A tabela abaixo apresenta a graduação dos professores vinculados ao abrigo da Vinculação Dinâmica.
O grupo 100 é o que tem mais candidatos com graduação acima da média.
Os vinculados por este modelo têm uma graduação média de 24,7. A graduação média a sul é cerca de 22 enquanto a norte é 26. Podemos perceber pelas colunas a norte mais verdes do que a sul.
E muitos há, com graduação superior à indicada, que optaram por continuar contratados e com fundamentado receio. Outros arriscaram atraídos pela enormidade de vagas a norte, assumindo os riscos de uma migração forçada ou de uma desvinculação com penalização.
Nenhuma destas decisões se toma de ânimo leve, mas confesso que gostaria de ter visto este modelo de recrutamento, cheio de armadilhas descaradas, recusado categoricamente por parte do Presidente da República…
A tabela abaixo apresenta a graduação dos professores vinculados ao abrigo da norma travão.
Os vinculados têm uma graduação média de 27,5 e uma idade de 46. Isto significa que em 23 anos de trabalho acumularam 13 anos de tempo de serviço, uma vez que a média de graduação profissional ronda os 14,5. Será assim uma regalia tão grande ser professor e conseguir apenas 56% da vida profissional contabilizada?
Numa época de abundância, com suposto “excesso” de professores aproveitaram-se deles até ao limite, dando-lhes sucessivos contratos incompletos e temporários de norte a sul do país. Muitos desses professores continuarão como contratados porque optaram pela família… e é fácil sair da zona de conforto (como se dizia há uns tempos) quando não há casas para pagar, filhos na escola e família para acompanhar. O estado nunca conseguirá ressarcir esta geração de professores que tanto deu, abdicando da família em prol da escola ou abdicando da estabilidade profissional em prol da família.
A tabela abaixo apresenta, por QZP e grupo de recrutamento, a idade mínima, máxima e média a 1 de setembro (clicar na tabela para aumentar) dos professores que vincularam pela Vinculação Dinâmica.
A média de idades dos vinculados através deste mecanismo é inferior em cerca de meio ano, comparando com os da norma travão.
Curiosamente, e ao contrário do que se pode perceber na Norma Travão, as diferenças regionais aqui não são tão óbvias.
Temos nos QZP’s 7 e 10 os candidatos mais velhos a vincular com este modelo, ambos com 68 anos no dia 1 de setembro.
A tabela abaixo apresenta, por QZP e grupo de recrutamento, a idade mínima, máxima e média a 1 de setembro (clicar na tabela para aumentar).
A média de idades dos vinculados pela norma travão ronda os 46 anos e de forma genérica a média de idades nos QZP’s a sul é mais baixa do que nos QZP’s a norte.
O bom gosto, pela subjetividade que encerra e pela hipersensibilidade atual, não pode ser critério para restringir a liberdade de expressão. Como professores, temos o dever de zelar por este princípio.
A tabela abaixo apresenta os professores (que nos foi possível apurar) vinculados em QZP, distribuídos conforme o grupo de recrutamento e QZP de colocação.
Conseguimos apurar 16390 candidatos, mas sabemos que muitos não chegaram a constar nestas listas, porque foram colocados em Mobilidades várias (doença, estatutária,…). O número rondará os 20000.
A estes candidatos juntar-se-ão aqueles que este ano vincularão ao abrigo da Norma Travão, para concorrerem, lá para o último trimestre deste ano civil, aos novos 63 QZP’s.
Os vinculados através da vinculação dinâmica, ao abrigo do Art.º 54, não poderão concorrer a este concurso.
O próximo documento apresenta a lista de candidaturas ao concurso de Contratação Inicial/reservas de recrutamento, onde aparecem destacados a verde os que são opositores à Norma Travão e a amarelo os opositores à Vinculação dinâmica. Dá para prever a próxima lista de professores disponíveis para contratação (atualizada às 21:00):
Se esses candidatos pintados vincularem, restarão pouco mais de 27 000 professores para ocupar as listas de contratação. Se atendermos ao facto de muitos desses possíveis contratados estarem no topo das listas, com mais de 40 anos e família a cargo, será bastante improvável que concorram aos QZP’s onde a carência é maior.
Parece-me que no próximo ano haverá milhares de alunos sem aulas… e não devido à greve de professores!
Pegando neste artigo do Arlindo, vamos tentar apurar com rigor os reais candidatos à Vinculação Dinâmica.
Cruzando com as listas do concurso externo percebemos que há 384 professores que reúnem condições para a Norma Travão, pelo que não poderão ser colocados no mecanismo de Vinculação Extraordinária. Significa que os dados emanados do ME não estão corretos: apenas 70% dos candidatos à Vinculação Dinâmica concorreu. Veremos mais tarde, quantos ficarão colocados e no próximo ano quantos aceitarão a colocação a sul…
Atenção que, pela análise já feita percebemos que há candidatos a mais para determinados grupos: 85 para ser preciso… o que faz com que a percentagem de candidatos não chegue aos 70%.
“Segunda saberemos quantos professores optaram por vincular”, foram palavras de António Costa, numa tentativa falhada de indicar as vantagens da Vinculação Armadilhada Dinâmica! Fica o momento:
Este documento apresenta uma lista colorida com os candidatos ordenados à contratação Inicial 2022/2023, onde apuramos os candidatos que não estavam colocados na Reserva de Recrutamento 14 (ou seja, aqueles que não reúnem logo o 1.º critério para a Vinculação Dinâmica) e os docentes que estão pela Norma Travão (verde e amarelo, de acordo com a legenda) que não são candidatos à Vinculação Dinâmica porque estão pela 1.ª prioridade.
Assim, os candidatos que não estão pintados são aqueles que podem reunir as restantes condições para serem candidatos à Vinculação Dinâmica.
Este documento pode servir para uma decisão mais fundamentada da vossa parte.
As suspeitas são muitas e a armadilha é previsível, mas com números torna-se mais clara.
A tabela abaixo apresenta a comparação entre as vagas disponíveis para a Vinculação Dinâmica e os horários ANUAIS completos e incompletos publicados em 22/23 até à RR3.
A NORTE, as vagas da VD servirão para acabar com os horários anuais disponíveis, uma vez que o nº de vagas é maior do que os horários ANUAIS (completos e incompletos) que saíram em 22/23, até à RR3.
Já a SUL , nada de novo: as vagas existentes não serão suficientes para cobrir as necessidades e adivinhem onde vão buscar os candidatos?
No próximo Concurso Interno assistiremos a uma migração forçada de professores.
Iniciou-se-se o Concurso Externo (CE) e milhares de professores contratados terão nas mãos escolhas difíceis, mas obrigatórias.
Estão neste grupo professores que trabalham há 10, 15 ou 20 anos: calcorrearam o país, dedicaram-se à profissão, pagaram casas, portagens e combustível. Amealharam tempo de serviço pensando que poderiam com ele conciliar a vida profissional com uma vida familiar… conheço dezenas de pessoas nestas circunstâncias e muitos deles são meus amigos.
⛔ Aos que agora se encontram no dilema de concorrer (ou não) à vinculação dinâmica, eis algumas reflexões:
é um concurso e por isso podem não ficar colocados (em 23/24) no QZP em que se encontram atualmente;
na Mobilidade Interna (de 23/24) estarão em 4ª prioridade o que significa que mesmo estando colocados no QZP da vossa preferência, não terão a garantia de ficarem perto de casa, porque estarão no final da lista da MI;
no próximo Concurso Interno (2024), terão de concorrer a todos os QZP’s do país e há fortíssimas possibilidades de vincularem (em QA ou QZP) entre Lisboa e Algarve.
Como dá para perceber a vinculação dinâmica (e a norma travão) são campos minados e a probabilidade de cair numa das armadilhas é grande.
No entanto, atendendo ao disposto no diploma atual, atravessar o campo minado é também a única forma de ingressar na carreira.
▶️Para quem tem esta legítima expectativa, deve ponderar concorrer porque:
são as únicas formas de entrar na carreira. Tanto a NT como a VD implicam concorrer para locais distantes da família, apesar de na NT esse risco poder ser menor devido à graduação dos candidatos;
com a quantidade de vagas abertas pela Portaria n.º 118-A/2023 (VD), muitos dos horários dos professores que poderiam renovar ou conseguir um horário completo e anual a norte no próximo ano estarão ocupados;
no Concurso Interno de 2024, segundo o ME, haverá 20000 horários para QA, o que significa menos 20000 horários para contratados;
a partir de 2024 poderão concorrer todos os anos (no CI e na MI) para aproximação de acordo com a graduação profissional.
A decisão é difícil, deve ser bem ponderada para se conseguir, em consciência, aceitar o que vier!
Estão contempladas mais 55 vagas em comparação com as previsões do blogue, resultado de horários temporários equiparados a anuais. Os QZP’s 7 e 10 são aqueles onde mais se nota este fenómeno, principalmente nos grupos 100, 110 e 930.
Nos grupos do 3º ciclo e secundário assiste-se também a um fenómeno interessante: muitos dos candidatos que ficaram em completos e anuais no QZP 7 nos últimos 3 anos, acabaram por não reunir condições. Significa que estes professores denunciaram ou não aceitaram as colocações obtidas. O exemplo mais evidente está no grupo 300, onde 20 professores se encontram nestas condições.