Pais de crianças com deficiência insatisfeitos com resposta escolar

O DL 54/2018 foi-nos vendido como a solução para todos os males. Como a verdadeira inclusão de todos os alunos na escola pública. Longe disso…

A falta de professores, o rácio de Assistentes Operacionais e a sua formação para lidarem com crianças e jovens com deficiência, a falta de condições nas escolas, a dispersão destas crianças e jovens por várias escolas do pré-escolar e 1.º ciclo sem condições físicas e recursos humanos para as acolher, são só alguns dos problemas com que se deparam todos os dias. Uma criança que não fala, não interage, necessita de ajuda para as suas necessidades mais básicas, higiene, comer, movimentar-se… que necessita de fisioterapia, terapia da fala, de uma assistente operacional em permanência… e a lista continuaria…

 

A falta de aplicação de medidas está a gerar um forte descontentamento entre pais com crianças e jovens com necessidades educativas específicas: 73% consideram que a inclusão nas escolas não melhorou desde a implementação do decreto-lei que regula a educação inclusiva.

É uma das conclusões de um inquérito a que o JN teve acesso sobre a aplicação do decreto-lei 54/2018, realizado pelo Movimento por uma Inclusão Efetiva (MIE), de pais de crianças e jovens com deficiência, neurodivergência e surdez.

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21 comentários

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    • somos os maiores no futebol mas no resto.. on 9 de Junho de 2025 at 8:40
    • Responder

    https://www.publico.pt/2003/01/15/sociedade/noticia/colegio-catolico-de-braga-nao-aceitou-matricula-de-crianca-deficiente-274377

    Escolham o privado lá é fácil entrar.

  1. onde estão os dados deste inquerito? porque diz o movimento que o pré-escolar nao tem RTP? isto nao é verdade

      • Paula Rodrigues on 9 de Junho de 2025 at 9:50
      • Responder

      RTP tem. É só para dar mais trabalho aos docentes porque medidas e reforço nas equipas não existem.

    • Mainada on 9 de Junho de 2025 at 9:56
    • Responder

    É e sempre foi óbvio que as crianças com NEE deveriam ser convenientemente acompanhadas em escolas especificamente preparadas para isso. O que fica é mais caro. Inclusivo? Pois, pois…

      • A.silva on 9 de Junho de 2025 at 12:08
      • Responder

      É uma solução muito prática. Termos uma escola especializada em cada canto.

      Dou um pequeno exemplo.
      Uma criança com NEE da aldeia de Cachopo (freguesia do conselho de Tavira). Será prático ter uma escola especializada em Cachopo?

      Diria que não.

      Então vamos criar uma escola especializada em Tavira!
      Tudo bem.

      A criança (ou crianças) de Cachopo têm uma escolinha especializada em Tavira e vão todos os dias para Tavira.
      Se forem nos carros dos pais demoram 40/50m para cada lado. Se forem em transporte camarário demoraram, certamente, mais de uma hora para cada lado.

      Muito prático e inclusivo!

      A não ser que se decrete que as crianças de Cachopo (e de outras aldeias) não têm direito a educação inclusiva.

        • A.silva on 9 de Junho de 2025 at 12:39
        • Responder

        Obviamente concelho e não conselho

          • Mainada on 9 de Junho de 2025 at 13:30

          O meu conselho é que se acalme. O seu jomónimo tinha muito mais graça.

          • Mainada on 9 de Junho de 2025 at 13:34

          * homónimo, claro. O Evaristo.

      • Boavida on 9 de Junho de 2025 at 13:51
      • Responder

      Mais caro?
      Não sei. Há escolas em que o número de professores de ensino especial é aos montes, sendo o grupo que fica mais caro em salários.
      Com uma agravante: não estão lá a fazer nada porque infelizmente essas crianças e jovens não passam para nenhuma evolução porque a condição não permite.
      É uma boa vida dessas antigas Babás que aproveitaram para tirar um curso sem rigor algum para se tornarem especialistas de nada fazer.
      Salve-se quem puder.

        • isabel on 9 de Junho de 2025 at 15:53
        • Responder

        Calado fazia melhor figura. Fala do que não sabe. Ou então é daqueles que não querem as crianças dentro da sala.

    • Zé das Couves on 9 de Junho de 2025 at 10:45
    • Responder

    não tirei nenhuma licenciatura em coitadinhos, oprimidos e vitimas da sociedade…

      • A.silva on 9 de Junho de 2025 at 12:09
      • Responder

      Vai apanha no meio da lombarda!

      Seu gnu!

        • zé das couves on 9 de Junho de 2025 at 13:31
        • Responder

        não passas de um idiota util ao serviço dos traidores, invasores e dos lobbis dos coitadinhos… que um dia destes te vão por a rezar de kv para o ar! És um m3rd4s!

          • A.silva on 9 de Junho de 2025 at 13:54

          Vai apanhar no repolho

  2. Se existissem escolas específicas com pessoal técnico, também ele específico, e programas terapeúticos próprios para acolher estes alunos, talvez a situação fosse mais coerente.

    O que se está a passar é qualquer coisa como estar a exigir a um marceneiro, que na sua oficina de madeiras, receba e faça a manutenção de carros elétricos de última geração sem os devidos equipamentos …só pode dar asneira…

    • Boavida on 9 de Junho de 2025 at 13:52
    • Responder

    Mais caro?
    Não sei. Há escolas em que o número de professores de ensino especial é aos montes, sendo o grupo que fica mais caro em salários.
    Com uma agravante: não estão lá a fazer nada porque infelizmente essas crianças e jovens não passam para nenhuma evolução porque a condição não permite.
    É uma boa vida dessas antigas Babás que aproveitaram para tirar um curso sem rigor algum para se tornarem especialistas de nada fazer.
    Salve-se quem puder.

      • Mainada on 9 de Junho de 2025 at 14:48
      • Responder

      Repetir posts sem sequer as necessárias adaptações revela preguiça. E a preguiça é um pecado mortal.

    • Nunes on 9 de Junho de 2025 at 17:52
    • Responder

    Se não são crianças normais que raio estão a fazer em turmas normais ?

      • Nunes, De Nunes on 9 de Junho de 2025 at 23:56
      • Responder

      Tu também não és normal, mas estás aqui.

  3. Acordaram tarde… Os alunos com necessidades educativas especiais estão quase abandonados à sua sorte… Os RTP estão a servir para retirarem os alunos mais fracos, preguiçosos e indisciplinados da avaliação externa…Fazem pravas ao novel da escola ou fazem os exames com leitura em sala à parte, ajudados por um professor para não prejudicarem o ranking das escolas. Os alunos com RTP aumentaram incrivelmente nos últimos anos… A maior parte dos RTPs regridem logo que são rotulados, muitos sentem-se humilhados e perdem auto estima… Chamam-lhe “inclusão” mas não é pois quando saírem do ensino básico não tem as competências para a inclusão, a verdadeira inclusão na sociedade global que com uma escola exigente, deveriam ter. Chamam inclusão ao facilitismo extremo…

    • Isabel Arribança on 11 de Junho de 2025 at 14:18
    • Responder

    Boa tarde.
    Considero que a forma como a inclusão está a ser operacionalizada nas escolas deveria representar uma enorme vergonha para o MECI, Estas crianças e jovens merecem mais e melhor e têm de ser uma prioridade nas politicas educativas.

    Isabel

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