E a saga do “novo paradigma das AEC” prossegue.
Reparem nesta oferta: distingue o tempo de serviço docente do tempo de serviço em AEC (isso não é um critério que tenha sido usado antes em concurso). Para além disso, o que é de facto novo é colocar a distinção bem patente entre o tempo de serviço do docente “com habilitação profissional” do tempo de serviço exercido em AEC como “profissional não docente”.
Será um sinal de que os directores estão já a preparar terreno para a DGAE separar o tempo de serviço prestado em actividades de enriquecimento curricular para não contar para efeitos da 2.ª prioridade em futuros concursos de professores?
RICARDO SANTOS




4 comentários
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Olá, acho que não Rui.
Esta distinção existe porque há profissionais que desempenham funções nas AEC sem ter habilitação profissional para a docência, e uma vez que também acumulam tempo de serviço acabam por ver esse tempo contabilizado para efeitos de concurso.
Na minha opinião o tempo de serviço nas AEC obtido em escolas públicas ou com contratos de associação, por docentes com qualificação profissional (que lhes permite o desempenho de funções docentes) deverá continuar a ser contabilizado para a 2ª prioridade.
No passado sempre foi assim que aconteceu e há inúmeros casos de colocações obtidas nestes termos.
Aliás, o desempenho de funções nas AEC é considerado como funções docentes em:
– professores do quadro
– professores contratados que aumentaram, ou completaram o seu horário com horas nas AEC
Qualquer outra leitura cria uma desigualdade que não faz sentido existir.
Partilho da mesma opinião. É evidente que se levantam, por vezes, questões que só servem para baralhar as cabeças de quem não tem qualquer descanso mesmo no tempo dito de férias. É pena que assim seja…
“Esta distinção existe porque há profissionais que desempenham funções
nas AEC sem ter habilitação profissional para a docência, e uma vez que
também acumulam tempo de serviço acabam por ver esse tempo contabilizado
para efeitos de concurso.”
Contabilizado como antes de profissionalização, deduzo eu na minha pura e ingénua ignorância. Não é assim?
Esperemos que não…. Até porque não vale a pena serem tão criteriosos com as contagens de tempo de serviço, uma vez que daqui a 10 anos vai haver falta de profs.
Nessa altura vão aceitar qualquer “sapateiro” para lecionar. Quem andou até aqui a contar todos os grãos de arroz, ou seja, todos os dias de serviço e a fazer estas distinções, vai ficar frustrado.
Aproveito para lembrar a quantidade de pessoas que estão a concurso e que têm vindo a vincular cuja maior parte do tempo de serviço foi obtida em escolas profissionais, colégios com contratos de associação, alguns com contagens de tempo duvidosas, e nunca mais vão sair do sistema. Deixem de ser mais papistas que o Papa e de ser ruins com os colegas que fazem o trabalho que mais ninguém quer fazer!