Por mim pode ficar com o dinheiro à vontade. Desde que a causa seja ganha em tribunal é o que interessa. E depois é pedir uma indemnização por danos e, exigir juros relativos a não terem devolvido o dinheiro.
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Maria Inês Clímaco on 3 de Janeiro de 2014 at 13:12
Sejamos sérios. A PACC está suspensa. A decisão sobre a sua continuação ou revogação está dependente da ação colocada em tribunal pelos sindicatos, sobre a sua legalidade tendo em conta o disposto na LBSE.
Se está suspensa, embora se esperando que seja revogada, só haverá lugar a qualquer tipo de devolução, quando essa decisão for emitida. Entretanto, o MEC terá de sustentar uma defesa para a não suspensão e, mais importante, defender-se sobre a ação que exige a anulação de uma prova ilegal, que vai contra o que é exigido na LBSE.
Para os que ainda assim teimem em dizer disparates, uma palavra (ou doze): se vos fazia assim tanta falta o dinheiro, não se tinham inscrito.
Por vezes não é uma questão de fazer falta o dinheiro mas sim de integridade moral e de justiça. Quanto à inscrição na prova, nem todos se podem permitir arriscar a ficar sem emprego por inúmeras razões, por isso se inscreveram, com o coração nas mãos mas sempre em prol de uma causa pessoal ou familiar. Para muitos de nós, contratados, o pouco dinheiro que se recebe no final de cada mês, é de sobrevivência. Tal não significa que se trabalhe menos ( vejamos o meu caso com quase 20 anos de serviço, com um horário de 19 horas lectivas e com um salário de pouco mais de 800 euros mensais, com 8 turmas, uma direcção de turma e apoios, e não serei dos que estão em pior situação…e não, não foi por decisão minha ou por falta de concorrer longe de casa que ainda não titularizei )…por vezes, os nossos próprios colegas desconhecem a nossa realidade e , por isso, permitem-se dar conselhos que de conselhos nada têm.
Claro que só terá direito ao reembolso do dinheiro aqueles que, tendo pago, ficaram dispensados da prova de avaliação. Obviamente é desses que se fala. Os restantes dependerá sempre se a prova é anulada ou não. Não sei se o número é o que consta na notícia, mas faria sentido que sim…
Para já, só os professores isentos da prova (por terem cinco ou mais anos de serviço) receberão os 20 euros pagos para a realização da mesma. Um montante que, segundo garantiu o ministério ao Diário de Notícias, deverá ser pago “nas próximas semanas”.
Parece ser a única coisa acertada do Crato 😀
Tanto queriam a prova que a pagaram e agora querem o dinheiro de volta ?!?!?!? Cambada de anormais estes que foram fazer a prova a pensar que era garantia de alguma coisa.
Fico perplexa ao ler o comentário anterior ao meu, revelando uma tremenda leviandade, para não dizer pior! Em resposta à criatura, seria interessante, num cenário hipotético, ver este MEC criar uma norma em que os professores que se sujeitaram à prova ficassem em primeiro lugar nas listas para contratação, ou algo do género. Gostava de ver, depois, se a mesma criatura falava em ‘cambada de anormais’…
E, subscrevo as palavras da Manuela. As razões são essas mesmo! Medo de não poderem concorrer no futuro… e daí pagar para fazer a prova…
17 comentários
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270 460 euros, no mínimo! Muitos professores pagaram 35 euros, e alguns 50.
Por mim pode ficar com o dinheiro à vontade. Desde que a causa seja ganha em tribunal é o que interessa. E depois é pedir uma indemnização por danos e, exigir juros relativos a não terem devolvido o dinheiro.
E esperava-se outra coisa???? Parece-me … que nunca o irão receber. …
Entretanto o MEC vai-se arrebatando aos juros dessa verba!
Mas é claro que já se esperava isto. Este MEC não tem vergonha. Usa os professores para tudo, até para arranjar dinheiro.
Uma dúvida. Tenho mais de 5 anos de serviço. Paguei, desisti, preenchi a aplicação com o nib mas nunca recebi de volta os 20 euros. Já alguém recebeu?
Eu também estou na mesma e ainda não recebi nada… cá para mim não vamos ver os 20 euros.
« decisão da acção principal? »…que decisão?
Porque só saiu uma providência cautelar a dar razão aos professores. A ação principal é que tem de ser favorável senão chapéu!
Sejamos sérios. A PACC está suspensa. A decisão sobre a sua continuação ou revogação está dependente da ação colocada em tribunal pelos sindicatos, sobre a sua legalidade tendo em conta o disposto na LBSE.
Se está suspensa, embora se esperando que seja revogada, só haverá lugar a qualquer tipo de devolução, quando essa decisão for emitida. Entretanto, o MEC terá de sustentar uma defesa para a não suspensão e, mais importante, defender-se sobre a ação que exige a anulação de uma prova ilegal, que vai contra o que é exigido na LBSE.
Para os que ainda assim teimem em dizer disparates, uma palavra (ou doze): se vos fazia assim tanta falta o dinheiro, não se tinham inscrito.
Por vezes não é uma questão de fazer falta o dinheiro mas sim de integridade moral e de justiça. Quanto à inscrição na prova, nem todos se podem permitir arriscar a ficar sem emprego por inúmeras razões, por isso se inscreveram, com o coração nas mãos mas sempre em prol de uma causa pessoal ou familiar. Para muitos de nós, contratados, o pouco dinheiro que se recebe no final de cada mês, é de sobrevivência. Tal não significa que se trabalhe menos ( vejamos o meu caso com quase 20 anos de serviço, com um horário de 19 horas lectivas e com um salário de pouco mais de 800 euros mensais, com 8 turmas, uma direcção de turma e apoios, e não serei dos que estão em pior situação…e não, não foi por decisão minha ou por falta de concorrer longe de casa que ainda não titularizei )…por vezes, os nossos próprios colegas desconhecem a nossa realidade e , por isso, permitem-se dar conselhos que de conselhos nada têm.
Claro que só terá direito ao reembolso do dinheiro aqueles que, tendo pago, ficaram dispensados da prova de avaliação. Obviamente é desses que se fala. Os restantes dependerá sempre se a prova é anulada ou não. Não sei se o número é o que consta na notícia, mas faria sentido que sim…
Para já, só os professores isentos da prova (por terem cinco ou mais anos de serviço) receberão os 20 euros pagos para a realização da mesma. Um montante que, segundo garantiu o ministério ao Diário de Notícias, deverá ser pago “nas próximas semanas”.
Parece ser a única coisa acertada do Crato 😀
Tanto queriam a prova que a pagaram e agora querem o dinheiro de volta ?!?!?!? Cambada de anormais estes que foram fazer a prova a pensar que era garantia de alguma coisa.
Queria-te ver falar assim, de peito feito, se…. pfrrrrfffrr
Fico perplexa ao ler o comentário anterior ao meu, revelando uma tremenda leviandade, para não dizer pior! Em resposta à criatura, seria interessante, num cenário hipotético, ver este MEC criar uma norma em que os professores que se sujeitaram à prova ficassem em primeiro lugar nas listas para contratação, ou algo do género. Gostava de ver, depois, se a mesma criatura falava em ‘cambada de anormais’…
E, subscrevo as palavras da Manuela. As razões são essas mesmo! Medo de não poderem concorrer no futuro… e daí pagar para fazer a prova…
Realmente, há cada pessoa mais mal formada! Tenho pena…