Professores. Mais de uma centena de horários já não têm candidatos disponíveis

Já não existem docentes não colocados interessados em dar aulas em vários concelhos da zona Sul do país. O problema afeta várias disciplinas, como Português e Matemática.

Professores. Mais de uma centena de horários já não têm candidatos disponíveis

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38 comentários

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    • Pedro Gonçalves Silva on 27 de Agosto de 2025 at 10:44
    • Responder

    A situação é grave!
    É o resultado de duas décadas de assobios para o lado e do empurrar o problema com a barriga!
    As medidas deste governo, como a ajuda de custos, descongelamento do TS, reformulação de QZP’s, concursos extraordinários, isenção de propinas nos cursos de formação de professores e etc (medidas há muito pedidas pelos professores e sindicatos), só terão algum efeito daqui a vários anos, e até lá? Digo algum efeito, porque para ter efeito mais produtivo teriam que aumentar os salários nos 3 primeiros escalões para cativar os jovens!
    Goste-se ou não da AD, a verdade é que este ministro é dos melhores, para não dizer o melhor de sempre. Estou tranquilo em relação a esta opinião, até porque nem votei neles, mas temos de ser realistas!

      • Paulo on 27 de Agosto de 2025 at 13:10
      • Responder

      Pedro Silva, subscrevo as suas palavras. Trata-se de um Ministro que sabe o que está a fazer e paulatinamente vai introduzindo alterações benéficas, ouvindo os visados. Infelizmente, ainda existe uma percentagem significativa de colegas que QUEREM TER DIREITOS, mas que vão assobiando para o lado à espera que a restante percentagem LUTE! O que eu continuo a dizer é que primeiramente deve-se atender aos profissionais que já se encontram em concurso (interno e externo) e só depois, tentar recrutar outros elementos para a profissão. Reparem, a maioria dos colegas não quer dar aulas extraordinárias, porque o IRS vai acabar por ficar com a maior parte do ganho. Então por que não tomar a medida de taxa, no mínimo, o IRS para as horas extraordinárias? Desta forma, estou certo que irá conseguir colmatar algumas falhas já existentes, como por exemplo, no Porto.
      Mais ainda, e de suma importância, ALTERAR O MODELO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE QUE TEM PREMIADO OS “LAMBE-BOTAS” EM DETRIMENTO DE COLEGAS QUE TRABALHAM EFETIVAMENTE. Existem muitos colegas ACOMODADOS nas escolas por terem caído em graça e que, ainda que façam o mínimo dos mínimos, têm perpetuado os Muitos bons/excelente ao longo do seu percurso profissional, mesmo sendo NÓDOAS!

        • Lfern on 27 de Agosto de 2025 at 18:44
        • Responder

        Exato. As horas extraordinárias além de serem pagas como está estipulado no ECD (com base nas 22 horas letivas e não nas 35) deveriam ser taxadas à parte.
        O mesmo se devia aplicar ao complemento para os professores deslocados.

          • Bilau on 27 de Agosto de 2025 at 20:01

          Na minha escola, em Lisboa, as horas extraordinárias são dadas aos amigos e amigas. Mas só as que querem, porque as outras são disfarçadas com DAC e outras tretas só para fingir que está tudo bem.

        • Nãopensam... on 30 de Agosto de 2025 at 5:53
        • Responder

        Com esse tipo de discurso sobre fazer + horas extraordinárias, facilmente se passa de 22h para as 35h… pois é demonstrado por aqueles que aceitam fazer horas extraordinárias que é possível. Tal como fizeram com continuar a dar aulas depois da reforma qualquer iniciativa a defender a profissão docente como profissão de desgaste perdeu sentido. A ansia do dinheiro acaba por fazer perder direitos e prejudicar toda uma classe profissional. Verdadeiros retrocessos.

      • Lfern on 27 de Agosto de 2025 at 18:40
      • Responder

      A redução dos qzps foi legislada pelo governo anterior.
      Concordo que o ministro o melhor dos últimos anos.

        • Pedro Gonçalves Silva on 28 de Agosto de 2025 at 7:10
        • Responder

        Sim, é verdade! Mas julgo que, este ministério reduziu mais os QZP’s que o esperado… surpreendendo os prórpios professores.
        A questão é: para que serve um novo concurso se não vai resolver os problemas? os colegas depois pedem mobilidade…mais valia colocar a regra de vincular definitivamente nesse QZP. Assim, só concorria quem, efetivamente, que quisesse ficar lá, mas também percebo que 90% das vagas ficariam por preencher.

    1. É só mudar o ECD para o anterior à bruxa Rodrigues, subir salários, mudar modelo de gestão e ADd! Não faltarão candidatos a professores.
      Simples e barato (custos muito inferiores às palmadas que os políticos dão nos dinheiros públicos e que nunca mais reaparecem!

        • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 23:52
        • Responder

        CLARO! ATÉ QUE ENFIM ALGUÉM DIZ O QUE DEVIA SER FEITO!

        • Campos on 30 de Agosto de 2025 at 6:11
        • Responder

        Exactamente! A solução é aumentar salários e tornar a profissão docente atrativa. Não faltarão candidatos!

    • Zé das Couves on 27 de Agosto de 2025 at 11:06
    • Responder

    hoje em dia trabalhar numa escola é pior que limpar casas de banho!!!!!…

      • Maria on 27 de Agosto de 2025 at 11:40
      • Responder

      Força, vá limpar casas de banho, se assim o deseja, aliás, na minha opinião, estes trabalhadores deviam ser muito bem pagos, prestam- se a serviços árduos, como também oa calceteiros, aqueles que recolhem o lixo , os que trabalham nas obras, e tantos outros funcionários …

        • OraBolas on 27 de Agosto de 2025 at 12:25
        • Responder

        Isso não é trabalho árduo. Alguns deles até podem ser mais exigentes em termos fisicos. o que por um lado poupa uma ida ao ginásio.
        Mas não é trabalho árduo.
        Também não são mal pagos.
        Um canalizador, (picheleiro como se diz no Porto), só para ir a casa ver a torneira leva 35 euros pela deslocação, mudar a torneira propriamente dita são 50 euros, mais o preço do material, sem fatura é claro.
        Meia hora de trabalho, mais de 50 euros, um professor não ganha isto.
        Trabalho árduo e mal pago é ser docente
        Muitas horas extras não pagas, muita responsabilidade, muito trabalho levado para casa.
        Além da desconsideração social.
        Daí haver a falta de professores relatada pela noticia.

          • Maria on 27 de Agosto de 2025 at 14:55

          Não generalize, conheço colegas que aceitaram lecionar horas extraordinárias. Quem não se sente realizado muda de emprego., todo o emprego é digno, embora reconheçoa que os mais difíceis são mal pagos,

          • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 20:04

          Não é uma questão de não se sentir realizado. É de se sentir desvalorizado.
          Estou na profissão há décadas e já fui ROUBADO muitas vezes. congelado duas vezes e ultrapassado.
          Deveria estar 2 escalões acima e receber o correspondente. Assim, graças a este ECD que obriga a vagas para acesso a escalões, e coloca o poder nas SAD e diretores, estou onde estou.
          Só um inapto e burro vem para esta profissão atualmente. Essa é a verdade. E será assim enquanto esta situação durar.

          • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 20:06

          Não é uma questão de não se sentir realizado, Maria. É de se sentir desvalorizado.
          Estou na profissão há décadas e já fui ROUBADO muitas vezes. congelado duas vezes e ultrapassado.
          Deveria estar 2 escalões acima e receber o correspondente. Assim, graças a este ECD que obriga a vagas para acesso a escalões, e coloca o poder nas SAD e diretores, estou onde estou.
          Só um inapto e burro vem para esta profissão atualmente. Essa é a verdade. E será assim enquanto esta situação durar.

        • Mag on 27 de Agosto de 2025 at 13:37
        • Responder

        Só do meu ano de conclusão do mestrado, tenho um colega que já foi para camionista e outro que vai para os armazéns do Lidl porque compensa mais financeiramente do que ser professor. Outros estão no processo de transitar para outras profissões. Eu vou para um call-centre no início de setembro.
        Em princípio só vão ficar por cá uns gatos pingados.
        Estamos unanimamente fartos destas condições de trabalho da treta.
        Tirar este mestrado foi possilvelmente a maior perda de tempo e dinheiro da minha vida.

      • Paulo on 27 de Agosto de 2025 at 13:11
      • Responder

      Acho essa sua afirmação uma NÓDOA. E como ninguém gosta de nódoas, nomeadamente na profissão: Vá limpar casas de banho!

        • Célia on 27 de Agosto de 2025 at 14:44
        • Responder

        Vou acompanhando as notícias do blog por curiosidade e para ter algo para ler em português, mas o Zé tem razão e eu sou o exemplo para o demonstrar: estou na Alemanha a trabalhar num lar de idosos, efectivamente a limpar fraldas e casas de banho entre outras tarefas e sim, posso dizer com toda a segurança que o Ensino em Portugal está pior do que isto.
        Vou voltar agora para a minha “nódoa”, a ganhar acima do equivalente ao décimo escalão e a pagar menos pela: comida, carro, gasolina e habitação do que pagava em Portugal.

        Abençoados sejam os ignorantes, que em vez de se revoltarem e procurarem coisas melhores persistem em viver na negação ou na cegueira voluntária.

      • Professora Autónoma on 28 de Agosto de 2025 at 15:39
      • Responder

      Concordo!

    • Zé das Couves on 27 de Agosto de 2025 at 11:16
    • Responder

    com tanta falta de professores em Portugal ainda tem o desplante de colocarem ofertas de escola para o estrangeiro do terceiro mundo de Luanda! Abram os olhos!!!!! CHEGA

    • Maria on 27 de Agosto de 2025 at 11:35
    • Responder

    Estou convencida de que os docentes juntamente com a direção dos agrupamentos saberão minimizar os problemas ex istentes. Já o fazem.

      • xicom on 27 de Agosto de 2025 at 11:55
      • Responder

      Sim, os senhores diretores, escondedores e engavetadores, ditadorzecos???

        • Pedro on 27 de Agosto de 2025 at 13:14
        • Responder

        Subscrevo: dar mais ênfase aos diretores é o mesmo que aumentar o COMPADRIO!
        Eu defendo que a gestão das escolas deveria ser feita por gestores, não por professores!

          • BN on 27 de Agosto de 2025 at 23:33

          Professores, Pedro. E democraticamente eleitos! Uma escola não é uma fábrica. Tem funções que não são de lucro monetário, mas humano e científico!

        • Autocrático on 27 de Agosto de 2025 at 13:59
        • Responder

        Como na saúde podiam apostar em professores tarefeiros…🤓
        Melhor ministro. Estamos mesmo mal. Mais reflexão e menos propaganda.

      • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 20:07
      • Responder

      Direções?! Cambada de lambe-botas ministeriais e das direções-gerais. Os maiores incompetentes e filhos da mãe.
      Deve sonhar, Maria.

    • Sílvia Leal on 27 de Agosto de 2025 at 11:40
    • Responder

    É para quando o resultado da reclamação da MPD?Que falta de respeito por estes docentes que se encontram à espera de uma decisão que pode transformar por completo a sua vida neste ano letivo!

    • Katia on 27 de Agosto de 2025 at 11:54
    • Responder

    porque não recomeça a profissionalização em serviço para quem mestrado na área que quer lecionar? mesmo so tendo 1 ano de serviço.

    isto não resolvia as coisas?

      • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 20:08
      • Responder

      Resolvia o quê?
      Se as pessoas não querem vir para esta profissão, porque é uma porcaria.
      Se os melhores saem e só ficam os mais incompetentes e malucos…
      O que resolve isso?!

    • Katia on 27 de Agosto de 2025 at 11:55
    • Responder

    tipo … um engenheiro quimico com um ano de serviço podia tirar profissionalização numa ESE ou Univ.

      • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 20:09
      • Responder

      tipo… um engenheiro químico competente tem mais do que fazer do que vir ser roubado e enganado como professor, seja no público ou no privado.
      Para além de ganhar o triplo ou mais, como eu conheço, a trabalhar na sua profissão, do que vir dar aulas.

        • Campos on 30 de Agosto de 2025 at 6:18
        • Responder

        Exactamente! A solução é aumentar salários. Não faltarão candidatos!

    • Susana on 27 de Agosto de 2025 at 15:30
    • Responder

    Se vincularem novamente os 1700 professores no sul para depois os deixarem mobilizar para onde querem vai dar ao mesmo!!! É o que têm feito nestas vinculações extraordinárias que de extraordinário não têm nada! Deviam sim vincular professores nas áreas de maior carência mas com obrigatoriedade de dar aulas nesses QZPs!! Palhaçada!

    • Pedro Silva on 27 de Agosto de 2025 at 17:29
    • Responder

    Susana, concordo!
    Assim, os colegas já sabiam para o que iam… já sabiam que ficaria ali para sempre. O problema é: se, com estas regras, ficaram no passado metade da vagas por preencher, o que seria se os professores soubessem previamente que tinham que lá ficar para sempre? Provavelmente, 10% das vagas seriam preenchidas…

      • Anónimo on 27 de Agosto de 2025 at 20:11
      • Responder

      Se soubesse que tinham de lá ficar para sempre, nem esses, que já são o refugo do refugo, concorreriam.
      Calhavam em escolas “complicadas” para sempre?!
      Sabe o suplício que isso era?!
      Só se fosse doido!

    • Professora Autónoma on 28 de Agosto de 2025 at 15:39
    • Responder

    Concordo!

    • Unsfilhosoutrosenteados on 30 de Agosto de 2025 at 6:10
    • Responder

    Depois de descobrir que centenas de candidatos com habilitação própria- segundo as listas que consta no site da DGAE – concorrem ao concurso nacional de docentes que só deveria ser para professores profissionalizados e pior estes candidatos com mais graduação acabam por ultrapassar quem é efetivamente profissionalizado. Além disso nos concursos foram efetivados e quem é profissionalizado está no desemprego. Para que se faça justiça a quem estudou e é professor profissionalizado a ordenação devia começar por todos aqueles wue possuem mestrado em ensino e depois os candidatos que tem apenas licenciaturas na área do ensino e só depois aqules com habilitação própria que dizem ter profissionalização sob pretexto que seus cursos foram antes de Bolonha e não têm profissionalização e a DGAE nada faz para regularizar esta situação.

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