escolar, com as práticas pedagógicas, com o efeito professor… Não obstante estes múltiplo factores, o ranking é um termómetro. Diz-nos que o sistema está doente. Não nos diz é porque é que está tão doente.
  2. Um sistema educativo excessivamente focado na medida dos resultados. Embora diga a doença, é preciso, neste particular, ter presente que estes não todos os resultados da ação educativa. As escolas produzem muitos resultados que os exames não podem avaliar nem medir. Por isso, é sempre muito recomendável ter presente que há resultados certamente obtidos – e que são essenciais para a vida pessoal e social – e que são ignorados por esta medição.  Daqui se conclui que não podemos julgar as escolas apenas por estes indicadores.
  3. Um sistema promotor de mais igualdade de sucesso. Estes dados confirmam o que já sabemos. O sistema educativa reproduz desigualdades sociais e pode até reforçá-las. Revelam um país a várias velocidades. Denuncia um grave atentado ao direito à igualdade de oportunidades de sucesso.  O ‘efeito Mateus’ é aqui revelado em todo o seu esplendor: quem tem mais e melhores condições (de organização, de gestão, de recursos, de públicos….) tem mais e melhores resultados. Quem tem menos, menos tem. Precisamos de inverter este ciclo através de políticas e práticas mais eficazes de discriminação positiva.
  4. Mudar de paradigma de governo da educação. As notas anteriores indiciam a imperiosa necessidade de mudanças (positivas). Desde logo o modo de governar a educação portuguesa. Enquanto  o paradigma for fundado na lógica centralista do “comando e do controlo” estaremos sempre perdidos neste mundo de enganos e de faz de conta. Precisamos, decididamente, de um sistema mais adulto, mais radicalmente descentralizado,  mais livre, mais autónomo, mais responsável, mais inscrito nos territórios sociais, culturais, económicos onde as escolas estão inseridas. Isto é uma condição “sine qua non” para sairmos deste pântano. E neste quadro, exigir do Estado uma atenção particular no apoio a quem mais precisa.
  5. Mudar de paradigma profissional. Os professores têm vindo a ser reféns de uma política que os menoriza e desautoriza quase todos os dias. E também têm – devemos reconhecê-lo – contribuído para isso. Em nome de outros patamares de qualidade dos processos e resultados, precisamos de proporcionar aos professores condições para que queiram ser mais autores da sua prática profissional, mais criadores de oportunidades, mais decisores pedagógicos e organizacionais de modo a adequar o ensino aos muitos públicos que habitam as nossas escolas. E este eixo de ação é mesmo uma condição de sobrevivência profissional, um modo de não abandonar uma profissão cada vez mais impossível.
  6. Mudar o experimentalismo constante através do Diário da República. Pensar que os processos e os resultados educativos se obtêm através de novas leis, de novos programas, de novos regulamentos, de novos despachos é uma ruinosa ilusão. Pelo contrário, poderíamos até definir como axioma: quando mais mudanças, mais experiências forem decretadas através do diário de república e seus apêndices normativos, mais difícil será elevar os padrões de qualidade educativa. A estabilidade de referenciais  e estímulo determinado à ousadia e invenção nas próprias escolas é o caminho a seguir.
  7. Mudar as crenças do “bode expiatório”. Face às doenças do sistema, recorremos quase sempre ao “bode expiatório”. A culpa é sempre dos outros: do ministério, do sistema, do contexto socioeconómico, dos alunos (que não querem estudar), dos programas, das famílias, dos professores, das escolas, variando a causa em função do autor da visão. Temos de admitir que a responsabilidade (em graus variáveis, evidentemente) é todos. E cada uma das partes tem de se determinar a procurar a sua quota-parte na cura necessária. Ninguém já fez tudo o que poderia fazer para melhorar os resultados escolares. Precisamos de avançar numa aposta decisiva numa contratualização entre as partes que têm uma palavra (substantiva) a dizer na elevação das oportunidades de sucesso.
  8. Mudar o paradigma da avaliação dos professores. A avaliação dos docentes, tal como está, só serve para destruir a profissão, para dificultar (ou mesmo impedir) a emergência de uma cultura profissional mais colaborativa e exigente, mais apta a melhorar os modos de ensino. Quanto mais depressa acabarmos com este mito melhor. E colocar a avaliação efetivamente ao serviço do desenvolvimento profissional e organizacional.
  9. Mudar o paradigma da formação contínua dos professores. O último ECD quase destruiu o direito e a responsabilidade individual da formação contínua dos docentes. Precisamos de re-introduzir dispositivos de incentivo à auto-formação e acabar de vez com o mito do presencismo nas escolas. Porque o saber e o saber fazer são os ingredientes essenciais numa profissão cada vez mais exigente. A valorização da procura individual da formação e a parceria ministério-universidades no incremento desta aposta é um caminho essencial.
  10. Ver para além da montanha. Por fim, como síntese, é preciso não ficarmos por aqui, por estas análise de glorificação e de miséria. É preciso ver para além dos resultados. É preciso dar meios à escolas para elas poderem sair, pelos próprios pés, do estado em que se encontram. Não precisamos de grandes programas ministeriais. Precisamos apenas que o MEC confie nas inteligências e nas vontades dos professores e das escolas e as acenda. E a missão maior não é tanto ensinar a construir os barcos que podem levar a outras paisagens. O essencial é uma política que faça escolas (professores, pais, alunos) quererem ter o desejo do mar. Com um PS para o “Conselho de Escolas” Que é um voto para que protagonizem estas mudanças e esta visão.

 

José Matias Alves

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Blogosfera – Assistente Técnico

9536 Docentes Colocados em Horários com Duração Anual – Apenas nas Reservas de Recrutamento até RR08

 

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Os Rankings no meu Concelho

… foram uma autêntica desgraça e são analisados por Hélder Guimarães aqui.

A única exceção vai para o 1º ciclo, único nível de ensino onde algumas escolas conseguiram uma média positiva, porque quanto aos restantes níveis de ensino nenhuma conseguiu atingir níveis positivos.

Preocupante, sem dúvida.

 

Razia na Educação: conheça o ranking das escolas de Vila do Conde

 

Foi conhecido o ranking das escolas do país. O panorama geral é muito negro para os estabelecimentos de ensino públicos. O ranking é elaborado com base nos resultados dos Exames Nacionais de 4º, 6º, 9º e 12º anos.

Nos exames de 12º ano, e num universo de 619 estabelecimentos de ensino, a Escola Secundária José Régio ficou em 347º lugar, com média negativa de 9,09 valores, o que equivale a uma descida de 42 lugares. Já a Afonso Sanches está no 547º lugar com média, igualmente negativa de 7,86 valores, uma descida de 143 lugares.

Já em relação aos exames de 9º ano todas as Escolas de Vila do Conde obtiveram uma média inferior a 3. Ainda assim, e num universo de 1308 escolas, só a Carlos Pinto Ferreira conseguiu subir 77 lugares. Todas as outras desceram: A Ribeirinha desceu 267 lugares, e é agora o 529 do ranking; a Frei João desceu 251 lugares ocupando o 584º lugar; a D. Pedro IV é o número 788, caindo 340 lugares; a Saúl Dias, número 876, caiu 155 lugares; no fundo da tabela está a José Régio, número 1086 da lista, caindo 317 lugares.

O mesmo panorama repete-se nos exames de 6º ano: nenhum estabelecimento de ensino conseguiu atingir o nível positivo. A que mais se aproximou, com 2,92, foi, mais uma vez, a Carlos Pinto Ferreira que melhorou a sua posição em 111 lugares, ocupando o 308º lugar. Segue-se a Frei João, que com 2,86, desceu 163 lugares, ocupando o 362º lugar. Já a Ribeirinha obteve 2,69, ocupando o 607º lugar, o que corresponde a uma queda de 79 lugares; a D. Pedro IV conseguiu melhorar em 9 lugares e é agora o número 809 da lista; mais perto do fim está a Saúl Dias, com 2,54, a 840º da lista, conseguiu uma queda de 436 lugares.

 

Quanto aos exames do 4º ano o panorama melhora um pouco. Num universo de 4621 escolas, o lugar mais alto coube à Escola de Igreja em Vila Chã, que com 3,63, é a melhor do ranking em Vila do Conde, ocupando o lugar 111. Na positiva estão mais 11 escolas do 1º ciclo do concelho Vila do Conde: Gião de Cima (124º), Azurara (180º), Lente (454º), Bento de Freitas (538º), Vairão (602º), Básica n.º 1 de Vila do Conde (674º), Macieira (736º), Mosteiró (865º), Mindelo (1134º) e Bairro Alto (1253). Todas as demais obtiveram médias negativas que variam entre os 2,97 e os 2,14. Neste caso estão as seguintes Escolas Básicas: Medanhos (1411º), Arcos (1451º), Básica 1 da Junqueira (1552º), Violetas (1611º), Benguiados (1782º), Labruge (1894º), Malta (2092º), Modivas (2352), Padrão (2537º), Touguinhó (2572º), Vilar de Pinheiro (2631º), Aveleda (2633º), Meia Laranja (2793º), Caxinas (2838º), Real (2869º), Facho (3126º), Fajozes (3253º), Areia (3366º), Agustina Bessa Luís (3387º), Vilar (3627º), Rio Mau (3821º) e, por fim, Parada (4305º).

O panorama das nossas escolas é, deveras, desanimador. Nos exames de final de secundário nenhuma das nossas escolas obteve média positiva e ambas na metade mais baixa do ranking. Quanto aos exames de 9º ano a D. Pedro IV, Saúl Dias e José Régio ficaram abaixo do número médio. Já no 6º ano e num universo de 1148 escolas, Ribeirinha, D. Pedro IV e Saúl Dias ficaram abaixo da linha de água. O mesmo cenário se repete no 1º ciclo com as escolas de Modivas, Padrão, Touguinhó, Vilar de Pinheiro, Aveleda, Meia Laranja, Caxinas, Real, Facho, Fajozes, Areia, Agustina Bessa Luís, Vilar, Rio Mau e Parada.

 

Este cenário não nos pode deixar felizes ou impassíveis. Está em causa a aprendizagem dos nossos filhos e o futuro do nosso país. Será culpa dos recursos humanos? Dos métodos de aprendizagem? Dos exames? Da falta de recursos económicos e desinvestimento na educação pública? Aqui ficam as questões para reflexão.

 

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