Estão a ser feitos alguns convites para entrarem novos autores neste espaço de forma a alargar a abrangência dos temas.
Se porventura tiverem vontade de fazer parte deste novo projeto, com temas que aqui têm falhado, podem enviar-me propostas para serem autores de publicações.
São 7 anos de dedicação exclusiva que precisam de ser alargado a outras pessoas e a outros temas. O que aqui se construiu ter-me-á certamente prejudicado-me mais em alguns aspetos da minha vida pessoal e profissional do que propriamente me beneficiado.
Há alturas na vida que precisamos de recuperar algum espaço na nossa vida. Chegou essa altura.
Não abandono nem desisto deste projeto e se calhar nem reduzirei o trabalho que tenho feito aqui. Quero tornar o blog mais abrangente e ganhar alguma liberdade perdida.
O próximo documento foi produzido em colaboração com o José Travado usando a minha base de dados das colocações de contratados desde 2004/2005.
O ano letivo 2004/2005 não foi considerado neste estudo pelo simples facto de os números de candidatura desse ano serem diferentes dos que começaram a ser usados a partir de 2005/2006.
O trabalho com as explicações encontra-se neste post.
As explicações do documento são as seguintes:
O documento em pdf encontra-se na imagem seguinte:
Qualquer sugestão ou observação devem-no fazer para o seguinte mail: [email protected]
Recordo que neste trabalho faltam as colocações em contratação de escola em escolas TEIP e com Autonomia. E por essa razão os números poderão ser superiores, especialmente nos últimos anos letivos.
Esta semana o secretário-geral da FNE lança para o debate a questão da organização dos tempos letivos e sublinha que há necessidade de introduzir algumas alterações ao atual modelo. As datas dos exames e o tempo de trabalho dos professores foram outras das matérias assinaladas por João Dias da Silva no comentário da semana.
Até à Reserva de Recrutamento 10 já foram retiradas das Reservas de Recrutamento 7334 candidaturas.
Existem 2788 valores duplicados, pelo que o número total de docentes que foram retirados da Reserva de Recrutamento são 4546.
Das 352 candidaturas retiradas por não aceitação da candidatura existem 159 docentes. Ou seja, são 159 docentes que não podem celebrar qualquer contrato com o MEC neste ano letivo por não terem aceite uma colocação.
Das 6377 candidaturas retiradas da Reserva por colocação em BCE existem 3916 docentes únicos.
Das 505 candidaturas retiradas da Reserva de Recrutamento por colocação em Contratação de Escola existem 370 docentes únicos.
Das 93 candidaturas retiradas da Reserva de Recrutamento por desistência existem 62 docentes.
Se somarmos as 3916 colocações em BCE e os 370 docentes colocados em CE temos no total 4286 colocações. Mas muitos destes docentes ao aceitarem a colocação em BCE não conseguiram comprovar os seus dados e podem neste momento não estar colocados.
Será muito difícil este ano analisar as colocações reais.
144 docentes foram retirados por colocação em BCE e 47 foram retirados por penalização prevista na alínea c) do artigo 18º do DL 132/2012, ou seja, não aceitaram a colocação e estão impedidos de celebrar contrato neste ano letivo para o MEC.
Uma adaptação do filme “Cuerdas”, vencedor do Prémio Goya 2014, para evidenciar a importância da promoção dos valores no desenvolvimento das crianças.’
‘Uma história de sonhos e valores que se foca numa menina que se torna muito amiga de um menino que sofre de paralisia cerebral. Este filme de animação é emocionante onde conseguiu ganhar o “Prémio Goya” na categoria do melhor filme de curta metragem de animação… ‘
A partir de hoje, as salas de aula de algumas escolas de referência do País estarão abertas a qualquer professor que queira observar boas práticas educativas implementadas nas disciplinas de Matemática e de Português. Em http://aula-aberta.pt é possível consultar testes, fichas de trabalho, material didático e ainda assistir, em regime aberto, a aulas gravadas em vídeo nas escolas participantes neste projeto, que compreende os 10.º, 11.º e 12.º anos.
Com uma abertura sem precedentes, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, a Escola Secundária Carlos Amarante, em Braga, e o Colégio Valsassina, em Lisboa, mostram como trabalham diariamente com os seus alunos, que apresentam consistentemente excelentes resultados nos exames nacionais de Matemática e de Português. Professores da Escola Secundária Francisco Franco, no Funchal, da Escola Secundária de Barcelinhos, em Barcelos, e da Escola Secundária da Moita explicam de que forma os seus alunos têm revelado, consistentemente, uma progressão excecional entre os exames de 9.º ano e os exames de 12.º ano de ambas as disciplinas.
A Aula Aberta é promovida pela Sociedade Portuguesa de Matemática e pela Fundação Calouste Gulbenkian, com o objetivo de estimular um debate construtivo sobre boas práticas no ensino. Está prevista uma sessão de discussão do projeto, a ter lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, no início de 2015.
Assinala-se que a diversidade dos contextos escolares pode, em muitos casos, não aconselhar a replicação direta dos modelos pedagógicos apresentados no portal. Caberá a cada professor avaliar a utilidade do material didático disponibilizado, no contexto particular da sua escola e das suas turmas.
Acusado de beneficiar primo em concurso para cargo de chefia na Câmara, Paulo Júlio nega os factos e diz que foram os serviços a definir os critérios do mesmo.
Em causa neste processo está um concurso público para o cargo de chefe de divisão da Cultura, Desporto, Turismo e Juventude, aberto em 2008, quando o ex-governante era presidente da Câmara. Mário Duarte, licenciado em História de Arte e já funcionário da autarquia, foi o escolhido e ainda hoje ocupa o cargo. O Ministério Público acusa Paulo Júlio de prevaricação por alegadamente ter beneficiado o familiar, sendo uma das exigências do concurso precisamente a licenciatura em História de Arte.
A sanção disciplinar de suspensão é aplicável aos trabalhadores que atuem com grave negligência ou com grave desinteresse pelo cumprimento dos deveres funcionais e àqueles cujos comportamentos atentem gravemente contra a dignidade e o prestígio da função, nomeadamente quando:
…
e) Dispensem tratamento de favor a determinada entidade, singular ou coletiva;
Mas como ainda não há certezas dos locais da realização da PACC, nem se sabe se serão docentes a vigiar a prova, até pode não ter qualquer efeito este pré-aviso.
Não sei se seria preferível aguardar pelo limite mínimo dos 5 dias úteis para declarar este pré-aviso do que dar o trunfo ao MEC para gerir o dia da PACC como bem entender.
… é reparar um erro de uma dupla colocação para um único horário pedido, colocando o docente numa escola mais longe, em que essa escola não precisa de ninguém para esse grupo.
Ainda se ao menos a distância para o docente compensasse…
Como devo proceder para justificar a falta à realização da componente comum da prova? NOVO
O(A) candidato(a) deve enviar o(s) comprovativo(s) da sua situação para o endereço de correio eletrónico [email protected], até dez dias úteis após a data de realização da prova, desde que se encontre ao abrigo do disposto na parte F, Capítulo IV, do Guia da Prova, de 26 de novembro de 2014.
Tive a falta justificada na prova a 18 de dezembro de 2013 por motivos de gravidez de risco (ou licença de maternidade). Devo realizar a prova referente ao ano escolar de 2014/2015? NOVO
Sim. Para tal, terá de efetuar a respetiva inscrição. Realizei a prova em 2013/2014 e obtive aprovação. Estando dispensado de a realizar este ano, tenho de apresentar algum documento ou cumprir algum tipo de formalidade? NOVO
Não. Os candidatos aprovados na PACC em 2013/2014 não têm necessidade de efetuar qualquer procedimento administrativo de comprovação de aprovação na prova, estando automaticamente dispensados da realização da mesma este ano.
Mas não percebo a resposta nova à segunda questão colocada. Se o docente entretanto completou os 5 anos de serviço até 31/08/2014 tem de fazer a PACC?
Esta PACC de 2014 é então uma segunda chamada?
… para a dispensa dos professores.
Mas quem está nas escolas sabe perfeitamente que existem menos professores do que aqueles que efetivamente são necessários.
A primeira escola com autonomia do país, a escola da Ponte, uma das que escolhe os seus professores há largos anos, está quase no fim dos rankings nacionais.
Será que este modelo “exemplar” de uma escola com autonomia é para ser seguido por outras escolas?
Possivelmente no Brasil vende-se bem este modelo de escola, mas em Portugal já se percebe que não funciona e se calhar por isso José Pacheco emigrou definitivamente.
Para: Ex.mo Senhor Ministro da Educação e da Ciência professor Doutor Nuno Crato
A FAVOR DE UMA ESCOLA DE PESSOAS
O Externato Delfim Ferreira (EDF), em Riba de Ave, Vila Nova de Famalicão, possui desde 2008 um Curso Profissional de Artes do Espectáculo – Interpretação que, alcançou, nos últimos anos, uma qualidade de formação na área do Teatro reconhecida a nível nacional. Para a qualidade e resultados alcançados contribuíram, de forma determinante, o trabalho e a visão estratégica da Equipa Coordenadora (Directora de Curso e Psicóloga) em permanente articulação e construção com os formadores, os parceiros, os pais/encarregados da educação e os alunos. Esta evolução do curso verificou-se de forma expressiva e inequívoca com a vinda do Curso para Vila Nova de Famalicão, em instalações cedidas pela Câmara Municipal, surgindo aquilo a que se designou Escola de Teatro do Externato Delfim Ferreira. Sendo um pólo exclusivamente dedicado ao teatro, todo esse trabalho se potenciou e ganhou ainda mais visibilidade.
Incompreensivelmente a actual Direcção do Externato não pensa da mesma maneira e no espaço de dois meses conseguiu deitar por terra, de forma irremediável, tudo o que tinha sido construído durante todos esses anos.
Nos últimos dias de Novembro de 2014 o curso encontra-se sem a anterior coordenação (a Directora de Curso foi suspensa com um processo disciplinar e a Psicóloga despedida), os alunos, apoiados pelos pais/encarregados da educação, não vão às aulas há duas semanas e os formadores da componente técnica suspenderam as suas aulas, como forma de protesto.
Uma Escola onde ir para as aulas era um prazer; onde se aprendia porque se queria saber; onde ensinar era estimular o olhar diferente sobre si próprio e o mundo; onde quem não gostava de ler começava a ler; onde quem era diferente fazia a diferença; onde todos tinham lugar e eram indispensáveis; onde se descobria a cultura, a arte e a pessoa; onde a relação professor/aluno era construída na confiança, na partilha, no respeito mútuo, na aceitação positiva do aluno, na disciplina da responsabilização, na capacidade criativa, no cumprimento de regras fundamentadas e no respeito pela liberdade de cada um, passou a ser uma Escola onde o autoritarismo e a prepotência são prática diária; onde a indumentária é mais importante que o saber; onde o aluno não é mais do que um número, uma factura ou nome; onde não se gosta de Teatro; onde se diz, em contexto de sala de aula, “que as pessoas do teatro são gays, lésbicas, bis e excluídos da família”, com aplausos e louvores por parte da direcção do EDF; onde não se está interessado em compreender a dinâmica de um curso de artes; onde não se valoriza os profissionais; onde não se ouvem os pais; onde se dispensam sumariamente as pessoas, colocam processos disciplinares, substituem professores sem uma única palavra ou possibilidade de comunicação.
É contra essa Escola que nos manifestamos: contra a escola das batas e uniformes; contra a homofobia e a falta do mais elementar respeito pela pessoa e pelo processo educativo; contra as birras e arbitrariedades de quem pode mas não sabe mandar; contra as escolas/empresas em que o ensinar e o aprender são apenas detalhes insignificantes no meio dos números, facturas e contas; contra a incompetência mascarada de rigor; contra os tão apregoados valores e princípios permanentemente adulterados e esquecidos; contra a permanente desculpabilização e dificuldade em assumir o que verdadeiramente se quer; contra o aproveitamento do trabalho do outro em proveito próprio; e de forma clara, assumida e definitiva contra o medo. O medo de poder tomar posições, poder manifestar-se, poder não estar de acordo.
Manifestamo-nos a favor de uma Escola de Teatro, ou de qualquer outra Escola, em que os alunos vêm porque querem e choram quando vão de férias; em que não ter fim de semana e feriados custa, mas se faz por prazer; em que todos se unem para um objectivo comum; em que todos temos voz e vez; em que a Pessoa é respeitada como é e aprende a gostar de si própria assim mesmo, como é; em que não se tem medo de errar; em que se aprende que o trabalho e o esforço compensam; em que se olha o problema como um desafio; em que o que se veste ou o passado não interessam, mas sim a atitude; em que se chora, se ri, se dança, se canta e principalmente se gosta, se gosta muito; em que se aceitam as críticas e se persiste na procura de se fazer cada vez melhor; em que a disciplina é “pior do que a tropa”; em que se um falha, todos falham; em que as provas de avaliação são feitas à frente do público, de todos, da família, dos pais, do namorado, da namorada; em que as parcerias e colaborações são sempre bem-vindas. Uma Escola em que se é livre e responsável; uma Escola em que se formam pessoas e depois actores.
É esta a Escola que não queremos perder. Não é uma Escola perfeita, pois está sempre em construção, mas tem sempre, mas sempre, em primeiro lugar dois princípios: a pessoa do aluno e a sua formação.