… e podia acrescentar umas 600 palavras para descrever este modelo de prova que vai permitir aferir se um professor pode ou não lecionar.
Nem é que eu desgoste deste género de provas psicotécnicas, porque no final dos anos 80 habituei-me a usá-las para ingressar nas concorridas formações financiadas pela CEE e raramente ficava fora dos três primeiros lugares.
Prova de avaliação é “apatetada”, “ridícula”, “absurda”, “básica” e “desadequada”, classificam os professores
A indicação do tipo de questões que vai sair na prova de avaliação para professores, deixou-os perplexos. Uns consideram que a prova é ridícula por ser tão “básica”. Outros dizem também que é ridícula, por ser tão desadequada. Também não se entendem quanto ao que pretende o ministro: desviar as atenções ou afastar docentes da carreira?
No entanto sei que este género de provas pode ter as armadilhas que forem necessárias encontrar em cada momento.
No início de cada ano letivo costumo fazer um pequeno teste aos meus alunos para provar que muitas vezes as perguntas mais simples podem ser dadas de forma errada se quisermos.
O teste que costumo fazer é bastante básico, mas a percentagem de respostas erradas é idêntica em alunos de 10 anos como em licenciados e doutorados.
Se estiverem interessados em perceber este jogo agradeço que o façam de forma séria sem estarem a pensar muito e com calculadora na mão e vão perceber como ele é.
Podem usá-lo para fazer a colegas ou familiares vossos, no entanto é mais eficaz quando exigirem que a resposta seja dada de forma rápida.
Então é assim:
quanto é a soma de 1000 + 40?
e mais 1000?
e mais 30?
e mais 1000?
e mais 20?
e mais 1000?
e mais 10?
Se quiserem ser sinceros coloquem a resposta dada na caixa de comentários, sem lerem as respostas dadas, e depois comprovem com outras pessoas como muitas vezes as coisas mais simples podem tornar-se complicadas.




39 comentários
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5000?
‘Correcto mundo’! 5000! Somos grandes profs!
4100
5000
estas a gozar, certo? o que pode provocar confusão é organização da informação.
100 andorinhas estavam num fio de telefone… Um caçador deu um tiro e atingiu 2, quantas restam…
Author
… em cima do fio? 😉
Não resta nenhuma andorinha. As outras fugiram com o barulho.
E as que estão mortas? Essas não contam?
Essas estão mortas.
4100
4100, não?
Estou farto de ser tratado como mão de obra barata do ME… Não quero passar por uma prova que não prova competência nenhuma… Dou aulas desde 1996… Exerci cargos que muitos dos virtuais classificadores desconhecem a exigência das funções… Servi para corrigir Exames Nacionais…
Resumindo, sou um contratado que não merece ser tratado como aprendiz de professor….
5000?
4100
Quando se chega ao 4090 + 10, a tendência é dizer 5000 e não os 4100. Engraçado. Mas com o aviso do Arlindo no post, ficámos muito atentos… 🙂
Eu gostava era de ver a Fenprof, a FNE e outros a defenderem a escola como um todo. Será que acham bem que em certas escolas seja proibido ligar o aquecimento como por exemplo na Escola EB 2,3 de Sobrado em Valongo? Acham bem os alunos tiritarem de frio nas aulas? Acham bem que os únicos aquecedores ligados desse Agrupamento sejam os da sala da… Direção? Acham bem o facilitismo concedido aos alunos dos cursos CEF apenas para que as escolas recebam verbas do POPH e os respetivos pais o abono de família? E ainda falavam nas Novas Oportunidades! Acham bem que grande parte dos cursos CEF sejam frequentados por jovens delinquentes mal comportados com colegas e professores sem que nada lhes aconteça? Onde estão afinal os Sindicatos?
4100
4100
Havia um pastor que tinha 40 ovelhas, 3 vacas e 2 cães. Quantos anos tem o pastor???? (Brincadeira)
Já agora, expliquem-me, por favor, ao que se refere o seguinte:
“Na classificação deste item, só é considerada correta a grafia que segue o que se encontra previsto
no Acordo Ortográfico de 1990, atualmente em vigor.”
A resposta extensa é segundo o acordo de 1990 ou que está em vigor desde 2009????
INFO:
A prova de Crato e a longa marcha
por Rui Rocha, em 22.11.13
As principais reacções à divulgação do Guia da Prova para acesso a funções docentes tendem a ridicularizar o seu conteúdo e o reduzido grau de dificuldade que, pelos exemplos de questões apresentados, esta terá. Creio que quem assim faz apenas leu o texto mas não entendeu nem o contexto, nem o sub-texto. Vejamos. A realização da prova provoca uma enorme tensão entre os (candidatos a) professores e os seus representantes (se os têm), as instituições formadoras e o Ministério da Educação. Um cenário de contestação intensa colocaria Nuno Crato numa posição política muito delicada, obrigando-o eventualmente a recuar (com as consequências inerentes) ou a persistir com danos também evidentes. A apresentação pública de um modelo de prova facilitista esvazia uma boa parte do sentido da contestação. A coisa é tão fácil que mal se compreenderia na opinião pública que os professores se recusassem a responder: quem não sabe responder a isto não merece mesmo ser professor. E o receio de insucesso que muitos dos avaliados pudessem ter fica também adormecido, sendo provável que sintam menos resistência à participação. Uma prova fácil é, nas condições políticas actuais, a melhor garantia de que esta se realizará sem que surja uma contestação políticamente insuportável. E esse é o objectivo essencial de Crato nesta altura. O momento crítico do processo é o da realização da primeira prova. Se esta tiver lugar sem tensão significativa, a existência da prova deixará de ser contestada daí em diante. Mas, dirão alguns, sendo assim a prova não serve para nada. Errado. Ainda que tenha um baixíssimo grau de exigência, a prova deixará de fora um conjunto de candidatos que não têm um mínimo de condições para leccionar. E todos estaremos de acordo que isso será desde logo um benefício para o sistema de ensino. Mas há mais. O Guia publicado diz respeito apenas à prova de conhecimentos genéricos. Na verdade, não há uma prova, há duas. A segunda, destinada a avaliar conhecimentos específicos, realizar-se-á no final do primeiro trimestre do próximo ano. Ora, nada impede que a parte genérica da prova seja pouco exigente e que a parte específica tenha um grau de dificuldade mais elevado. Mas aí, o potencial de contestação estará esvaziado pela participação na primeira parte da prova. Mais, a(s) prova(s) terão periodicidade anual. Nada impede também que o grau de exigência vá aumentando de ano para ano. Quem ridiculariza esta primeira prova de Crato parece não entender o valor que uma longa marcha sempre tem para um antigo maoista.
In: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/5862107.html
4100?
Ai sr Luís… o acordo ortográfico neste momento em vigor chama-se “Acordo Ortográfico de 1990″…
http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_Ortogr%C3%A1fico_de_1990
4100
4100…ms a tendência é ir para os 5000
A prova é uma disjunção esotérica desfasada da realidade docente.
Agradeço ao colega Luís Miguel a inspiração…
Saudações filosóficas!
Patético dizerem que a prova é básica.
Isso é o que eles querem, para todos os palermas se irem inscrever…. quando levarem com a específica depois andam de lado.
Triste como fazem de nós o que bem querem e nós carneiros e burros caímos sempre.
Nem com o exemplo ontem da polícia.
PL
O seu texto é muito bom. Aqui a questão não pode estar centrada, apenas, no conteúdo da prova. O que está aqui em causa é o principio. Não se realiza prova a quem serviu o Estado durante anos e anos. Sabemos que o ministro não confia no Ensino Superior e nos Politécnicas mas nós não podemos ser vitimas do desleixo do ensino superior.
Acho que o gabinete do Ministro está a acompanhar os nossos raciocínios e está a ficar muito satisfeito com o nosso excelente desempenho. Penso que o Gabinete acaba de descobrir que o corpo docente é muito, muito bom ….
Tudo isto é um grande disparate….. MEU DEUS.
Uma pergunta: quem optar por não escrever uma única palavra na primeira questão, tem zero?
PS: não é irónica, nem tenho possibilidade (nem faria) de fazer a prova.
4100
4100
4100!!!
4100
O que me surpreende é que alguns colegas tenham respondido. Aposto que o Arlindo preferia não ter visto certas respostas. E depois, admiram-se… que haja prova.
Já agora, não se iludam com o falso facilitismo desta prova. As respostas, para serem corretamente respondidas, levam tempo a pensar. E o tempo a passar! E ainda terão de contar os A, B, C e D! E apontá-los no local pedido. E fazer o texto de opinião. E interpretá-lo, para não se fugir ao tema. E contar as palavras, para não as exceder. E cortar frases, caso a extensão ultrapasse o limite. E verificar se depois de se cortar aqui e ali, tudo o que resta faz sentido. E… e… . Em 120 minutos? Vão ver! Já viram espetáculos de magia onde o mágico faz levitar alguém? E toda a gente embasbacada a pensar no milagre? Eu já vi. E acreditei? Não. E era uma criança.
4100! mas com stress vai para 5000!!!
5ooo
Aqui está a prova provada de que o que parece fácil nem sempre o é! 4100
4100.
Uma prova ??? isto é de quem não tem que fazer nos ministérios, principalmente o da DES(educação).