Ou alguém mete travões a fundo ou um destes dias são todos os alunos que vão fazer exame numa sala só sua, à parte,com 2 professores à ilharga só para si….
Vanos ter de requisitar os hoteis e “quintas de casamentos” para fazer exames no sistema de customização total a que estamos a chegar….
E, depois, ainda temos no secundário os que moram em Alvaiazere e querem fazer exames em Crestuma.
Interromper férias ou outras atividades diversas para fazer exames, que deviam ser uma das suas prioridades (a escola) é exigência excessiva. Logo não te mexas.
Fazes na escola ao lado do parque de campismo.
As escolas e os profs que se “desamardem”…..
E o sistema de folhas de provas para perguntas de construção no ensino básico, com o QRcode, de número escrito à mão e com umas bolinhas pintadas?
Não é kafkiano. É loucura total.
O “54” deu em 31…. e juntou-se à hiperburocracia mais desenfreada.
E pensar que, como contribuintes, pagamos tenças de ano inteiro, a gente que paira sobre nós no IAVE para inventar estas malfeitorias….
Parece que alguém lhes colocou o problema com um enunciado a dizer:
“Arranje a forma mais complicada que conseguir para entregar papel de prova a alunos em exame….”
Mal aproveitados impostos.
E aos boys PSD e PS instalados nos fermentados serviços do MECI que, quando digo coisas destas, se amofinam logo, e me chamam nomes, só digo isto.
A pessoa que me ensinou uma regra básica da gestão de processos em serviços foi, por acaso, a nova Secretária de Estado do Ensino superior, Claúdia Sarrico, minha professora no mestrado em Gestão Pública da Universidade de Aveiro, que frequentei há mais de 20 anos.
Excelente professora.
Na sua cadeira (Gestão de processos em serviços) uma das coisas que se aprendia, como básico, era que um processo bem concebido tendia o mais possível para só ter passos que acrescentassem valor.
Que valor se retira de por milhares de professores a pintar bolinhas em papeis de resolução de exames para entregar a alunos a meio da prova?
Os senhores do IAVE ou os oráculos delfianos dos Agrupamentos de exame (essas entidades mitológicas, que nunca se veem, mas de tudo são cientes) que parem um bocadinho os devaneios para ser sensatos.
Não inventem mais assim.
(E se alguém tiver a tentação de explicar porque inventaram as bolinhas, eu sei; mas há muitas coisas que têm explicações, mas que não deixam de ser inúteis e sem valor).
Conseguiram complicar ainda mais os papeis com provas online, do que quando as provas eram só em papel….
Ou alguém trava esta loucura, que evolui ano a ano, ou vai acabar mal…
Quando andarem a reservar quartos de pousadas de juventude para “salas à parte” ou a requisitar pavilhões para provas, talvez eu pareça menos radical e realmente razoável.
Os responsáveis políticos saberão o custo e efeitos destas maluquices?
Saberão sequer que dizemos tão mal deles por causa de deixarem estes hiperburocratas à rédea solta em tantas coisas na Educação?
Luis Sottomaior Braga




20 comentários
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Relativamente ao aproveitamento, o Conselho de Turma caracterizou-o como hilariante, uma vez que os níveis atribuídos pouco têm a ver com o desempenho dos alunos, mas sim com outros fatores, nomeadamente: o desejo de nunca mais os ver na sala de aula, o que se conseguirá se transitarem todos para o ciclo seguinte; a necessidade de cumprir as anedóticas metas de sucesso, de forma a evitar o paleio justificativo no relatório de avaliação de desempenho e demais documentação; a vontade de evitar recursos por três ou quatro encarregados de educação, previamente referenciados pelo conselho de turma como “carraças parentais obcecadas com a entrada dos descendentes para o curso de medicina” [soou uma gargalhada geral].—————————
Os docentes de Expressões acrescentaram que também não têm vontadinha nenhuma de aturar os comentários infelizes de vários quadrantes sobre a importância das suas áreas curriculares, pelo que o nível mínimo que atribuíram foi quatro, este para penalizar o Zezinho por nunca ter levado sapatilhas para Educação Física, nem papel e lápis para Educação Visual.————————————
A docente de Inglês esclareceu que mais de metade da turma não distingue ainda “yes” de “no”, mas que lhe é impossível chumbar toda essa gente, com medo do que poderá acontecer [nesse momento, fez-se silêncio temeroso].———————————-
As docentes de Matemática e de Português desataram em prantos, lembrando-se da discrepância que certamente existirá entre avaliação interna e notas dos exames nacionais, impedindo-as de se manterem camufladas na “bondade avaliativa” como os demais [soaram exclamações de compreensão e comiseração]. A docente de Matemática classificou ainda de “melgas inúteis” os pais e demais parentes que acompanham vários alunos na realização dos TPC e que os instruem no sentido de pôr em causa tudo o que acontece nas suas aulas, embora a maioria nem o nono ano tenha concluído [interjeições de concordância], ao passo que a docente de Português desabafou que às vezes tem ganas de imitar Espanca, só para não ter que voltar a ler a rambóia de disparates e facadas na bela língua lusitana. Nessa altura, a professora de Educação Visual contou que fora interpelada na rua pela mãe da Tikinha, que lhe explicara que a desconcentração da criança se devia à sua tendência artística e sonhadora [mais galhofa]. ———————-
Os docentes de Ciências Naturais e de Ciências Físico Químicas explicaram ao conselho que, no âmbito da interdisciplinaridade, tinham decidido uniformizar os critérios de avaliação, a saber: nível três para quem tivesse pulsação, nível quatro para quem também respirasse sozinho e nível cinco para quem emitisse cumulativamente sons [olhares de admiração]. ———————-As docentes de História e Geografia declararam que não abdicavam dos seus princípios, pelo que tinham atribuído nível dois a um aluno que nunca compareceu [silêncio constrangedor]. O diretor de turma sugeriu que se alterasse para “dois mais”, o que mereceu concordância de todos, quanto mais não fosse para não terem que aturar os chiliques pedagógicos do Gabinete de Psicologia.”————————————————————– Autor desconhecido, mas certamente farto de reuniões!
Boa pestana, gostei. Quanto ao texto inicial, não poderia estar mais de acordo: o complquex é um pesadelo que só vai piorando. Será que os responsáveis políticos são tão medíocres que não se apercebam sequer mais ou menos?
Apoiado! É mesmo esta a realidade…uma vergonha.
Será que, quando forem funcionários de alguma empresa, esta vai atribuir tantas facilidades, regalias e facilitismos …? Possivelmente não. Então entra a depressão e o não aceitar civilizadamente um “Não”, etc…
Fantástico!!! Tão verdadeiro e vergonhoso que até dói!!!!!
Dói e e dói diariamente… em direção ao abismo… até ao inevitável estouro final… mas até lá aguardamos paciente e dolorosamente… Realidade vergonhosa, lamentável! Só os cegos não vêem.
Eu já tinha referido que, a curtoAo comentar um post há uns 15 dias, já tinha referido que, a curto prazo, e se a bandalheira se mantiver, teremos entre 40 a 50% de alunos abrangidos por medidas seletivas ou adicionais. Essa questão tem vários meandros: a necessidade de justificar a redução de alunos por turma (então vamos à caça dos alunos redutores); a falta de resposta e de responsabilização dos professores (quando não conseguem dar resposta às dificuldades de aprendizagem dos alunos, recorrem aos professores da E. Especial na busca de resposta, que na maioria dos casos, não é a mais adequada); a ignorância por parte da Educação Especial em diferenciar o que são Dificuldades de Aprendizagem de outras necessidades/diagnósticos), entre outros.
Mais ainda, o gravoso desta situação está na cada vez mais crescente necessidade das escolas em alocar vigilantes em “salas à parte” com a ABENÇOADA LEITURA DE ENUNCIADOS: uma verdadeira vergonha. Não é porque o aluno tem direito, que ele tem essa necessidade efetiva (se essa condição não for aplicada na avaliação interna, não pode ser aplicada na externa. E não é porque o aluno tem dificuldades na disciplina, que tem automaticamente direito à “leitura de enunciados”). Ora, existem alunos que rejeitam a leitura dos enunciados, em situação de exame, proposta pelos “ultra inteligentes” professorzinhos, com a conivência dos papás…. Há que responsabilizar os promotores destas situações. O ME deveria ter equipas de inspeção para verificar essas situações! Tal como deveria a Inspeção educativa responsabilizar as escolas quando, os resultados das provas ModA aplicadas aos alunos com “leitura de anunciados” é superior à classificação dos demais alunos… Pois, na vigilância com apenas 1 professor, que na maioria das vezes é professor do próprio aluno, o “Milagre” acontece. Um dedo dirigido, no ecrã do computador, faz milagres… E depois, a leitura dos resultados a nível nacional por parte do GAVE não corresponde à realidade, logo não existe maneira de poder existir comparação com outros anos letivos. Há um comprometimento de todo o processo, porque os resultados estão enviesados.
Urge refletir sobre esta fantochada toda, para não falar das classificações inflacionadas, a nível nacional! Chegado o momento de transição ou retenção, há de tudo um pouco, nomeadamente de lamúrias decorridas ao longo do ano letivo que, milagrosamente, se transformam nuns “contentamentos descontentes” de TRANSIÇÃO DE QUEM DEVERIA FICAR RETIDO. E COM ESTE CICLO VICIOSO, REGRESSAMOS AO 54 E LÁ VAI MAIS UMA CAMBADA PARA AS MEDDIDAS SELETIVAS… E ANDAMOS NISTO….
Continua a palhaçada da avaliação! Até se ouve disparates como “No ensino básico ninguém devia “chumbar”. Pois é, vão aprender a ler, a escrever e a fazer cálculos no 10º ano?! Ou vão para o 54?!
Ninguém quer fazer um ranking do Agrupamento com mais salas à parte?
Seria giro saber onde é o ninho de cucos mais próximo.
Então aa psicólogas e as turmas com 10 nacionalidades onde ninguém diz 1 palavra em português mas passam?!!!
E os negócios dos gabinetes de psicologia e a vontade de xico espertismo de alunos pais e professores do ensino especial ???
Ontem, exame de uma disciplina qualquer do ensino secundário, dois vigilantes, secretariado 4 pessoas, funcionários 3, nº de alunos? Uma
O que é mesmo bom é não fazer nada e ir para a praia.
Preguiçosos de mierda!
Caros colegas, podem chamar-me o que quiserem, mas eu digo que a culpa é nossa!Sim a culpa é dos professores?
Porque só reclamamos aqui e não temos coragem de não fazer. Coragem de recusar! Ah, mas depois levamos um processo em cima! Levamos um processo se só for um a dizer Basta!Se formos todos, ninguém terá coragem de ir contra nós.
Há greve aos exames! Greve a todo o trabalho relacionado com os exames, com as provas de aferição! Quem faz? Ninguém! Ou muito poucos! E quem faz greve coitado , fica logo muito mal visto!
Não são só os goverantes que tem a culpa, nós também temos. Há colegas mais papistas que o Papa, que têm o dom de inventar grelhas e grelhnhas. Quando não as há, inventam-nas e depois lá vão as Marias vão com as outras e fazem também.
Realmente somos uma classe que gosta de inventar trabalho , só para “inglês” ver.
Não chamo nada, tens toda a razão. O que não falta é professores a sabotar o ensino com grelhas e grelhinhas e, embora já não se use muito, a tal máxima do “somos todos culpados”. Globalmente, os professores não são uma classe, são uma coisa. E é lamentável que assim seja porque também há gente boa. Mas é o triunfo dos porcos.
A diretoria o quer é por os professores a preencher papelada., quantas daquelas medidas são realizadas? São efetivas?
Passo a passo para o ensino dicotómico, o de ricos e de pobres.
Boca santa, Luís!
Não há + nada para dizer. Disseste tudo.
O IAvE é uma pouca vergonha. O MECi devia desmantela lo. É um consumidor de dinheiro e de recursos humanos.
Faltam tantos profs nas escolas e lá estão destacados inúmeros.
O ministro não vê isso???
Os exames deviam ser descentralizados e aplicados pelas escolas, simplesmente.
E, se V. Ex.ª aprendesse a escrever em PT, seria um espetáculo!
Os culpados: Todos os que votaram nos mesmos partidos durante 50 anos. PS = PSD = CORRUPÇÃO.
Pois, o Ventura é que é o salvador da pátria…
Corrupção rima mesmo com V. Ex.ª:
Lambão.
Resumo:
O burro Rui, o revoltado Sottomenor e, ainda, o(a) pestana remelosa = 3 matarruanos.