… podem ser lidas neste texto de Isabel Vilhena no Correio do Minho.
Educação física quer recuperar estatuto
É com muita apreensão e incoformismo que os professores de educação física estão a encarar estas novas medidas implementadas pelo Ministério da Educação. Este é o sentimento comum dos professores de Braga que, ontem, comemoraram os 31 anos da Associação de Profissionais de Educação Física de Braga, numa cerimónia singela na Escola Secundária Alberto Sampaio.
Preocupações que foram transmitidas ao Ministro da Educação pela Associação de Profissionais de Educação Física e que, até ao momento, continuam sem resposta.
João Lourenço, presidente do Conselho Nacional das Associações de Profissionais de Educação Física, liderou este encontro com a tutela que afirma que foi inconclusivo.
Em cima da mesa estiveram as quatro grandes preocupações desta classe docente: a redução da carga horária no secundário; a aglutinação da educação física no 3º ciclo numa área que se denomina de ‘expressões e tecnologias’; as metas curriculares até 2018 não mencionam a educação física; a questão da avaliação da educação física que deixou de contar para a média de acesso ao ensino superior e para média final do ensino secundário, e por fim, nos exames de equivalência à frequência para alunos auto-propostos não há obrigatoriedade de fazer exame a educação física.




12 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Onde está o aviso de abertura?
Diplomas para Publicação em Diário da República
Gabinete do Secretário de Estado do Orçamento e Gabinete do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar
– Portaria – Vagas para o concurso interno e externo do ensino artístico especializado da música e da dança.
Gabinete da Secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário
– Despacho – Delega poderes no Chefe do Gabinete, Licenciado Daniel António Mota Oliveira e designa o adjunto do Gabinete, Licenciado José Manuel Martins Magalhães em sua substituição nas suas ausências e impedimentos.
– Despacho – Delegação de competências no Secretário-Geral do Ministério da Educação e Ciência.
Claro que se compreende a apreensão: nomeadamente na questão da avaliação que transmite uma aura de credibilidade e seriedade a todo o processo de ensino-aprendizagem.
No entanto, penso que, a educação física – fundamental no ensino básico (numa perspetiva de formação global da personalidade do discente) – pudesse ser opcional no ensino secundário.
(Nota: quando emprego o termo “ensino básico” não me refiro ao “ensino obrigatório” que agora inclui o “ensino secundário”.)
Cara/o Savana, considero que o português, matemática, geografia, fq, inglês, francês, biologia…. poderão tudo ser opções dos alunos. afinal parece-me que devemos apresentar-lhes uma vida fácil, pois a realidade do trabalho é mesmo essa.
Acho ainda mt mais interessante ser opção, pois assim os colegas de EF poderão ganhar + dinheiro nos ginásios, onde estes meninos se vão inscrever.
Valha-me tanta ignorância!!!!
No seu vaguear de ideias, porque não colocar todas as disciplinas obrigatórias no 12º ano?
Por que a Educação Física é obrigatória e não a Filosofia e a Psicologia?
Ou o/a colega julga que a Educação Física é tão importante assim de tal modo que os jovens se sentem em carência para ir a correr exercitar ao ginásio, do mesmo modo que da Filosofia/Psicologia o fazem discorrendo sofregamente em blogues de opinião pela internet adentro?
Cara savana…. Porque nao a escola também passar a ser opcional. Eu sei que somos vice campeões da Europa na obesidade infantil… MAs nao queira também entrar na luta pelo lugar de campeão. Honestamente a questao da avaliação é subjectiva. O importante é que os jovens pratiquem desporto de forma a ganharem hábitos saudáveis de vida . Nao vou entrar nessa discussão de filosofia ou psicologia ou EvT ou outra qualquer disciplina dever também ser obrigatória ….. A partir do momento que todos lutamos por um emprego, todos estes argumentos deixam de ser isentos…. todas as disciplinas são importantes e ponto.
Agora o ataque a educação fisica é obviamente fácil. Mas pronto cada um sabe o que diz…. Se acham que os adolescentes ja tem a personalidade definida …. Enfim….
Peço-vos imensa desculpa se o meu comentário vos suscitou essas interpretações.
De modo nenhum foi minha intenção desprestigiar ou sugerir qualquer teor economicista do estatuto da vossa disciplina, em particular, ou da nossa profissão, em geral, que vos possa ter assim ferido.
Ainda que não faça parte do vosso grupo disciplinar, procurei manifestar aqui de modo isento, o meu pensamento sobre esta matéria.
Mas se lerem bem o que escrevi, verão que estou solidária convosco.
Levando em conta os vossos argumentos quanto aos hábitos saudáveis, responderei que eles se aprendem no básico e, sobretudo, em casa com as famílias, da mesma forma que é dum ensino básico bem assimilado e estruturado que os nosso alunos não chegam ao secundário a não saber ler e escrever, revelando graves faltas de métodos de trabalho (estudo e saber estar…).
O problema é que quem está no Ministério não reconhece (ou é ignorante) os benefícios da disciplina de Educação Física. Não é por acaso que os países mais desenvolvidos fazem uma aposta grande no desporto, pois reconhecem a sua importância motora, social e cognitiva, já para não falar nos benefícios para a saúde. Mas cada um sabe o país que quer ter… Ou pensa que sabe…
Reconhecer os benefícios da disciplina de Ed. Física não estará em causa, mas o abuso que vi durante anos relativamente à prática de diferentes modalidades na Ed. Física, e a respetiva avaliação e repercussão no acesso ao ensino superior, fica na minha memória.
Sem apelo nem agrado alunos foram impedidos de ter acesso a uma determinada classificação por limitações que implicavam, por exemplo, até uma distinção de classificação por género.
por sinal, esta é uma disciplina em que o professor propõe o que, na sua esmagadora maioria, não é capaz de praticar…
é importante no sistema de ensino, mas com uma avaliação preferencialmente formativa à semelhança de outros países, e não factor de stress e profundas injustiças.
Maus profissionais há em todas as áreas…
Relativamente ao programa concordo consigo, devia estar mais centrado em valores e menos em habilidades. Contudo conheço muitos bons profissionais que seguem com rigor o programa do ministério, resultando no seu conceito de injustiça.
Relativamente à capacidade do professor praticar, parece-me que o constante envelhecimento da classe docente aconselha à pratica de outro tipo de exercícios, ou como alternativa, colocar ginástica para idosos no programa.
se formos comparar os gajos que se lixaram por causa da nota de ed fisica com os que se lixaram com a nota de matematica por exemplo….se calhar dava um resultado interessante.
mudasse de curso.
Ponto prévio: Não sou professor de Educação física. Nem gostaria de ser. Adoro desporto. Enquanto a saúde o permitir irei sempre praticar desporto, hoje futsal e ténis, amanhã quem sabe golfe ou o jogo da malha.
Não gosto da forma como está estruturada a E.F. nos curriculum em Portugal, torna-a uma coisa burocratizada, em que muitos alunos que até gostam (e praticam) desportos a fazem sem entusiasmo e muitos outros baldam-se o mais que podem. Não acredito que a E.F. no ensino básico e secundário reduza de forma eficaz a obesidade. Talvez devesse haver um estudo científico sobre este assunto.
Acho que seria fundamental “viciar” os alunos na prática desportiva a bem de praticarem desporto mesmo quando chegam os apertos de horário do mundo do trabalho. Acho que a E.F. em Portugal falha redondamente neste aspeto.
Já o desporto escolar à americana, em que os alunos podem praticar os seus desportos na escola, essa já me atrairia. Gostava francamente de ser Professor de futsal , por exemplo, preparando equipas escolares durante toda a semana, para as mais variadas competições. E o mesmo para qualquer outro desporto. Aí lidaria com alunos motivados, e que de certeza que reduziria a obesidade. Infelizmente em Portugal, ao contrário de muitos países desenvolvidos, não há desporto escolar (o que há é um arremedo de…). Os desportos de competição estão apenas em clubes.