Será por isso que a vinculação é SEMI-automática?
A Federação Nacional da Educação (FNE) defendeu hoje no ministério a entrada de professores nos quadros ao fim de três anos de serviço, mas considerou “um passo em frente” a proposta da tutela que preconiza os cinco anos.
“O Ministério da Educação assume o compromisso de que todos os anos fará um concurso externo para que docentes que tenham cinco anos de serviço ou quatro renovações de contrato (sucessivamente) possam ingressar nos quadros de zona pedagógica“, disse aos jornalistas a dirigente da FNE Lucinda Manuela, no final de uma reunião com o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida.
O governante recebe durante o dia de hoje as organizações sindicais dos professores para uma primeira ronda negocial sobre propostas de alteração ao diploma que regula os concursos de seleção e recrutamento do pessoal docente.
A FNE defende que os professores devem ser integrados nos quadros ao fim de três anos de serviço, conforme estabelece a lei geral, frisou a dirigente, que no entanto classificou a proposta governamental como um passo em frente por dar “perspetivas aos contratados” de poderem ver a sua situação profissional “decidida de uma vez por todas”.
A delegação da FNE sublinhou ainda que terá de analisar com “muita profundidade” a proposta que hoje recebeu e recordou que há muitas injustiças no sistema, nomeadamente professores com 15 anos de serviço ou mais que neste momento não estão contratados.
A FNE comprometeu-se a enviar uma contraproposta até ao dia 12 para nova reunião a 14 de março. Em cima da mesa está uma proposta já anunciada pela tutela que prevê a vinculação ao fim de cinco anos de serviço em horário completo e contratação sucessiva.
O ministro da Educação, Nuno Crato, anunciou em janeiro a intenção de promover alterações ao regime de concursos para dar mais estabilidade ao sistema.
Na terça-feira, no parlamento, afirmou que os professores contratados para o ensino público há alguns anos vão passar para os quadros do Ministério da Educação se forem chamados no início do ano letivo de 2015/16.
Lucinda Manuela frisou hoje que está em causa um problema que se arrasta há muitos anos e para o qual os sindicatos solicitaram medidas anteriormente.




7 comentários
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Então e o interno anual????? Esqueceram-se de lembrar o ministério que ainda estamos a tempo de fazer um neste ano?????
Claramente este MEC só está preocupado em livrar-se da queixa na Comissão Europeia, apontando medidas avulsas para vincular mais profs contratados e não se preocupa em reorganizar os quadros. Acenou com um interno para 2015 para calar a boca da FNE com vagas desconhecidas e agora vem com esta ilegalidade de concursos externos anuais que NÃO SE ACEITAM SEM A EXISTÊNCIA DE INTERNOS ANUAIS. SIMPLESMENTE ESCANDALOSO!!!!!!!!!!!!!!
Aguardo pela declaração da FENPROF!!!!
A partir deste ano? Não me parece… 2015/16, ou seja quando os professores nestas condições não chegarem a 100… Ou alguém tem dúvidas disso? Se houvesse vontade de cumprir o que quer que fosse, nem que seja a lei, que tal fazerem isto já no próximo concurso? E, porque não um concurso interno/externo em simultâneo com a abertura de vagas igual ao número de professores nestas condições?
A FNE considera esta proposta um passo em frente? Como pode, se nem a legislação estão a cumprir (e isso é o mínimo)?
Se o mec diz que quem abrirá lugar para quem tem 4 contratos sucessivos num grupo, então isso devia ser automático. Pelo menos teria de ser isso o necessário para concorrer. Assim, graças às negociações dos sindicatos pode vir alguém do privado com apenas 365 dias no publico e vincular ou então gente que muda de grupo e entre sem nenhum dia de serviço nesse grupo.
Bem … com esta não esperava… parece que em Portugal as leis se fazem…. á media das necessidades, umas vezes acertam, outras não….vamos ver o que dá…..
Na minha opinião é SEMI porque é aberto um lugar de qzp mas não quer dizer que seja para o docente que deu origem à abertura de lugar (contratado a entrar no sexto contrato anual completo consecutvo…)
Vejam se adivinham onde foram buscar essa ideia???
Cumprimentos
Parece que estão a gozar com a minha cara! Para ser anual, que reestabeleçam o concurso anual nacional. Ou seja: para TODOS, contratados e os do quadro.
Ou teremos que aguentar agora ultrapassagens anuais?
POUCA VERGONHA! !!