O ministro da Presidência anunciou a extinção de quase 10 entidades do Ministério da Educação e o regresso de “centenas de professores” às escolas.
“Fazer a reforma do Estado é tornar o Estado mais capaz, é também poupar recursos, reduzir cargos dirigentes e reduzir estruturas”, defendeu o governante.
“Fazer a reforma do Estado é também reduzir cargos dirigentes”, diz Leitão Amaro
Os diplomas procedem ainda à “criação da Direção-Geral de Estudo, Planeamento e Avaliação, do Instituto para a Educação e Avaliação, extinguindo quatro entidades, um outro decreto extingue a editorial do Ministério da Educação, cuja atividade e recursos serão integrados na Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)”, acrescentou. Por fim, foi aprovada um sétimo decreto-lei que elimina “por fusão a ANQEP (Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional).
Questionado sobre quantos professores irão transitar das entidades extintas para as escolas, Leitão Amaro não precisou um número mas disse que deverão ser “umas centenas”.
“Fazer a reforma do Estado é tornar o Estado mais capaz, é também poupar recursos, reduzir cargos dirigentes, reduzir estruturas e prestar melhores serviços, libertando e colocando mais professores nas escolas”, sublinhou.




52 comentários
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Só espero que tanto afã em remodelar aniquilando não acabe por se revelar excessivo e contraproducente… Sinceramente, não sei, estou apenas a manifestar uma dúvida.
Não creio que estas reformas/alterações/fusões e outras ões estejam a ser bem planeadas. Se o objectivo é colocar mais professores nas escolas, não é suficiente. Estarão estes “professores” aptos”? Motivados? Não creio que estejam. Parece-me tudo uma forma de tentar matar vários coelhos com uma cajadada e que vai correr mal…
Se não estao motivado para a profissão que escolheram, há muito.em que trabalhar… acbou a mama….
Claro. Venham lá uns reformados com 80 anos.
Vamos a isto cãobada.
Persistem em tratar mal os que lá estão há 20 anos, a serem congelados, ultrapassados, roubados e vilipendiados. E depois andam com soluções de treta para arranjar mais professores.
Estou na profissão há 19 anos. Em breve espero sair. E não é por reforma!
Estou farto de ser roubado pelo próprio Estado. Pelos políticos que me andam a sacar há anos e anos. Exigem tudo mas o que dão em troca é nada ou negativo.
Não vejo, por agora, nada muito diferente nestes.
Seja como for, daqui a alguns meses sairei. Gosto de dar aulas, mas não gosto de ser maltratado pelo Estado e por colegas reles.
CD, desculpe a intromissão, mas quem está há 19 anos no ensino, duvido que mude de profissão. Ver para crer… É daquele que vem aqui tentar demover quem está no sistema, todavia a idade ensina-nos a seguir a nossa cabeça..
Meu caro, por acaso conhece-me de algum sítio para dizer aquilo que vou ou não vou fazer?
Não venho para aqui demover ninguém. Dei a minha experiência e disse o que irei fazer daqui a pouco tempo.
Quem quiser ficar ou não puder sair, é com ele (ela).
Eu, que posso fazê-lo, irei sair até ao final deste ano civil.
Tenho pena em abandonar uma profissão onde está uma parte do que gosto de fazer (ensinar os miúdos), mas a verdade é que há muita coisa que está mal, e assim vai ficar, porque depende mais da ética profissional do que de algum ministro.
Seja como for, em termos de carreira, não vejo melhoras, pelo que irei fazer o que gostaria de ter seguido se não viesse para o Ensino. Tenho essa oportunidade e fá-lo-ei. E tenho mesmo 19 anos de serviço e sou efetivo.
Acho que tenho que concordar, embora talvez essa opinião possa não ser muito popular. Também acho que é demais e pode ter tudo para não correr bem. Além de que não vejo de que modo possa resolver alguma coisa que seja.
Tu não tens de concordar nada.
Tu ainda és novato.
O pessoal que está nas dgestes. vai todo para os novos lugares.
Não sejas otário. Faltam-me 4 anos para a reforma. Se calhar, podia ser teu pai.
Agora, muitos professores que estavam messas secretarias habituados a mamar sem fazer nada, voltam às escolas para começar a trabalhar e aturar canalha para verem o que custa…
Acabou estar sentados nas secretarias a mexer na net o dia todo…. oupa trabalhar!!!
Todas as razões erradas: mamar sem fazer nada, começar a trabalhar e aturar canalha para verem o que custa, acabou estar sentados nas secretárias a mexer na net o dia todo (oupa trabalhar!)… E o racional da coisa? Faz sentido ou não? Vai trazer melhorias ou nem sequer isso? Com toda a honestidade, nunca me pautei por essa invejazinhas tão tipicamente tugas. Nunca nos levaram a lado nenhum e vão continuar a nunca nos levar a lado nenhum.
A questão está ao contrário e nao e inveja. É reposicao de justiça de quem se sproveita do sistema para mamar.
Se calhar não é de Lisboa e não conhecem os bebedoros (mamas) gratuitos…
Sim, não sou de Lisboa e desconheço o que acontece em Lisboa.
É… se calhar uma visita ao edificio na Av. Infante Santo era ilustrativo….
Pois, não sei. Pelo que vi, nada vai ser extinto realmente, o que vai haver é fusões e novas denominações e, no fundo, um grande downsizing que vai manter lá as mesmas pessoas (imagino), excetuando as não enumeradas centenas que irão dar aulas. Se essas pessoas, as mesmas, trabalham mal com muito mais gente, vão agilizar os serviços e trabalhar melhor sendo menos ou muito menos? Não sei, permite-me duvidar…
Pois eu sou de Lisboa e já lá fui a esse edifício algumas vezes.
Sempre que lá fui não vi ninguém a “mexer na net o dia todo”. A não ser para trabalhar na porcaria de plataformas que existem para tudo e mais alguma coisa.
E você. Conhece lá alguém? Se calhar é algum familiar com jeito para se agarrar à teta para “mamar2 como refere.
Eu acho que esta centralização toda pode a) resultar b) não resultar. Normalmente, tende a não resultar. E o downsizing nem se fala. Acaba a DGAE, a Dgeste, o Igefe, a ANQEP… Será que se está a gerar uma grande confusão? Eu dou o benefício da dúvida a este ministro, mas a verdade é que como humano que é pode facilmente enganar-se. Acresce que é responsável por muita coisa e muita gente. Se acertar, ótimo. Mas se falhar é um falhanço épico.
E cuidado com os profs que voltarem às escolas vão andar insuportaveis… vão acusar sindrome de abstinência da mama e vão querer fazer o minimo…
Aí, os diretores vão ter de ser firmes e po-los nas salas de aulas, pois vão logo tentar arranjar projetos e coisas leve para nao fazer nada. Atencao!!!
Para não falar de alguns que não têm ética nenhuma.
Mas esses também já os há ao monte nas escolas.
Já há muito que se devia ter feito.
Há muitíssimo destes, que agora por força da reforma de que tanto se fala, têm de ir para uma sala de aula . Acredito que alguns deles seja a primeira vez que põe lá os pés. Vão poder verificar que a teoria é bem diferente da prática .
Há sempre uma primeira vez para tudo.
Vão para uma sala de aula?
Olha que chatice?
Quem me dera só dar aulas e não ter as me rdas de cargos que tenho!
XZ, tem esses cargos porque gosta de palco ou porque lhes são impostos?
É que muitos dos professores que conheço adoram ter cargos para poderem lixar os colegas. Muitos imploram para estarem nas SADs. Não estou a dizer que é o seu caso.
O que eu digo é que é muito diferente o trabalho de sala de aula, acrescido do que se leva para casa, do que o que se faz nos gabinetes .
Alice, não conheço ninguém que tenha cargos nas escolas “porque quer”.
Os cargos são de nomeação do(a) diretor(a).
O que tenho foi-me imposto, como a todos na minha escola.
As exceções são os cargos da direção.
Li uma intervenção relativamente ao que se passa em Lisboa, retrato com o qual concordo, mas há pequenas bolhas por todo o país? Há custa da Rede de Bibliotecas Escolares, do Plano Nacional de Leitura (justificam-se os dois organismos), o Plano Nacional de Cinema, o Plano Nacional das Artes, as Eco Escolas, o Desporto Escolar, tudo isto é sinónimo de requisições de professores, que vão saltando de organismo em organismo. Muitos deles, estão desligados das escolas e ainda tratam quem lá trabalha como um atrasadinho mental, que não sabe gerir, por exemplo, uma biblioteca escolar, apesar de, às vezes, ter mais formação que esse próprio coordenador. Já nem falo nos professores destacados noutros serviços. Devo dizer que até considero interessante que um professor possa exercer, transitoriamente, funções nesses organismos, para conhecer o sistema , mas não posso concordar que façam trabalho de técnicos superiores, mantendo o lugar nas escolas e impedindo que outros possam vincular. Mas como em tudo, esperemos que isto não seja a lei do funil: larga para uns e estreita para outros e penso que percebem o que eu quero dizer.
Corrijo o ponto de interrogação, no final da primeira fase.
É “à custa” não “há custa”
Claro que sim!!! E nao é só na ME
…
Ainda faltam muitos e muitos em quadro de escolas que vao para Federacoes (sao dezenas e garanto-cos que nao nao acrescentam nada) em organismos Culturais (que nao acescentam nada), ettc,…
Cargos reperidos e duncoes redundantes.
Ou seja, prejudicam dois lados e delapidam o erario publico
Mas acha que algum técnico superior pode exercer os lugares que referiu?
Esses lugares existem para servir as escolas e pedagogicamente os alunos.
Então agora os técnicos superiores já são especialistas em pedagogia?
Já vale tudo?!
Servir as escolas? Os alunos? Onde estão os resultados?
Ou é só para que o pilim pungar ao fiim do mês?
Tem andado distraído?
Os resultados estão nas estatísticas que a Europa e a OCDE nos tem enviado há anos.
Exceção feita aos últimos resultados do PISA.
frase (Ai!).
Podiam começar por exterminar os directores
I’ll be back!
Hasta la vista, baby!
O melhor mesmo era acabar com os diretores e subs e assistentes dos ditos cujos. Muita gente voltaria à sala de aula e poupar-se-ia mto dinheiro em suplementos remuneratórios!
Bastava voltarmos aos Conselhos Diretivos. Simples, democrático e barato!
Isso mesmo, o resto é só fumaça para desviar a atenção da pseudo-regionalização e entrega de poder aos boys.
Muita gente voltaria à sala de aula?!
Então e quem faria parte dos Conselhos Diretivos?
Que eu saiba ainda seriam mais professores.
Há cada uma?!!
Os conselhos diretivos apenas tinham 3 pessoas e davam aulas, não é como a balbúrdia autocrática de agora!
Fake news.
Ou melhor, com os vogais (como atualmente os adjuntos) eram 5. E o presidente só dava aulas a uma turma se quisesse. Veredito: pimenta na língua.
Quanto a degests, ige, igefs, dre, mres trescs, xptests são ocupadas por gente de cunha. Vão parar às CCDRs! Só que em confusão, descoordenação e desligados da missão escolar. É só prá politica!
A arte de saber estar quieto é a que mais admiro nos políticos portugueses.
Reformar o Estado? Ou destruir ? É este o busilis da questão.
Podiam reduzir o número de ministros e secretarias de Estado, não é este o governo que mais tem disso?
Dissimulado, mentiroso, falso.,,,
Um ministro digno do governo do SÓCRATES. Uma lurdes refinada.
Uma reforma que é uma vergonha , apenas passar mais poder e tachos para os políticos corruptos. ACORDEM, PORRA!
Nota: ouvem-lhe uma palavra sobre democracia nas escolas??? ZERO.
Acho bem reformas, EFICÁCIA. Boa gestão de recursos humanos e económicos. Simplex na educação
Agora espero é que não seja para baralhar e tornar a dar, Sr. Ministro.
Ohohohoh!
E como alguém disse num comentário atrás, se simplificasse o modelos de gestão das escolas, voltando ao modelo de trabalho em equipa eleita por toda a escola?
Não havia subsídios.
E senhor ministro podia também mexer nos agrupamentos que pela sua extensão e governabilidade deixam parte das escolas abandonadas.
Unidades orgânicas pequenas, à escala humana, como recomendam os livros de gestão.
E sem gastar um tostão.
Claro.
E isso não aumentava os gastos?!
Era à borla?!
Não havia subsídios, o que quer dizer que se andava a trabalhar para aquecer?!
Você é uma lírica.
… e se pusesse os diretores a dar aulas, obrigatoriamente a UMA turma? Eram mais MIL (1000) turmas com professor!
Fácil. Mas a Lurdes de calças prefere garantir que eles lhe tenham uma subserviência CANINA.
Sem gastar nem mais um cêntimo!!!!!!!
Ensinem os vossos alunos a não serem invejosos. Os portugueses são boas pessoas só que são demasiado invejosos.
Disseste uma coisa muito acertada. Aliás, os imigrantes portugueses são frequentemente conhecidos como “os invejosos”. Porque será?
Fico perplexa com os comentários vindo de professores que “ensinam” os nossos filhos.