O sistema de avaliação de professores em Espanha é um tema complexo e, tal como noutros países, a sua implementação e critérios podem variar. A informação disponível aponta para a inexistência de um modelo de avaliação uniforme a nível nacional, com muitas regiões e escolas a terem a sua própria abordagem.
No entanto, podemos identificar algumas características comuns:
* Autoavaliação: Em alguns sistemas, a autoavaliação do professor é um componente importante, permitindo que o docente reflita sobre a sua prática e o seu desenvolvimento profissional.
* Avaliação por Diretores: Os diretores escolares desempenham frequentemente um papel central na avaliação, tal como acontece em muitos sistemas educativos europeus.
* Apoio à Carreira: Existem programas de avaliação que visam apoiar o desenvolvimento profissional contínuo dos professores ao longo da sua carreira.
* Diferenças Regionais: Devido à autonomia das comunidades autónomas, o sistema de avaliação pode variar significativamente entre regiões, nomeadamente no que respeita à lógica formativa ou sumativa da avaliação.
Em suma, não existe um “método espanhol” único. A avaliação do desempenho docente em Espanha parece ser mais descentralizada e, em alguns casos, assenta em grande parte na autoavaliação do professor, com a direção da escola a ter um papel de destaque.
Ago 31 2025
Como são avaliados os professores em Espanha
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26 comentários
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Que me interessa o modelo de avaliação em Espanha?
Até parece que são modelo para alguém?
Países latinos. Atrasados por séculos e séculos de catolicismo obscurantista que mantinham a população no maior analfabetismo e a missa em latim.
Procure modelos mais acima, protestantes, calvinistas, que nos princípios de século 20 já tinham erradicado o analfabetismo com a tradução da bíblia para as línguas nacionais e cuja população se tinha alfabetizado a partir da leitura desta em casa.
Esses, sim, têm o meu apreço e admiração.
São a minha bússola.
Porque criaram desenvolvimento.
Parece-me mais um modelo ineficaz, fomentador de profundas injustiças.
Na Finlandia:
-Não existe avaliação formal obrigatória dos professores, nem inspeções ou testes padronizados. O sistema assenta na autoavaliação e na confiança depositada nos docentes;
-A avaliação baseia-se em diálogos de desenvolvimento individual, entre professores e diretores, com foco no crescimento profissional e nas necessidades formativas;
-Não se utiliza o desempenho dos alunos como parâmetro de avaliação (sem testes padronizados). Avaliação é uma ferramenta de empoderamento profissional.
-A avaliação escolar e formativa é realizada internamente, com ampla autonomia e sem controlo centralizado.
Ora cá está.
Os exemplos que devem ser vistos são os de sistemas educativos que funcionam.
Não é o de sistemas que têm problemas idênticos aos nossos.
Nos países nórdicos, protestantes ou católicis, nunca existirua o que se passa cá ou em Espanha.
Lá respeitam-se as pessoas. Setia impensável um modelo como o de cá.
Por cá é muito mais simples:
1. amigo de almoço do director excelente,
2. núcleo duro da escola, muito bom,
3. outros, ralé, professores que dão aulas, coordenadores, muito bom que se transforma em bom.
Simples, genuinamente português, “justo”
Coordenadores não.
Esses é Exc. porque é para lixarem os que estão abaixo.
Esta gente e os diretores são tudo uma corja nojenta!
E avaliações horizontais , muitas…
Obrigado ChatGPT!
Avaliação de Professores em Portugal
Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático? Em declarações ao orgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008). Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores semelhanças tem com o português é o chileno, embora este último seja incomparavelmente menos burocrático.
Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade .
Carlos Fontes, avaliação de professores no Mundo.
Aqui está. O modelo português inspirou se no do Chile.
A MLR andava a ler autores sul americanos.
Do Chile ultra-neoliberal ainda sob a inspiração do Pinochet e dos Chicago Boys
Em 2008, no Chile, o partido no governo pertencia à [[Concertación de Partidos por la Democracia]], uma coligação de centro-esquerda. A presidente era Michelle Bachelet, e ela liderava o país com apoio dessa aliança política, que foi fundamental na transição da ditadura para a democracia.
IA
E a ter pensamento mágico.
Os professores portugueses foram cobaias de um laboratório socialista dos países terceiro- mundistas. Em 2008, imagine se!
Pobres professores .
Alguns estão traumatizados. Outros formatados. Tanto que já nem sabem pensar fora deste modelo, criando um alternativo. Repare se em alguns comentários. Sobretudo de diretores.
Li algures que nalguns modelos os
professores não são avaliados individualmente. São no quando a escola é avaliada no seu todo.
E é este modelo que Defendo. O professor não corre sozinho. Corre com a escola. Na escola.
E isso responsabiliza a comunidade pelos seus professores. E desenvolve o sentido de pertença.
O professor começa a vestir a camisola da escola ou despe a e vai se embora para outra com a qual se identifique mais.
Socialista? Os tais países nórdicos dados como bom exemplo ainda tinham uns resquícios do tal socialismo metido na gaveta pelo Soares. Ou seja, são (eram) social-democratas a sério (ao contrário da fraude laranja). O modelo da MLR foi o Chile do Pinochet inspirado pelos ultra-neoliberais Chicago Boys
A avaliação dos professores devia ser como em outros orgãos públicos, algo mais real e rápido e, menos burocrático. O que é que eu faço a um funcionário que não serve? Rua.
Nas escolas não é assim.
Assim andamos a instalar o caos nas escolas depois queixem-se
Não queremos saber da avaliação feita em Espanha. Queremos uma avaliação que não se baseie em amiguismos e injustiças. Não parece ser o caso de Espanha. Porque tem que se ir sempre à procura do modelo que dê mais poderes aos diretores? Já não basta a falta de democracia existente nas escolas portuguesas?
Então que sejam os professores a eleger os Diretores de 4 em 4 anos. Desta forma podem ter mais poderes.
Essa é outra conversa. Outro modelo. O modelo de gestão das escolas. No caso, o português,.Onde 99% dos diretores são adereços. Verbos de encher. Pechisbeque.
As escolas funcionam sem eles. Os professores sabem muito bem o que lá andam a fazer e os funcionários também.
De resto vê se quando eles não estão. Tudo funciona na mesma.
Concordo consigo. As equipas executivas deviam ser eleitas pela comunidade. Mas todos deviam ir a votos. Não são só os diretores. E depois metem
lá adjuntos que a comunidade detesta. E às vezes mandam mais que o diretor.
Os Diretores não são diretores são politicos, é esse o problema. E têm poder demais,, por vezes nao cumprem legislaçao emanada do ministério porque não lhes apetece.
E consequências para os seus atos? ZERO.
Ou então vamos também por os presidentes de câmara a ser eleitos por um conselho de lambe-botas, escolhido pelo próprio candidato.
Que acham?
Mais um modelo que cria injustiças e lambotismo.
Olha o yamanho de Espanha e o de Portugal! Estd gajo anda numa de se armar esquecendo-se do mais básico.
A avaliação devia ser como em outros orgãos públicos.
Devia-se acabar com esta burocracia e palhaçada , mais um motivo apra tornar a carreira pouca atrativa. OS docentes andam grande parte do tempo preocupados com isto em vez de se focarem nos alunos.
A COMPETÊNCIA DA AVALIAÇÃO É DA DIRETORA. Mais do que ninguem sabe o que está ali, não é uma pessoa estranha ao serviço que vem observar umas aulas… isto é ridiculo, e entao os relatorios e chachadas q fazem em torno disto é NOJENTO:
Para que serve a avaliação docente?
Para discriminar? Para premiar amizades?
Para legitimar o pagamento diferenciado a quem presta o mesmo serviço?
Para reinar pela intriga e divisão?
E por aí vai….
Só doentes mentais sem qualquer capacidade reflexiva e consciência empática, como a tal ministra, Lurdes…, é que poderiam ter concebido tal coisa. E os que lhe seguiram bateram palmas e fizeram igual ou pior (pasme-se).
E em Marrocos?
Mesmo!
Como são avaliados professores que recorrem à AI para escrever coisas básicas?