Portugal é especialista em reformas que começam como marcos históricos e acabam como trapalhadas. Na Educação, entre 2005 e 2008, os professores foram esmagados por decretos, grelhas e fichas que minaram a confiança e criaram um medo real da mudança: não do futuro, mas da repetição.
É neste contexto que o ministro Fernando Alexandre apresenta a sua reforma orgânica do MECI: de 18 entidades passamos para 7, de 45 dirigentes para 27. Surgem o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE) e uma reforçada Direção-Geral de Estudos, Planeamento e Avaliação (DGEPA). No papel, menos fragmentação e mais eficácia; na prática, o risco de mastodontes ainda mais distantes das escolas.
Os professores, marcados por más experiências, olham com desconfiança. Em Portugal, mudar tem sido sinónimo de complicar o que funciona. Se a reforma simplificar e devolver tempo às escolas, será um avanço. Se for maquilhagem burocrática, será apenas mais um capítulo da nossa tradição de fracassos.
Fernando Alexandre tem a oportunidade de escrever história, mas só se ouvir professores e comunidade educativa.



6 comentários
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O Senhor Ministro da Educação está objectivamente a tentar progredir
O Senhor Ministro da Educação parece saber bem que nem todos os alunos podem pagar explicações de excelência e que as aulas servem para ensinar as pessoas com menos recursos e não para passar tempo.
Espero que sim e desejo que sim, que o Senhor Ministro proteja os alunos mais pobres e os professores.
Ruizinho, estás a deixar de lado que a extinção das instituições em epígrafe, serve o velho modus operandi do PSD, limpar chefias que podem ser adversas ou críticas, que no PSD é sinónimo. Como daria muito nas vistas substituir as ‘forças de bloqueio’ acaba-se com as instituições e com os cargos por via da extinção de posto. Com campanha simpática na SIC sobre o despesismo e redundância nessas mesmas instituições. O que o PSD fez neste novo mandato em que PR e PM são comprovadamente CORRUPTOS, foi um assalto ao que restava do estado. Mas isso o teu cartão partidário não te permite ver.
As instituições foram extintas mas as suas competências não. Na pratica esta restruturação não passa de fusões das varias entidades do Ministério.
Apenas uma das entidades vai passar parte das competências para entidades externas. Algumas das competências da DGEstE passam para as CCDR
A corrupção neste país está institucionalizada. O velho truque de extinguir para dar aos compadres. Qual sentido de Estado ou honestidade? Só ganham juízo quando as pessoas ficam com cheiro de mostarda no nariz. Porque será que anda tudo a defender um mediocre chorão populista? É cansaço do velho filme! Quem se lixa é quem trabalha honestamente neste país de sabujos! Sempre os mesmos, mas cuidado porque os professores nem sempre caem na cantiga de embalar mesmo de um blogue claramente manipulador e interesseiro.
Só dizes cocozinho nos comentários. Cala te de vez e volta para o Brasil
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