Os Concursos Não São Um Jogo

A FNE entregou ao MEC um documento de princípios para uma alteração ao modelo de concursos atualmente existente. Este documento antecipa uma possível revisão do modelo de concursos que pode ocorrer logo que termine a revisão do modelo de gestão.
A FNE constrói este documento apresentando 21 grandes princípios que vão num bom sentido.
Faz bem a FNE antecipar o debate sobre o modelo de concursos de forma que para 2012/2013 não aconteçam as trapalhadas que este ano letivo existiram.




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14 comentários

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    • Marta on 14 de Fevereiro de 2012 at 10:32
    • Responder

    Só há uma questão a que ninguém tem dado relevância. No último concurso a questão dos horários temporários para os docentes do 110 colocava os opositores ao concurso numa situação complicada. Ou seja, a questão prendia-se com o facto de aceitarmos ou não horários incompletos e completos para apoio educativo. Assim , se aceitasse horários incompletos teria de os aceitar para todos os lugares onde estava a concorrer, já para não dizer que um incompleto pode ser 8h ou 24h pois não havia nada explícito nesse sentido.
    Os docentes do 110 devem poder escolher horários incompletos mas ao menos que lhes seja dada a oportunidade de dizerem para onde os aceitam, não é a mesma coisa 8h ao pé de casa e 8h a 200km.

  1. É uma boa observação Marta.

      • Marta on 14 de Fevereiro de 2012 at 10:46
      • Responder

      Já no concurso anterior a questão também se tinha colocado e só referia horários incompletos, no último piorou em vez de melhorar, porque colocava a questão mas incluía também completos, ou seja, todos os horários de apoio educativo obrigando os docentes e darem um tiro no escuro.

    • Ana on 14 de Fevereiro de 2012 at 13:22
    • Responder

    A questão da recondução dos contratados parece-me ser uma questão a tratar com particular cuidado, sobretudo num concurso em que se refletirá a confusão em que mergulhou o anterior, com a trapalhada entre horários anuais/temporários. Mas será sempre um aspeto a merecer grande cautela, neste e nos próximos concursos.

    • Maria on 14 de Fevereiro de 2012 at 14:41
    • Responder

    Os concursos têm sido mesmo “um tiro no escuro”. O processo devia ser o mais transparente possível para que não se cometessem tantas injustiças. Há gente que está SEM TRABALHAR com muito tempo de serviço e isso tem consequências negativas para todos.Há gente, neste momento, sem dinheiro para gastar em formação e, um ano em casa, destrói a auto estima de qq pessoa! ESTOU A FALAR DE PESSOAS COM 10, 15 ANOS DE SERVIÇO, COM 35 A 40 ANOS DE IDADE, QUE JÁ FOI DIRETOR DE TURMA, COORDENADOR, PARTICIPOU E DINAMIZOU PROJETOS, E CONTRIBUIU PARA O SUCESSO NAS ESCOLAS. Estas pessoas não deviam ficar de fora. Eu gostaria que o nosso governo se preocupasse tb com esta gente porque afinal, também merecemos. Eu acho que a antiguidade, nos professores contratados, devia merecer uma atenção especial.

      • Margarida420 on 15 de Fevereiro de 2012 at 1:55
      • Responder

      Concordo em pleno com a opinião da Maria. A experiência que se adque ao longo de 14 e mais anos (como contratada) não se compara com a de 1 ano de serviço. Participamos ativamente no sucesso das escolas por onde se passa, depois resume-se a um vazio que sufoca qualquer profissional, ver-se confinado a 4 paredes de casa, a Lutar por as opurtunidades, já são poucas para quem tem 40 anos (ou um pouco mais). A minha sanidade mental já está a ficar um pouco debilitada por não estar a trabalhar com os meus alunos, a preparar os mesmos para exame, … em SUMA: tenho muitas SAUDADES da minha profissão, dos meus alunos, do barulho deles, da azafama dos testes, DE TUDO. Aínda me pergunto onde foi que eu errei para estar a pagar uma PENA …. não sei… não consigo encontrar resposta.

    • Rocha Fernandes on 14 de Fevereiro de 2012 at 16:38
    • Responder

    Isto sim é sindicalismo .
    Estamos cansados do bota abaixo da fenprof.

    As nogueirices desprestigiam a classe docente

    • Artur on 14 de Fevereiro de 2012 at 18:02
    • Responder

    E porque não, no grupo 910, aquando do concurso, os candidatos serem ordenados pelo tempo de serviço prestado no grupo? Cada vez mais, existem pessoas que usam o grupo 910 para acumular tempo de serviço ou para ficarem colocados perto de casa e esquecem-se da população com que trabalham e da necessidade que têm de ter professores, para além de especializado, com perfil para os ensinar. O que se tem passado no grupo 910 tem sido uma vergonha. Professores correm a tirar pós-graduações/especializaçõeszecas tiradas sabe-se lá como e onde, muitos sem vontade de ensinar estes miúdos, mas correm atrás da garantia de um lugar. Eu já ouvi, da boca de um colega: “até me faz um bocado de impressão estes alunos mas vou tirar na mesma”… Tem sido triste encontrar colegas completamente desmotivados sem interesse ou vontade de trabalhar aguardam o concurso “para ver se já tenho mais tempo e concorro ao meu grupo”. E estes miúdos como ficam? E a imagem e o profissionalismo deste grupo? Comecem a tomar consciência…

    1. Gostei

      • João on 15 de Fevereiro de 2012 at 10:01
      • Responder

      Concordo com esta posição!

      • Luís Paulo on 15 de Fevereiro de 2012 at 15:21
      • Responder

      Concordo com o que dizes, mas…

      Este “mas” tem a ver com o outro lado da questão: há pessoas que têm montes de tempo de serviço na Educação Especial porque tiveram a sorte de ficar colocados um ano e a situação foi-se perpetuando. Em Castelo Branco faziam-se colocações para o 910 por telefone e as ultrapassagens na lista foram mais que muitas. Vai daí que era muito difícil para os outros entrarem na Educação Especial e ganhar o tal tempo de serviço na área.
      Muitos foram-se mantendo na área pela mesma questão de conforto nas colocações. Não se podem queixar agora… Outros mantiveram-se nesta área por gosto.

      Há sempre os dois lados da questão

      PS – Não sou especializado, nem pretendo ser

      • Jesus on 2 de Março de 2012 at 18:58
      • Responder

      Como eu concordo com isto.
      Há colegas que saltam de grupo em grupo só para ficar com mais uns dias.
      Eu que sempre trabalhei no grupo 910 estou em casa porque as ofertas pedem graduação e não tempo de serviço no grupo.Enfim…

    • sandra s. on 14 de Fevereiro de 2012 at 18:05
    • Responder

    Concordo com a Maria. De facto, há contratados com muitos anos de serviço que não foram beneficiados pela sorte este ano. Muito tiveram o azar de não renovar os seus contratos por estes terem sido ocupados por dacls ou por não haver componente lectiva. A seguir, tiveram o azar de não serem colocados pela bolsa por terem concorrido apenas a horários anuais que aparecem mascarados de temporários. Agora, têm estado sujeitos às contratações de escola que, a avaliar pelos seus critérios de seleção, já têm o candidato escolhido. Portanto, o tempo de serviço para os contratados não interessa para nada. Ao que parece, e sem querer levantar querelas entre contratados e efetivos, só tem importância para os professores de carreira.
    O problema é que os efeitos deste azar são irreversíveis, pois é impossível repor o tempo de serviço que se perdeu para não falar dos danos psicológicos e económicos causados.

    • j on 17 de Fevereiro de 2012 at 19:42
    • Responder

    abaixo as reconduções. farta de ir para longe ou de ficar em casa, sendo muito mais graduada

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