Conselho das Escolas concorda com reforma no recrutamento de docentes
Manuel Esperança deixa, no entanto, uma sugestão: rever a questão dos atestados médicos.
O Governo vai adoptar várias reformas no recrutamento e gestão dos horários nas escolas. O professor Manuel Esperança, do Conselho das Escolas, elogia algumas das medidas avançadas.
“A questão da abertura de quadros penso que vai ser fundamental devido à saída de muita gente, será uma forma de estabilizarmos mais os quadros das escolas. Tem uma parte negativa que é a parte dos contratados, mas os contratados não fazem parte do sistema”.
Outra medida positiva “é a possibilidade da permuta: um professor que é colocado no Algarve pode fazer a permuta com outro que esteja colocado em Lisboa”.
“Considero também como medida positiva que um professor que tenha um horário incompleto – se surgirem horas para que os miúdos não percam as aulas – possa fazer esse complemento de horário”.
Manuel Esperança deixa, no entanto, uma sugestão. “Era fundamental também rever a questão dos atestados médicos. Só a partir de um atentado médico de 30 dias é que podemos proceder à substituição de um professor. Penso que isso devia ser revisto”.
Segundo o projecto do Governo, nestas contratações os critérios de antiguidade e classificação profissional devem pesar 50% na decisão, ficando os outros 50% dependentes de entrevista ou análise curricular da escola. Esta é uma regra que, segundo fonte do Ministério da Educação, serve para dar um critério único a este tipo de contratações.
O diploma do Governo espera ainda conseguir colmatar mais rapidamente as situações de doença e baixa, permitindo aos professores que não têm horário completo, preencher as vagas desde que para isso tenham habilitações. Professores portadores de deficiência passam a ter prevalência na integração do quadro da escola.
Agora falta vir o Adalmiro em defesa deste modelo de concursos.




11 comentários
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“Tem uma parte negativa que é a parte dos contratados, mas os contratados não fazem parte do sistema.” Isto dito por um professor fica mesmo bem! Vai de encontro à falta de dignidade que muitos destes senhores colocam nas contratações de escola.
Mas afinal o que é o sistema? É esta podridão que se tem visto tomar forma em muitas escolas desde que voltou a figura do director? Se é, então tem razão este senhor, eu não faço parte do sistema! Eu sou daqueles que se esforça por ser cada vez melhor para os alunos que encontra e não daqueles que se deixaram adormecer à sombra de um vencimento que há muito tomam por certo!
Eu não faço parte do sistema…Infelizmente, até posso dizer que sou explorado pelo sistema, pois, desempenho as minhas funções com competência e dedicação desde 1996 e sou pago com um salário próprio de mão-de-obra não integrada na classe docente…
Um contrato colectivo de trabalho para professores contratados já!
BASTA!
Isto é um verdadeiro ESCANDALO se passar.
Então para a 1ª prioridade irão os que tiveram horários completos e anuais nos 4 anos dos últimos 6???
Então e o os desgraçados que estão bem graduados que não tiveram a sorte de ter horários que lhes renovassem???
ISTO É UMA VERGONHA
ESCANDALOSO
ISTO NÃO PODE PASSAR!!!
Quem é este Manuel Esperança?
E o CNE partilha da opinião do senhor que somos “inexistentes” no sistema?
Ou vai demarcar-se da declaração peregrina que ele fez?
Quero uma resposta do CNE.
E talvez pudéssemos, todos nós os contratados colocados, evidenciar ao sistema e ao Manuel Esperança a nossa “inexistência”. À antiga maneira de hard sindicalismo: a uma sexta feira.
Espera-se uma resposta dos Sindicatos nesse sentido. Mas incendiária, mesmo.
Porque uma declaração destas é uma declaração incendiária.
Jake
E não é preciso uma greve. Basta um artº 102. Numa sexta-feira, dia tal de tal de 2012.
Ora bem… Eu não faço parte do sistema, tal como milhares de professores que todos os anos se esforçam nas escolas!!!!
Muito bem… A medida seria muito fácil… Se nenhum contratado concorrer aos concursos nacionais, bem como a ofertas de escola, gostaria de saber como sobreviveria o SISTEMA durante um ano letivo!!
Iam os Srs Diretores assumir todas as turmas que ficariam sem professor???
Eu alinhava nisto! Nenhum contrato a concurso!!!! Ainda gostava de os ver!!!
Minha Amiga, temos familia para sustentar existem muitos colegas que já têm idade (não para pedir emprego de porta em porta porque já vão na casa dos 40 e mais anos), portanto, a sua ideia era boa para os iniciados, aqui está em causa a vida de familias, de crianças que também precisam de se alimentar.
Este indivíduo não deixa de ser um estulto. Contudo, à luz daquilo (da bosta) em que estamos inseridos, até tem uma certa razão. Os «contratados», a partir do tempo de MLR e agora com o aval deste MEC (pobrezinho em atitudes válidas) são a parte do «lixo» que é produzido na Carreira docente. Quando os Professores deveriam ser todos tratados da mesma forma, com concurso igual para todos e sem o assassino concurso «interno» e «externo». A partir da graduação de cada um (tempo de serviço) e da formação adquirida.
Antes de mais felicito o blog pela clareza e pelo serviço público que presta a todos os profissionais da educação – “contratados” ou “Srs. Professores”.
“os contratados não fazem parte do sistema.” para algumas coisas… Há os “colegas” e os “contratados”! Pena é essas pessoas que tratam os “contratados” dessa forma não terem de se deparar com as condições exigidas hoje para ingresso na carreira docente, que durante muitos anos foi o “ecoponto” do mercado profissional, para onde iam alguns que não tinham valor para ingressarem em empresas.
Eu posso dizer que tive de fazer um Mestrado para me profissionalizar e provavelmente terei de fazer prova de ingresso na profissão. E alguns dos “Srs. Professores” – que fazem parte do sistema! – passam impunes, cometem erros que os “contratados” têm de corrigir. Basta falar com qualquer “contratado” que vai substituir algum “Sr. Professor”. Somos mal pagos e temos de tapar os buracos de “Srs. Professores” que, por exemplo, se reformam e deixam tarefas meses em atraso para quem os for substituir.
Há algo de podre no reino da educação… E para meu espanto nunca se salvaguarda aquilo que de mais importante existe no sistema de ensino: os alunos!
Sou professor há 21 anos, em escolas públicas. Já disseram que sou candidato a professor e não professor. Agora não fazemos parte do sistema. Esta gente não conhece as escolas, não conhece a realidade, andam no mundo da lua. Infelizmente Portugal tem muita gente assim. Infelizes, ingratos e até ignorantes.
Ingratos até concordo porque ganharam as eleições . Ignorantes, nem por isso e passo a explicar: Sendo estes senhores chamados das maiores e mais famosas faculdades do mundo (devem ter algo, não sei bem o quê) para virem impor (ajudar) a arrumar a casa da EDUCAÇÃO por isso é que os alunos são “severamente punidos” quando agridem os Profs, por isso é que os Profs são respeitados pelos alunos, por isso é que os pais contiinuam a insultar e nalguns casos a agredir os Profs…..
Quanto aos Profs e Mec , sendo os do MEC ignorantes (talves) é por isso que no meio de um concurso se mudam as regras, não fazem nada para colmar o (eventual )erro, Profs com graduação não são colocados nem em ofertas de escola, nas entrevistas aínda são ridicularizados por próprios colegas, …. o actual diploma apresenta injustiças de passarem da 1ª para 2ª prioridade por culpa de quem? de Profs do privado passarem á frente de quem sempre deu a cara em situações agreções, maus tratos, insultos, e demais actos selvagens (há o contratado tem sempre a culpa perante a maioria dos Directores das escolas ou Agrupamentos), o tempo antes da profissionalização não conta pois então ….. para finalizar não são ignorantes são opurtunistas, primeiro vem os afilhados e depois mais afilhados e depois mais…. e dizem que a natalidade esta a reduzir com tantos afilhados.
Vêm arrumar a casa quando nunca ajudaram nem sequer a desarrumar . Put… que os paríu.