Mais Vale Tarde Que Nunca

ESEP toma posição sobre Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades

 

ESEP

 

Considerando que a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades estabelece a introdução de alterações significativas no acesso e exercício da profissão docente, a Direcção da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Portalegre tomou uma posição em relação a este assunto.

De acordo com a ESEP, “o processo de estabelecimento de uma Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades, matéria de relevância fundamental para as Instituições de Ensino Superior (IES) e para os seus diplomados, foi iniciado e concluído sem a auscultação das instituições formadoras, facto que reputamos de profunda gravidade, pois não favorece as coordenadas de relacionamento institucional que devem reger a tutela e as IES, nem possibilitou que os principais responsáveis pela formação dos professores pudessem contribuir para o debate desta questão”. Em comunicado assinado pelo director da Escola Superior de Educação, Luís Miguel Cardoso, e pelo presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato, os responsáveis referem que “a introdução desta prova não surgiu, até à presente data, consubstanciada ou justificada em evidências, estudos ou pareceres que indicassem, de forma explícita, a necessidade de criação de um mecanismo de aferição da qualidade do processo formativo que é da responsabilidade das Instituições de Ensino Superior”. No documento pode ainda ler-se que “a prova em questão suscita também uma reflexão que se prende com a sua natureza retroactiva“, uma vez que, “de facto, este mecanismo não só se aplica a todos os que, a partir do momento presente, têm conhecimento de que existe esta condição para acesso à profissão docente, como a todos os professores que iniciaram o seu percurso profissional sem terem conhecimento, à partida, deste requisito, o que constitui uma quebra dos procedimentos, regras e expectativas iniciais dos diplomados e se traduz, na prática, no rompimento do princípio da confiança jurídica“.

 

Semanário Linhas De ELVAS

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7 comentários

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    • l on 13 de Novembro de 2013 at 14:27
    • Responder

    Boa tarde! Gostava de saber onde estão os reitores e restantes elementos representativos das Universidades Públicas Portuguesas, dos cursos de via ensino mais antigos do país?! Estarão todas a dormir?! Optaram por hibernar? Ou não terão vergonha de nada fazerem?! Será que o que escrevem no suplemento ao diploma (onde atestam algo) não é contraditório com aquilo que o MEC deliberou?! E se é contraditório, porque não tomam uma posição pública? Fica aqui o post para reflexão… Ajam…

      • Ana on 13 de Novembro de 2013 at 15:23
      • Responder

      Colega, eu já questionei a minha entidade formadora há 3 meses e hoje voltei a enviar um email a insistir numa resposta. Façam o mesmo, todos temos o direito a exigir uma tomada de posição por parte das universidades. A esta altura dos acontecimentos não podem ficar em cima do muro…

    • Joana Martins on 13 de Novembro de 2013 at 14:34
    • Responder

    era interessante procurar saber a opinião de mais instituições de ensino superior que formam professores sobre a prova.
    no fundo esta prova vem pôr em causa todo o trabalho desenvolvido até aqui por estas instituições, não?
    gostava, em particular, de saber o que pensa a Escola Superior de Educação do Porto onde me formei.
    se a ideia é uma prova de acesso à profissão, idêntica à que se faz para o acesso às ordens profissionais noutras profissões/áreas, não se deveria primeiro constituir essa tal ordem? e essa prova não deveria ser somente para a admissão de novos membros? quem já é professor, alguns mesmo há vários usados, não deveriam ser “automaticamente admitidos nessa ordem” e/ou simplesmente poderem concorrer normalmente como até aqui? deixando essa prova apenas para os recém-licenciados ou recém-mestres saídos das faculdades e/ou sem qualquer experiência educativa?
    posso estar completamente errada, mas enquanto não encontrar respostas válidas e coerentes a estas questões, continuarei a ser totalmente contra esta prova.
    para mim, não faz qualquer sentido.

      • Ana on 13 de Novembro de 2013 at 15:30
      • Responder

      Colega Joana, e já procurou saber qual a opinião da sua entidade formadora? Se gostava de saber, faça como eu e entre em ação, não tenha uma atitude passiva… não podemos apenas esperar que só os outros tomem a iniciativa. Se cada um de nós fizer o que lhe compete mais facilmente venceremos esta batalha, agora se ficarmos sentados…

    • Maria martins on 13 de Novembro de 2013 at 15:34
    • Responder

    Não faz para si nem para qualquer pessoa que raciocine de forma lógica. Só quem atua de má fé é que pode concordar com esta aberração de prova… de ELIMINAÇÃO de competências. Querem arrasar com os contratados, e àquelas mentes brilhantes, a primeira coisa que lhes ocorreu foi: detonar os mais fracos… o que é feito das instituições que nos certificaram os cursos? não têm uma palavra a dizer? está tudo bem para eles? cambada de lambe botas!!!

    • Savana on 13 de Novembro de 2013 at 16:06
    • Responder

    Boa tarde, também já solicitei uma tomada de posição à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Assim que obtiver uma resposta darei conhecimento.

    • Maria on 14 de Novembro de 2013 at 0:05
    • Responder

    Parabéns ap Director da Escola Superior de Educação, Luís Miguel Cardoso, e ao Presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato, pela coragem em tomar uma atitude.
    Gostaria de ouvir os vários directores dos cursos de educação…. onde estão ? qual a opinião ? Necessitamos de debate, de reflexões em torno destas medidas ?

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