“As greves não me perturbam nem me irritam”

 

Greve é a cessação coletiva e voluntária do trabalho realizado por trabalhadores com o propósito de obter direitos ou benefícios, como aumento de salário, melhoria de condições de trabalho ou direitos do trabalhador, ou para evitar a perda de benefícios. Por extensão, pode referir-se à cessação coletiva e voluntária de quaisquer atividades, remuneradas ou não, para protestar contra algo.

Parte-se do princípio que quando qualquer trabalhador opta por fazer greve, perdendo a remuneração, o faz por acreditar que está a ser injustiçado.

Parte-se do princípio que o trabalhador não se sente realizado com as condições que lhe oferecem para desempenhar as funções a que está obrigado. logo, faz greve.

Parte-se do princípio que uma greve traz transtornos a quem a faz e a quem se vê privado de serviços.

Parte-se do princípio que os representantes dos trabalhadores respeitem os seus direitos, tal como a entidade empregadora.

Parte-se do princípio que os representantes da democracia respeitem, entendam, solidarizem, se irritem quando uma ou mais classes entendam necessário fazer greve.

Parte-se do princípio que uma greve não é uma coisa normal, é um ato de desagrado, de que algo de grave se passa.

A greve é um sintoma de que a democracia, naquele ponto, não está a funcionar com o resto do sistema. Se num ponto. o sistema não funciona, todo o sistema fica afetado.

É uma falta de respeito para quem usa a greve como forma de protesto afirmar que: “As greves não me perturbam nem me irritam“. É um sintoma não muito raro, hoje em dia…

PS: os enfermeiros continuam em greve por uma carreira digna, não é pelas 35 horas semanais.

 

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