E o post seguinte vai começar a prová-lo.
Tendo em conta que a portaria de vagas do concurso externo extraordinário surgiram muito antes das escolas declararem as suas necessidades para 2013/2014 é demasiado comprometedor para o MEC que as vagas que surgiram ontem sejam praticamente iguais às do concurso externo extraordinário.
Se a Zona 1 teve uma pequena diferença relativamente às vagas do concurso externo extraordinário, a Zona 2 é exatamente igual em todos os grupos.
Acontece que na Zona 3 também verifiquei que a totalidade das vagas positivas são iguais às do concurso externo extraordinário.
E se as escolas declararam em Fevereiro as suas necessidades e as vagas da portaria do concurso externo extraordinário surgiram em Janeiro, só é possível ter havido manipulação da DGAE para que as vagas de ontem tenham tal semelhança com as de Janeiro.




24 comentários
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Realmente é muito muito estranho….Mas para a opiião pública houve 603 vagas para o CE e agora há mais 618 vagas, logo o MEC é visto como um mãos largas….
Não sei se houve manipulação, mas reparei nessa coincidência. As vagas de quadro de escola abriram no mesmo sítio onde abriram as de quadro de zona para VE. Tendo em conta o cenário de vagas negativas, isso fará com que haja mais professores dos quadros desses grupos, nessas zonas pedagógicas. Só em casos excecionais estas vagas permitirão a vinculação a um quadro (de escola ou de agrupamento) de um professor colocado na VE. Mas há algo que também me está a preocupar. A mudança de grupo de recrutamento, num cenário deste tipo, pode revelar-se ainda pior: ao sair do grupo X, a vaga fecha. E no novo grupo, meses depois, esse mesmo professor pode ver-se a braços com um horário zero, ou porque o cálculo das vagas está mal feito ou porque houve reduções do número de alunos. Repare-se que os grupos onde ainda há um saldo mais positivo estão dependentes de opções dos alunos (latim, grego, espanhol) ou da existência de necessidades educativas especiais específicas.
E sobre o «desaparecimento» de escolas, que alguns colegas têm reportado na web? Alguém tem informações concretas?
E começo a achar que a diferenças de 15 vagas é o dos professores da madeira a serem integrados.
Arlindo, não será possível pedir a impugnação do concurso com base na prova da manipulação de vagas por parte do MEC? Ou seja, se se conseguir provar que as vagas que aparecem não correspondem às que foram enviadas pelas escolas, isso não é razão suficiente para impugnar o concurso? Alguma coisa tem de poder ser feita face a isto.
C.Pires
Artigo 19.º
Dotação das vagas
1 — Por portaria dos membros do Governo responsáveis
pelas áreas das finanças e da educação, é fixada a dotação
das vagas dos agrupamentos de escolas ou de escolas não
agrupadas.
2 — As vagas não ocupadas dos agrupamentos de escolas
ou escolas não agrupadas, bem como as vagas que
excedam as necessidades permanentes, são publicitadas em
anexo ao aviso de abertura referido no n.º 5 do artigo 6.º
As vagas são determinadas pelo governo. Mesmo que seja provada a manipulação, isso não é motivo para impugnação do concurso, pois não existe nenhuma fórmula que sejam obrigados a seguir.
Infelizmente parece que temos mesmo de engolir esta palhaçada. Obrigada, Nuno pelo esclarecimento.
Independentemente dos cortes, eu não percebo como é que pode haver escolas/agrupamentos com 30, 40 ou 50 vagas negativas. Vão fechar? Ou será que estas contas já são feitas com o fim das reduções do artigo 79.º? Ou já estão a ter em conta o alargamento das zonas pedagógicas? Ou será um erro do excel ? 😉 . Percebo que se poupe, que se tenham de redimensionar algumas escolas, mas este arraso, em todo o país, é no mínimo estranho…
De qualquer forma, o que me parece é que se quer instaurar um clima de descrédito, em relação a este concurso nacional, para que, cada vez mais, sejam as ofertas de escola a imperar, nos moldes que nós conhecemos…
101, são as vagas negativas do meu agrupamento, haja alguém com bom senso que mande inspeccionar o que lá se está a passar e caso encontre manipulação que castigue com severidade o ou os culpados desta situação, pois parece-me haver grupos disciplinares com mais vagas negativas que talvez horários existentes neste ano lectivo de 2012 / 13.
Pois na minha existem -15 sendo que num dos grupos existem 6 vagas negativas quando a escola têm apenas 3 professores dessa disciplina….
No meu todas as vagas declaradas como negativas pelo ME correspondem de facto a vagas declaradas como postivas pelo diretor… Inclusive existem vagas negativas em vários grupos em que não existe qualquer professor de quadro. Há certamente uma forte manipulação intencional de ME.
ACORDAR TARDE!
http://educar.wordpress.com/2013/04/20/estou-mesmo-a-perder-a-pachorra-com-o-colega-digo-presidente-da-fne/#comment-864213
Estou Mesmo A Perder A Pachorra Com O Colega, Digo, Presidente Da FNE
Posted by Paulo Guinote under Doutor Em Spin, Segurem-no Se Não Ainda Fica Mais Parado, Simulacros, Sindicalismo, Vazios
[10] Comments
Afirma João Dias da Silva:
O líder da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva, também frisa que a contabilidade patente na portaria de vagas a concurso publicada nesta sexta-feira resulta dos “critérios que foram utilizados para este levantamento”. Se correspondem ou não às verdadeiras necessidades reais das escolas é algo que, acrescenta, só se saberá em Agosto, quando ficar concluído o concurso anual destinado a contratados.
“É o momento em que se vai poder medir a qualidade deste apuramento. Se as escolas apresentarem então um grande número e necessidades, isso quer dizer que este levantamento foi mal feito. Se acontecer o contrário, então significa que houve, de facto, um redimensionamento das escolas”, acrescenta.
Quando um líder sindical – por muito eivado do interesse de salvação nacional que esteja e convicto das potencialidades do seu mole, desculpem, soft power negocial – afirma isto ou é profundo desconhecedor da situação real das escolas ou (também pode ser “e”) está a fazer um frete ao governo, como já fez em Setembro passado a propósito do anúncio do concurso para a vinculação extraordinária.
Eu explico a questão do frete, que é para não restarem dúvidas… ao esvaziar a polémica neste momento, Dias da Silva pretende controlar os danos que este anúncio pode representar para o MEC e a agitação que pode espalhar-se pelas escolas e agrupamentos com dezenas e dezenas de vagas negativas.
E, diferindo para Agosto o tira-teimas, a FNE parece querer empurrar o problema com a barriga, até se encontrar outro fait-divers que possa, nessa altura, esvaziar a contestação nessa altura.
Objectivamente, a FNE e o seu presidente assemelham-se a um hábil departamento de comunicação do MEC, com uma função ainda mais fofinha do que o CDS no Governo (aqueles que estão dentro, querendo dar a sensação que estão fora), algo em que se vão mostrando (quase) exímios.
Por estranho que pareça, e para irritação de muitos, eu nem sou daqueles que pensa que a FNE é uma inutilidade completa em termos de representação sindical dos professores. Apenas acho que tem uma estratégia errada, uma postura de pastor que envia os cordeirinhos para a matança com palavras de conforto, assim como uma agenda política estranha aos interesses dos professores, os quais não consultam nestas alturas e funcionam apenas como pretexto para se apresentarem como parceiros sociais responsáveis, dignos do elogio do patrão, como o Proença.
Em boa verdade, até devem ter vergonha se forem considerados corporativos. porque, também em boa verdade, não se sentem como tal.
Como líder sindical, Dias da Silva ainda é mais inócuo do que António José Seguro como líder da oposição.
http://educar.wordpress.com/2013/04/20/estou-mesmo-a-perder-a-pachorra-com-o-colega-digo-presidente-da-fne/#comment-864213
Mas já no aviso de abertura do concurso extraordinário referia que as vagas em concurso teriam que ser convertidas em vagas para este concurso interno. Só pensava que acrescentariam mais vagas.
Sei que em Tomar há vagas que não apareceram nas listas!
Como é possível que, na escola onde dou aulas, haja 2 vagas negativas quando os efetivos são…2 (um do 2º ciclo e um do 3 ciclo)??? Então se eles saírem da escola as vagas encerram?? Será que a minha disciplina, História, vai acabar e o sr. cRato ainda não teve coragem para o anunciar…ou é tudo uma farsa????
Isto é uma vergonha. Sou do grupo 100, por exemplo em Faro, na Afonso Terceiro, 3 salas do pré escolar, uma colega QA, duas que se reformaram e onde estão essas vagas? Olhão, pelo menos 3 colegas que se reformaram, onde estão essas vagas? Estas vagas do pré escolar são fáceis de verificar que foram manipuladas! Sabemos quem são as titulares, onde estão ou melhor onde não estão e quem está efetivo a km com possibilidade de se aproximar…que raio se está a passar?
Excelente trabalho Arlindo! Admiro profundamente a sua dedicação a esta causa.
Isto é uma vergonha, vergonha, vergonha. Só vejo um objetivo: reduzir os professores dos quadros de escola/agrupamento, sendo desta forma mais mais esvaziar as escolas públicas, colocando os alunos nos privados.
Exemplos, em escolas bem perto da minha residência.
Conservatório de Música do Porto.
4 turmas do 1.º ciclo (cheias e com imensos alunos que todos os anos não têm vaga): tem apenas 2 professores do quadro, novas vagas ZERO.
No 2.º e 3.º ciclo e secundário, tem 9 professores efetivos, para cerca de 15 turmas, novas vagas: ZERO
Agrupamento Rodrigues de Freitas:
1.º ciclo, têm 5 professores que não pertencem ao quadro, novas vagas ZERO e ainda surge uma vaga negativa.
2.º e 3.º ciclo e Secundário
Grupos 300/310. Tem 4 professores que não pertencem ao quadro, surgem vagas negativas.
Grupo 330. 3 professores extra-quadro. surgem vagas negativas.
Grupo 400. 4 professores que não pertencem ao quadro. Zero vagas
Grupo 410. 3 professores que não pertencem ao quadro. Zero vagas.
Grupos 230/500. 7 professores que não pertencem ao quadro. Zero vagas
Grupo 510. 8 professores que não pertencem ao quadro (só há dois efetivos). Uma vaga negativa.
…
E continua nos restantes grupos, exceto nos grupos 430, 530 e 550, onde de facto há professores do quadro em excesso.
Eles não abrem vagas porque este concurso visa apenas e somente permitir a mobilidade, e a ser como aqui leio e vejo na minha escola, o que vai acontecer é que haverá mobilidade interna e depois dirão (o Ministério) que, afinal, até são amigos dos senhores professores e defendem a escola pública e a sua qualidade e bláblá.
Colegas,
estas vagas são apenas para colocar os horários zero de QA e QZP de Agosto de 2012 que rondam os 700 docentes. Não vai entrar mais ninguém. É a minha explicação para as vagas serem praticamente as mesmas que a VE.
Colegas,
é a primeira vez que escrevo neste blog, no entanto sempre acompanhei atentamente a angústia dos colegas contratados ou QZP com quem estou solidária. Também já fui ambas, sou do tempo em que havia apenas 4 zonas, mas fui “obrigada”(por ser QZP dos mais graduados) a entrar no Quadro de Escola. Hoje estou a 120Km de casa e tive sempre a esperança de aproximar. Agora ela morreu e na zona 1, com tantos QZP, nunca conseguirei aproximação DAR. O que me resta? Trabalhar para portagens, combustível e impostos? Há colegas que sofrem porque não sabem o que os espera, eu já não durmo porque sei. Dirão que tenho sorte em ter horário, mas acreditem que o trocaria por um incompleto perto de casa.
Seria JUSTO que na mobilidade interna respeitassem a lista de graduação. Não lesaria ninguém e todos seriam respeitados. Fico revoltada quando sei que na escola do meu filho estão colegas QZP 1000 posições abaixo de mim.
Desculpem o desabafo.
Colega Maria, se preferia troque. Peça a exoneração, saia do quadro, candidate-se como contratada e lá terá o seu horário incompleto ao lado de casa.
Maria-I, concordo plenamente: a existir um redimensionamento desta natureza e grandeza, digamos assim, o Ministério da Educação só tem um caminho: obrigar TODOS os docentes a concorrer para se respeitar a graduação. Não é admissível que isto seja uma lotaria e que, quem está centenas de lugares atrás na graduação, por ter sorte de estar numa escola onde não abre vagas negativas está “seguro” e outros, que estão centenas de lugares à frente, por terem o azar de estar em escolas onde este Governo (vá-se lá saber porquê) abriu vagas negativas estarem “com a cabeça no cepo”. Quando os concursos de quadro eram todos os anos era uma coisa. Agora que se mudou tanto a realidade, há que respeitar a graduação…ela existe para alguma coisa…
É vergonhoso que o MEC está a fazer com os professores!!!
Manipulação de dados é crime. Mais uma vez os tribunais deveriam intervir no sentido de se perceber até que ponto o MEC manipula os dados fornecidos pelos diretores escolares.