Docentes organizaram uma petição contra a criação de um mega agrupamento de escolas em Azambuja

Docentes organizaram uma petição contra a criação de um mega agrupamento de escolas em Azambuja mas presidente da câmara diz que essa possibilidade nunca esteve na agenda.

Edição de 17.10.2018 | Sociedade

Os professores do Agrupamento de Escolas Vale Aveiras, um dos três agrupamentos do concelho de Azambuja, estão contra a possibilidade de a rede escolar vir a ser tutelada por um único mega agrupamento de escolas. Uma petição assinada por 54 professores desse agrupamento alerta para o perigo da junção dos vários agrupamentos, num concelho com “espaços e realidades sociais e culturais tão díspares” e cujas freguesias se encontram distantes e com acesso dificultado por uma rede de transportes públicos insuficiente.
O documento foi apresentado na última Assembleia de Freguesia de Aveiras de Cima e posteriormente foi lido por Fernando Gabriel, um dos docentes subscritores, na última sessão da Assembleia Municipal de Azambuja, para conhecimento dos autarcas.
O presidente da Câmara de Azambuja diz-se surpreendido com a intervenção dos professores daquele agrupamento e garante que “nunca esteve em cima da mesa a criação de qualquer mega agrupamento” no concelho. Luís de Sousa reforçou ainda dizendo que enquanto for presidente de câmara nunca será aprovada uma proposta educativa que implique uma junção dos três agrupamentos de escolas do concelho.

Versões contraditórias e política pelo meio
A possibilidade da fusão dos agrupamentos terá sido abordada numa reunião entre António Pedro, director do Agrupamento de Vale Aveiras, Madalena Tavares, directora do Agrupamento de Azambuja, e Luís Carvalho, responsável pela empresa contratada pela Câmara de Azambuja para a formulação da nova carta educativa. Segundo o director das escolas de Vale Aveiras, o coordenador do projecto deixou essa possibilidade em aberto, mas este nega.
O coordenador do projecto para a nova carta educativa, Luís Carvalho, exigiu um pedido de desculpas público de todos os subscritores da petição, acusando-os de difamação e de quererem tirar dividendos políticos. O promotor do projecto deixou um documento escrito dirigido aos professores, que foi lido na mesma sessão de assembleia municipal por Sílvia Vítor, vereadora da educação, onde fala em “confronto político-partidário local e ganhos de visibilidade e posicionamento politico”, por parte dos professores. No mesmo documento nega ter falado na construção de um agrupamento único para o concelho.
A O MIRANTE, o director do Agrupamento Vale Aveiras recusa qualquer interesse político por parte dos 54 professores e refere que da parte da escola não vai haver pedido de desculpas. Justifica dizendo que a intenção dos professores foi dar o seu parecer sobre uma possibilidade, que consideram prejudicial ao ensino no concelho.

Inquérito para a Carta Educativa saiu de circulação

O inquérito público, de carácter obrigatório para a criação da nova carta educativa para os agrupamentos de escolas do concelho, foi retirado do site da Câmara de Azambuja, depois de ter sido alvo de crítica por parte dos professores do Agrupamento Vale Aveiras e autarcas da oposição.
A docente de Vale Aveiras, Irene Sampaio, criticou na última sessão da assembleia municipal os moldes amadores do inquérito apresentado, permitindo a qualquer pessoa, independentemente da sua idade, concelho, ou região, responder ao documento online. O ficheiro, já retirado de circulação também permitia que o mesmo utilizador submetesse o inquérito o número de vezes que desejasse, através do mesmo dispositivo electrónico.

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