ESEP toma posição sobre Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades
Considerando que a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades estabelece a introdução de alterações significativas no acesso e exercício da profissão docente, a Direcção da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre tomou uma posição em relação a este assunto.
De acordo com a ESEP, “o processo de estabelecimento de uma Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, matéria de relevância fundamental para as Instituições de Ensino Superior (IES) e para os seus diplomados, foi iniciado e concluído sem a auscultação das instituições formadoras, facto que reputamos de profunda gravidade, pois não favorece as coordenadas de relacionamento institucional que devem reger a tutela e as IES, nem possibilitou que os principais responsáveis pela formação dos professores pudessem contribuir para o debate desta questão”. Em comunicado assinado pelo director da Escola Superior de Educação, Luís Miguel Cardoso, e pelo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato, os responsáveis referem que “a introdução desta prova não surgiu, até à presente data, consubstanciada ou justificada em evidências, estudos ou pareceres que indicassem, de forma explícita, a necessidade de criação de um mecanismo de aferição da qualidade do processo formativo que é da responsabilidade das Instituições de Ensino Superior”. No documento pode ainda ler-se que “a prova em questão suscita também uma reflexão que se prende com a sua natureza retroactiva“, uma vez que, “de facto, este mecanismo não só se aplica a todos os que, a partir do momento presente, têm conhecimento de que existe esta condição para acesso à profissão docente, como a todos os professores que iniciaram o seu percurso profissional sem terem conhecimento, à partida, deste requisito, o que constitui uma quebra dos procedimentos, regras e expectativas iniciais dos diplomados e se traduz, na prática, no rompimento do princípio da confiança jurídica“.
Semanário Linhas De ELVAS





7 comentários
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Boa tarde! Gostava de saber onde estão os reitores e restantes elementos representativos das Universidades Públicas Portuguesas, dos cursos de via ensino mais antigos do país?! Estarão todas a dormir?! Optaram por hibernar? Ou não terão vergonha de nada fazerem?! Será que o que escrevem no suplemento ao diploma (onde atestam algo) não é contraditório com aquilo que o MEC deliberou?! E se é contraditório, porque não tomam uma posição pública? Fica aqui o post para reflexão… Ajam…
Colega, eu já questionei a minha entidade formadora há 3 meses e hoje voltei a enviar um email a insistir numa resposta. Façam o mesmo, todos temos o direito a exigir uma tomada de posição por parte das universidades. A esta altura dos acontecimentos não podem ficar em cima do muro…
era interessante procurar saber a opinião de mais instituições de ensino superior que formam professores sobre a prova.
no fundo esta prova vem pôr em causa todo o trabalho desenvolvido até aqui por estas instituições, não?
gostava, em particular, de saber o que pensa a Escola Superior de Educação do Porto onde me formei.
se a ideia é uma prova de acesso à profissão, idêntica à que se faz para o acesso às ordens profissionais noutras profissões/áreas, não se deveria primeiro constituir essa tal ordem? e essa prova não deveria ser somente para a admissão de novos membros? quem já é professor, alguns mesmo há vários usados, não deveriam ser “automaticamente admitidos nessa ordem” e/ou simplesmente poderem concorrer normalmente como até aqui? deixando essa prova apenas para os recém-licenciados ou recém-mestres saídos das faculdades e/ou sem qualquer experiência educativa?
posso estar completamente errada, mas enquanto não encontrar respostas válidas e coerentes a estas questões, continuarei a ser totalmente contra esta prova.
para mim, não faz qualquer sentido.
Colega Joana, e já procurou saber qual a opinião da sua entidade formadora? Se gostava de saber, faça como eu e entre em ação, não tenha uma atitude passiva… não podemos apenas esperar que só os outros tomem a iniciativa. Se cada um de nós fizer o que lhe compete mais facilmente venceremos esta batalha, agora se ficarmos sentados…
Não faz para si nem para qualquer pessoa que raciocine de forma lógica. Só quem atua de má fé é que pode concordar com esta aberração de prova… de ELIMINAÇÃO de competências. Querem arrasar com os contratados, e àquelas mentes brilhantes, a primeira coisa que lhes ocorreu foi: detonar os mais fracos… o que é feito das instituições que nos certificaram os cursos? não têm uma palavra a dizer? está tudo bem para eles? cambada de lambe botas!!!
Boa tarde, também já solicitei uma tomada de posição à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Assim que obtiver uma resposta darei conhecimento.
Parabéns ap Director da Escola Superior de Educação, Luís Miguel Cardoso, e ao Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato, pela coragem em tomar uma atitude.
Gostaria de ouvir os vários directores dos cursos de educação…. onde estão ? qual a opinião ? Necessitamos de debate, de reflexões em torno destas medidas ?