Comparação dos Não Colocados na RR4 Entre 2015 e 2016

No seguimento deste artigo com o número de candidaturas de contratados ainda não colocadas após a Reserva de Recrutamento 4 elaborei quadro comparativo com a mesma situação em 2015.

 

Em 2016 existem 51.024 candidaturas ao concurso de contratação inicial de 32.330 docentes.

Em 2015 existiam 39.369 candidaturas de 25.301 candidatos únicos.

Nos dados que retirei em 2012 havia quase 70 mil candidaturas.

Verifica-se assim uma grande redução de candidatos à Contratação Inicial (mesmo tendo entrado perto de 4.000 docentes nos quadros desde essa altura) o que demonstra que o ensino deixou de ser um emprego motivador e que muitos já encontraram outras alternativas a esta profissão. E por este andar (envelhecimento do corpo docente) chegará um dia a altura em que não existirão candidatos em número suficiente para substituir o grupo de professores que nos próximos 10 anos se irão aposentar.

E tendo em conta que a média de idades dos contratados se situa perto dos 40 anos, mas problemática se torna esta questão para futuro.

Apesar de existirem mais 7 mil docentes em concurso este ano do que em 2015, em 2015 havia 13.441 candidatos por colocar na Reserva de Recrutamento 4 e em 2016 existem 14.619.

 

Quadro com a diferença entre as candidaturas não colocadas de 2015 com as de 2016 após a publicação da reserva de recrutamento 4 retiradas das listas de contratados não colocados. Relembro que um docente pode concorrer a mais do que um grupo de recrutamento e para os dados sobre o número de docentes foram eliminadas todas as candidaturas duplicadas.

 

nao-colocados-rr4

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2016/10/comparacao-dos-nao-colocados-na-rr4-entre-2015-e-2016/

17 comentários

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    • Do Contra on 4 de Outubro de 2016 at 12:12
    • Responder

    Gosto muito de ver este blog preocupadíssimo com o futuro da Educação em Portugal, mais concretamente com os professores!! Hi hi hi…

    • Marmelo on 4 de Outubro de 2016 at 12:23
    • Responder

    Faltou o Arlindo dizer o porquê de as candidaturas terem subido este ano relativamente ao ano anterior (e também face a 2014/2015)… Ele sabe mas não o quis dizer.
    Há muito mais docentes colocados que no ano transito e, percentualmente, há menos docentes por colocar (só não há menos por colocar porque também houve mais candidaturas)… O que quer dizer que os docentes com menos de 5 anos de serviço também são necessários ao sistema de ensino!

      • Duarte Gonçalves on 4 de Outubro de 2016 at 13:52
      • Responder

      lol.
      Fácil.

    • Eu prefiro este do que a PAF! on 4 de Outubro de 2016 at 14:33
    • Responder

    VIVA! Este blogue fascista conseguiu encontrar um número em que a PAF foi melhor do que este governo…

    PARABÉNS à FNE por tanto aparecer em público a defender os professores…

    LOL LOL

    Cá eu… poupava este trabalho porque prefiro este governo do que a PAF!

      • Pois prefiro!!! on 4 de Outubro de 2016 at 14:36
      • Responder

      Pois é… mas esqueceram-se de comparar os nºs dos candidatos para ver que, se calhar, o milhar a mais são nºs de candidatos que não concorreram no ano anterior…

      Pergunta: De onde virão esses números???

      Pois é… vêm daquela pouca vergonha que estes blogues, sindicatos e anteriores governos tanto defendiam! A colocação de professores pela porta do cavalo, em associações e autonomias, acessível só a amiguinhos…

        • Marmelo on 4 de Outubro de 2016 at 17:15
        • Responder

        Grande parte deste número de “novos” candidatos vêm da PACC promovida pela FNE. Mas depois não há coerência no discurso:

        “Chegar ao fim de Setembro com menos de 15 mil professores por colocar é sinal que dentro de poucos anos não existam candidatos ao ensino em número suficiente para as possíveis necessidades futuras.”

        Mas então em que ficamos? É preciso formar mais professores ou atirar-lhes com uma PACC? Está pior que no ano anterior mas ao mesmo tempo daqui a uns anos não haverá docentes suficientes para as necessidades futuras?

        A politiquice distorce agora todo o discurso?

  1. Além disso este ano as colocações seguem a graduação profissional e são mais justas. Nos anos anteriores podíamos ter pessoal colocado do fim das listas enquanto os docentes mais graduados estavam desempregados.

      • Maria Rosa on 4 de Outubro de 2016 at 16:44
      • Responder

      Está muito enganado este ano houve muito disso

        • Marmelo on 4 de Outubro de 2016 at 17:09
        • Responder

        Só em Oferta de Escola… Ou porque o horário é recusado 2 vezes, ou porque não há mais docentes a concorrer aquele intervalo de horário nas RRs ou porque são horários de menos de 6 horas.

        Mas, de facto, a Oferta de Escola deveria ter também as mesmas prioridades.

          • Helena on 4 de Outubro de 2016 at 18:41

          Não, houve isso porque esses candidatos foram renovados.

          • Marmelo on 4 de Outubro de 2016 at 18:44

          Tem razão… Esqueci-me da razão mais obvia e que distorce mais em termos de futuros as colocações (no caso da aplicação da norma-travão, por exemplo).

          • Aziado on 5 de Outubro de 2016 at 21:22

          Também se esqueceram dos que foram contratados em CI, que foram ultrapassados por todos os das RR´s.

          • AC on 5 de Outubro de 2016 at 10:23

          Aplica-se a graduação profissional.

        • Maria Rosa on 4 de Outubro de 2016 at 18:48
        • Responder

        Está redondamente enganado, sou QA, e fui ultrapassada por uma QZP

  2. Parabéns ao Ministro Tiago – este ano as colocações seguem a graduação profissional e são mais justas. A BCE foi um grande disparate.

    1. Concordo. As colocações foram, de facto, mais justas,mas parece que os sindicatos não querem colocações MAIS JUSTAS (por aquilo que já se diz a respeito das negociações.
      Vergonhoso. Provavelmente estaríamos melhor sem sindicatos.

        • Vergonhoso on 5 de Outubro de 2016 at 11:36
        • Responder

        Sendo uma excelente profissional vai ser capaz de indicar uma fonte para o que acabou de dizer.
        A não ser que o seu profissionalismo seja baseado num “ouvi dizer” ignorante, sem fundamento. Isso sim é que é vergonhoso.

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