Cerca de cinco meses depois de ter falhado redondamente previsão semelhante, Harold Camping, um pastor evangélico, vem agora garantir que o “fim do mundo”, afinal, ocorre sábado. E até aponta uma hora exacta.
As previsões do pastor norte-americano, de 90 anos – comemorados em Julho – garantem que o mundo acaba a 21 de Outubro de 2011, às 20.00 horas locais (01.00 hora de sábado em Portugal continental).
Harold Camping difundiu, através do seu programa radiofónico, “Family Radio” (Rádio da Família, traduzido em português), que afinal enganou-se nos cálculos e interpretações que fez da Bíblia, levando-o a prever o “Apocalipse” em Maio, há cinco meses.
A recuperar de um acidente vascular, o pastor é detentor de um grupo de rádios evangélicas nos Estados Unidos da América e já em 1992 havia publicado uma obra na qual garantia que Jesus Cristo regressaria à Terra, em Setembro de 1994.
O Ministério da Educação pretende poupar, em 2012, 102 milhões de euros com professores contratados. Um objectivo que, para ser cumprido, implica que cerca de 20 mil profissionais não tenham lugar nas escolas no próximo ano lectivo.
A medida de poupança vem inscrita no relatório do Orçamento de Estado para 2012. No documento, o Governo explica que estes 102 milhões de euros – de uma redução de despesa global que deverá atingir os 600 milhões de euros nas pastas da Educação e da Ciência – serão conseguidos através da “supressão de ofertas não essenciais no ensino básico.” Concretizando, o ministério adianta que ali se incluem medidas como a supressão da área de projecto nos 2.º e 3.º ciclos; o ajustamento do estudo acompanhado no 2.º ciclo e a sua supressão no 3.º ciclo; e em “outras a anunciar oportunamente”. E terão de ser várias. A fusão das disciplinas de História e a Geografia, o fim do par pedagógico em Educação Visual e Tecnológica (passando de dois professores para apenas um), o fim do carácter obrigatório da segunda disciplina estrangeira ou até a redução de horas a Educação Física são algumas das hipóteses avançadas.
Certo é que esta é uma poupança que diz directamente respeito a uma diminuição de encargos com salários de professores contratados. Um universo que, apurou o Económico, se situa já na casa dos 27 mil, depois da 5.ª bolsa de recrutamento, que ocorreu no passado dia 13 de Outubro.
Esta notícia do Diário Económico vem no seguimento de outras notícias que referem os mesmo cortes curriculares para 2012/2013. Como já disse na altura estas são notícias que ainda não passam de especulação e que tiveram início em postas de pescada lançadas para a comunicação social.
O mais curioso é que o relatório do OE2012 é específico a anunciar medidas para 2012 que já se concretizaram em 2011, também deve acontecer o mesmo quando é anunciado para 2012 o aumento do número de alunos por turma.
Tenho alguma dificuldade em contabilizar o número de acessos ao blog pela simples razão que o plugin que está na barra lateral não fazer a mesma contagem das estatísticas do wordpress.
Contudo vou guiar-me pela estatística que se encontra no painel de administrador do blog em que são contabilizadas as visitas diárias.
Hoje este número atingiu o milhão de visitantes.
É com grande orgulho que apresento estes dados. É motivo de satisfação saber que o trabalho é visto por muitos e que não é um desperdício perder algumas horas diárias com este blog.
A contabilização deste número é feita apenas neste endereço, embora o anterior ainda esteja funcional mas inactivo e que serve apenas para manter alguns ficheiros que não consegui transferir para este novo endereço.
Este blog funciona desde Dezembro de 2010 e o seu grande crescimento iniciou-se durante o mês de Agosto.
Não posso deixar de agradecer a todos os que por aqui passam e colaboram com este blog. Também agradeço os imensos emails que vou recebendo e que dentro das minhas possibilidades acabo sempre por responder.
Conforme fiz referência de manhã a FNE não poderia deixar de levar à reunião de hoje com o MEC a situação de atraso que se verifica com a colocação dos DCE e dos DACL. Espero que definitivamente este assunto fique arrumado e que não seja preciso voltar a ele.
O Sindicato dos Professores da Zona Norte (SPZN) no âmbito da Federação Nacional da Educação (FNE) reuniu hoje, dia 19 de Outubro, com o Ministério da Educação e Ciência (MEC).
Nesta reunião a pedido da FNE/SPZN, foram abordadas as matérias que ficaram definidas para negociação no acordo celebrado, entre a FNE e o MEC, sobre avaliação de desempenho, bem como a calendarização para negociação das referidas matérias.
Foram também discutidas as questões que têm surgido em relação aos concursos e que, como é do conhecimento dos nossos sócios, têm sido objecto da nossa preocupação e atenção muito especial. Exigimos ao MEC a correcção de todas as situações irregulares e anómalas verificadas nos concursos.
Em relação à colocação dos docentes candidatos a DCE obtivemos a garantia de que, ainda hoje se daria início à colocação destes docentes. Este processo de colocação será finalizado no mais curto espaço de tempo possível, conforme compromisso do MEC. Continuaremos atentos ao desenvolvimento do processo e tudo continuaremos a fazer até à sua completa resolução.
Também, e em relação aos docentes que concorreram a DACL e ainda não obtiveram colocação, a FNE/SPZN exigiu solução para este problema.
O MEC assumiu com a FNE/SPZN que todos os docentes nesta situação, poderão enviar à DGRHE, um requerimento a solicitar mobilidade excepcional para as escolas onde pretendem ser colocados. Os sócios do SPZN poderão, se o entenderem, procurar junto da sede do sindicato e de cada uma das sedes regionais um requerimento tipo de apoio a este pedido.
À margem destas matérias, o secretário-geral da FNE teve ainda oportunidade de questionar o secretário de Estado a propósito dos atrasos, ainda verificados, nas colocações de professores em regime de DACL e DCE. O Governo assumiu o compromisso de, ainda hoje, proceder à colocação de uma centena de docentes DCE, sendo que os restantes 400 serão colocados nos próximos dias. Quanto às colocações por DACL ficou firmado o compromisso que desde os professores apresentem o requerimento necessário, a sua situação será apreciada e resolvida.
João (nome fictício), 19 anos, podia ter enveredado pelo caminho errado. Mas conseguiu fazer as escolhas certas. Era considerado um “exemplo de força, determinação e solidariedade” para a Escola Básica de Fitares, no concelho de Sintra. Ontem morreu, na sequência de um esfaqueamento na zona das Mercês.
Diminuir a despesa do Estado é um objectivo que este governo prevê alcançar sobretudo à custa da Educação. Os encargos com o ensino sofrem no próximo ano um corte superior a 1,5 mil milhões de euros. Se este objectivo for cumprido à risca, o golpe na Educação corresponde a quase 1% de toda a riqueza produzida no país (0,9% do PIB). A Educação vai levar a maior talhada de sempre e nem sequer a Saúde – que sofre uma queda superior a 10% – consegue chegar perto deste valor (o corte nesta área fica pelos 950 milhões).
No relatório do Orçamento do Estado (OE) para 2012, a despesa total que o Estado tem com a Educação cai de 8,1 mil milhões em 2011 para 6,5 mil milhões no próximo ano. E é às escolas dos ensinos básico e secundário que mais sacrifícios vão ser exigidos. Ao conferir o quadro das despesas dos “serviços integrados” no relatório do OE, salta a vista que o maior golpe no Ministério da Educação e Ciência incide nos estabelecimentos de ensino que no próximo ano vão ter menos 882 milhões de euros para fazer face às despesas – de 5,4 mil milhões passam a ter 4,5 mil milhões de euros. Nem o Ensino Superior terá de se sujeitar a tamanha dieta, uma vez que as reduções previstas para as universidades e politécnicos não ultrapassam os 281 milhões de euros.
No passado dia 13 o secretário de estado do ensino e da administração escolar emitiu um comunicado de imprensa dando conta que tinha assinado dois despachos para autorizar de forma excepcional a mobilidade de todos os DCE que não foram colocados nas escolas da sua preferência e a autorizar a deslocação dos DACL a título excepcional para uma escola próximo das suas residências até à obtenção de uma colocação através da bolsa.
Hoje dia 19 ainda não consta no site da DGRHE qualquer informação sobre os procedimentos a adoptar por estes professores para verem efectivadas a mobilidade ou a deslocação excepcional.
O SPZN no seu site solicita com urgência, a todos os que estão nas condições previstas no comunicado de imprensa, que contactem o SPZN por mail dando conta da sua situação. Como hoje a FNE tem reunião com o MEC este deve ser novamente um dos pontos que será tratado.
Ficam aqui disponibilizadas as listas da BR6 por grupo de docência e por ordem de entrada de horário.
Faltam ainda as listas de colocações dos grupos 310, 320, 340, 540, 560, 600, 610, 920 e 930. Os grupos 210 e 530 não tiveram colocações e o grupo 350 já não tem candidatos por colocar desde 31 de Agosto.
Este tipo de listas podem apoiar possíveis recursos hierárquicos.
1 – Como é do conhecimento público e sem que nada o fizesse prever, o Ministério da Educação e Ciência alterou os procedimentos da aplicação da lei que regulamenta o concurso de professores, o que resultou numa inversão das colocações, relativamente aos anos anteriores. Habitualmente, nas primeiras Bolsas de Recrutamento havia uma quantidade substancialmente superior de colocações em horários anuais, em contraste com um número significativamente reduzido de horários temporários.
2 – O número de colocações em horários anuais, nas primeiras bolsas, era tão expressivo que um número considerável de docentes concorreu apenas a horários anuais, como era habitual, com uma garantia de colocação, na pior das hipóteses, até à BR4.
3 – Não obstante as circunstâncias excecionais que levaram à existência de um número significativo de professores em Destacamento por Ausência da Componente Lectiva (DACL) e à redução substancial do número de vagas, a alteração da aplicação da lei levou a que os docentes mais graduados, opositores, apenas, aos horários anuais, se vissem ultrapassados na ordenação estabelecida pela DGRHE e não obtivessem a devida colocação a que teriam direito.
4 – Com efeito, a constatação inegável da alteração da plataforma informática que levou as próprias escolas a terem de carregar horários anuais como temporários e noutros casos, a serem carregados como anuais e serem convertidos em mensais, sem qualquer informação prévia no momento do concurso, configura uma situação inaceitável de quem sabia o impacto das alterações produzidas e não alertou em tempo para esta mudança de procedimentos. Não basta argumentar que se está a atuar ao abrigo da lei para justificar a razoabilidade do que aconteceu pois é inequívoco que o Ministério sabia do impacto que as alterações na plataforma iriam provocar.
5 – Em bom rigor, se a aplicação da lei e/ou da plataforma informática não tivessem sido alteradas, os horários temporários, até agora preenchidos, teriam sido, maioritariamente, horários anuais e os restantes é que teriam sido os temporários.
6 – Gerou-se assim, um clima de frustração neste grupo de docentes, por verem goradas as suas legítimas expectativas de não poderem aspirar à colocação a que teriam direito, não fora a alteração operada na plataforma pela DGRHE.
7 – Face à situação criada e no sentido de minorar os efeitos do problema detectado, sugere-se que seja criada a possibilidade de os professores que manifestaram opção pelos horários anuais possam aceder também às vagas temporárias sem interferir com as colocações já efectuadas. Deste modo será reposta alguma equidade, permitindo que os docentes mais graduados não sejam injustamente arredados do sistema de ensino para este ano lectivo.
Se concorda com estes pressupostos, subscreva esta petição.
Os signatários
Penso que não seria necessária uma petição para remediar o que veio a acontecer com uma alteração forçada das regras. O próprio MEC no dia seguinte à BR2 deveria ter permitido que todos os docentes que concorreram apenas a horários anuais pudessem alterar a duração previsível do contrato manifestando interesse nisso.
Só é pena que não exista mais nenhuma informação dos procedimentos a seguir para estes professores de forma a organizarem a sua vida. São necessários alguns procedimentos que têm de ser feitos com alguma antecedência, nomeadamente um plano de vacinas próprio.
Este concurso foi aberto apenas para professores dos quadros com preferência para candidatos em ausência da componente lectiva, no entanto Timor Leste irá apostar na requalificação dos seus docentes e espera contar com o apoio de docentes portugueses comparticipando em conjunto com o estado português os custos dessa parceria. Uma boa oportunidade de trabalho deve surgir nos próximos tempos para os docentes portugueses.
A Federação Nacional da Educação (FNE) manifestou hoje preocupação e “profunda discordância” com as medidas inscritas na proposta de orçamento para 2012, admitindo que podem fazer perigar a escolaridade obrigatória de 12 anos, com o empobrecimento das famílias.
Podemos estar hoje a poupar algum dinheiro, mas criando “uma fatura extremamente pesada para os portugueses no futuro se abandonarmos condições de uma educação de qualidade que acolha todos e promovendo o sucesso de todos”, declarou à agência Lusa o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva.
“A educação é o setor onde há o corte mais brutal em termos de orçamento, comparativamente a 2011”, sublinhou.
Questionado sobre a viabilidade da escolaridade de 12 anos, Dias da Silva respondeu: “A própria Ação Social Escolar também sofre cortes. Aquilo que contribuía para uma oferta de qualidade pode ser posto em causa por medidas que sejam de mero controlo de despesa”.
Face às dificuldades que enfrentam as famílias, a FNE apela: “Temos de ter uma educação para todos, se começamos a ter uma educação só para alguns é o futuro que está em causa”.
Questionado sobre um alerta já deixado pelas associações de pais sobre esta matéria, Dias da Silva admitiu: “Há todas as formas escondidas de pequeno contributo para o orçamento familiar que retiram os jovens da escola e isso deve ser combatido, não deve ser promovido”.
A FNE discorda das medidas estabelecidas para os trabalhadores da Administração Pública, como os cortes de salários e subsídios de férias e de Natal, mostrando-se particularmente sensível aos pensionistas cujo IRS seja agravado.
“O caminho que se pode seguir não é um caminho de via única, que é este que o Governo escolheu”, disse Dias da Silva, defendendo que se a crise é para todos, os sacrifícios também deviam ser repartidos por todos, através de uma revisão de impostos para a população em geral e em função das possibilidades de cada um.
Para a FNE, o Governo “não preserva condições de equidade e de justiça social”.
A federação considera que há uma incorreta gestão de recursos na Administração Pública e que há alternativa a despedimentos.
No setor que representa, em particular, a FNE diz-se preocupada com a forma “vaga e genérica” como o Governo apresenta o contributo do Ministério da Educação para combater a crise.
“Não entendemos o que é supérfluo na organização curricular, nem como é possível reduzir nas políticas de promoção de sucesso educativo. Achamos que há perigo de estes cortes virem a por em causa elementos fundamentais de garantia da qualidade do nosso sistema educativo”, afirmou.
O Ministério da Educação e Ciência perde 864 milhões de euros, face a 2011, para um total de 8.182,4 milhões de euros inscritos este ano na proposta de lei que o Governo entregou segunda-feira no Parlamento.
Será que os horários pedidos pelas escolas após o dia 13 não tenham vindo a concurso nesta bolsa de forma a permitir a colocação administrativa dos DCE para lugares vagos?
É incompreensível o erro das listas da BR6 se não for essa a justificação, embora nas listas de colocados tenham vindo a concurso horários que terminam o contrato no dia 17/11.
Conforme já tinha feito referência aqui o OE2012 prepara-se para cortar nas ofertas não essenciais do ensino básico.
Estes cortes no valor de 100,2 milhões de euros têm um impacto no PIB de 0,1%.
Para além destes cortes que devem incidir essencialmente no currículo também se prevê um acréscimo de alunos por turma no ensino regular e nos cursos EFA com uma poupança de 87,8 milhões de euros bem como a continuação da racionalização da rede de escolas do 1º ciclo e a continuação da aposta na criação de mega agrupamentos com uma redução de 54 milhões de euros.
Com a redução de 147,4 milhões de euros no ensino superior e ciência mais uma redução de 208,7 milhões de euros que não está discriminada, a redução total no MEC para 2012 irá ser de 600,1 milhões de euros, 0,4% do PIB.
Acrescido os cerca de 600 milhões de euros com o não pagamento dos subsídios de Férias e Natal o corte total que irá afectar a Educação ultrapassa em muito o mil milhão de euros.
Para analisar estes dados amanhã com mais alguma calma. Mas 9,6% são mais do que os 605 milhões de euros que há pouco tempo se falava para cortes no MEC.
Medidas do relatório do OE2012 para o Ensino básico e secundário e administração escolar (página 197 e 198)
Em matéria de educação e formação, o País enfrenta como principais desafios o garantir de uma melhoria significativa das aprendizagens, o elevar dos níveis de qualificação dos jovens e de adultos e o combate ao abandono escolar precoce. O compromisso assumido entre o Estado português e a Troika internacional vem reforçar precisamente a necessidade de reunir esforços e apostar em medidas que tenham em vista ―o aumento da eficiência no sector educativo, o aumento da qualidade do capital humano e a facilitação da adaptação ao mercado de trabalho‖.
Assim, no que diz respeito a matérias relacionadas com questões curriculares, pedagógicas e de qualificação, consideram-se os seguintes objetivos estratégicos:
Elevar os níveis de qualificação e melhorar significativamente a qualidade das aprendizagens, desde o ensino pré-escolar ao ensino secundário (quer nos cursos gerais, quer nos cursos profissionalizantes), e a sua comparabilidade no espaço europeu;
Alargar o acesso ao ensino especial e adequar a intervenção educativa e a resposta terapêutica às necessidades dos alunos e das famílias no ensino especial;
Reforçar a aposta no ensino profissionalizante de jovens quer no nível básico, quer no nível secundário de educação;
Manter as respostas de qualificação de adultos, com especial incidência na elevação dos níveis de certificação profissional e na reconversão e integração laboral das pessoas em situação de desemprego;
Desenvolver e consolidar uma cultura de monitorização e avaliação a todos os níveis do sistema de ensino, assente no rigor, na responsabilização, na promoção e valorização do mérito e na deteção das fragilidades.
Para o efeito, será implementado um conjunto extenso de medidas em áreas de intervenção diversas:
Profunda reorganização e racionalização dos currículos e revisão de planos/projetos associados à promoção do sucesso escolar;
Melhoria da complementaridade entre percursos de reconhecimento e percursos de formação certificada.
No que diz respeito à administração escolar, consideram-se os seguintes objetivos estratégicos:
Melhor gestão dos recursos humanos por via do processo de mobilidade, utilizando critérios exigentes de gestão e racionalização;
Reordenamento da rede escolar do sistema de ensino, nomeadamente através da criação de uma rede de oferta pública coerente e aproveitando os recursos existentes;
Reforçar a autonomia das escolas, contratualizando com um maior número de escolas maior autonomia;
Empreender reformas na administração escolar, nomeadamente numa primeira fase, o modelo de financiamento das escolas particulares e cooperativas com contrato de associação e a implementação de um novo modelo de avaliação de desempenho docente.
Para o efeito, será também implementado um conjunto extenso de medidas em áreas de intervenção diversas, como sejam:
Estabilidade e dignificação da profissão docente: é imperativo o desenvolvimento de um modelo de Avaliação de Desempenho Docente centrado nas vertentes científica e pedagógica e que promova a motivação e o desenvolvimento profissional dos docentes no quadro de um sistema de rigor que reconheça o mérito e a excelência;
Racionalização da rede de oferta de ensino: constituem prioridades nesta área de intervenção a estabilização do processo de organização dos agrupamentos de escola, privilegiando a verticalização pedagógica e organizacional de todos os níveis de ensino, bem como a reorganização das escolas do 1º ciclo, permitindo aos alunos usufruírem de melhores condições de ensino e de aprendizagem;
Desenvolver e aperfeiçoar o ensino pré-escolar: nesta área de intervenção, procurar-se-á alargar a rede pré-escolar, a qual constitui um fator de equidade no progresso educativo das crianças, incluindo a aposta na articulação entre o ensino pré-escolar e o ensino básico
Desde o dia 12 de Setembro existiu sempre uma Bolsa de Recrutamento a uma segunda-feira, por isso acredito que saia hoje a BR6. Esta será a última bolsa que não terá candidatos que tenham regressado por termo de contrato.
Boa sorte para a BR6 a quem ainda está não colocado.
A data provável para a greve geral será o dia 29 de Novembro dia da previsível aprovação do Orçamento de estado para 2012 que será conhecido ao final do dia de hoje.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda considera que a transparência no processo de colocações através das bolsas de recrutamento tem que ser assegurada para o futuro. Basta para tal que, à semelhança do que já ocorre com os restantes procedimentos de colocação de docentes previstos na legislação, as listas de docentes, com o respectivo grupo de recrutamento e a respectiva posição na lista ordenada sejam tornadas públicas. Não se compreende aliás porque é que no que diz respeito às Bolsas de Recrutamento tal não é feito, já que permite o escrutínio público de todo o processo transparente e eficaz, não ficando dependente de denúncias avulsas tornadas públicas pelas escolas e candidatos, com tudo que de daí advém de prejudicial para os próprios.
Este projecto de lei não tem razões para ser chumbado na assembleia da república, embora possa existir uma justificação porque irá ser negociado o diploma de concursos em breve (e esta alteração nunca viria a tempo para este ano porque as bolsas terminam já em dezembro). Se passos Coelho é defensor da transparência que aceite este princípio para o novo modelo de concursos que irá começar a ser negociado em breve com as organizações sindicais que subscreveram o acordo relativo à avaliação de desempenho
O mundo não nasceu connosco. Essa ligeira ilusão é mais um sinal da imperfeição que nos cobre os sentidos. Chegámos num dia que não recordamos, mas que celebramos anualmente; depois, pouco a pouco, a neblina foi-se desfazendo nos objectos até que, por fim, conseguimos reconhecer-nos ao espelho. Nessa idade, não sabíamos o suficiente para percebermos que não sabíamos nada. Foi então que chegaram os professores. Traziam todo o conhecimento do mundo que nos antecedeu. Lançaram-se na tarefa de nos actualizar com o presente da nossa espécie e da nossa civilização. Essa tarefa, sabemo-lo hoje, é infinita.
O material que é trabalhado pelos professores não pode ser quantificado. Não há números ou casas decimais com suficiente precisão para medi-lo. A falta de quantificação não é culpa dos assuntos inquantificáveis, é culpa do nosso desejo de quantificar tudo. Os professores não vendem o material que trabalham, oferecem-no. Nós, com o tempo, com os anos, com a distância entre nós e nós, somos levados a acreditar que aquilo que os professores nos deram nos pertenceu desde sempre. Mais do que acharmos que esse material é nosso, achamos que nós próprios somos esse material. Por ironia ou capricho, é nesse momento que o trabalho dos professores se efectiva. O trabalho dos professores é a generosidade.
Basta um esforço mínimo da memória, basta um plim pequenino de gratidão para nos apercebermos do quanto devemos aos professores. Devemos-lhes muito daquilo que somos, devemos-lhes muito de tudo. Há algo de definitivo e eterno nessa missão, nesse verbo que é transmitido de geração em geração, ensinado. Com as suas pastas de professores, os seus blazers, os seus Ford Fiesta com cadeirinha para os filhos no banco de trás, os professores de hoje são iguais de ontem. O acto que praticam é igual ao que foi exercido por outros professores, com outros penteados, que existiram há séculos ou há décadas. O conhecimento que enche as páginas dos manuais aumentou e mudou, mas a essência daquilo que os professores fazem mantém-se. Essência, essa palavra que os professores recordam ciclicamente, essa mesma palavra que tendemos a esquecer.
Um ataque contra os professores é sempre um ataque contra nós próprios, contra o nosso futuro. Resistindo, os professores, pela sua prática, são os guardiões da esperança. Vemo-los a dar forma e sentido à esperança de crianças e de jovens, aceitamos essa evidência, mas falhamos perceber que são também eles que mantêm viva a esperança de que todos necessitamos para existir, para respirar, para estarmos vivos. Ai da sociedade que perdeu a esperança. Quem não tem esperança não está vivo. Mesmo que ainda respire, já morreu.
Envergonhem-se aqueles que dizem ter perdido a esperança. Envergonhem-se aqueles que dizem que não vale a pena lutar. Quando as dificuldades são maiores é quando o esforço para ultrapassá-las deve ser mais intenso. Sabemos que estamos aqui, o sangue atravessa-nos o corpo. Nascemos num dia em que quase nos pareceu ter nascido o mundo inteiro. Temos a graça de uma voz, podemos usá-la para exprimir todo o entendimento do que significa estar aqui, nesta posição. Em anos de aulas teóricas, aulas práticas, no laboratório, no ginásio, em visitas de estudo, sumários escritos no quadro no início da aula, os professores ensinaram-nos que existe vida para lá das certezas rígidas, opacas, que nos queiram apresentar. Se desligarmos a televisão por um instante, chegaremos facilmente à conclusão que, como nas aulas de matemática ou de filosofia, não há problemas que disponham de uma única solução. Da mesma maneira, não há fatalidades que não possam ser questionadas. É ao fazê-lo que se pensa e se encontra soluções.
Recusar a educação é recusar o desenvolvimento.
Se nos conseguirem convencer a desistir de deixar um mundo melhor do que aquele que encontrámos, o erro não será tanto daqueles que forem capazes de nos roubar uma aspiração tão fundamental, o erro primeiro será nosso por termos deixado que nos roubem a capacidade de sonhar, a ambição, metade da humanidade que recebemos dos nossos pais e dos nossos avós. Mas espero que não, acredito que não, não esquecemos a lição que aprendemos e que continuamos a aprender todos os dias com os professores. Tenho esperança.
Artigo de José Luís Peixoto, publicado na revista Visão de 13 de Outubro de 2011
Um 1º lugar com média negativa é sempre um primeiro lugar. 😀
Ordenação das escolas básicas do país, com base na média das provas de Português e Matemática (critérios). O “Ranking 1” inclui todas as escolas; o “Ranking 2” considera apenas aquelas com 50 ou mais provas realizadas.
Profissional do hospital do Barlavento Algarvio recebeu mais do dobro do valor pago a todos os cinco elementos do conselho de administração.
Sinceramente já não sei qual dos vencimentos será mais preocupante. Se o do médico que recebeu todo aquele dinheiro ou o do conselho de adminstração que afinal mal administrou.
João Dias da Silva adiantou à Lusa que na quarta-feira a FNE vai reunir com o MEC para “iniciar a negociação de diversas matérias”, entre as quais a revisão do Estatuto da Carreira Docente, a revisão do diploma de concursos e a revisão do regime jurídico de autonomia e gestão de escolas.
Depois do dossier da Avaliação de Desempenho ter ficado fechado chegou a hora de rever o diploma de concursos e o regime jurídico de autonomia e gestão de escolas, foi também esse o compromisso do MEC para a existência de um acordo.
No meu ponto de vista os exemplos que se verificam com as contratações de escola devem ter um peso importante para travar a localização desregulada dos concursos, as anteriores recomendações para ingresso na carreira de docentes com mais de 10 anos de serviço devem ser tomadas em conta para o novo modelo de concursos, a constatação que os DCE não podem aguardar dois meses por uma colocação próxima da área de residência e dos tratamentos deve ser resolvida e os DACLpodem ter uma solução com alguma imaginação sem penalização para nenhuma das partes.
Só hoje tive acesso à notícia do DN sobre a possível redução curricular mas pelo que pude constatar ainda não estão definidas quais as alterações curriculares que Nuno Crato está a pensar fazer.
A fundamentação do Ramiro e do Adalmiro hoje estão esgotadas quando dizem que para cortar 500 milhões de euros seria necessária uma reforma curricular estruturante ou uma redução do curriculo ao seu mínimo. Pelas minhas contas os cortes nos subsídios já ultrapassam o corte previsto para o MEC no ano de 2012.
Se o MEC baixa no orçamento para 2012 605 milhoões de euros, se existem cerca de 130000 professores, se em média cada um recebe por volta dos 2000 euros ilíquidos, se o subsídio de Férias e o de Natal vão ser tirados a TODOS os professores, não é preciso fazer mais nenhum corte na Educação, pois não?
130000 x 2000 x 2= 520 MILHÕES
Então esqueçam também a mudança do currículo por contenção de despesas, ok?
os restantes 85 milhões saem dos subsídios de férias e de natal do ensino superior