Contava eu que a Fenprof apresentasse um documento com o seu parecer ao diploma de concursos de forma a não se encontrar secundariazada nesta negociação.
Tudo o que se sabe é através desta notícia no seu site que provém de uma intervenção de rua de Mário Nogueira.
Projeto de diploma do novo regime de concursos
“Se ainda restasse alguma dúvida quanto ao que pretende o Governo, no futuro, do emprego dos docentes, bastaria olhar para o projeto de diploma do novo regime de concursos para ficarmos esclarecidos: contratados? Só se não se resolverem as coisas de outra forma. Se descartáveis fossem, para o Governo, estava chegada a hora de deitar para o lixo. Estamos perante um projeto que aponta para que:• O concurso de ingresso se mantenha quadrienal, aderindo Nuno Crato à opção de Lurdes Rodrigues
• As necessidades temporárias sejam colmatadas com docentes dos quadros
• Os candidatos sejam opositores a um horário que pode ter 21, como apenas 6 horas
• Se exijam 4 anos completos nos últimos 6, em horário completo e anual, para integrar 1ª prioridade
• Mas, por outro lado, integra na 1ª prioridade quem não se sujeitou ao concurso público e não trabalhou em escola pública. Se o MEC quer levar até às últimas consequências a sua lógica – que os colégios com contrato de associação prestam serviço público, logo o emprego é equiparado a emprego público – então que preencha os lugares nesses estabelecimentos também através do concurso. Que não se limite a olhar para um dos lados do problema, o da proteção dos interesses privados. Que não transforme estes colégios em antro de negócio!
• A bolsa, agora reserva de recrutamento, acabe em outubro passando logo para a contratação de escola
• Nesta contratação seja atribuído um peso de 50% a uma entrevista
• Continue excluída da contratação geral os TEIP e as escolas com contrato de autonomia, sabendo-se que pretende generalizar esta contratualização
• Os docentes contratados, profissionalizados continuem sem direito a vencer pelo índice do 1º escalão da carreira, mantendo-os no 151
• Continua a excluir os professores com habilitação própria
• Omite qualquer referência à vinculação de docentes, o que é inaceitável!
Acho pouco que esta Federação fique por aqui e que não apresente um documento oficial que contraponha as posições do MEC apenas porque existem dúvidas que esperam esclarecer na reunião de segunda-feira. Assim, apenas o documento da FNE tem bases sólidas para responder à proposta do MEC nas negociações da próxima segunda-feira.




9 comentários
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Arlindo,
Pode não ser um parecer, mas pelo menos retrata a inserção na primeira prioridade do concurso externo dos docentes do particular e cooperativo com contrato de associação.
“Mas, por outro lado, integra na 1ª prioridade quem não se sujeitou ao concurso público e não trabalhou em escola pública. Se o MEC quer levar até às últimas consequências a sua lógica – que os colégios com contrato de associação prestam serviço público, logo o emprego é equiparado a emprego público – então que preencha os lugares nesses estabelecimentos também através do concurso. Que não se limite a olhar para um dos lados do problema, o da proteção dos interesses privados. Que não transforme estes colégios em antro de negócio!”
Um abraço.
Author
Quero ver isso escrito num documento oficial. Falar na rua é simples. 😀
Visito vários blogues, pois entendo que fazem um trabalho muito útil e confesso que há muitos assuntos em que numa primeira abordagem é através deles que fico mais esclarecido. Mas estou a ficar farto de os “desgraçados” dos professores contratados serem abordados, cada vez que sai um diploma, como se fossem as únicas vitimas do sistema. Será que os professores efectivos ainda acreditam no pai natal? será que os professores efectivos ainda não perceberam que estas medidas vão afectar todos, independentemente, do tipo de vínculo? Será que os professores efectivos ainda não estão cientes que vão ser despedidos?
Eu sou professor contratado de Matemática e, não é preciso ser muito inteligente para perceber que o meu lugar tem um risco muito reduzido quando comparado, por exemplo com um qualquer professor de EVT ou afins, entre outros, que façam parte de um quadro. COLEGAS, NÃO ENTREM EM PÂNICO PORQUE O EMPREGO DE TODOS E DE CADA UM, DEPENDE DO NOSSO GRUPO DE RECRUTAMENTO E NÃO DO NOSSO TIPO DE VÍNCULO.
Faço minhas as palavras do anónimo! Tudo depende do grupo de recrutamento: há grupos com excesso de profs. e há grupos carenciados…
Boa noite colegas ao ler a proposta do MEC considero-me mais um “desgraçado”. E estou com uma duvida que neste momendo não sei quem me pode esclarecer, no documento refere que concorre na primeira prioridade quem nos ultimos 6 anos em pelo menos 4 trabalhou em horario completo anual(em nenhum lado li 365 dias por ano). Eu trabalhei esses 4 anos em horarios completos e anuais (até 31 de agosto) a duvida é que num deles apesar de ser completo e anual entrei a 11 de Setembro e apenas me consideraram 355 dias de serviço. Será que por isto passarei à 2ª prioridade? A realidade é que trabalhei os 4 anos em horario completo anual como refere o documento. Alguem com a mesma duvida ou que possa dar a sua opinião?
Caro colega, isso é apenas uma proposta…, e como os AE’s das empresas,as propostas são normalmente exageradas, para se poderem aceitar certos artigos, e este certamente não passará, pois desvirtua o sistema que há muitos anos tem habituado os professores que querem fazer parte da escola pública, pois se passar, o estado deixará de ter professores para horários temporários e incompletos, pois assim eu não os quero, quero aqueles que me garantam a prioridade 1, aquela que eu acredito para dar aulas no sistema público, seja incompleto, temporário.,etc. Já recusei o privado, e espero não me arrepender…
Sinto-me como um animal encurralado que não sabe o que fazer para se defender a si e às suas crias. A bem da minha sanidade mental, a partir de amanhã e até ao final do ano letivo, irei entrar em cada aula e perguntarei aos alunos o que querem fazer. A resposta mais provável será: navegar no facebook e enviar SMS. E é isso que farão. Esta é a atitude lógica de um trabalhador que sabe que vai ser despedido.
Mas,o que eu gostaria mesmo, era participar numa ação concertada com todos os professores contratados deste país. Num determinado dia e a uma determinada hora, todos estariamos nas escolas mas não dariamos aula, com a devida cobertura por parte da comunicação social. Para a tutela ver a necessidade que tem dos contratados. E digo todos os contratados, pois não julguem aqueles que têm os 4 em 6 que estão imunes. Com a revisão curricular, os DACL e a aproximação à residência, ninguém se vai escapar. O objetivo é bem claro: acabar com os contratados.
Isto é o mínimo que podemos fazer; em qualquer outro país já haveria carros a arder nas ruas. Aqui damos liberdade a que uma cambada de loucos incompetentes tomem as decisões mais absurdas sem ninguém fazer nada.
Zaratrusta pois eu já estou a pagar a “PENA”(como outros colegas) em 14 anos Lectivos não fui colocada, nas ofertas que concorro vejo os critérios injustos, vejo os da 2ª perioridade passarem, vejo a aproximação do novo concurso, vejo a proposta do Diploma e vejo a calmaria e passividade.
Da-me vontade de ir para a porta do MEC , mas como já foi lá (no MEC) que ali não é nenhum Centro de Emprego. Não sei mais a quem me dirigir.
mantenho o que disse
o ministério atirou uma “proposta” e o pessoal está a “mordê-la”
o pessoal está a aceitá-la como boa. já ninguém se lembra que o concurso serve para distribuir vagas/horários. e que ambas foram roubadas. que quase não há para distribuir!
o pessoal tem de optar:
a) ou lutar por vagas/horários necessários.
b) andar à andar porrada por migalhas…
(temo que só pensem na 2ª hipótese)
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