Divulgação – ANVPC

Envio de novos dados à Comissão Europeia – Intimação da CE a Portugal

 

A ANVPC – Associação Nacional dos Professores Contratados, remeteu hoje, ao departamento da Comissão Europeia responsável pelo envio ao Estado Português do parecer fundamentado relativo a medidas eficazes insuficientes por parte de Portugal para combater as sucessões abusivas de contratos a termo (21 de novembro de 2013), novos, e importantes, elementos para análise.

Com o envio deste novo pacote de informações e observações relevantes adicionais, a ANVPC pretende dotar este organismo internacional de todos os documentos, e dados precisos, no sentido de que a CE entenda factualmente todos os pormenores associados a este problema, e compreenda, paralelamente, que nos últimos dois anos a situação de precariedade docente não tem vindo a ser efetivamente combatida, mas sim agudizada, por parte do governo em funções.

Esta associação remeteu ainda alguns dos princípios básicos que considera que deverão ser cumpridos pelo Estado Português no momento de criação de um concurso nacional externo de professores que dê cumprimento à aplicação da Diretiva 1999/70/CE.

A poucos dias do fim do prazo concedido por Bruxelas, ao nosso país, para a resolução da precariedade laboral docente, e com o esforço recente de vários grupos parlamentares na apresentação de soluções que coloquem um fim a este problema, a ANVPC acredita que Portugal apresentará, atempadamente, uma solução. Essa solução passará por vincular os docentes contratados (conforme prevê a legislação internacional), fomentando o investimento na Educação Pública.

Vejamos que nenhum cidadão nacional compreenderia que um governo optasse por perder esta oportunidade de resolução deste problema, e pelo incumprimento legal sujeitasse o nosso país a uma pesada multa, a liquidar, uma vez mais, junto de uma entidade externa, não promovendo a utilização dessa quantia no reforço de uma das mais importantes, e estruturantes, áreas sociais e de crescimento de um país –  a Educação.  

A direção da ANVPC 

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7 comentários

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    • Isabel on 13 de Janeiro de 2014 at 10:26
    • Responder

    Tenho uma dúvida!

    Tendo eu 10 anos de serviço, mas não tendo sido reconduzida, ou coisa que o valha, como aconteceu com colegas com graduação inferior á minha, não estou abrangida. Certo!?
    E os colegas neste momento colocados com graduação inferior á minha? Esses estão?
    Estar a lecionar AECs conta? É que a única coisa que me apareceu foi este horário de 6 horas, por mais que concorresse…….

    Agradeço a quem me possa explicar!!!!

    • gin on 13 de Janeiro de 2014 at 13:21
    • Responder

    Isso não tem nada a ver. O que eles equacionam é efetivar quem tem sido contratado por pelo menos 4 anos anuais consecutivos

      • gin on 13 de Janeiro de 2014 at 13:22
      • Responder

      *4 anos consecutivos em horários anuais e completos

        • Isabel on 14 de Janeiro de 2014 at 11:03
        • Responder

        Obrigada pelo esclarecimento!

    • Monica on 13 de Janeiro de 2014 at 20:34
    • Responder

    Mas…e os QZP que estão à 4, 8 anos na mesma escola, passam a quadro de escola? E quem está a contrato à 10 anos, nos últimos 9 teve horário completo e neste, por opção para ficar perto de casa, para prestar apoio à família, etc, não está colocado, fica de fora? Muita gente não efetivou pelo mesmo motivo, não concorreram para muito longe de casa, qual é o critério?
    O concurso nacional extraordinário, vai ser como o anterior? Deixa docentes de QE e QZP que queriam mudar de zona ou de grupo em horário zero, sem acesso às vagas ou vai seguir o disposto na lei? Lembro que os contratados que entraram nesse concurso no ano anterior são agora QZP e, ironia do destino, vão ver colegas que sempre estiveram numa posição inferir á sua, entrarem em vagas mais próximas de casa, por agora lhes ser vedado o acesso a esse concurso.
    Os sindicatos estão a marimbar-se para os docentes de carreira e vão permitir e silênciar mais uma vez esta verdade?
    As regras do jogo, todos as conheciamos quando concorremos, uns para longe e com sacrifício em muitos dos casos, mas com perspetivas de carreira e vinculação, outros preferiram ficar em casa e não presiso acrescentar mais nada, pos não?

    • sandra s. on 14 de Janeiro de 2014 at 10:11
    • Responder

    Cara, Mónica que diz:
    “Mas…e os QZP que estão à 4, 8 anos na mesma escola, passam a quadro de escola? E quem está a contrato à 10 …” blá. blá, blá…
    Quem está HÁ 10 anos em QZP já devia não dar erros ortográficos básicos. Relativamente às opções… também não fez as suas???? TODOS os professores que são efetivos (longe ou perto das suas residências) são-no por OPÇÃO. No caso dos contratados já não é isso o que acontece. Só uma minoria é contratado por opção. A maioria vive na precariedade, sem qualquer segurança e muitos já nem subsídio de desemprego têm.
    A Mónica deve considerar-se melhor do que estes professores… e de facto é! Já que está muuuuito melhor, pois o ordenado há de aparece na sua conta no final do mês, quer trabalhe muito, pouco ou nem trabalhe, não é verdade?
    No seu ponto de vista, tem mais direitos do que os precários, é isso?????
    Fico-me por aqui. Espero que outros lhe atribuam o nome que merece.

    • maria on 15 de Janeiro de 2014 at 4:28
    • Responder

    Mónica
    é triste ver como pensa. Uma grande trapalhada nessa cabeça.

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