Provedor quer professores experientes livres da prova
O Provedor de Justiça, José Francisco de Faria Costa, confirmou ter recomendado ao Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, que não sujeite professores contratados experientes à prova de avaliação de conhecimentos e competências para a docência.
“O Provedor de Justiça pediu ao Ministro da Educação e Ciência que ponderasse dispensar da prova de avaliação os docentes que há vários anos satisfazem necessidades permanentes”, confirma a provedoria numa notícia publicada na sua página da Internet.
Na nota é também adiantado que “a iniciativa foi tomada na sequência da apresentação de cerca de 4000 queixas de docentes sobre o assunto“.
O facto de a prova se aplicar a todos os professores contratados, independentemente da experiência, tem sido um dos principais motivos de crítica da parte dos sindicatos e das associações de professores contratados, que têm lembrado que ao abrigo de diplomas aprovados pelo anterior Governo já estava prevista essa dispensa para professores que tivessem sido avaliados com pelo menos a menção de “bom” e tivessem dado aulas durante um ano letivo.
A ser aceite esta recomendação por Nuno Crato, o número de professores sujeitos à prova – que até ontem contava com cerca de 37 mil inscritos – será à partida reduzido, limitando-se a professores com pouca experiência ou a recém-licenciados.
No entanto, falta esclarecer o que o provedor de Justiça entende por “necessidades permanentes”, já que o MEC considera que todas as contratações a prazo se destinam a satisfazer “necessidades transitórias” das escolas.




10 comentários
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Ainda existe justiça em Portugal e bom senso. O que será que Carto vai decidir, continuará a insistir no erro ?! Faço votos que não.
Os Professores “contratados” são reféns do cRato…
Espero que um Juiz reponha o Direito, obrigando cRato a cumprir a Lei. Caso cRato não o faça, espero que um Juiz lhe aplique a respectiva sanção, nos termos da Lei, independentemente de cRato ser sinistro…
Eu sabia que o Senhor Provedor se iria prenunciar! Bem aja. Agora espero que o crato se porte como um HOMEM! .
Começa muito bem: cria uma nova classe a dos “docentes que há vários anos satisfazem necessidades permanentes”.
Duas já são demais (quadros e contratados). Não precisamos de mais uma.
Caro Miguel Teixeira, concordo consigo mas tome atenção quese escreve bem haja!!!
O pilar da educação está já desmoronado… Se o último pilar, o da Justiça também cair, será o fim…
Repara, cRato…
Vamos ver se a justiça neste país de corrupção é justa.
Gostaria de ver os juristas após vários anos de desempenho profissional, avaliados a terem de se sujeitar a uma prova e poderem ficar desempregados por não terem sido aprovados.
Espero não ver e que os defensores da justiça sejam ponderados nesta situação, visto que podem destruir a vida de muitos profissionais que deram e apostaram na profissão, que se valorizaram após o curso e que de repente venha um crato lunático e psicopata qualquer formado em economia ditar o fim de uma carreira.
As minhas contratações ao longo de 10 anos têm sido para tapar “buracos”- necessidades transitórias…e geralmente com horários incompletos.
Não entendo o que quer dizer com “professores experientes que há vários anos satisfazem necessidades permanentes”. Será os que os que não conseguem horários completos e sistematicamente anuais não são competentes???
Eu já leccionei, básico, secundário, cursos profissionais, cursos EFA e CEF, fui diretor de turma…. será que ainda não tenho experiência para leccionar???
Já fui avaliado, tendo aulas assistidas, entregando portefólios e aturando ” manias” de alguns avaliadores… será que isso não me dá alguma experiência???
É VERGONHOSO O QUE ESTÁ A ACONTECER…
Agora o PROVEDOR DA JUSTIÇA começa a mostrar a sua opinião….
De que serviram AS CARTAS enviadas??? Certamente para “livrarem” da prova os professores experientes que há vários anos satisfazem necessidades permanentes (quem serão?).
E todos os outros contratados??
Quero dizes que se