Sobre o Novo paradigma das AEC

 

E a saga do “novo paradigma das AEC” prossegue.

Reparem nesta oferta: distingue o tempo de serviço docente do tempo de serviço em AEC (isso não é um critério que tenha sido usado antes em concurso). Para além disso, o que é de facto novo é colocar a distinção bem patente entre o tempo de serviço do docente “com habilitação profissional” do tempo de serviço exercido em AEC como “profissional não docente”.

Será um sinal de que os directores estão já a preparar terreno para a DGAE separar o tempo de serviço prestado em actividades de enriquecimento curricular para não contar para efeitos da 2.ª prioridade em futuros concursos de professores?

RICARDO SANTOS

 

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4 comentários

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    • PC on 1 de Setembro de 2017 at 19:31
    • Responder

    Olá, acho que não Rui.

    Esta distinção existe porque há profissionais que desempenham funções nas AEC sem ter habilitação profissional para a docência, e uma vez que também acumulam tempo de serviço acabam por ver esse tempo contabilizado para efeitos de concurso.

    Na minha opinião o tempo de serviço nas AEC obtido em escolas públicas ou com contratos de associação, por docentes com qualificação profissional (que lhes permite o desempenho de funções docentes) deverá continuar a ser contabilizado para a 2ª prioridade.

    No passado sempre foi assim que aconteceu e há inúmeros casos de colocações obtidas nestes termos.

    Aliás, o desempenho de funções nas AEC é considerado como funções docentes em:
    – professores do quadro
    – professores contratados que aumentaram, ou completaram o seu horário com horas nas AEC

    Qualquer outra leitura cria uma desigualdade que não faz sentido existir.

      • Maria Zita on 2 de Setembro de 2017 at 12:20
      • Responder

      Partilho da mesma opinião. É evidente que se levantam, por vezes, questões que só servem para baralhar as cabeças de quem não tem qualquer descanso mesmo no tempo dito de férias. É pena que assim seja…

      • anonimo idem on 3 de Setembro de 2017 at 12:06
      • Responder

      “Esta distinção existe porque há profissionais que desempenham funções
      nas AEC sem ter habilitação profissional para a docência, e uma vez que
      também acumulam tempo de serviço acabam por ver esse tempo contabilizado
      para efeitos de concurso.”

      Contabilizado como antes de profissionalização, deduzo eu na minha pura e ingénua ignorância. Não é assim?

    • Marta on 4 de Setembro de 2017 at 10:25
    • Responder

    Esperemos que não…. Até porque não vale a pena serem tão criteriosos com as contagens de tempo de serviço, uma vez que daqui a 10 anos vai haver falta de profs.
    Nessa altura vão aceitar qualquer “sapateiro” para lecionar. Quem andou até aqui a contar todos os grãos de arroz, ou seja, todos os dias de serviço e a fazer estas distinções, vai ficar frustrado.
    Aproveito para lembrar a quantidade de pessoas que estão a concurso e que têm vindo a vincular cuja maior parte do tempo de serviço foi obtida em escolas profissionais, colégios com contratos de associação, alguns com contagens de tempo duvidosas, e nunca mais vão sair do sistema. Deixem de ser mais papistas que o Papa e de ser ruins com os colegas que fazem o trabalho que mais ninguém quer fazer!

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