Ter 3600 dias de serviço
Ter leccionado num dos últimos 3 anos no ensino público
Ter uma avaliação de Bom ou Satisfaz
Criação de um quadro nacional.
Algo muito próximo do que já previ.
Como não tinha possibilidade de colocar link para a notícia que refere estes critérios faço a edição deste post colocando a fonte de informação destes dados.
3600 dias de serviço para vínculo extraordinário
São requisitos de admissão ao concurso ter completado pelo menos 3600 dias de serviço efetivo em funções docentes e ter lecionado num dos 3 últimos anos letivos nos estabelecimentos de ensino públicos na dependência do MEC. Além disso, só serão admitidos professores que tenham obtido avaliação de desempenho não inferior a “Bom” ou “Satisfaz”.
Os docentes que obtiverem vinculação ficam dispensados da prova de acesso à carreira. As vagas a colocar a concurso serão definidas em função das necessidades do sistema.
As vagas serão criadas num quadro nacional para que não existam ultrapassagens dos candidatos que vierem a obter vinculação sobre os docentes que já integram a carreira, permitindo que os candidatos que obtenham vinculação se apresentem no concurso nacional de 2013 com esse estatuto. De acordo com a nota enviada às redações, o MEC garante que a abertura de vagas no âmbito da vinculação extraordinária não compromete a abertura de outros lugares de quadro no âmbito daquele concurso nacional.
O processo relativo à vinculação extraordinária deverá estar concluído antes da candidatura ao concurso nacional de 2013. A primeira reunião de negociação sindical realiza-se na próxima sexta-feira, 26 de outubro.
Podem ver alguns quadros que já realizei com o número de docentes por anos de serviço neste post, neste e neste.
Haverão outros com mais dados mas que ainda não consegui encontrar.




41 comentários
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Arlindo, não que eu acredite nessa vinculação extraordinária (no meu grupo ainda há docentes de QZP e de QE por colocar, logo… :(), mas estou com uma dúvida: os 3600 dias de serviço incluem o ano letivo 2011/2012? Obrigada!
Quem não reunir os requisitos, faz prova de admissão?
Os que reúnem as condições, mas que não vinculem, não fazem?
Calculo que os restantes (como eu) não terão que fazer, só farão quem reunir estas condições, mas eu ainda quero acreditar que este governo vá à viola, pois afinal, há dinheiro ou não há??? Existem alunos a passarem fome mas já vai haver dinheiro para prova, bandidos!!!!
Conheço duas pessoas nesta situação: A (3000 dias de serviço); B (3650 dias de serviço). Como a A terminou o curso com nota superior, tem uma graduação mais elevada que a B, encontrando-se umas posições à sua frente! A haver vagas… A B vinculará, ultrapassando a A que tem maior graduação! Justo??
Muito injusto, Tânia F.! Mas, infelizmente, já previa isto!
Conheço uma pessoa que tem 11 anos de tempo de serviço no privado, dois anos no público efetuados nestes dois últimos anos e vai ficar abrangida por estas condições… e não sei se poderei dizer que justamente.
E nos grupos em que não há docentes com esses dias de serviço, como o caso do 350 (espanhol) como é que fica essa situação?????
Tenho exatamente a mesma dúvida!!!! Para além disso, no grupo do Espanhol (350) há muitos colegas que têm tempo de serviço mas noutros grupos (320 ou 330), pois só posteriormente fizeram formação no 350. Como tal, têm muito menos tempo de serviço efetivo no Espanhol, ao contrário de colegas com 5/6 anos de experiência efetiva no grupo 350…. Com a vergonha que têm sido as ofertas escola com pessoas a concorrer para o 350 a prestarem falsas informações sobre habilitações e que depois nem comparecem às entrevistas sempre quero ver se vai acontecer a mesma coisa que aconteceu em 2009 com a portaria que conferiu habilitação para o 350 a todas as situações e mais alguma, onde vi muitos colegas a efetivarem sem sequer terem a licenciatura e eu fiquei a ver navios porque tinha menos tempo de serviço! Equidade??????
Não sei qual é a fonte da notícia, mas tem a justiça de não descriminar entre tempo antes e após a profissionalização, como sempre defendi.
Ora aí está outra questão muito pertinente… Os 3600 dias incluem o tempo de serviço antes da profissionalização? À partida, sim, uma vez que não deixa de ser tempo de serviço. Caso contrário, muitos docentes que fizeram a profissionalização tardiamente serão excluídos.
Não sei qual é o problema de ser lista graduada e ponto final!!!
E o que acontecerá em relação aos professores do quadro que aguardam o próximo concurso para:
– vincularem a um QE/QA mais próximo de casa?
– passarem de QZP para QE/QA?
Só o poderão fazer em fevereiro? E as vagas que pretendem não serão ocupadas no concurso extraordinário?
Espero por propostas, por parte dos sindicatos, que tenham em conta estas questões.
Não me parece justo! este ano verificamos que muitos colegas que sempre leccionaram em colégios privados, concorreram ao ensino público e conseguiram colocação em escolas TEIP´s…ou seja, nunca passaram pela situação de correr o País a saltitar de escola em escola, e muito menos tiveram que se aguentar com horários incompletos. Daí que vão ultrapassar quem sempre esteve no ensino público!
Genericamente, concordo com a proposta do MEC. Parece-me justa. Nao é preciso mais critério nenhum, porque em concurso se observa a lista graduada. E, no concurso ordinário logo a seguir, todos estão em igualdade de condições.
Espero que as agremiações sindicais não estraguem tudo com propostas de outros critérios por encomenda.
O unico critério que admito possa ser ajustado é o dos 10 anos de serviço mas em escolas estatais.
Enfim, os últimos 3 anos em regime de exclusividade nas escolas publicas já elimina muitos casos duvidosos.
Não são os últimos 3 anos, mas sim 1 ano nos últimos 3!
Duvido que no meu grupo – 550 – exista alguém que preencha estes critérios…
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Concorrem na vinculação “ordinária”
1) Este concurso extraordinário de vinculação é ilegal.
2) Ter leccionado nos últimos 3 anos é para apanhar os que foram reconduzidos bem sabemos como …
3) Ter 10 anos de serviço convém sobretudo aos que foram para o privado porque não conseguiam colocação de outro modo …
4) A não consideração do caso dos grupos em que não há docentes com esses dias de serviço, como o caso do 350 (espanhol), é elucidativa da capacidade e bondade de quem decide …
5) Sobre os exemplos A e B dados pela Tânia F, eu pergunto se ela concorda que a graduação profissional tenha em conta apenas a nota do curso. Se não, o seu argumento é falacioso; se sim, diga lá porquê, mas não se esqueça que uma nota 18 numa privada pode valer menos do que uma nota 14 numa pública …
6) Sabendo-se que há horários zero em praticamente todos os grupos de recrutamento, que sentido faz vincular professores em tais grupos?
7) Parece-me mais do que óbvio que as condições para vinculação foram desenhadas para satisfazer certas clientelas: sindicalistas, amigos e conhecidos … Não sejam ingénuos …
Só uma nota: de acordo com a notícia, não é necessário ter lecionado nos últimos 3 anos, mas sim num dos últimos 3 anos, o que faz toda a diferença.
Acho justa a proposta. Concordo com a Helena Marques: ” espero que os sindicatos não estraguem tudo”.
Penso que o problema maior serão as vagas. Não pensem que TODOS os que estão em condições de concorrer terão lugar….Acredito que mais de metade ficará de fora.
Enfim, vamos esperar pelas vagas para ver no que isto vai dar…
Pois eu acho injusta qualquer proposta que não respeite as listas graduadas (como é o caso desta)…
Lia, há muito que a lista graduada não é respeitada. Há colegas que obtiveram colocação e estão centenas de lugares atrás de muitos que se encontram no desemprego. Não são só as renovações, as Contratações de Escola são outro exemplo de subversão das tradicionais regras do concurso nacional. O problema é que ninguém protestou (incluindo os sindicatos) quando se começou a desrespeitar a graduação. Essa transgressão foi consentidamente aceite por todos. Muitos dos que têm tido sorte nos últimos anos (devido, , por exemplo, às renovações), alcançaram uma graduação que os posicionou acima de quem teve azar, mas já trabalha para o MEC há muito mais tempo. Estes, azarados e em muitos casos, desempregados, não estaria nesta situação se pudessem ter concorrido às vagas dos “renovados”.
Quanto a isso estamos de acordo, Sandra. Eu sou um dos azarados que referes: nunca renovei e este ano, pela primeira vez, estou desempregada nesta altura. Acho as renovações tremendamente injustas. Mas acho outras situações, que nos trouxeram até aqui, igualmente injustas, e contra isso nada posso fazer. Não posso é deixar de mostrar o meu desagrado cada vez que a justiça é atropelada e, em meu entender, este é mais um dos casos em que tal acontece…
Quanto a isso estamos completamente de acordo, Sandra! Eu sou uma das azaradas que referes: nunca consegui renovação e, pela primeira vez, estou desempregada e sem grandes expectativas este ano. As renovações são extremamente injustas! No entanto, os concursos sempre foram pautados por outras situações igualmente injustas e, contra isso, nada podemos fazer. Agora, o que eu não posso deixar de fazer é mostrar-me indignada a cada vez que a justiça sofre atropelos e, em meu entender, esta é mais uma situação em que tal acontece…
Tenho lido bastante sobre os professores que lecionaram no privado estarem agora no público a concorrerem para ofertas de escola e muitos acham isso injusto. Pois eu acho que também devo defender esses professores porque também estive 7 anos no privado e estou há 3 anos no público. Fiquem cientes que trabalhar no privado (na sua grande maioria) não é assim “pêra doce” como pensam. É certo que não andámos a saltitar de escola em escola; não andámos com a mala às costas… Contudo, na maioria dos privados, e desde que começou a crise isso tem-se notado muito mais, os professores têm de trabalhar mais horas diárias na escola, são muito mais pressionados para obter resultados, trabalham nas interrupções letivas do Natal, Carnaval e Páscoa, ficando sempre com alunos (porque os colégios não fecham) e muitos em agosto, porque há cada vez mais privados que não fecham neste mês, para poderem receber essa mensalidade. A par das avaliações que têm de fazer, e outros documentos necessários no final de cada período, em julho e também agosto, os professores e educadores fazem colónia de férias. Dão almoços, fazem recreios, muitos até abrem e/ou fecham os colégios… Também não pensem que o comportamento é o ideal… são meninos com outras condições, certo, mas que também são muitas vezes complicados a par dos seus pais que pensam que podem exigir tudo e falr tudo porque pagam. Portanto, os meus 7 anos no privado foram muito suados e quando entrei para o público não senti de forma alguma que estava a roubar o lugar a alguém, pois sou professora como os outros, licenciada por uma ESE, tendo apenas um percurso diferente, mas tão duro ou mais (depende do ponto de vista) que o daqueles que trabalharam sempre no público.
Eu tenho duas questões:
– Os 3600 dias fazem distinção entre pré e pós profissionalização?
– Os últimos 3 anos incluem o ano lectivo 2012-2013?
3600 dias? Até que ano lectivo? 2011/2012? E quem tem 3592 dias… fica de fora (contanto com o tempo antes e após até 2011/2012)? fonix… xunga…
Também acho justa a proposta. Porém, temo duas coisas: que os sindicatos inquinem os critérios e que as vagas sejam muito poucas.
O desejável era que a maior parte dos colegas vinculasse para finalmente podermos usufruir dos mesmos direitos que os colegas dos quadros, porque com os mesmos deveres sempre fomos presenteados!
Só falta um pormenor: nº de vagas? É que estes são os critérios mínimos!!! Não garante a todos o acesso, apenas a concurso. No entanto acho injusto. Acho que deveriam por para além do tempo de serviço 10 anos, poderiam por pelo menos 5 anos no estado acumulados nos últimos 7/8??? VAmos ver o q isto vai dar.
Mais justo seria dos 3600 dias pelo menos 1095 (três anos) dias feitos no público. é injusto alguém do privado que teve só 1 ou dois anos no público passar à frente dos outros.
Gostava de perceber a razão do tempo de serviço ser de 3600 dias (10 anos menos 50 dias) e não ser, por exemplo, 3285 dias (9 anos de serviço) ou 3650 (10 anos de serviço).
É urgente que os colegas do privado concorram noutra prioridade. Estes colegas não deram o corpinho para o ensino publico como nós. Agora que o ensino privado está a dar o berro, saltam para aqui e ultrapassam montes de pessoas. Espero que os sindicatos vejam bem isto.
Grande injustiça sim senhores e senhoras. Tenho 9 anos e vão passar-me cerca de 200 pessoas á frente tanto os que estão agora na 1 prioridade como os q já vão estar na 1 prioridade nesse concurso pois estão agora a trabalhar. A única justiça q existe é a graduação.
e os que se encontram em Licença sem Vencimento de Longa Duração e pediram o reingresso e esse foi negado durante 6 anos??????? Também podem entrar nessa vinculação?????????
Meu Deus, isto parece uma perseguição a nós professores do ensino particular e cooperativo!! Somos uma mini mini minoria e somos vossos colegas também… Acham mesmo que agora os professores do privado vão a correr sair da escola a que já estão familiarizados e concorrer para as escolas públicas?! Enfim…
Relativamente aos critérios e visto isto a “olho nu”, até me parecem justos!!
Em relação aos que ficarem colocados terem que concorrer na 2ª prioridade…….não ficam prejudicados?????????????
Discordo em absoluto com a 2º prioridade no concurso ordinário. Já basta dediscriminação!
Author
Ainda querias a 1ª prioridade? Olha vai lá ver para quem é essa prioridade.
Tens razao, Arlindo. Ligeireza minha. 🙂
A proposta está muito equilibrada. Penso que a negociação é muito fácil.O Mec está, para já, de parabéns. Qunto à Fne, que tem aqui um papel muito importante, deixarei para mais tarde esse reconhecimento. Fa-lo-ei com gosto, logo que tudo esteja definido.
Estou preocupada com a posição da Fenprof. Acontece que Mário Nogueira ameaça avançar para os tribunais. Se assim for…