Alunos do 1.º ciclo vão ter Educação Física a partir do próximo ano letivo

Medida abrange 330 mil alunos da escola pública. Governo garante na Lei do Orçamento que vai contratar os professores necessários, mas não revela valores de investimento nem carga horária semanal.

Alunos do 1.º ciclo vão ter Educação Física a partir do próximo ano letivo

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) vai introduzir a disciplina de Educação Física no 1.º ciclo (1.º ao 4.º ano) já no próximo ano letivo, segundo revela a Lei do Orçamento do Estado para 2026, publicada na terça-feira. “Em 2026, o Governo assegura a implementação da disciplina de Educação Física no 1.º ciclo do ensino básico, garantindo a contratação de todos os trabalhadores necessários para o efeito, designadamente professores de Educação Física”, refere o artigo 163.º, sem adiantar mais detalhes sobre a carga horária semanal, número de docentes a contratar ou valores de investimento. A medida deverá abranger cerca de 330 mil alunos que frequentam a escola pública.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2026/01/alunos-do-1-o-ciclo-vao-ter-educacao-fisica-a-partir-do-proximo-ano-letivo/

16 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • ECCT on 1 de Janeiro de 2026 at 21:39
    • Responder

    Uma excelente medida.

      • João das Couves on 2 de Janeiro de 2026 at 13:39
      • Responder

      Acho que está a fazer alguma confusão, porque a Educação Física é obrigatória no 1C. Já as AECs são atividades opcionais e podem ou não ter Educação Física nas ofertas.
      Por isso os profs do 1C não podem “deixar” a Educação Física para os profs/tecnicos das AECs. Na minha turma por exemplo em 19 alunos apenas 2 estão inscritos nas AECs.
      A criação do grupo disciplinar é boa ideia e vai obrigar a melhorar as conições físicas de muitas escolas e reforçar o material existente.
      Já funciona há muito tempo na RAM.

    • 123oliveira4 on 2 de Janeiro de 2026 at 2:24
    • Responder

    Mas no horário dos professores do 1º ciclo não está contemplado horas para expressões (ed. física, música, plástica)?
    Existem condições físicas em termos de estruturas (balneários, ginásio) para ser exequível?
    Pelo aquilo que tenho visto em muitas escolas, as áreas das expressões são “deixadas” para quem dá as AECS.
    Se esta medida for para a frente, vai sobrar para os professores do 2º ciclo a andarem a saltitar de escola em escola do 1º ciclo que pertençam ao agrupamento, situação esta que já se passa também em muitas escolas.
    Sou professor do 2º ciclo, se quisesse ir para o 1º ciclo tinha escolhido este nível de ensino para lecionar, portanto não me obriguem a saltitar de escola em escola.

      • João das Couves on 2 de Janeiro de 2026 at 14:09
      • Responder

      Acho que está a fazer alguma confusão, porque a Educação Física é obrigatória no 1C. Já as AECs são atividades opcionais e podem ou não ter Educação Física nas ofertas.
      Por isso os profs do 1C não podem “deixar” a Educação Física para os profs/tecnicos das AECs. Na minha turma por exemplo em 19 alunos apenas 2 estão inscritos nas AECs.
      A criação do grupo disciplinar é boa ideia e vai obrigar a melhorar as condições físicas de muitas escolas e reforçar o material existente.
      E concerteza vai melhorar o desempenho dos alunos.
      Já funciona há muito tempo na RAM.

    • Teresa Soares on 2 de Janeiro de 2026 at 8:00
    • Responder

    Não sei como o vão implementar. Nas escolas onde tenho lecionado as aec de plástica, os alunos fazem atividades de educação física nos corredores ou nas exiguas cantinas especialmente quando chove. E se não chover, estão em pátios de terra batida.
    E material desportivo? Que nunca têm! Muitas vezes são os professores das aec que pedem às associações de pais para comprarem!
    Mas também acontece na plástica! Não há pontos de água nas salas, nem material de trabalho. Pago de meu exiguo ordenado, o material que preciso para trabalhar com os meus alunos.

    • Alberto Santos on 2 de Janeiro de 2026 at 10:55
    • Responder

    Cada cavalela, sua minhoca!

    • Alberto Santos on 2 de Janeiro de 2026 at 10:55
    • Responder

    Cavadela!

    • Daniel Romeiro on 2 de Janeiro de 2026 at 12:14
    • Responder

    Agora já falam das AEC? Professores mal tratados pelo sistema há muito que fazem aquilo que podem pela educação física, trabalham anos sem serem considerados professores ao sabor das parcerias com instituições privadas que apenas contribuem para a desconstrução do sistema de ensino e em que muitas vezes são o bode expiatório do sistema. Afastados das reuniões onde o conceito de equipa pedagógica não surge na maioria dos agrupamentos.

    • AEA on 2 de Janeiro de 2026 at 13:36
    • Responder

    Bastava equiparem as escolas com aparelhos para os alunos brincarem no nrecreio…

    • ûlme on 2 de Janeiro de 2026 at 15:07
    • Responder

    onde estão os pavilhões desportivos?

    • João Alves on 2 de Janeiro de 2026 at 15:20
    • Responder

    Muito bem! Nas horas destinadas à Expressão Motora, sabemos como é, uns professores lecionam outros não…se for a modalidade de Ginástica, então aí ainda é pior e é preciso que as escolas tenham condições….
    ….Bom para meter profissionais de Educação Física com tempos destinados para o efeito e que efetivamente são lecionados…
    A minha filha, por exemplo, no 1 Ciclo praticamente não teve Expressão Motora…sabemos que é obrigatório mas a pressão dos extensos programas de Português e Matemática….a Expressão Motora fica para segundo plano.
    Muitos pais também são pouco exigentes e pouco informados: não querem a escola e métodos de antigamente mas dão um valor exacerbado ao saber ler e “fazer contas” não dando importância às áreas das Expressões tão importante nestas idades….por algum motivo muitos alunos chegam ao 5 ano e são uma desgraça a nível da motricidade….e isto é só uma ponta do iceberg…as notas a Educação Fisica estão inflacionadas desde sempre, do 5 ao 12 ano (no Secundário é uma pouca vergonha, um aluno que saiba andar ou correr tem logo à partida 14…então se for para medicina ou algo com média semelhante será do 17 para cima para não estragar a média ao aluno que o sistema ou os pais nunca valorizaram à Educação Física….se a classificação for baixa, pressão dos pais e por vezes dos Conselhos de Turma.
    Se aplicarmos as aprendizagens de Educação Física tal e qual como está consignado na legislação e avaliarmos de forma rigorosa, não tenho dúvida que 60 a 70 por cento dos alunos não tinham sucesso, isto é, “negativa”.
    Ouçam o Prof. Carlos Neto e o que nos ensina sobre o analfabetismo motor cada vez difundido nos nossos jovens….
    Poupem no SNS, previnam doenças com mais Educação Física.

    • Zer0 on 2 de Janeiro de 2026 at 16:02
    • Responder

    Então e pôr professores de Português no 1.o ciclo?

    • ûlme on 3 de Janeiro de 2026 at 11:59
    • Responder

    no meu tempo ninguem tinha educação física e todos eram bons atletas … a partir do 5 ano chegava
    agora tudo tem de ser feito logo no 1 ciclo, ingles, ginastica, informática , etc … depois é o que se vê , nao sabem ingles e tem montes de negativas , nao tem motricidade e cada vez sabem menos informática de produtividade

    • TiagoLacão on 3 de Janeiro de 2026 at 12:33
    • Responder

    Finalmente.
    Se a medida avançar como anunciado, é justo dizê-lo: põe-se fim a uma ilegalidade prolongada e a um verdadeiro crime educacional — o incumprimento sistemático da lecionação da Educação Física curricular no 1.º ciclo, apesar de esta ser obrigatória há décadas. É um passo importante, mas chega com muitos anos de atraso. Um atraso grave, com consequências reais na saúde, no desenvolvimento motor e nos hábitos de vida de várias gerações de crianças.

    Convém, no entanto, não cair em triunfalismos. Há ainda muito por fazer, porque o atraso é abrupto e estrutural.

    A Educação Física não é uma disciplina “teórica” nem acessória. É uma disciplina laboratorial, que exige:

    espaços físicos próprios e adequados (pavilhões, ginásios, recreios qualificados);

    materiais específicos, ajustados às idades e dimensões corporais dos alunos;

    horários pensados para a disciplina, e não encaixados à força nos “restos” do horário das outras áreas.

    É igualmente importante recordar as recomendações internacionais de atividade física por grupo etário, que apontam para pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa. Se levássemos isto verdadeiramente a sério, a Educação Física curricular no 1.º ciclo não deveria ser uma ou duas horas semanais, mas sim 1 hora por dia, 5 vezes por semana.

    Outro ponto crítico: não é solução improvisar. Em muitos contextos, a resposta tem sido colocar professores do agrupamento a lecionar ou a coadjuvar Educação Física. Isso não resolve o problema. A solução passa por contratar professores de Educação Física, com horários completos, estáveis e dignos — algo particularmente relevante num grupo de recrutamento onde existe, há anos, um número elevado de profissionais disponíveis.

    Importa ainda denunciar a “palhaçada” que foram, em muitos casos, as AEC. As Atividades de Enriquecimento Curricular serviram frequentemente para substituir ilegalmente a Educação Física curricular, sendo lecionadas sem regularidade, sem avaliação, muitas vezes por profissionais sem formação específica. As AEC acabaram por esconder durante anos a falha criminosa do sistema em não cumprir o currículo obrigatório.

    Tudo isto reflete uma realidade antiga: a marginalização e descredibilização sistemática da Educação Física enquanto disciplina estruturante. Como se o corpo fosse secundário, como se o movimento fosse opcional, como se a saúde e o desenvolvimento motor não fossem pilares do futuro humano.

    Se esta medida avançar, que avance a sério.
    Que se reconheça, finalmente, a Educação Física como aquilo que ela é: uma necessidade educativa urgente, uma questão de saúde pública e um investimento no futuro do ser humano — e não um mero remendo político tardio.ma medida que já vem com anos de atraso

    • Rui I. on 3 de Janeiro de 2026 at 13:46
    • Responder

    Parece uma boa medida para os professores, os grupos de EF ainda têm alguma margem, bem vejo pelos meus colegas do norte que ainda continuam a deslocar centenas de KM.

    Subscrevo algumas preocupações, como os espaços e as condições.

    Mas deixem lançar mais achas para a fogueira. Irá o ministério exigir que estas horas saiam do crédito horário da escola, há semelhança do que acontece com o inglês no 1o ciclo? 😅

    • Ochato on 3 de Janeiro de 2026 at 19:04
    • Responder

    SERÁ QUE É DESTA QUE OS COLEGAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA VÃO COMEÇAR A TRABALHAR???

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Discover more from Blog DeAr Lindo

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading