… a apresentação do plano de incentivo à natalidade, encomendado a Joaquim Azevedo.
Portugal está em “alerta super vermelho” quanto a natalidade
O professor universitário Joaquim Azevedo, coordenador de uma equipa de trabalho sobre questões de natalidade, disse hoje que Portugal está num “alerta super vermelho” em matéria de novos nascimentos.

“Vamos ter de trabalhar pelo menos 20 anos se quisermos inverter a tendência. Mas primeiro temos de [a] estabilizar”, disse Joaquim Azevedo, que, falando em Viseu nas jornadas parlamentares do PSD, alertou para o perigo de o número de portugueses “rapidamente” voltar ser igual ao da “idade média” se não for travada a queda da natalidade.
O docente foi apresentado recentemente pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, como coordenador de uma equipa de trabalho sobre questões de natalidade que irá trabalhar o tema e apresentar propostas ao Governo.
“Estamos a perder população, como sabemos. Essas questões são claríssimas”, realçou, defendendo “políticas amigas da natalidade” em matéria fiscal, por exemplo, e lembrando que a nível laboral por diversas vezes as mulheres em idade fértil são “fortemente prejudicadas nas empresas”.
“Estamos diante de uma realidade que não tem à partida muita questão ideológica subjacente. É a realidade, são os factos, é isto que se está a passar”, sublinhou, perante os parlamentares sociais-democratas.
Joaquim Azevedo antevê que antes do fim do século Portugal tenha sete milhões de habitantes, e Portugal será, desse modo, um país “insustentável”.
“Se é esse país que queremos, é esse o país que estamos a construir”, alertou.
O PSD encerra hoje em Viseu dois dias de jornadas parlamentares com o pós-‘troika’ como pano de fundo, estando os trabalhos deste último dia centrados na sustentabilidade demográfica e social do país.




13 comentários
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Eu tenho a melhor impressão do doutor Joaquim Azevedo. Espero que seja capaz de apresentar soluções que defendam a família. Que se promovam os valores do altruísmo em vez do egoísmo. Eu já tenho a minha conta. Três filhos. Mulher desempregada e eu contratado. Não queria sair de Portugal
Sorim Parabéns pelo seu contributo. Entrando no quadro, este ano, aumentarei também o meu contributo. Já se falou disto cá em casa. E se ambos o conseguirmos, aí contribuiremos, ainda pelo menos uma vez mais.
Qual quadro?
QZP, Maria.
Sem estabilidade no emprego não se pode pensar em filhos.
Pois eu infelizmente já deixei o país. Mas deixo as minhas sugestões para aumentar a natalidade (em tom de brincadeira): acabar com os preservativos, fecho das emissões televisivas às 19h, corte da electricidade às 19h, entre outros. Assim teremos mais filhos e economizamos uns euritos na conta da luz (medida que vai de encontro da ideia de incentivo à poupança da presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso).
E vou parar por aqui senão ainda sou convidado pelo governo para liderar um grupo qualquer sobre alguma coisa “muito” interessante!!!
Abraço para todos deste que gosta de ser professor (14 anos) e que não deixaram…
nota: vivo atualmente no brasil com a minha esposa e os meus dois filhos.
Mané que sejam felizes no país que vos acolheu e, que um dia, o colega consiga ser aí, o que cá não o deixaram ser.
obrigado
Também em tom de brincadeira, mas a falar a sério, proponho que vinculem os professores que queiram ter mais de três filhos.
Eu sou o exemplo vivo que estaria a caminho do terceiro se não me tivessem posto no desemprego…Sempre disse que queria 4,os 2 que tenho foram pensados ao pormenor…quando achei que podia ter o segundo,levei o tombo maior da minha vida…fui para o desemprego…agora com os 2…se viesse outro…não vinha com toda a certeza….só se fosse irracional!Isto para dizer a esses palhaços,se querem natalidade…dêem EMPREGOS,não é com subsídios de incentivo que se cria um filho…conheço casos dramáticos em que o desemprego é a total entrave para ter 1 filho!
Tenho 3 filhos, hoje adultos. Educa-los não foi tarefa simples e bem precisei dos rendimentos que tinha. Netos… ainda não. Bem gostava
Corrijam-me se estiver errado. Portugal é o único país do mundo com os recibos verdes. Isso explica muita coisa…
Se os profs contratos fossem vinculados, era ver venderem casas, carros e fnascerem crianças.
Não é o único, noutros países tem um nome diferente apenas. Por ex. no Brasil chama-se trabalhador autónomo.