Nas listas de ordenação definitivas ao concurso externo extraordinário encontrei 28 candidaturas com graduação superior a 40 valores de 27 candidatos diferentes.
A maioria das candidaturas são de docentes do pré-escolar (12) e do 1º Ciclo (6).
Dos 27 docentes com mais de 40 valores de graduação 3 deles não vincularam, mas encontravam-se entre os que poderiam ter obtido vínculo neste concurso se tivessem alargado as suas opções de candidatura.





1 comentário
O grupo 100, por exemplo, está completamente “entupido” com educadoras do privado. É impossível a alguém que sempre trabalhou na escola pública entrar numa contratação de escola e muito menos em quadro. Vincularam pessoas com 60 anos de idade e 30 de serviço (privado). É caso para dizer que devia estar decretado que passar pelo privado faz parte da carreira docente pública… Mas, este não era um concurso extraordinário para resolver em parte o problema dos professores precários da escola pública? O MEC não propôs seriar os professores com mais de 10 anos de público? É impressão minha ou houve alguém que exigiu ao MEC aquilo que seria impossível? Ao pedir o impossível resolveram a “precariedade” do privado… Repito o que tenho dito: continuem a pagar quotas, indignem-se depois de as leis produzirem efeitos… Agora queixam-se do fim das listas ordenadas, da reserva de recrutamento, das contratações de escola e o que mais virá… Todos estes mecanismos foram criados com um propósito: facilitar a entrada no público dos docentes do privado.
Estamos a viver tempos incríveis, absurdos, tomada de medidas impensáveis há uns anos atrás, com uma absoluta serenidade colectiva. Algumas pessoas encaram a situação actual da educação como um efeito da falta de união docente. Existem diversos grupos de interesse que tornam a união impossível. Quem dividiu a classe docente fê-lo propositadamente. Neste caso, parece-me que cada pessoa faz as suas opções, quem optou por sacrificar-se na escola pública deve ter prioridade na entrada em quadro. Não se trata de desclassificar nenhum tipo de candidato, trata-se de justiça. Era preciso um olhar imparcial e justo durante as negociações e a tomada de decisões. (Utópico talvez…) Continuo a achar que desde que os sindicatos começaram a ter interesses fortes no ensino privado acontecem coisas aberrantes aos professores da escola pública. Querer agradar a todos não é boa solução. Então, já agora, crie-se mais um sindicato, mas representativo dos professores da escola pública.