E a resposta da FNE de hoje adianta esse desfecho.
A não ser que muita volta dê o projeto de alteração ao diploma de concursos. O que também não é expectável.
FNE diz que MEC não atendeu a uma única sugestão sobre concursos de professores
O Governo tem estado a negociar com os sindicatos alterações ao diploma que regula os concursos de professores, voltando a reunir-se com as principais estruturas (FNE e FENPROF) na quinta-feira para a última rondaO Ministério da Educação acaba de apresentar uma terceira versão para a revisão dos concursos de professores “sem atender” a uma única das críticas e sugestões apresentadas pela Federação Nacional da Educação (FNE), anunciou hoje a estrutura sindical.
“O ministério continua a insistir em introduzir no mecanismo de concursos fatores que conduzem à distorção da lista graduada nacional, promovendo a insegurança, a incerteza e a injustiça relativa entre os candidatos”, afirma a FNE em comunicado, na véspera de voltar à mesa de negociações.
De acordo com a federação, a proposta de diploma continua a não garantir a vinculação de docentes que acumulam mais do que três contratos sucessivos de ano inteiro e horário completo, conforme reivindicam os sindicatos, com base nos preceitos da lei geral.
Diz ainda a FNE que a proposta agora apresentada recusa também a anualização dos concursos interno e externo e permite mecanismos de acesso automático a lugares de quadro “sem consideração” pelas posições relativas entre candidatos, “desrespeitando desta forma a graduação dos candidatos e defraudando legítimas expectativas de muitos docentes que reúnem condições para serem colocados nas escolas da sua preferência”.
O Governo tem estado a negociar com os sindicatos alterações ao diploma que regula os concursos de professores, voltando a reunir-se com as principais estruturas (FNE e FENPROF) na quinta-feira para a última ronda.
“A FNE não deixará de assumir uma posição crítica em relação a estas propostas, procurando demonstrar que com elas não só não se conseguem mecanismos mais ágeis de colocação de docentes, como se promovem consequências fortemente negativas para aos candidatos”, lê-se no documento.
Em comunicado enviado às redações na terça-feira, o Ministério da Educação remeteu para quinta-feira declarações do secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, sobre esta matéria.




4 comentários
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Faz a FNE muito bem em não concordar com esta proposta do MEC. Mas que raio de negociação é esta? Numa negociação séria e objetiva cada uma das partes cede nuns pontos e ganha noutros. O MEC é prepotente e desrespeita quem está a querer negociar. Assim só apetece virar as costas às negociações e lutar doutras formas. No nosso dia a dia quando negociamos algo temos que ter respeito pelas pretenções do outro, aqui parece que o MEC está com ar de ditador. É o exemplo que temos. Não vejo diferença entre o antigo patrão (PS) e este (PSD) e como tal, venha o Diabo e escolha.
Neste pequeno comunicado auto intitulam-se por duas vezes como sendo as duas ” principais estruturas” sindicais dos professores e como as televisões, desrespeitando o pluralismo informativo, só dão voz a estes dois sindicatos, até parece que não existe também um conjunto de Sindicatos de Professores Independentes …
Outros sindicatos?
Se a representatividade da FENPROF e da FNE já são discutíveis, no que se refere a outros sindicatos só conheço dirigentes sindicais. Bases, devem ser 5 ou 7.
Como não existe negociação é bom que os sindicatos pensem numa greve às avaliações, para que todos os contratados com três contratos consecutivos, passem para os quadros, como indica a norma comunitária. Não entrem noutro tipo de negociação, pois o governo é obrigado a cumprir com essa norma. GREVE ÀS AVALIAÇÔES JÁ.