Category: Arlindovsky

Programa Renda Acessível – LISBOA

Programa Renda Acessível – Candidaturas abertas

 

Foi aberto pela CML um concurso no âmbito do programa “RENDA ACESSÍVEL” com prazo de candidatura entre o dia 10 de setembro e 7 de outubro.

CLIQUE AQUI PARA ACEDER A MAIS INFORMAÇÃO

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A Antecipar a RR3 no QZP22

São apenas 14 horários temporários para a RR3 no QZP22.

E como no QZP 22 não há nenhum docente de carreira do grupo 100 é um desperdício de tempo o horário de 20 horas ir à Reserva de Recrutamento, pois nenhum docente contratado teve possibilidade de concorrer ao grupo 100 para horários incompletos.

É nestas pequenas coisas que o concurso podia ser aperfeiçoado.

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A Antecipar a RR3 no QZP09

São 67 horários anuais e 394 temporários que vão entrar na RR3 no QZP09.

Os primeiros da lista podem começar a fazer contas.

 

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Audição de João Costa, Ex-Ministro da Educação

Audição de João Costa, Ex-Ministro da Educação, para prestar esclarecimentos sobre irregularidades na colocação de professores no âmbito do concurso interno e externo (requerimento do CH)

AQUI

 

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FNE – Corrigir as ultrapassagens na carreira Docente

Corrigir as ultrapassagens na carreira Docente

 

FNE ENVIA AO MECI OFÍCIO SOBRE CORREÇÃO DAS ULTRAPASSAGENS NA CARREIRA DOCENTE E LANÇA ABAIXO-ASSINADO

A Federação Nacional da Educação (FNE) fez chegar ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) um ofício em que assume a urgência de se corrigirem as ultrapassagens na carreira docente.

No dia 21 de maio de 2024 com a celebração do Acordo entre a Federação Nacional da Educação (FNE) e o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, foi finalmente possível a recuperação total do tempo de serviço congelado, 6 anos, 6 meses e 23 dias.

Este acordo, teve tradução na publicação do Decreto-Lei n.º 48-B/2024, de 25 de julho, permitindo corrigir uma situação de grande injustiça, constituindo também um fator de dignificação e valorização da carreira docente.

No entanto, fruto das sucessivas alterações e do intrincado conjunto normativo continua a carreira docente a ser pautada por assimetrias geradoras de injustiças, que há muito a FNE vem denunciando, e que é importante resolver.

A FNE destaca no Ofício enviado à tutela, que os docentes que ingressaram na carreira antes de 2011, em boa verdade acabam por ser ultrapassados pelos docentes que ingressaram após 2011, os quais, com igual ou menos tempo de serviço, são posicionados em escalões superiores, o que, no entendimento da FNE, coloca em causa o princípio da igualdade, na perspetiva de “salário igual para trabalho igual”, decorrente do art.º 59.º, n.º 1, alínea a), da Constituição da República Portuguesa.

As situações de ultrapassagem são, no entender da FNE, incompreensíveis e geradoras de sentimentos de injustiça, motivo pelo qual a FNE considera importante que se encete um processo negocial que, à semelhança do processo que permitiu um acordo para a recuperação integral do tempo de serviço, permita também uma solução justa para estes problemas.

A FNE entende que a correção destas situações exige uma solução legislativa justa, que consagre o direito à consideração de todo o tempo de serviço prestado em funções docentes e classificado com a menção qualitativa mínima de Bom dos docentes que ingressaram na carreira antes de 2011, posicionando-os assim no mesmo ponto da carreira em que estão a ser posicionados os docentes que ingressaram na carreira após 2011, sem prejuízo no que quanto aos docentes reposicionados vai dito.

A FNE pretende alertar o MECI para a necessidade de uma resolução urgente desta injustiça, pelo que avança com um abaixo-assinado para correção das ultrapassagens na carreira docente e que pode ser preenchido em formato papel ou online em www.fne.pt

Porto, 12 de setembro de 2024
A Comissão Executiva da FNE

 

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Despareceu a Linha Reta da Terminologia Concursal

… e ainda bem, porque ao que sabemos ainda nenhum professor se desloca de helicóptero.

 

Para o efeito do disposto nos números anteriores, as distâncias são contadas, por estrada, considerando o percurso mais próximo a utilizar entre o domicílio fiscal e o estabelecimento de educação ou ensino.

 

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O Mal Não É Geral, Mas Não Anda Longe

E não querendo ser presunçoso, sexta-feira 13, e não quinta 12, começam as atividades letivas no agrupamento que dirijo com a totalidade dos professores em funções para o 1.º dia de aulas.

100% dos alunos têm professor.

Ao todo são 1111 alunos e 118 professores.

Os alunos são de 22 nacionalidades (incluíndo a portuguesa) e 9,27% são de nacionalidade brasileira. A portuguesa é de 84,97%.

A média de idades dos 118 professores é de 54,1 anos.

95% são docentes QA/QE do agrupamento, e apenas existem 6 contratados, 2 colocados na RR1 e 4 colocados na RR2. Só 4 horários são temporários, dois deles passarão a anuais logo que venham as aposentações.

 

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Mais Cartas do Ministro da Educação, Ciência e Inovação

Aos Técnicos, Assistentes e Auxiliares

E aos Diretores

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É o 13 (número da página)

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O Plano Completo – Aprender Mais Agora – Recuperar e Melhorar a Aprendizagem

Aprender Mais Agora – Recuperar e Melhorar a Aprendizagem

 

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Com Especial Recado a Alguns Comentadores do Blog DeAr Lindo

Português açucarado, vómitos e invasão

 

Uma das muitas medidas apresentadas pelo governo foi a de simplificar os procedimentos necessários para a certificação de professores imigrantes.

Faltam 2228 professores. Isto de acordo com dados do conhecido blogue Arlindovsky, atualizados ontem. O número é volátil, mas tomemo-lo como referência.

Uma das muitas medidas apresentadas pelo governo foi a de simplificar os procedimentos necessários para a certificação de professores imigrantes. Na altura, o ministro da Educação referiu o objetivo de, por esta via, contar com mais 200 professores no sistema. O único partido da oposição que reagiu foi, naturalmente, o Chega, acusando Fernando Alexandre de “fraqueza”.

200. Não é determinante, mas também não é indiferente. Se este objetivo tivesse sido cabalmente cumprido, teríamos, neste momento, cerca de 9% da falta de professores resolvida.

A agilização desta certificação não parece, até agora, ter suscitado uma alteração normativa, já que as FAQ do Ministério continuam a referir legislação de 2005, que não aparenta ter sido alterada. Assim, o que por ora está em curso será mais uma aceleração processual prática do que uma modificação substancial dos próprios requisitos. Ora, nesse sentido, soube-se ontem, através de um depoimento de fonte anónima do ministério junto da imprensa, que foram já recebidos 129 pedidos desde o anúncio. Destes, 90 aguardam completamento da documentação por parte dos solicitantes e 39 foram apreciados. E, destes, 10 foram deferidos e 29 foram indeferidos.

Portanto, temos 10 novos professores imigrantes em Portugal. Ou seja, 5% do objetivo de colmatar 9% da falta de professores. Destaco, pois será importante para o que aí vem: mesmo que o objetivo de recrutar 200 novos professores estrangeiros seja totalmente alcançado, esses professores representarão cerca de uma milésima e meia parte face ao total de docentes no setor público (131?133, em dados de 2022).

O já referido blogue Arlindovsky é de um valor consensual não só na partilha de informações sobre a Escola Pública, mas também na própria produção de conhecimento sobre a alocação de docentes, com detalhados estudos quantitativos levados a cabo pela sua equipa. O que porventura será terreno mais polémico é a sua política de moderação, que parece estar baseada numa visão maximalista da liberdade de expressão, postura defensável e quiçá emblemática num tempo em que, com frequência, a mera ofensa subjetiva se tem tornado condição suficiente do silenciamento objetivo.

Uma das vantagens desta abertura é termos acesso não mediado a barbaridades.

No post em que o blogue divulga a notícia desta dezena de professores estrangeiros que entrou no sistema – sete do Brasil, dois de Espanha e um de Cabo Verde –, um comentário apela a “uma posição dos Encarregados de Educação, caso não aceitem que os seus filhos fiquem a falar português açucarado”.
Mantendo-nos na esfera digestiva, outro utilizador constata: “Agora facilitam os estrangeiros. Dá vómitos”.

E, num acesso de pânico, há ainda um terceiro que se interroga: “Já são dez? Daqui a algum tempo vão contar-se aos milhares”.

Serão realmente docentes, os autores destes comentários? Gostaria de achar que não, mas suspeito que sim. Há toda uma idiossincrasia de zanga e azedume numa parte das interações com este blogue, felizmente minoritárias, infelizmente recorrentes.

Por isso, lamento, mas só consigo terminar este texto assim: Deus nos proteja destes parasitas. Não me refiro aos imigrantes, mas a quem perdeu há já muito tempo o humanismo que deve nortear todos aqueles que trabalham numa escola.

Aos meus novos colegas brasileiros, espanhóis e cabo-verdiano: bem-vindos!

David Erlich, in Sábado

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Processos a Iniciar em Setembro

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Parte do Powerpoint Sobre os Smartphones

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Parte do Powerpoint Sobre o PLNM






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Notícia do Agrupamento de Agualva Mira, em Sintra

Escolas sobrecarregam professores para conseguirem preencher horários

 

Cerca de 3.000 alunos do agrupamento de Agualva Mira-Sintra começam as aulas esta quinta-feira, sendo que centenas não terão professor a, pelo menos, uma disciplina. No total, por todo o país, vão ser cerca de 200.000 os estudantes sem docentes.

A um dia do arranque do novo ano letivo os diretores das escolas fazem os possíveis para preencherem todos os horários. A falta de professores vai continuar a afetar cerca de 200 mil, que não vão ter aulas a, pelo menos, uma disciplina. A SIC foi a uma escola em Sintra onde faltam ainda cerca de 30 profissionais.

As preocupações dividem-se na sala da direção entre a recuperação do tempo de serviço, a colocação de alunos e o recrutamento de professores, mais complicado em comparação ao ano passado.

No agrupamento de escolas de Agualva Mira-Sintra, as falhas sentem-se mais nas disciplinas de português, línguas estrangeiras e informática.

A um dia do arranque das aulas, a solução da escola passa por sobrecarregar os profissionais colocados até conseguir preencher todos os horários. Uma gestão difícil, assume o diretor do agrupamento, sobretudo este ano letivo com 30% do corpo docente renovado, consequência do maior concurso de sempre de professores.

Em Sintra, além da falta de professores, há ainda alunos em lista de espera a aguardar vaga numa escola.

Cerca de 3.000 alunos do agrupamento de Agualva Mira-Sintra começam as aulas esta quinta-feira, sendo que centenas não terão professor a, pelo menos, uma disciplina. No total, por todo o país, vão ser cerca de 200.000.

 

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O Briefing do MECI

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Conselho de Ministros aprova medidas para as escolas

Arranque do ano lectivo: Conselho de Ministros aprova medidas para as escolas

 

Esta quarta-feira, a partir das 16h, o Governo vai anunciar, no briefing após o Conselho de Ministros, as medidas pensadas para responder à falta de professores.

 

Ver aqui o briefing

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A um dia do arranque do ano letivo, há mais de 2 mil horários vazios que deixam 117 mil alunos sem aulas

A um dia do arranque do ano letivo, há mais de 2 mil horários vazios que deixam 117 mil alunos sem aulas

 

Escolas continuam à procura de professores para mais de dois mil horários. Há, pelo menos 126 horários vazios em Informática, mas há também 92 horários por preencher a Português, 83 horários para professores de Matemática, 80 para docentes de Física e Química e 75 horários para História e de Geografia.

A um dia do arranque do ano letivo, as escolas ainda procuram professores para mais de dois mil horários que continuam vazios, a maioria anuais, deixando cerca de 117 mil alunos sem aulas a, pelo menos, uma disciplina.

Depois de conhecidos os resultados da segunda reserva de recrutamento, em que foram colocados 2.500 professores, as escolas continuam à procura de professores para ocupar 2.228 horários submetidos desde segunda-feira.

A contabilização, feita por Arlindo Ferreira, autor do ‘blog’ sobre educação “Blog DeAr Lindo” e diretor do Agrupamento de Escolas Cego do Maio, Póvoa de Varzim, inclui apenas os horários disponíveis na oferta de contratação de escola, o último recurso disponível para o recrutamento de professores.

Além destes, poderão somar-se ainda os horários a concurso em contratação de escola submetidos nas semanas anteriores e que ainda não foram preenchidos e aqueles que serão disponibilizados na próxima reserva de recrutamento, cujos resultados serão conhecidos na segunda-feira.

À semelhança dos anos anteriores, é para a disciplina de Informática que as escolas têm maiores dificuldades em contratar, mas o cenário é preocupante em quase todos os grupos de recrutamento, à exceção do pré-escolar e 1.º ciclo.

Para Informática, por exemplo, as escolas têm ainda, pelo menos, 126 horários vazios, mas há também 92 horários por preencher na disciplina de Português, 83 horários para professores de Matemática, 80 para docentes de Física e Química e 75 horários para História e de Geografia.

“Acho que (a situação) está pior neste momento”, disse o diretor escolar em comparação com o ano passado.

De acordo com a contabilização feita até às 17:30 de terça-feira, os mais de dois mil horários traduzem-se em cerca de 117 mil alunos sem aulas a, pelo menos, uma disciplina.

Medidas para responder à falta de professores

As aulas começam entre os dias 12 e 16 de setembro, num novo ano letivo que o ministro da Educação, Ciência e Inovação já admitiu que vai arrancar com “milhares de alunos sem aulas”.

O Governo aprovou, para este ano, um conjunto de medidas para tentar responder à falta de professores nas escolas, que passam pela possibilidade de contratar professores aposentados com uma remuneração extra ou de bolseiros de doutoramento.

Além do plano “+ Aulas + Sucesso”, o Governo vai criar um apoio a professores deslocados colocados em escolas para onde é difícil contratar docentes e vai realizar, ainda durante o 1.º período, um novo concurso de vinculação extraordinária para as escolas mais carenciadas.

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Também nos Açores Há RTS Aberta a Madeirenses e Continentais

Açores aprovam recuperação tempo de serviço para docentes da Madeira e continente

 

Foram aprovadas pelo parlamento dos Açores as alterações à carreira de docente que asseguram a recuperação do tempo de serviço dos professores vindos da Madeira ou do continente.

O parlamento dos Açores aprovou esta terça-feira alterações à carreira docente, propostas por PSD/CDS-PP/PPM e Chega, para assegurar a recuperação do tempo de serviço dos professores oriundos da Madeira ou do continente a lecionar na região.

As alterações ao decreto legislativo que regula a carreira dos professores foram aprovadas por unanimidade durante o plenário de setembro da Assembleia Legislativa, que começou esta terça-feira na Horta.

Na apresentação do diploma, o social-democrata Joaquim Machado reconheceu que os Açores “têm falta de professores” e criticou o PS por “nada ter feito para acautelar essas previsíveis necessidades” enquanto liderou o executivo regional (1996 a 2020).

“Garantimos a recuperação do tempo de serviço congelado aos professores e educadores que ingressaram na rede de ensino público nos Açores ou venham a ingressar, vindos do continente ou da Madeira, em rigor até com vantagem relativamente ao modelo agora finalmente iniciado pelo governo de Luís Montenegro”, vincou.

O deputado do PSD/Açores explicou que as alterações vão permitir aos professores “atingir o topo da carreira no máximo em 35 anos” e assegurar a “recuperação de todo o tempo de serviço sem qualquer condicionante”.

“Os docentes que tenham a haver menos de 2.923 dias de tempo congelado concluem a recuperação desse tempo de serviço efetivamente prestado e não contabilizado em menos de quatro anos”, assinalou.

Olivéria Santos, do Chega, afirmou que a iniciativa pretende “colmatar uma lacuna identificada” no estatuto dos docentes na região (cuja última alteração aconteceu em 2023) para “repor justiça a centenas de professores”.

O deputado do CDS-PP Pedro Pinto salientou a necessidade de proceder à recuperação do tempo de serviço dos docentes da Madeira e continente a lecionar nos Açores, enquanto o monárquico João Mendonça considerou que a proposta “elimina lacunas” na lei.

A socialista Inês Sá alertou que, perante a carência de professores na região, a legislação regional “não podia, de todo, ter uma lacuna que não permitisse que o tempo dos docentes” da Madeira e continente “não fosse recuperado”.

Por seu lado, o líder do BE/Açores, António Lima, criticou o Governo Regional por nunca ter “explicado o erro” que exclui aqueles docentes da recuperação do tempo de serviço, enquanto Pedro Neves, do PAN, considerou que as alterações “corrigem uma trapalhada” do executivo açoriano.

O liberal Nuno Barata defendeu que, após a aprovação das alterações à carreira docente em 2023, “se o parlamento não tivesse uma maioria relativa, provavelmente ficaria tudo na mesma”.

O BE apresentou uma proposta de alteração, que, segundo António Lima, previa a “recuperação dos primeiros dois anos já em 2025” e “todo o tempo de serviço em dois anos e não em quatro anos”.

A iniciativa bloquista acabou prejudicada após aprovada uma alteração de PSD/CDS-PP/PPM e Chega sobre os mesmos pontos do diploma.

O PS também apresentou uma proposta de alteração, mas acabou por retirá-la, por considerar que a iniciativa de PSD/CDS-PP/PPM e Chega cumpre com os propósitos dos socialistas, segundo a líder parlamentar Andreia Cardoso.

O parlamento dos Açores é composto por 57 deputados, 23 dos quais da bancada do PSD, outros 23 do PS, cinco do Chega, dois do CDS-PP, um do IL, um do PAN, um do BE e um do PPM.

 

 

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117 Mil Alunos Sem Aulas

Dados Atualizados às 17:30 de hoje apenas com os horários em concurso entre 10/09 a 13/09 para os diversos grupos de recrutamento.

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2228 Horários em Contratação de Escola (Semana 09-09 a 13-09)

Até às 17:30 de hoje e fazendo o balanço da semana de 09-09 a 13-09 estão em Contratação de Escola 2228 horários.

É possível que até à meia-noite de hoje entrem mais alguns horários com o prazo final de candidatura o dia 13-09.

Por dia o maior número de pedidos aconteceu hoje, após a publicação da RR2, em que passaram a estar em concurso 647 horários.

Coloquei nestes quadros os concursos para Técnicos Especializados porque existe também um número elevado de pedidos nesta semana (664).

 

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Ora Nem Mais

Mais salário e respeito pela profissão poderá atrair mais professores

 

É preciso aumentar salários, atribuir subsídios e tornar a profissão mais respeitada para que a carreira de professor seja mais atrativa, divulga a OCDE no seu relatório anual sobre Educação.

A escassez de professores está a aumentar em todo o mundo, segundo um estudo da OCDE que analisou diferentes políticas e concluiu que é preciso aumentar salários, atribuir subsídios, mas também tornar a profissão mais respeitada.

Há cada vez mais diretores escolares “a relatar a falta de professores” e são também mais aqueles que associam esta escassez a falhas na instrução dos alunos, alertam os investigadores do “Education at a Glance 2024”, o relatório anual da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que fornece estatísticas sobre os sistemas educativos dos 38 Estados-membros.

“No início do ano letivo de 2022/23, 18 dos 21 países para os quais existem dados disponíveis enfrentavam escassez de professores e não tinham conseguido preencher todos os seus postos de ensino vagos”, lê-se no documento esta terça-feira divulgado, que mostra que as três exceções eram Grécia, Coreia e Turquia.

Nos restantes países, o envelhecimento da classe e a dificuldade em atrair jovens qualificados que ocupem o lugar dos que se reformam é um desafio: Entre 2013 e 2022, os professores com mais de 50 anos na OCDE aumentaram de 35% para 36%, mas em Portugal, passaram de 33% para 57%.

Sem professores, as aprendizagens dos alunos não se fazem e, segundo os diretores escolares, a situação tem vindo a agravar-se: a proporção de alunos prejudicados passou de 26% em 2018 para 47% em 2022.

Mas também aqui esta é uma média que esconde realidades bem mais dramáticas, como é o caso de Portugal, que surge ao lado de outros sete países onde o aumento foi superior a 30 pontos percentuais em apenas quatro anos.

“A escassez de professores pode agravar as desigualdades”, acrescentam os investigadores, explicando que é nas escolas mais desfavorecidas que se sente mais o problema: “Isto é preocupante, pois os alunos que mais precisam de aprendizagem de alta qualidade parecem ser os que têm menos acesso a ela”.

Regressando aos 21 países em análise, nove sofrem com a falta de professores a todas as disciplinas e outros nove a apenas algumas áreas.

“As escolas não são igualmente afetadas” e os países avançaram com diversas medidas: Cerca de um terço passou a oferecer subsídios a quem aceitasse ensinar em escolas remotas e cerca de um em cada dez países oferece subsídios a quem ensina em escolas desfavorecidas a nível socioeconómico.

Os investigadores da OCDE sublinham a necessidade de aumentar salários, atribuir subsídios e melhorar as condições de trabalho para tentar atrair e reter pessoal docente de qualidade.

Os salários dos professores ainda são inferiores aos de outros trabalhadores com qualificações equivalentes em quase todos os países, refere o estudo.

Mais uma vez, Portugal surge como uma exceção, mas agora ao lado da Costa Rica e dos professores do ensino secundário na Alemanha que também auferem salários superiores à media dos trabalhadores com as mesmas qualificações.

Em Portugal, o Governo desenhou agora um subsídio de deslocação, entre 150 e 450 euros mensais, para quem fique colocado a mais de 70 quilómetros de casa e aceite dar aulas numa escola com falta de professores.

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Ando a Tirar os Horários em Contratação de Escola

… mas a cada 10 segundos que passam aumentam os horários em concurso e resolvi parar por hoje.

Acho que a pressa é tanta para contratar um docente que os horários caem na plataforma com uma imensa rapidez, mesmo sendo quase 22 da noite.

Lembro que o processo não é automático e carece do envio pelo Diretor para Contratação de Escola.

Até mete dó.

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Sobre a Reunião Técnica de Hoje

Comissão de acompanhamento da aplicação do DL relativo à recuperação do tempo de serviço decorreu esta tarde

 

Decorreu esta tarde, nas instalações do Ministério da Educação, em Lisboa, a primeira reunião da Comissão de acompanhamento da aplicação do Decreto-Lei relativo à recuperação do tempo de serviço.

Manuel Teodósio (Vice Secretário-Geral da FNE) e Paulo Fernandes ( Secretário-Geral Adjunto) foram os representantes da FNE nesta reunião de caráter técnico que permitiu expor alguns dos problemas sentidos pelos professores nesta fase do processo e expostas aos sindicatos.

De recordar que esta comissão de acompanhamento foi proposta pela FNE, no âmbito das negociações e tem como principal objetivo garantir que todos os professores sejam beneficiados de forma equitativa, transparente e resolver casos pontuais que sejam detetados.

Saiba aqui os principais pontos debatidos neste encontro na voz de Paulo Fernandes:

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Excelente Iniciativa da FNE

Apresentação do Observatório da Convivência Escolar ao MECI

 

Representantes da FNE (Pedro Barreiros), da AFIET (João Dias da Silva), da Confederação Nacional das Associações de Pais (Mariana Carvalho), da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Filinto Lima), da Ordem dos Psicólogos Portugueses (Marisa Carvalho) e do IAC – Instituto de Apoio à Criança (Melanie Tavares), reuniram esta tarde com o Ministro da Educação, Ciência e Inovação (MECI), Fernando Alexandre, para apresentação da iniciativa conjunta destas organizações, designada como “OBSERVATÓRIO DA CONVIVÊNCIA ESCOLAR”.

Neste encontro, as organizações que compõem este Observatório fizeram passar a mensagem ao MECI de que o objetivo deste “Observatório” passa por promover o debate, apoiar estudos e investigações, fazer a recolha de boas práticas e experiências que contribuam para ambientes escolares de qualidade, realizar campanhas de sensibilização e ainda fazer o acompanhamento dos casos que forem surgindo, através de uma plataforma online, aberta a alunos; encarregados de educação; docentes e pessoal de apoio educativo, criada para permitir a denuncia/alerta de casos verificados nas escolas.

A FNE considera o envolvimento ativo do MECI fundamental, uma vez que a importância e complexidade do problema justifica a participação do principal responsável pela definição das políticas educativas e que possui instrumentos e informações que podem facilitar o trabalho a ser realizado. Assim, todos, estaremos melhor preparados para responder a este complexo desafio.

 

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6883 Contratados Colocados Até à RR2

Este ano ando indeciso na publicação dos docentes que reúnem as condições para a Norma Travão.

Neste momento já conseguia apurar quem reúne estas condições até à RR2, mas tenho receio que venham aí mudanças nos concursos e pode não fazer muito sentido antecipar já quem está nas condições de concorrer à NT.

 

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Mensagem do Sr. Ministro da Educação, Ciência e Inovação – Inicio do ano letivo

Acabada de receber no meu e-mail associado ao SIGRHE.

 

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RR3 a 16 de Setembro, e ainda Retroagem ao Dia 1

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Onde Não Há Candidatos na Reserva no QZP09

O QZP 09 ficou com 41 horários por preencher na Reserva de Recrutamento 2.

Não é de estranhar que quase todos sejam da Educação Pré-Escolar em horários incompletos.

Eu ainda não percebi porque os horários incompletos deste grupo vão à Reserva de Recrutamento se nenhum Educador pode concorrer a horários incompletos neste grupo de recrutamento.

Quanto a informática, já não existem candidatos a horários completos no QZP09, pelo menos a todo o QZP.

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2500 Contratados Colocados na RR2

Fica aqui disponibilizado o quadro comas 2.500 colocações de contratados na Reserva de Recrutamento 2 distribuídos pela duração do contrato e número de horas por grupo de recrutamento.

 

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Não Será Por Falta de Iniciativa do MECI Para Resolver Este Ano o Problema

Porque até ao ano passado isso parecia ser um não problema.

 

Governo “aumenta em 50%” o apoio à deslocação de professores

 

O apoio aos professores deslocados terá um aumento de 50% na proposta do Governo afirmou hoje o ministro da Educação à saída das reuniões com os sindicatos.

“Governo melhora a proposta para apoio à deslocação em 50 por cento” para as escolas terem mais ferramentas para eliminar o “flagelo” da falta de professores.

A nova proposta foi apresentada aos sindicatos que representam os professores na segunda reunião negocial com o ministro Fernando Alexandre, em que também foram discutidos os termos para a realização de um novo concurso de vinculação.

Em declarações aos jornalistas no final do encontro, que decorreu durante a manhã, o ministro da Educação, Ciência e Inovação explicou que o valor do apoio, inicialmente previsto para entre 75 e 300 euros, foi aumentado em cerca de 50%.

De acordo com a nova proposta, os professores colocados em escolas a mais de 70 quilómetros de casa e onde há alunos que ficaram mais de 60 dias sem aulas poderão receber a partir 150 euros.

No caso dos docentes colocados a mais de 200 quilómetros, o valor do apoio passa para 300 euros, subindo para 450 euros se estiver a mais de 300 quilómetros de casa.

Outra das novidades é o alargamento a todos os docentes da escola que estejam deslocados, independentemente da disciplina que lecionam.

Depois da negociação de hoje, o MECI solicitou às 12 organizações sindicais que enviem, até terça-feira, a sua posição em relação a este diploma e ao concurso de vinculação extraordinário, para que as duas medidas possam ser aprovadas pelo Conselho de Ministros na quarta-feira.

“Houve uma aproximação às manifestações dos sindicatos e acreditamos que é mais um passo, não para resolver um problema que é estrutural e que levará o seu tempo a resolver, mas permitirá tornar mais atrativas as posições que vamos abrir”, sublinhou o ministro.

Fernando Alexandre adiantou ainda que já foi agendada, para dia 21 de outubro, uma reunião negocial com os representantes dos professores para dar início à revisão da carreira docente.

“Essa negociação tem todas as condições para ser feita de forma rápida, no intervalo de um ano, porque é urgente dar esse sinal aos professores, de que há uma visão nova sobre o que queremos para os professores”, antecipou.

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Carlos Calixto – A Ética da Alteridade em Política Educacional

A ÉTICA DA ALTERIDADE EM POLÍTICA EDUCACIONAL:

UMA LEITURA DA ESCOLA PÚBLICA PORTUGALIANA

 

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Fernando Alexandre – A Grande Esperança das Famílias e do País

 

Artigo de opinião na imagem.

 

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Aqui Está O Reconhecimento do Erro

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Cristina Mota na Now

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Sobre o Concurso Extraordinário

Na segunda-feira deveremos ter as novidades todas, ou durante o fim de semana deverá ser enviada aos sindicatos uma primeira proposta.

 

PR questiona “como é que não se falou mais” do concurso extraordinário de professores que promulgou

 

Marcelo Rebelo de Sousa admite estar preocupado com o início do ano letivo. Segundo o Presidente da República, “o Governo teve a noção de que havia um problema de professores, que havia professores com horário zero, muitos, em certas áreas do país, e havia vagas sem professores, muitas, noutras áreas do país”.

 

FENPROF

A formalidade dos processos negociais é de respeito obrigatório no relacionamento institucional entre organizações sindicais e patronais

 

Até ao momento, a FENPROF não recebeu qualquer proposta do MECI para a reunião de 9 de setembro, apesar de a lei determinar que um qualquer processo negocial exige a apresentação de uma proposta por parte de quem o inicia.

Perante esta situação, a FENPROF aprovou e decidiu enviar ao MECI a sua posição.

 

FNE

Reunião negocial entre FNE e MECI sobre concurso externo extraordinário e apoio à deslocação acontece a 9 de setembro

 

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) convocou a Federação Nacional da Educação (FNE) para uma reunião negocial sobre o Decreto-Lei relativo ao regime excecional e temporário que regula o concurso externo extraordinário e apoio à deslocação, a decorrer nas instalações do Ministério da Educação, no Centro de Caparide (Rua Principal do Alto do Espargal, n.º 382), no próximo dia 9 de setembro, às 09:00H.

Esta reunião vai contar com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único – Negociação do decreto-lei que cria um regime excecional e temporário que regula o concurso externo extraordinário de seleção e de recrutamento do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, a realizar no ano letivo de 2024-2025, e que cria, ainda, um apoio à deslocação destinado aos educadores de infância e aos professores dos ensinos básico e secundário colocados em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas considerados carenciados, nos termos da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas.

A FNE aguarda que a tutela envie proposta/documento sobre as matérias acima referidas, de forma a ter uma base mais concreta para poder trabalhar a sua contraproposta.

Porto, 03 de setembro de 2024

A Comissão Executiva da FNE

 

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Enquanto a carreira docente não for valorizada…

(Clicar na imagem para aceder à notícia)

 

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Recurso Hierárquico Resolvido

Tenho informação que foi resolvido o Recurso Hierárquico dos docentes identificados neste artigo.

Também é preciso dar os parabéns pela rapidez de resposta que irá permitir a estes docentes iniciarem o ano letivo na escola de colocação correta.

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Este Ministro Tem Algo de Bom – Não Enfia a Cabeça na Areia

Ministro da Educação admite que ano letivo vai arrancar com milhares de alunos sem aulas

 

 

Fernando Alexandre não concretizou o número de alunos sem professor no início do ano letivo, adiantando que as contas serão feitas mais tarde. Garante que Governo quer resolver o problema até final da legislatura.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu esta sexta-feira que o novo ano letivo vai arrancar com “milhares de alunos sem aulas”, sublinhando que se trata de uma “falha grave” da escola pública que o Governo quer resolver até ao final da legislatura.

Em declarações em Barcelos, distrito de Braga, onde participou num seminário de abertura do ano escolar, Fernando Alexandre não concretizou o número de alunos sem professor no início do ano letivo, adiantando que as contas serão feitas mais tarde.

O governante disse, no entanto, que o concurso de professores lançado pelo anterior Governo “não resolveu o problema, provavelmente agravou-o”.

“Ou seja, continuamos a ter milhares de alunos sem aulas e estamos a tomar medidas que, antecipando os problemas que tínhamos, começámos a preparar logo em junho. Ontem anunciámos mais uma medida e na próxima semana haverá mais medidas”, referiu.

Considerando que “não é aceitável que em 2024 haja milhares de alunos sem aulas em Portugal”, o governante reiterou o compromisso de reduzir, já este ano, em 90 por cento, os 20 mil alunos que não tiveram professor a pelo menos uma disciplina no primeiro período do ano letivo anterior.

Para isso, e além das medidas tomadas pelo Governo, o ministro considerou que os diretores das escolas também terão “um papel essencial”, já que “há uma dimensão significativa do problema que resulta da gestão, seja da organização dos horários ou da capacidade da contratação das próprias escolas”.

“Só podemos fazer as contas no final”, vincou, sublinhando que o Governo está a trabalhar “todos os dias para que o ano letivo decorra com a maior normalidade possível”, mas admitindo que “um problema estrutural que se agravou nos últimos oito anos não se resolve de um momento para o outro”.

Fernando Alexandre disse que serão anunciados na próxima semana os termos em que será aplicado o subsídio à deslocação dos professores, bem como os termos do concurso extraordinário para as escolas em que há alunos sem professores.

“Isto é uma inovação, ou seja, nós vamos fazer um concurso de professores para determinadas zonas para vinculação de professores e vamos dar um subsídio”, frisou.

O Governo está a negociar com os sindicatos os termos do concurso e do apoio, estando prevista para segunda-feira uma nova reunião negocial.

O ministro disse ainda que há “umas centenas” de professores aposentados que já “manifestaram interesse” em voltar a lecionar, ajudando assim também a resolver o problema.

No entanto, alertou que o problema de alunos sem professores não se resolve num ano.

“O compromisso do Governo é até ao final da legislatura resolvermos o problema dos alunos sem aulas. Isto é uma falha grave da escola pública que nós temos de corrigir, mas que nos últimos anos foi simplesmente ignorada”, disse ainda.

Ministro admite que carreira de professor foi desvalorizada durante muitos anos

 

O ministro da Educação afirmou ainda que a carreira de professor em Portugal foi “desvalorizada durante muitos anos”, o que levou milhares docentes a abandonar a profissão e a optar por outras atividades mais compensadoras financeiramente.

“Para ganharem mil e tal euros, ficam perto de casa e fazem outra coisa”, referiu.

Fernando Alexandre referiu-se, concretamente, a “milhares de professores” que nos últimos anos deixaram o ensino e enveredaram pela mediação imobiliária.

“O que o país fez aos professores é um bocadinho inexplicável, a carreira foi mesmo desvalorizada. Temos hoje uma carreira que não faz sentido nenhum”, sublinhou.

O resultado é que, ao contrário do que aconteceu durante muitos anos, hoje as pessoas já não querem ser professores, lamentou.

Para inverter essa situação, o Governo vai começar, em outubro, a rever a carreira de professor.

Na sua intervenção, Fernando Alexandre disse ainda que Portugal continua a ter “falhas graves” na universalização do acesso à educação, um problema que o Governo quer corrigir.

O ministro sublinhou ainda a necessidade de as escolas saberem acolher e incluir os alunos imigrantes.

Lembrou que o número de alunos em Portugal está a aumentar por causa dos imigrantes e que isso é um fator positivo.

“A Europa toda precisa dos imigrantes e é bom que a sociedade portuguesa perceba isso”, referiu.

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Mais do Mesmo

… porque estas são as notícias mais normais para este arranque de ano.

 

Há zonas do País em que já não há professores de Português e Matemática

 

O alerta é dado pela Missão Escola Pública, com base em dados dos concursos. A análise dos números mostra que faltam professores de Português, Matemática, Geografia, Biologia/Geologia, Física/Química e Inglês em Lisboa, Setúbal, Faro e Beja

Na quarta-feira ao final do dia, os dados dos concursos de contratação de docentes por escola (para assegurar lugares vagos depois de acabado o concurso nacional) mostravam uma realidade inquietante. Ficaram sem professor atribuído 1128 horários completos e anuais. Aqueles que são os horários mais apelativos não conseguiram, em algumas zonas do País, nenhum candidato que os quisesse.

A Missão Escola Pública, em conjunto com o professor Davide Martins, do Blog DeAr Lindo, passou a pente fino os números.  Numa das tabelas que divulgaram, vê-se que em todo o País há 135 horários de Português por preencher, 93 de Matemática, 187 de Informática, 87 de Geografia, 76 de Inglês, 73 de Biologia/Geologia e 71 de Físico-química.

Outra tabela mostra a distribuição geográfica desta escassez de professores. Em Lisboa, faltam atribuir 697 horários completos, em Setúbal são 254, em Faro são 60 e em Beja são 22.

“Nestes distritos podemos assegurar que não existem professores disponíveis no concurso nacional na grande maioria das disciplinas, destacando-se algumas estruturantes, nomeadamente, Português, Matemática, Geografia, Biologia/Geologia, Física/Química e Inglês”, afirma a Missão Escola Pública, notando que “Informática é a disciplina com maior falta de professores a nível nacional”.

Só em Lisboa estão em falta 88 professores de Português, 57 de Matemática e 100 de Informática. Em Setúbal, faltam 31 docentes de Português, 28 de Matemática e 39 de Informática.

Professores preocupados com descida de exigência

“Lembramos que ao concurso em contratação de escola concorrem candidatos não profissionalizados, pelo que a esmagadora maioria destes horários, quando atribuídos, serão entregues a recursos humanos não profissionalizados em ensino”, frisa a Missão Escola Pública, que teme os efeitos de uma política que combate a escassez de profissionais com a redução de exigência na sua seleção.

“Ainda que alguns já lecionem há vários anos e que se encontrem nesta situação por impossibilidade de profissionalização em serviço, a grande maioria não tem formação nem experiência em ensino, tendo diminuído no ano letivo anterior o nível de exigência para a habilitação própria, decreto que o atual governo manteve”, sublinha o coletivo de professores.

Mais de 100 mil sem professor

Segundo dados divulgados pela Fenprof no início da semana, se as aulas tivessem arrancado no dia 2 de setembro haveria 122 mil alunos sem professor a pelo menos uma disciplina.

“O Governo aprovou algumas medidas que constam do recém-publicado Decreto-lei 51/2024, que contém o Plano +Aulas +Sucesso, a que pretende juntar mais duas (um apoio à deslocação e um concurso de vinculação extraordinário), mas estamos perante medidas que, independentemente da intenção, revelam pouca ambição e, principalmente, poderão resultar numa ainda maior sobrecarga horária e de trabalho de profissionais já sobrecarregados e, por isso, exaustos, quer física, quer emocionalmente”, lê-se num comunicado da Fenprof, que fez esta semana uma conferência de imprensa na Escola Secundária José Gomes Ferreira, sede do Agrupamento de Escolas de Benfica, onde faltam ainda 24 docentes.

A Fenprof cita mesmo a ONU para alertar para um problema que é cada vez mais comum um pouco por todo o mundo. “Sobre a falta de docentes, a ONU considera que a reversão do problema passa por haver vontade política para resolver problemas como salários baixos, cargas de trabalho incomportáveis, condições de trabalho inadequadas e práticas laborais precárias, instando os Estados a assegurarem um financiamento adequado e previsível do ensino público”.

De acordo com as recomendações da ONU, lembra a Fenprof, o investimento em Educação deveria corresponder a 6% do PIB, sendo que em Portugal o valor vai pouco além de metade disso. Um dado que faz o sindicato aguardar “com expetativa” a proposta de Orçamento do Estado para 2025.

Montenegro diz que problema não se resolve “de um mês para o outro”

“Infelizmente, senhor ministro da Educação, apesar de todos os esforços que estamos a fazer e que vamos continuar a fazer, não estamos em condições de poder dizer que, de repente, de um mês para o outro, já vai haver professores em todas as escolas e a todas as disciplinas e não vai haver alunos a serem prejudicados por não terem professores pelo menos a uma disciplina”, disse Luís Montenegro, esta quarta-feira, numa cerimónia de assinatura de acordos entre Governo, ordens profissionais e ensino superior.

“Fazer tudo isto é preparar o País para as próximas décadas, é olhar para ações que, muitas delas, não têm efeito imediato”, disse o primeiro-ministro, citado pela Lusa.

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