Pena que mais nenhuma “escola” se tenha ainda manifestado… pena que universidade alguma se reveja com a honra manchada por esta cobardia economicista que é A PROVA
Creio que em fins de Setembro, lia no Expresso o resultado de um estudo sobre a qualidade do ensino supeior europeu!
Senti-me muito orgulhosa pelo lugar ocupado tanto pela Universidade do Porto, quanto pelo lugar ocupado pela sua Faculdade de Letras.
Afinal, vejo agora, que os resultados deste estudo estavam errados……., porque eu, licenciada há 15 anos por esta faculdade, do curso de LLM, vou ter que fazer uma prova para fiscalizar a qualidade da formação superior que me foi dada!
Entretanto, os meus colegas, que não seguiram o Ramo Educacional e fizeram mestrado numa outra área, que não o ensino de uma Língua, estão a dar aulas de Língua estrangeira ou materna em alguns institutos superiores. A formação deles foi igual á minha, mas sem substituíndo as cadeiras diretamente ligadas ao ramo educacional.
Então eles, que nunca aprenderam o que era um desenvolvimento curricular, uma psicologia ou pedagogia da aprendizagem, uma metodologia, uma pedagogia que fosse, não vêem as suas habilitações questionadas? É que são as mesmas que as minhas, estavamos juntos na mesma sala, a fazer os mesmos exames, com os mesmos professores……
Para quem não souber, o curso era exatamente igual nos 2 primeiros anos; no fim do 2º ano candidatavamo-nos a uma vaga, seguíamos o ramo escolhido e tínhamos, nos 2 anos seguintes, disciplinas comuns como as Línguas e as Literaturas e também específicas de cada ramo; no 5º ano, todos fazíamos estágio, com seminários indluídos, cada um na sua área…)
Indignada, boquiaberta, desmotivada, desconcertada, a razar a apatia………………….!!!!!!!!!!!!!!!
É verdade, nunca pensei, sinto-me uma escumalha, desprezada por todos!!!!!!!!!!
Desculpem o desabafo, mas já atingi todos os limites!!!!!!!!!!!!!!
Concordo com tudo o que é dito por João Lopes. Tudo isto é vergonhoso, mas, repetindo o que já disse atrás num comentário, pergunto:
– Quem são os professores que estão dispostos a fazer dinheiro à custa de professores explorados e desempregados????
– Quem são os professores que se consideram aptos para retirar a qualificação profissional a colegas (alguns até com mais tempo de serviço) e passar um atestado de incompetência às instituições do ensino superior que também os formou?????
– Quem são os professores competentes para corrigir uma prova que nunca fizeram ou resolveram para entrar no quadro e adquirir automaticamente essa competência?????
Estes professores que voluntariamente optaram por ser corretores sabem (ou devem saber) que, ao aceitarem esta tarefa, estão a ACEITAR A PROVA. Assim, quando a dita prova for aplicada aos efetivos (não tenho dúvidas que será mais depressa do que pensam) não terão legitimidade de lutar contra ela.
Portanto, todos os professores que se propuseram a ser corretores dos prfessores que têm as mesmas habilitações (ou até mais), SÃO ALIADOS e CÚMPLICES das políticas “Cratinas” e deste governo.
“Aqui chegados, é preciso que se saiba que isto só é possível com a colaboração dos colegas dos quadros[…]”. Não sabia que agora eram os professores dos quadros que decidiam as políticas educativas! Não será antes “Aqui chegados, com as políticas daqueles que têm estado na governação desde 2005”?
DÁ SEMPRE JEITO VIRAR PROFESSORES CONTRA PROFESSORES…
6 comentários
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Excelente texto de opinião e muito bem fundamentado!
Pena que mais nenhuma “escola” se tenha ainda manifestado… pena que universidade alguma se reveja com a honra manchada por esta cobardia economicista que é A PROVA
Excelente texto.
Creio que em fins de Setembro, lia no Expresso o resultado de um estudo sobre a qualidade do ensino supeior europeu!
Senti-me muito orgulhosa pelo lugar ocupado tanto pela Universidade do Porto, quanto pelo lugar ocupado pela sua Faculdade de Letras.
Afinal, vejo agora, que os resultados deste estudo estavam errados……., porque eu, licenciada há 15 anos por esta faculdade, do curso de LLM, vou ter que fazer uma prova para fiscalizar a qualidade da formação superior que me foi dada!
Entretanto, os meus colegas, que não seguiram o Ramo Educacional e fizeram mestrado numa outra área, que não o ensino de uma Língua, estão a dar aulas de Língua estrangeira ou materna em alguns institutos superiores. A formação deles foi igual á minha, mas sem substituíndo as cadeiras diretamente ligadas ao ramo educacional.
Então eles, que nunca aprenderam o que era um desenvolvimento curricular, uma psicologia ou pedagogia da aprendizagem, uma metodologia, uma pedagogia que fosse, não vêem as suas habilitações questionadas? É que são as mesmas que as minhas, estavamos juntos na mesma sala, a fazer os mesmos exames, com os mesmos professores……
Para quem não souber, o curso era exatamente igual nos 2 primeiros anos; no fim do 2º ano candidatavamo-nos a uma vaga, seguíamos o ramo escolhido e tínhamos, nos 2 anos seguintes, disciplinas comuns como as Línguas e as Literaturas e também específicas de cada ramo; no 5º ano, todos fazíamos estágio, com seminários indluídos, cada um na sua área…)
Indignada, boquiaberta, desmotivada, desconcertada, a razar a apatia………………….!!!!!!!!!!!!!!!
É verdade, nunca pensei, sinto-me uma escumalha, desprezada por todos!!!!!!!!!!
Desculpem o desabafo, mas já atingi todos os limites!!!!!!!!!!!!!!
Concordo com tudo o que é dito por João Lopes. Tudo isto é vergonhoso, mas, repetindo o que já disse atrás num comentário, pergunto:
– Quem são os professores que estão dispostos a fazer dinheiro à custa de professores explorados e desempregados????
– Quem são os professores que se consideram aptos para retirar a qualificação profissional a colegas (alguns até com mais tempo de serviço) e passar um atestado de incompetência às instituições do ensino superior que também os formou?????
– Quem são os professores competentes para corrigir uma prova que nunca fizeram ou resolveram para entrar no quadro e adquirir automaticamente essa competência?????
Estes professores que voluntariamente optaram por ser corretores sabem (ou devem saber) que, ao aceitarem esta tarefa, estão a ACEITAR A PROVA. Assim, quando a dita prova for aplicada aos efetivos (não tenho dúvidas que será mais depressa do que pensam) não terão legitimidade de lutar contra ela.
Portanto, todos os professores que se propuseram a ser corretores dos prfessores que têm as mesmas habilitações (ou até mais), SÃO ALIADOS e CÚMPLICES das políticas “Cratinas” e deste governo.
“Aqui chegados, é preciso que se saiba que isto só é possível com a colaboração dos colegas dos quadros[…]”. Não sabia que agora eram os professores dos quadros que decidiam as políticas educativas! Não será antes “Aqui chegados, com as políticas daqueles que têm estado na governação desde 2005”?
DÁ SEMPRE JEITO VIRAR PROFESSORES CONTRA PROFESSORES…