Vale a Pena Continuar a Existir Estas AEC?

… ou não será mais oportuno integra-las no currículo do 1º ciclo?

Mas isso levava a um debate que já se fez aqui no blog que foi bastante dividido, manutenção ou não da monodocência no 1º ciclo.

Uma coisa é certa, algo precisa de mudar neste nível de ensino porque nesta altura do ano já se verifica o desgaste de todo um ano letivo de anos anteriores.

E imaginar que alguém mantém-se com capacidade para lecionar este nível de ensino com este ritmo até aos 66 anos é pura ilusão.

 

JN - AEC

Jornal de Notícias (10-01-2014)

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10 comentários

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    • Anónimo on 10 de Janeiro de 2014 at 12:29
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    A monodocência é uma ilusão. O que é preciso é melhorar as condições de trabalho dos professores das AEC e apostar na OTL dos alunos com técnicos especializados (Animadores) para que tenhamos uma escola a tempo inteiro que realmente contribua para a formação integral dos alunos. A matemática e o português são vitais, mas não são tudo.

    • ya110 on 10 de Janeiro de 2014 at 12:59
    • Responder

    Não aconteceu só em Guimarães. Também está a acontecer na Trofa. Até agora nenhum professor das AEC foi colocado. O concurso só abriu a 3 de Janeiro. No 1º período muitas escolas do concelho da Trofa estiveram sem atividades de enriquecimento curricular. Noutras houve professores que se voluntariaram e asseguraram os horarios das AEC’s.

    • Mari on 10 de Janeiro de 2014 at 13:39
    • Responder

    Não compreendo uma coisa. Será que ninguém pensa nos miúdos?
    Sim, é que o aparecimento das AEC veio tirar tempo de brincadeira aos miúdos.
    Quando é que eles brincam?

    • David on 10 de Janeiro de 2014 at 14:19
    • Responder

    Brincam em casa.. têm mais que tempo suficiente. As AECs acabam as 17h30 e eles têm os fins de semana. Além disso as AECs têm carácter lúdico e não são obrigatórias.. só vai quem quer!

    • Anónimo on 10 de Janeiro de 2014 at 14:34
    • Responder

    O jogo é uma metodologia pedagógica e quando orientado ainda mais educativo se torna. A escola também é um lugar para brincar (com os amigos). Com a quantidade de filhos únicos neste país deve ser aborrecido brincar sózinho em casa.

    • sandra s. on 10 de Janeiro de 2014 at 15:09
    • Responder

    Muito bem, anónimo. Concordo em absoluto consigo. Essa história do “brincar” em casa tem muito que se lhe diga. As ACS são os melhores espaços de brincadeira orientada que a escola pública alguma vez proporcionou. Acho lamentável que ainda haja gente a pensar que as crianças brincam em casa… Sabem o que as crianças fazem em casa? Vêem TV e passam horas na internet ou a jogar… este é que é um problema muito sério que devia ser analisado e combatido. Há miúdos que chegam à escola viciados em jogos e sem qualquer capacidade de concentração para aprender os conteúdos escolares. Defendo e continuarei a defender as AECs.. Como diz o colega, numa sociedade de filhos únicos, quando e como se ensina a conviver, a partilhar, a cooperar? se não se estimular o convívio vamos ter uma sociedade de meninos egoístas e mimados… Ainda bem que há as AECs, mesmo que muitas não funcionem bem. Devia haver um real investimento nestas atividades e valorizar os profissionais que as levam a cabo. Mas infelizmente acontece o contrário…

    • David on 10 de Janeiro de 2014 at 18:20
    • Responder

    Não sei em que me mundo a colega Sandra vive mas deve ser um mundo diferente do meu. Isso de dizer que a escola é um espaço de brincadeira é tudo muito bonito mas só acontece num mundo imaginário.. A brincadeira acontece nos intervalos e pouco mais. É a brincadeira saudável, sim. Mas a maior parte do tempo na escola é passado a trabalhar, com muitas regras e imposições que nada têm a ver com “brincar”. Já nas atividades de enriquecimento curricular infelizmente, e apesar de estas possuirem um caráter lúdico, a educação que as crianças hoje em dia (não) trazem de casa muitas vezes não nos permitem trabalhar com elas dessa forma. Continuam as regras e imposições para se manter o mínimo de ambiente para trabalhar e para fazer as crianças entenderem que uma AEC não é para brincar de qualquer maneira. E às vezes elas pensam que é. Por isso as crianças brincam em casa sim. Infelizmente ver TV e passar horas na Internet é o brincar de hoje em dia. É saudável? Não! Antigamente o meu brincar era sair de casa e ir jogar à bola, andar de bicicleta, jogar à macaca, às apanhadas, às escondidas.. Mas esse mundo infelizmente mudou. E é preciso estarmos todo dentro do contexto social atual. Lutemos contra isso, sim, mas cientes da realidade em que vivemos.

      • Cidália Sousa on 11 de Janeiro de 2014 at 10:12
      • Responder

      Aconselho a todos a leitura de estudos realizados pela Faculdade de P
      sicologia do Porto sobre as atividades de enriquecimento curricular. É elucidativo o suficiente para quem acha que as AEC não têm valor. Opiniões de adultos baseados em opiniões próprias ou maus exemplos, não são válidos. Perguntem às crianças.

    • freixedas on 10 de Janeiro de 2014 at 18:55
    • Responder

    O inglês não vai passar a ser curricular no 1º ciclo?O senhor ministro disse isso!

    • AnaD on 11 de Janeiro de 2014 at 18:04
    • Responder

    Não seria preciso alterar o sistema de monodocência para tornar as aec curriculares. Estive na Madeira uns anos e lá as aec funcionavam muito bem: as crianças tinham as aulas da prof titular que contavam com 1h de inglês, 1h de informatica e 1h de ed fisica curricular. Quando era a aula de inglês, por exemplo, a professora de inglês ia à sala e dava a aula, com a presença da prof titular (que apenas assistia). Além das aulas curriculares, os alunos tinham as extra, no total tinham 3h semanais de inglês(dependia das escolas). Tinham também expressão plástica, clube de leitura, clube de inglês, biblioteca, estudo,…, disciplinas que foram criadas para completar o horário de oferta extra curricular. De lembrar que um dos principais objetivos das criação das aec foi aumentar a oferta escolar para ajudar os pais que trabalham. Os alunos tinham aulas das 8h30 às 18h30. Os profs das aec tinham horário completo, recebiam pelo 151, era como se fossem um prof do 110, iam para os quadros, quase sempre tinham só uma escola, pertenciam a uma comunidade, eram peças fundamentais para a escola. Este sistema funciona, mas é muito mais dispendioso. Aqui no continente, as aec são vistas como lixo, mtos profs trabalham a recibos verdes, sem qualquer vinculo laboral,…enfim, existem ideias boas, o problema resume-se, pura e simplesmente, à falta de dinheiro.

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