Direcção-Geral da Administração Escolar lançou esta semana uma nova campanha para atrair profissionais habilitados para dar aulas e reduzir o número de alunos sem docentes.
Governo lança campanha para atrair professores e lembra que o salário ronda os 1700 euros




31 comentários
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Interessante que os atuais docentes levaram 30 anos de abusos e precariedade para agora receberem esse montante líquido…. Nesse caso, e por uma questão de justica deverão receber o dobro para não pedirem a rescisão por justa causa? Palhaçada!!!
Eu já vou com 20 e ainda estou muito longe disso.
O titulo e a duvida são estrupidos. Só professores não sabem que quando se fala do valor do salário é sempre o valor bruto. Só professores não sabem que o valor liquido depende do IRS aplicado, que depende de vários fatores. Como é possível uma classe supostamente com habilitações de nível superior ser tão ignorante?
Quem te disse que não sabemos ?
11% para segurança social
Irs % tx depende do escalão
Subsídio de alimentação sem imposto mas o valor depende dos dias de trabalho.
Também sabemos que por vezes sobe o escalão e recebemos menos do que estavamos a receber.
Todos sabemos isso.
Se sabem pq perguntam se os 1700 são brutos ou líquidos?
Se acabou de dizer que o IRS é variável como consegue determinar um valor liquido genérico?
Já agora não sabe que o salário de TODOS os funcionários públicos são públicos?
Que todos os anos são publicadas tabelas com o salário de todas as carreiras da função pública?
Se tens problemas com os professores, deves ser bruto.
Ignorância, você é que é ignorante!
Você não percebe o contexto e a mensagem que o autor do post quis transmitir?
Há cada burro! Meu Deus!
Os jovens que acabaram agora o curso não pagam IRS (IRS Jovem) no primeiro ano , pagam 30 % no segundo ano e 50% no terceiro ano. Só no último ano no primeiro escalão é que pagam a totalidade do IRS.
É indiferente, no primeiro escalão não atinge valores que faça a diferença..
Ou seja, nalguns casos ainda ficarão a ganar o mesmo ou mais do que anda nisto há mais de década e meia,
Viva Porgal! Viva o vinho!
Mas, no entanto, continua-se a levar ao colo este governo e este ministro. Embandeira-se em arco as suas bandeiras e está tudo bem. De facto, batemos no fundo com anteriores governos mas não podemos ficar reféns deste governo encapotado de boas intenções.
E o que é que o Ministro da Educação tem a ver com as tabelas do irs publicadas todos os anos ?
Ele não é o Ministro das Finanças.
Efetivamente não é. Inclusive, acho que já teve que fazer pressão (e conseguiu algo) junto do gaidjo das Finanças.
tás bem conectado ou ouviste lá na taberna?
Nem uma coisa na outra (e respondo-te apesar de saber que és uma espécie de anarquista). São a observação e a lógica que o indicam.
* nem
Anarquista?também ouviste no café?«acho que já teve que fazer pressão (e conseguiu algo) junto do gaidjo das Finanças.» de onde recebeste esta informação?
És chato e teimoso. Já te respondi. Se quiseres, concordas. Se não quiseres, discordas.
Os jovens que acabaram agora o curso não pagam IRS (IRS Jovem) no primeiro ano , pagam 30 % no segundo ano e 50% no terceiro ano. Só no último ano no primeiro escalão é que pagam a totalidade do IRS.
1700 euros iliquidos é um valor vergonhoso para um docente.
A sério?
Se os jovens profs ficarem nas escolas do concelho, até é bom para eles. 1200 euros. O pai ou a mãe emprestam lhes o carro. Comem na casa dos pais. Ok.
Agora se forem do Porto a Lisboa ou ao Algarve pagar Alojamento, não sei se não será melhor trabalhar na caixa do hipermercado lá do sitio e comer em casa dos país.
Depende dos interesses de cada um e do que se quer.
Ser professor, mesmo longe da casa da família , permite lhes o contacto com pessoas mais
gratificantes intelectualmente e ver outras regiões.
Depende muito do interesse dos jovens a oportunidade de ser professor.
Desculpe, mas só pode estar a brincar.
Melhor para eles?
Então faz sentido um licenciado numa área técnica estar a ganhar 1200 euros quando pode estar a trabalhar numa empresa e tirar 4000?!
Não faz ideia nenhuma do que se anda a passar nas empresas.
Só quem não sabe nada e anda a brincar. E mesmo esses, quando perceberem onde se meteram, querem é sair.
E já nem falo quando se aperceberem que só perdem dinheiro em ficar, pois, mais cedo ou mais tarde, irão ser roubados ou congelados ou ultrapassados, como os que entraram há 20 anos e o foram / são.
‘profissionais habilitados para dar aulas’ e a maioria dos comentários referem-se a jovens…profs com dificuldade no português
Sabes que koje ninguém tem dificuldade no português. O dr google corrige tudo. É erudito.
Não deves ter ido ao Google, pois se tivesses ido escrevias com letra maiúscula o que é para escrever com maiúscula.
Atenção!!! Jovens e candidatos que pretendem enveredar por uma carreira de docência, aconselho a melhor refletir pois a realidade não é como eles “pintam”. Ora vejam: tenho 59 anos, sou professora profissionalizada e ainda não sou efetiva!!! Tendo em conta os requisitos que eles exigem, ainda não fui efetivada e continuo contratada numa vida precária a substituir aqui acolá e mais, depois de tantos anos recebo ainda no 1º escalão e no 1º índice !!! Fiz uma simulação da minha futura pensão da Segurança Social ( pois nem todos têm direito a caixa de aposentações mais uma desigualdade) com vários anos de descontos, esta vai ser de 600 euros!!!! Não se metam a fazer altos estudos porque não importa as qualificações mas sim o tempo de serviço para efeitos de colocações feitas pela DGAE!! Os docentes profissionalizados são maltratados ou alguns quando são vítimas de má reputação dissimulada e desconhecem esta realidade mas acabam por compreender que são alvos de perseguição só porque alguém com influência não foi com a cara destes. Tudo isto mete NOJO !
Tal como já imaginava, nada vai mudar e este governo (assim como o anterior o faria) continua a aproveitar-se tanto da boa vontade, como da ingenuidade dos docentes. Continuo a acompanhar as notícias deste blog porque a coitada da minha mãe continua na profissão como já lhe faltam poucos anos, mas para mim isto já terminou. Contudo, por aborrecimento meu e pelo absoluto descaramento do MECI, tenho mesmo de comentar neste caso.
Tendo menos de 30 anos apenas posso dizer-vos, caros colegas, tanto mais jovens como mais experientes, que o mundo não se resume a isto: saí da profissão este mês e emigrei para trabalhar num armazém nos Países Baixos. Os custos de vida estão praticamente equiparáveis aos de Portugal, tanto a nível da renda, como da comida, só que o meu salário é literalmente o dobro com base em 38 horas por semana. Todo o minuto para além da hora é pago a dobrar.
Não passo nem um décimo dos “stresses” que passava na sala de aula, nos projetos, nas reuniões e nas burocracias absurdas que a meu ver para nada serviam. E depois, quando falo com colegas que também já começam a entender que esta profissão tornou-se numa absoluta desgraça a nível de condições de trabalho, só me respondem que têm medo de largar o pouco que têm e que esta é a grande oportunidade de se efetivarem. Mas para quê?
Enfim colegas, acordem para a vida. Todos vocês são muitíssimo qualificados de acordo com os padrões europeus e têm muito a oferecer a empregadores que vos são capazes de prezar muito mais do que nesta relação de Síndrome de Estocolmo.
Vergonhoso dizer que há falta de professores e de candidatos, no entanto, existem mais candidatos do que vagas aos mestrados em ensino. Não querem resolver o problema estrutural, mas sim de uma forma conjuntural, que não leva a lado nenhum. O Arlindo sabe que existem muitos mais candidatos aos mestrados em ensino do que vagas, já lhe enviei várias listas de mestrados em ensino que comprovam isso e ainda não teve a coragem de denunciar esta situação. Haja vergonha!
Não é vergonha nenhuma quando as instituições do ensino superior estão perfeitamente cientes que, para além de não terem os recursos necessários para oferecerem um mestrado profissionalizante capaz de munir os/as alunos/as com as capacidades necessárias para desempenharem as suas funções docentes (para não falar de orientadores de estágio suficientes para a conclusão dos mestrados em questão), em média menos de metade fica na profissão após o primeiro ano e seguem outras vias. Isto é mais do que claro ao contrastar os dados da DGEEC relativos ao número de profissionalizados nos últimos anos e o número de candidatos aos concursos nacionais externos e extraordinários no mesmo período.
Pode haver candidatos a mais, mas mesmo que fossem aceites, não resolveria a raíz do problema: as condições em início de carreira são uma desgraça perante os custos de vida. Oiço muitos docentes mais experientes contestarem que era pior no tempo deles, mas todas as estatísticas mostram que, apesar do salário nominal docente ter aumentado, o salário real (que é o que interessa no dia-a-dia) apenas tem vindo a diminuir. Demorava mais tempo a efetivarem-se mas quase todos com que falo conseguiram comprar uma casa aos 30 ou 40. Nenhum de nós, mais jovens, alguma vez terá essa oportunidade à exceção de quem viver em cascos de rolha com os pais (se tiverem casa própria) e mesmo esses terão dificuldade em efetivarem-se ou sequer conseguirem contratos de horário completo até lá.
Enfim, tal como o “Fujam” escreveu: muito trabalho e dor de cabeça para pouco dinheiro.
Só vem para isto quem idealiza a profissão e a tasl “missão” de ensinar, ou quem está tão perdido na vida que acha que isto é uma boa escolha e que não consegue arranjar melhor.
Eu também vou abandonar a carreira já em setembro.
Mais uma campanha “bonita” para inglês ver. O Governo apregoa que um professor ganha “cerca de 1700€”, mas claro… brutos. Na realidade, o que entra na conta é bem menos , e isso já para quem está no topo da carreira. Os contratados e quem começa recebem muito abaixo, muitas vezes com horários incompletos, a pagar do próprio bolso deslocações e materiais.
E há um grupo que raramente é falado: os professores não profissionalizados. Muitos estão há 3, 4 ou mais anos a segurar turmas, a dar aulas todos os dias, a trabalhar que nem parvos e com o mesmo empenho (ou mais) do que muitos colegas com vínculo. Esses sim têm valor, mas continuam invisíveis nas campanhas, sem estabilidade, sem progressão e muitas vezes tratados como “tapa-buracos” do sistema.
Atrair professores não é fazer anúncios com salários ilusórios. É dar estabilidade, valorizar todos os que já cá estão (profissionalizados ou não) e criar condições para que a profissão seja realmente digna e desejada.