Pedro Barreiros sobre os problemas que se anteveem no regresso às aula

 

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5 comentários

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    • Não é só a floresta que arde on 22 de Agosto de 2025 at 17:39
    • Responder

    Para os Pedros Barreiros desta vida assim como a corja sindical que são mais do que as mães e para nada aprentam servir, convido-vos a regressarem para a sala de aula no primeiro escalão, a receberem os tão aclamados 1700 euros brutos enquanto alugam um quarto partilhado por 500 euros limpos e ainda a ter de gastar dinheiro com um carro já que os transportes públicos não valem a ponta de um corno durante a maior parte do ano e muitas direções continuam a insistir em criar horários que nos obrigam a lecionar em 2 ou mais escolas mega-agrupadas em pontas diferentes da cidade – no mesmo dia!

    Aí já percebiam porque é que não há professores novos a entrar na carreira.

    Até há uns meses atrás pensava que era só eu e alguns dos meus colegas de curso que não íamos continuar na profissão, mas tendo lido os comentários de publicações anteriores já percebi que há bastantes colegas recentemente profissionalizados que estão a sair. E não é de admirar: até no Mercadona e no Decathlon já se ganha mais de 1600 euros brutos após o período de experiência, com o 12º ano!

    É como se diz: “no money, no honey”. Querem professores, pagem!

      • Antonio on 22 de Agosto de 2025 at 18:55
      • Responder

      De acordo

    • Vasco B. on 22 de Agosto de 2025 at 22:50
    • Responder

    Estou há 20 anos a lecionar e vou sair.
    Fui roubado, ultrapassado e congelado.
    Entrei e fui imediatamente congelado. Depois fui mal posicionado num índice que já não existia. Eu e uns milhares. Mais tarde ultrapassado.
    Nunca poderei chegar ao topo da carreira, faça eu o que faça.
    E ganho a bela porcaria que se ganha no o escalão.
    Para mim acabou.
    Vou sair. Tenho forma de ter um emprego fora da educação onde ganho mais do dobro e trabalho menos.
    Ninguém de jeito virá para a Edyxação enquanto virem que quem lá está hámais tempo é vem tratado. Pois se esses são maltratados qualquer dia será avez destes.
    Até conheço 2 casos de jovens que desistiram de ir para a docência justanebte por causa disso. Um deles é filho de un prodessor.
    Chega de cotas e avaliações de e cekente para poder subir de escalão.
    Chega de ser ultrapassado por quem tem menos tempo de serviço.
    Chega de aturar gentalha malformada e ordinária que chega ao sistema agora vinda de empresas privadas.
    Basta de gente sem ética.
    E chega de ser enganado.

      • Sara on 23 de Agosto de 2025 at 1:46
      • Responder

      Somos dois, que eu também vou abandonar esta desgraça de profissão.
      Não estou há tanto tempo como tu mas mesmo efetivada não vale a pena o esforço pelo que se ganha e não via a luz ao fundo do túnel até decidir que já chega. O que havia de fazer se nem um studio conseguia alugar perto de onde vivo mas também sabendo com toda a certeza que nada mudaria nas próximas décadas? Só se for a quantidade trabalho que fica para quem fica.

      O meu erro foi levar-me pelas tretas que outros me diziam acerca de como esta era a melhor altura para estar no ensino porque podia efetivar-me num curto espaço de tempo e tal. Bem, estou efetiva, no segundo escalão e não consigo cobrir os custos de viver na margem sul, mas também não consigo colocação noutro lado do país onde este salário da treta chega para não contar os centimos. Infelizmente não nasci de pais que têm casa própria mas suponho que o ensino não é para quem vem da pobreza.

      Também já tenho um emprego meio encaminhado a começar em outubro onde ganho mais e trabalho menos para o qual nem precisava sequer de uma licenciatura e mestrado para nada.

      Boa sorte, Vasco! Estás a fazer o certo porque isto só tem tendência de piorar.

        • Carlos on 23 de Agosto de 2025 at 14:43
        • Responder

        Se tivesse a vossa idade fazia o mesmo, mas estou velho demais. Como me deixei enganar explorar a este ponto? Boa sorte para ambos!

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