Rui Cardoso

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Aprendizagens essenciais- Raquel Varela

Não creio que as pessoas devam fazer confissões públicas individuais da sua vida pessoal, mas era importante termos um estudo, anónimo, sobre onde estudam os filhos das elites económicas, intelectuais e políticas do país? Esta é uma questão pública. Compreender se também estas crianças e jovens são cobaias e vítimas da degradação da qualidade da escola pública ou se há nichos onde se reproduzem elites com acesso ao conhecimento.
Uma escola inclusiva não é a que cria currículos aligeirados mas justamente o seu contrário, quanto mais as classes trabalhadoras e médias tiverem dificuldades mais aos seus filhos deve ser dado um currículo exigente.
O currículo é a sistematização do belo, justo e do bom, da ciência, da filosofia e da arte, do melhor que a humanidade ao longo da sua história produziu e realizou. As aprendizagens essenciais aligeiram o currículo para adaptarem uma força de trabalho a um mercado pobre, sem exigência ele mesmo.
Todo o país é turbinado nesta pobreza – a alunos poucos exigentes adaptam-se cursos de formação pouco exigentes, professores pouco qualificados, que cada vez sabem e podem ensinar menos, para uma força de trabalho barata que por sua vez arrasta para baixo todos os salários de manutenção dessa mesma força de trabalho – porquê pagar bem a um médico e a um enfermeiro que cuida e trata pessoas que ganham 600 euros e cujos a qualificação é saber carregar nuns botões de máquinas compradas ao estrangeiro? É mais barato não tratar bem essa pessoa e substitui-la. É um exemplo, podia dar mais – os salários em Portugal e no mundo são definidos pelo preço da forca de trabalho industrial, fundamentalmente. Uma escola pública degradada, para um mercado dependente e automatizado arrasta para baixo quase todo o país.
A rigor aprendizagens essenciais deveria ser o máximo, o máximo é essencial, o que Ministério propõe é o mínimo.

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Pedido de horários para contratação de escola – Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite o recrutamento de docentes para lecionação do Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança.

Consulte a nota informativa.

Nota informativa – Contratação de Escola: Ensino Artístico Especializado da Música e da Dança

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Atividades de Enriquecimento Curricular – Ano Letivo 2021/2022

Encontra-se disponível, a partir do dia 29 de julho de 2021, a aplicação para contratação de técnicos que assegurem o desenvolvimento de atividades de enriquecimento curricular.

SIGRHE

 

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Roteiros de organização de equipas educativas

Roteiros de organização de equipas educativas

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PDPSC 2021-2023

Abertura de candidatura à apresentação de planos de desenvolvimento pessoal, social e comunitário, no âmbito da promoção do sucesso e inclusão educativos e do Plano 21|23 Escola+.

 EDITAL

 

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Contra a resignação, contra a precariedade – João Costa

Começo desde já por agradecer ao professor José Seixo o texto publicado na página do P3/Público na passada 3ª Feira.
Através de um relato honesto e directo, José Seixo descreve a realidade de ainda tantos professores, ano após ano à procura não só da, cada vez mais, ansiada estabilidade mas também do reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido ao longo de anos, trabalho esse fruto da paixão, da carolice e do espírito de missão de quem escolhe dedicar, literalmente, a vida e o futuro a passar aos jovens a importância de não repetir os erros do passado e aprender em nome de um futuro, ou não fosse José Seixo professor da mais importante disciplina de todas: História.
Infelizmente, a surpresa deste relato é a mesma surpresa de quem, passados 20 anos desde a conclusão do meu curso de ensino, vem encontrar o mesmo cenário do qual fugi sem que nada, absolutamente nada, tenha mudado.
José Seixo relata a mesma incerteza anual do destino incerto à qual se soma a igual, senão maior, incerteza de um emprego, de um trabalho e de um salário para poder pagar as contas.
Entre as estatísticas e as parangonas dos jornais a apontar para a falta de professores, histórias como as deste colega entristecem-me. Poder ser professor-caixeiro-viajante já é uma sorte e a vida não é senão uma constante resignação onde as lutas de tempos passados por direitos de tempos passados estão também elas arrumadas em caixas.
Não há murros na mesa nem pontapés na mesma, não há raiva nem vontade, a injustiça e a desigualdade deixaram de existir ou são simplesmente ignoradas, comprar uma casa, viver a dois e em família são sonhos eternamente adiados e nada podemos fazer para além de, ano após ano e concurso após concurso, fazer as malas findo mais um ano lectivo.
Tal só acontece quando, neste país que é o nosso, não se conhece ninguém, não se tem o factor “c” ou um pai ou mãe para nos ajudar e empurrar e o professor José Seixo não tem. O seu caso é o caso de todos nós, a maioria dos portugueses destinados a ver os outros ao redor bem colocados na vida enquanto nos olham de lado e dizem que já são “do quadro”. Do quadro da empresa, claro, mas tentas vezes do quadro da própria escola.
Empatia, zero, união de classe também zero ou não estivesse o colega “de passagem”. Não pertencemos a uma profissão, somos cartas descartáveis, carne para canhão, rebotalho. Ironia das ironias, nunca seremos parte da História.
Gostava de poder dizer ao professor José Seixo que a vida não tem de ser assim. Gostava de poder dizer ao professor José Seixo que há alternativas. Gostava de poder dizer ao professor José Seixo que é válido apontar o dedo, tomar uma posição, comprometermo-nos, sair à rua e gritar como nós saímos à rua e gritamos ano após ano.
As alternativas existem e, no meu caso, encontrei-as lá fora, cá fora entre uma vida, uma casa, carreira, pertença a uma classe e futuro. Sem ajudas nem factor “c”, apenas trabalho e o reconhecimento do mesmo.
Parece mentira e é mentira, pelo menos agora depois do Brexit e do egoísmo dos britânicos. A luta é hoje muito mais difícil e não, eu não fiz bem, não saí na altura certa nem tive sorte: não tive alternativa e a fuga foi mesmo para a frente.
E talvez porque a luta é hoje tão mais difícil se explique a resignação a que de repente nos vemos sujeitos entre o baixar dos braços e a aceitação incondicional das migalhas que a custo esgravatamos do chão.
Estaremos a condenar uma geração inteira de professores à deriva não só nacional mas continental? Será esta uma política propositada independentemente do número de professores reformados de modo a denegrir ainda mais o ensino público em favor do ensino privado?
Se assim for, casos como o deste professor são um claro sinal de alarme.
Agradeço ao professor José Seixo a chamada de atenção, a qual replico, em nome da luta e de um futuro melhor não só para os professores mas para os alunos e todos os filhos deste país.

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Desistência total ou parcial CI/RR

Encontra-se disponível a aplicação eletrónica que permite ao docente proceder à desistência total ou parcial de contratação inicial (CI) e da reserva de recrutamento (RR), das 10:00 horas do dia 28 de julho até às 18:00 horas do dia 30 de julho de 2021 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

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Nota Informativa

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PROFESSORES, OS PILARES DA SOCIEDADE -António Galopim de Carvalho

PROFESSORES, OS PILARES DA SOCIEDADE

Quem não vir esta realidade ou é “cego” ou “tapa os olhos”.
Devo começar por afirmar que não estou aqui para agradar ou desagradar a quem quer que seja. Estou apenas a revelar a análise que faço de um problema nacional que sempre me preocupou. Em tempo de férias e a meio de uma pré-campanha eleitoral sem qualidade no conteúdo e na forma, desejo saudar os professores (sem esquecer os educadores) das nossas escolas e reafirmar que os considero os importantes pilares da sociedade e, uma vez mais, dizer a governantes e governados que é necessário e urgente restituir-lhes a atenção, o respeito e a dignidade que a liberdade e a democracia lhes retiraram.
Ao longo destes anos, verifiquei que:
– a preparação científica e pedagógica dos professores não tem sido devidamente testada, através de processos de avaliação a sério, criteriosamente regulados, por avaliadores devidamente credenciados.
– como no antigamente, a par de bons, muito bons e excelentes professores, muitos deles desmotivados, há outros, francamente maus, instalados na confortável situação de emprego garantido até à reforma;
– os sindicatos, nivelando, por igual e por baixo, os bons e os maus professores, têm grande responsabilidade numa parte importante da degradação do nosso ensino público;
– as sucessivas tutelas parecem estar mais interessadas nas estatísticas do que na qualidade do ensino;
– os programas oficiais amarram os professores, não lhes dando tempo para, como alguém disse, “divagações desnecessárias”, sendo, por assim dizer, obrigados a “amestrar” os alunos a acertar na perguntas dos exames, algumas delas, autênticas charadas;
– os professores estão sobrecarregados com tarefas administrativas e outras de que deveriam estar rigorosamente libertos;
– os professores estão mal pagos e muitos deles vivem longe das famílias ou perdem horas nos caminhos diários de ida e volta a casa e a contarem os tostões.
Em finais de 2015, na cerimónia de entrega do Prémio Manuel António da Mota, no Palácio da Bolsa, no Porto, o Primeiro-Ministro, disse: “De uma vez por todas, o país tem de compreender que o maior défice que temos não é o das finanças. O maior défice que temos é o défice que acumulámos de ignorância, de desconhecimento, de ausência de educação, de ausência de formação e de ausência de preparação”. Palavras sábias, mas que não passaram disso. A verdade é que continuamos na mesma, cada vez com mais futebol e, agora, entretidos a tempo inteiro, dos pais aos filhos crianças, a dedilharem nos telemóveis
É, pois, urgente olhar para esta realidade e haver vontade política (despida de constrangimentos partidários) para promover uma profunda avaliação e consequente reformulação de uma “máquina ministerial” poderosa e nebulosa, de há muito, instalada.

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Pensamentos sobre a minha classe ao ver o Sol no meu terraço – Luís Braga

 

Acho muita graça a quem diz “precisamos que os sindicatos façam isto e aquilo”. “Era preciso unidade”. “Se fossemos todos?!.”

A propósito de quase tudo na carreira docente, ou na Add, ou nas questões das escolas, se ouve isso.
Acho graça e rio muito.
Para não chorar.

Alguns têm problemas, muito específicos e limitados a grupos pequenos e, em vez de confiarem na própria luta e ação, aceitam a sua diluição nos grandes temas sindicais, onde questões de 100, não subordinam negociações de milhares.

Publicam nas redes sociais frases bonitas, às vezes mal atribuídas, de Salgueiro Maia, Mandela, Churchill ou Gandhi (ou outros), mas esquecem que esses fizeram a diferença, não porque esperaram o contexto bom de unidade, mas porque agiram, mesmo isolados.

Salgueiro Maia teve medo e chegou a ter uma granada no bolso para o caso de ser derrotado. Mandela era minoritário e um “terrorista”, cujas ideias, antes de ser preso, eram mal vistas.
Um dos heróis da História foi o juiz que praticou o ato individual de não o condenar à morte, quebrando a unidade.
Churchill defendeu guerra a Hitler, quando a maioria unida queria negociar a rendição. E Gandhi começou a Marcha do Sal com umas dezenas de companheiros, que eram os que estavam disponíveis para levar porrada. Consequência que não ajudava muito à unidade.

Unidade é uma abstração. Agir é a questão.

Muitos dos que se queixam estes dias das vilanias das vagas do 5o e 7o escalões roeram há uns anos a corda à greve às avaliações, festejaram a “brilhante negociação”, que as criou para extinguir os titulares ou acharam boa ideia emprestar os seus bens pessoais, sem contrapartidas, para o madraço turista desportivo, que faz figura de ministro, não ter uma crise para gerir à vista do povo.

Há uns meses, foi lançada uma petição para ajudar a atacar a ADD pela via da discussão da sua falta de transparência. Não chegou às 2000 assinaturas.

Estes dias, anda meio mundo confiante na fantasia de que os sindicatos já têm tudo negociado com o governo para os problemas se resolverem no contexto eleitoral.
Fantasia delirante, como as queixas da UGT de que o governo não negoceia, ou os recursos do governo ao tribunal constitucional contra nós, provam.

Um sindicato lançou uma minuta para pedir acesso às avaliações dos concorrentes na quota e provocar uma crise de entupimento burocrático na avaliação. Quantos aderiram, dos que se lamentam e queixam para o ar?

Quantos dos que se queixam de ser avaliadores, ou terem de aplicar quotas nas SADD, que dizem, a bater no peito, ser imorais, já pensaram em simplesmente demitir-se?
Se fosse em massa, acham que o Governo podia gerir a coisa?
O governo inglês começou a achar o Gandhi uma ameaça quando percebeu que não podia prender todos os que o apoiavam. Nem tinha quem os prendesse.
E o governo Sul africano libertou Mandela, depois de anos de luta, porque eram milhões a agir individualmente a pedir a sua libertação.

Quando vejo os habitantes de Hong Kong a lutar pela liberdade contra o poderio chinês tenho tanta vergonha da minha classe profissional.

Quantos estão a reclamar das quotas? E aderiram a uma tentativa de atacar judicialmente a lista das vagas?

Quantos, dos que acham as quotas imorais, declararam prescindir de muito bons mesmo em risco de não subir? Se houvesse essa solidariedade, a ferramenta de salamização que os governos usam ficava inútil. Não se pode corromper com uma vantagem se todos a recusarem.

Muitos dirão, falar é fácil.
Estou no 4o escalão e já declarei que, quando for avaliado para o ano, não quero mais de Bom e que vou prescindir e requerer que, em caso algum, seja beneficiário da quota. Se é imoral e injusta, não quero o benefício.

Fui muito bom aluno toda a vida e acho que sou um pouco melhor que bom professor.
Mas esse “bom” que vou reclamar, mesmo que me tentem dar mais, vai ser a nota de que me vou orgulhar mais, de todas as que tirei.
Porque a minha solidariedade não se vende por 50 paus por mês.
E os 50 euros são roubados de muitas centenas que me vao ficar a dever e continuo a querer reaver.

E os que reivindicam unidade podiam começar o discurso por aí. Que pensam fazer naquilo em que agem por si?

Avaliador externo não posso ser e, se for, impugno a nomeação até ao limite legal.
E, quem me conhece, sabe como sou picuinhas para gerar um efeito desses.
E ensino a quem quiser, porque exige persistência.

E numa SADD não posso estar pois não sou coordenador (uma das razões porque aceitei ser subdiretor da minha escola foi por ser caminho para me afastar da execução da ADD dado que corria o risco de ser eleito coordenador).

Mas se estivesse numa SADD havia de entupir o ministério (e os tribunais e outras entidades) com requerimentos e dúvidas. Até à paralisia, mas dentro da lei.

Se há coisa que aprendi em 31 anos a lidar com a administração pública é como é fácil paralisá-la, dentro da lei, a quem tiver energia e conhecimento.
E como os boys dos gabinetes ficam à nora com coisas dessas bem feitas.

Essa é a única via que nos resta.
Já que os professores, classe aburguesada, apática e politicamente passiva, deram em não fazer greves, faltam às manifestações, ligam pouco a petições, acham a ação política pornográfica e esperam que alguém, ou um milagre, resolva o que só a sua ação pode mudar.
Porque somos tão passivos e estamos ainda parados?

A minha mãe dizia sempre:” fia-te na Virgem e não corras…”
Não temos corrido e milagres não se têm visto.

 

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Organização do tempo de trabalho docente – SPZC

Organização do tempo de trabalho docente

Para a FNE, a promoção do respeito pelos docentes e pela sua profissão integra necessariamente a organização e o conteúdo do seu tempo de trabalho, com clara definição da sua duração e, portanto, dos seus limites.

No atual contexto, em que as aprendizagens dos nossos alunos são claramente afetadas pelos efeitos da pandemia e das interrupções e incertezas que ficaram a marcar os dois últimos anos letivos, ainda mais fortemente se assinala a necessidade de que o trabalho docente se concentre no desenvolvimento dos processos de ensino-aprendizagem, para o que se torna essencial que se respeitem os tempos indispensáveis de planificação e de avaliação.

Já desde há muito tempo que a FNE tem vindo a defender que se devem produzir alterações no Estatuto da Carreira Docente, nas matérias que dizem respeito à determinação da duração da componente letiva e da componente não letiva do trabalho docente, para além de se promover uma clarificação do conteúdo de cada uma dessas componentes.

Temos consciência de que, em relação ao próximo ano letivo, já não há condições para se promover as alterações legislativas que seriam necessárias para se obterem as mudanças que se revelam indispensáveis.

Entendemos, no entanto, que nas atuais circunstâncias, se podem determinar orientações que sirvam de base para a organização do tempo de trabalho docente e que tenham em linha de conta as especiais exigências que hoje se levantam aos docentes.

1. Desde logo, crê-se que é de elementar bom senso e sinal de respeito pela organização da vida de cada um que seja conhecido desde o início do ano letivo, quer o horário semanal, com a distribuição das componentes letiva e não letiva de estabelecimento, mas também o calendário das reuniões ordinárias dos diferentes órgãos e departamentos que cada um integra. É desta forma que se contribui para assegurar que todos possam planificar adequadamente o seu trabalho e que os docentes assegurem um equilíbrio satisfatório entre o trabalho e a sua vida pessoal.

2. É indispensável que os educadores e professores possam dedicar o seu tempo de trabalho essencialmente às tarefas que são necessárias para permitir a continuidade das aprendizagens, assegurando-se que sejam respeitadas condições de condições de saúde e segurança sanitária de todos.

3. Devem eliminar-se todas as práticas que contribuam para o excesso de carga de trabalho dos docentes, nomeadamente aquelas que puderem ser evitadas em termos de planeamento e dados de avaliação sem caráter de urgência e que não tenham a ver com o desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem, bem como candidaturas e projetos que não tenham caráter inadiável e que não sejam imprescindíveis para a qualidade do processo educativo.
3.1. Deve ser assegurado que os docentes não podem receber correspondência eletrónica emitida pela Direção da escola, nem podem ser chamados a responder a solicitações da Direção, também por via eletrónica, fora dos seus períodos normais de trabalho.

4. Os docentes com atividade letiva presencial em horário completo atribuído não devem ser chamados a assegurar a substituição dos colegas ausentes, o que só poderá ocorrer em situações imprevistas e com caráter pontual, com a concordância do próprio, e com direito às respetivas compensações.
4.1. Preferencialmente, para que se assegurem as substituições, deve recorrer-se a contratação de docentes, em termos a definir;

5. A haver necessidade ao recurso ao ensino a distância ou em regime híbrido deve ter em linha de conta o seu impacto na carga de trabalho que lhe é associada, devendo assegurar-se a conveniente conversão em termos da definição das respetivas dimensões em termos letivos e não letivos, para efeitos da contabilização horária do efetivo tempo de trabalho do docente, sem sobrecargas, assim como a disponibilização de equipamentos e ferramentas digitais que permitam de uma forma eficaz e fluida, sem perdas de tempo, na sua utilização;

6. O apoio a grupos de alunos, no sentido de ultrapassar dificuldades de aprendizagem ou potenciar o desenvolvimento de capacidades, ou a situação de coadjuvação têm de integrar sempre a componente letiva.
6.1. Só pode ser integrado na componente não letiva de estabelecimento o apoio eventual e pontual a um único aluno.

7. Por outro lado, considera-se que deve haver uma orientação no sentido de que a componente não letiva de estabelecimento seja fixada até ao limite de 4 horas semanais destinadas:
• ao desenvolvimento de atividades colaborativas e de articulação pedagógica, atividades colaborativas de desenvolvimento do projeto educativo da escola, no limite de uma por semana, com a duração máxima de 90 minutos;
• a reuniões internas do estabelecimento de ensino previstas no horário do docente, as quais não devem ultrapassar uma por semana, com a duração máxima de 90 minutos;
• ao atendimento dos encarregados de educação;
• a ações de formação contínua, para a qual é reservada 1 hora das 4 horas semanais a gerir pelo docente.
7.1. Para o exercício de cargos de natureza pedagógica, não pode exceder-se os 25% da redução da componente letiva, sendo o restante assegurado por redução da componente letiva.

8. O número de horas atribuídas e distribuídas pela componente letiva e não letiva não pode exceder as 7 horas diárias.
8.1. A distribuição do serviço docente letivo e não letivo – incluindo as reuniões de índole pedagógica – não pode compreender mais do que dois turnos diários.

9. As horas da componente para a atividade pedagógica do crédito horário destinam-se à implementação das medidas ou de desenvolvimento de projetos de promoção do sucesso escolar e de combate ao abandono escolar.

10. As reuniões pedagógicas terão a duração máxima de 90 minutos, excetuando as do conselho pedagógico que podem ter a duração máxima de 120 minutos;

11. Todo o tempo de serviço prestado, inclusive reuniões convocadas, para além do tempo definido, semanalmente, para a componente letiva e não letiva de estabelecimento, deve ser pago como serviço extraordinário nos termos legalmente previstos.

12. A componente não letiva individual, que não pode ser inferior a 9 horas, destina-se a atividades de planificação, preparação e avaliação.

Redução do horário de trabalho letivo por idade e tempo de serviço

A FNE considera imprescindível que se corrijam os termos em que atualmente decorre a redução da componente letiva pela conjugação da idade e do tempo de serviço.

Em concreto, os docentes da educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico devem ser dispensados da atribuição de turma e de atividades com alunos e com carácter regular, por pelo menos um ano letivo, a partir dos 45 anos de idade e 15 anos de serviço, em termos a regulamentar, e aos 60 anos, por opção do docente, poderão ver garantida a dispensa total da componente letiva, ficando apenas com funções não letivas.

Os docentes do 2.º e 3.º ciclos do ensino básico e secundário devem ter direito a reduções da componente letiva, a partir dos 45 anos de idade e 15 anos de serviço, em termos a regulamentar, e aos 60 anos, por opção do docente, dispensa total da componente letiva, ficando apenas com funções não letivas.

A redução da componente letiva determina o acréscimo correspondente da componente não letiva de trabalho de estabelecimento e de trabalho individual, não podendo o acréscimo da primeira ser superior a metade da redução da componente letiva determinada.

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10 Dicas de Antivírus Que Vão te Ajudar a Salvar seu PC Contra Ataques de Ransomware 

 

Um ataque de ransomware tem poder de literalmente acabar com vidas, fechar empresas e destruir reputações. 

Como um ataque tão devastador, saber como evitar ransomware é uma habilidade essencial não só para qualquer equipe de segurança cibernética, mas também para usuários comuns.

Neste artigo, vamos te dar dicas para evitar ataques deste tipo, seja por ações diretas performadas por você, ou pelo seu antivírus. 

Mas, antes de tudo…

O que é exatamente um Ransomware?

Ransomware é um tipo de malware que criptografa ou bloqueia os dados da vítima

Os invasores então exigem um resgate em troca de uma chave exclusiva para descriptografar ou desbloquear os arquivos. 

Como todo malware, um ataque de ransomware começa quando uma carga maliciosa entra no sistema, o que normalmente acontece por meio de:

  • Um link ou anexo corrompido.
  • Um anúncio que leva a um site com um kit de exploração.
  • Uma peça de hardware infectada.

Tome muito Cuidado com E-Mails Recebidos

Pois, o método mais comum de iniciar um ataque de ransomware é com um e-mail de phishing. 

O e-mail normalmente depende da engenharia social para incentivar o destinatário a clicar em um link ou baixar um anexo. 

Se o usuário cair na fraude, o malware será instalado silenciosamente no dispositivo.

Uma vez que o malware está dentro da rede, o programa se espalha para os sistemas conectados e procura dados valiosos. 

Se o programa criptografar os dados, a vítima recebe uma nota que exige o pagamento em criptomoeda em troca da chave de descriptografia. Caso contrário, os invasores ameaçam destruir a chave ou vazar informações confidenciais.

Abaixo estão os métodos mais eficazes para garantir que você não seja vítima de ransomware.

Configure um Firewall

Um firewall é a primeira linha de defesa baseada em software contra ransomware. 

Os firewalls verificam o tráfego de entrada e saída em busca de riscos potenciais, permitindo que a equipe de segurança monitore sinais de cargas maliciosas.

Para oferecer suporte a sua atividade de firewall, considere configurar:

  1. Marcação ativa de cargas de trabalho.
  2. Caça de ameaças.
  3. Avaliação consistente de tráfego para aplicativos, dados ou serviços de missão crítica.

Idealmente, seu firewall deve ter a capacidade de executar inspeção profunda de pacotes para examinar o conteúdo dos dados. Esse recurso identifica automaticamente os pacotes com software infectado.

Tenha um Antivírus Forte

Poderíamos fechar a seção aqui, pois um antivírus decente nem te permitiria abrir um link contaminado ou algo do tipo. 

Existem vários no mercado, e felizmente, o mercado brasileiro vem forte com antivírus 100% brasileiros para sua maior proteção. Normalmente, os antivírus gratuitos são bem limitados, por isso, dependendo de sua situação, vale sim a pena investir em uma ferramenta paga.

Use backups imutáveis

Um backup imutável opera como qualquer backup de dados, mas não permite que ninguém altere ou exclua informações. 

Este tipo de backup é a proteção ideal contra a corrupção de dados, seja ela maliciosa ou acidental. 

Se você for vítima de um ataque de ransomware, um backup imutável garante que:

  1. Você não precisa pagar o resgate para obter seus dados de volta.
  2. Sua empresa não sofre uma paralisação prolongada.
  3. Os hackers não podem criptografar dados, mesmo que alcancem o armazenamento de backup.

Segmentar sua rede

Depois que o ransomware entra em seu sistema, o malware precisa se mover lateralmente pela rede para alcançar os dados de destino. 

A segmentação da rede evita que invasores se movam livremente entre sistemas e dispositivos

Certifique-se de que cada subsistema na rede tenha:

  1. Controles de segurança individuais.
  2. Políticas de acesso restritas e exclusivas.
  3. Um firewall e gateway separados.

Se os invasores comprometem uma parte da sua rede, a segmentação os impede de alcançar os dados de destino. Os invasores precisam de tempo para invadir cada segmento, o que dá à equipe de segurança mais tempo para identificar e isolar a ameaça.

Execute testes de segurança regulares

As avaliações de vulnerabilidade permitem que você verifique os pontos fracos de um sistema. 

Normalmente, esta opção está sempre disponível através de antivírus. 

Mais uma vez, é importante ressaltar que apesar de ser possível fazer uma varredura do sistema com antivírus gratuitos, os mesmos são limitados, sendo a melhor opção os pagos. Descubra mais sobre internet mais segura.

Configure uma Sandbox

As Sandboxes são ambientes isolados que podem executar programas e arquivos sem afetar o dispositivo host ou a rede. 

Embora normalmente faça parte do teste de software, uma sandbox também pode ajudar as equipes de segurança cibernética a testar software potencialmente malicioso.

O uso de uma sandbox para detecção de malware adiciona outra camada de proteção contra diferentes tipos de ataque cibernético, incluindo ransomware.

Tenha Senhas Fortes

É necessário que você tenha consciência da importância de se ter senhas fortes. 

Infelizmente, as práticas comuns de senha são, em sua maioria, fracas.

Jamais tenha senhas “bobas” como “123456”, ou “123abc”. 

Não ter a mesma senha para várias contas também ajuda. 

Certifique-se de que todas as suas contas tenham senhas fortes, e que sejam atualizadas regularmente. 

Caso contrário, os invasores podem violar seu sistema com um simples ataque de força bruta.

Melhore a segurança do seu e-mail

As práticas recomendadas de segurança de email são cruciais para combater o phishing e outras armadilhas de engenharia social. 

Essencialmente, seu antivírus deve te fornecer serviços como:

  • Filtrar e-mails recebidos com arquivos com extensões suspeitas, como .vbs e .scr.
  • Rejeitar endereços de spammers e malware conhecidos automaticamente.

Configurar bloqueadores de anúncios

Certifique-se de que todos os dispositivos e navegadores dos funcionários tenham plugins e extensões que bloqueiam automaticamente os anúncios pop-up. 

O marketing malicioso é uma fonte comum de ransomware e o bloqueio de anúncios é uma maneira simples de limitar a superfície de ataque. 

Conclusão

Apesar de ataques maliciosos e hackers estarem continuamente em evolução, acreditamos que seguindo estas práticas, com certeza você estará protegido. 

Novamente, voltamos a reforçar que a escolha de um antivírus forte será essencial para um melhoramento de sua segurança online. Por isso, faça suas pesquisas, escolha bem, e navegue com segurança! Leia mais sobre segurança cibernética aqui.

 

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CONCURSOS 2021/2022 – RAM – AFETAÇÃO

CONCURSOS 2021/2022 – RAM – AFETAÇÃO

LISTA DE CONTINUIDADE DE FUNÇÕES

https://www.madeira.gov.pt/Portals/16/Documentos/Docente/Concurso/ListaContinuidadeFuncoes20212022_20210727.pdf?ver=2021-06-29-145248-487

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Indicação da Componente Letiva (2.ª fase) / Necessidades Temporárias (pedido de horários)

Encontra-se disponível a aplicação que permite às escolas procederem à atualização da identificação dos docentes aos quais já é possível atribuir componente letiva (retirá-los da situação de ausência de componente letiva), bem como proceder ao pedido de horários, das 10:00h do dia 27 de julho até às 18:00h de Portugal continental do dia 29 de julho de 2021.

Consulte a nota informativa.

SIGRHE

Nota Informativa

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A queda do ensino: das metas curriculares às aprendizagens essenciais

A  definição dos referenciais curriculares das várias dimensões do desenvolvimento curricular, assumida no Despacho n.º 6605-A/2021, de 6 de julho, na realidade é a machadada final.

A queda do ensino: das metas curriculares às aprendizagens essenciais

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AEC 2021 – 2022: Calendarização e Orientações; Minuta de Apresentação de candidatura – estabelecimentos de ensino com 1º ciclo do ensino básico

Para o ano letivo de 2021/2022, é fixada a data limite de 20 de agosto de 2021 para entrega das candidaturas ao apoio financeiro para implementação das Atividades de Enriquecimento Curricular, a apresentar pelas entidades promotoras previstas nas alíneas b) [Autarquias locais;], c) [Associações de pais e de encarregados de educação;] e d) [Instituições particulares de solidariedade social (IPSS)] do artigo 13.º da portaria supra referida.
Informa-se que se encontram disponíveis os documentos nas ligações infra, relativos às AEC para o ano letivo de 2021-2022:

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Em defesa do Programa TEIP

Não nos compete comentar a qualidade de uma investigação académica. Essa é tarefa dos pares académicos. Compete-nos sim informar com rigor, no respeito pela verdade e pelo desafio que as escolas TEIP abraçam e de que não desistem.

 

Em defesa do Programa TEIP‏

 

“Hesitei sobre o título. O Programa TEIP não carece de defesa, porque tem provas mais do que dadas. Contudo, quando se faz notícia, a partir de um estudo, afirmando a ineficácia de uma política pública, generalizando a partir de uma amostra lacunar e de conclusões precipitadas e sem se tratar o contraditório fornecido pelo Ministério da Educação, torna-se útil disponibilizar informação verdadeira sobre os resultados das escolas que se encontram em territórios educativos de intervenção prioritária (TEIP), evitando-se, assim, eventuais aproveitamentos políticos (ou sensacionalismos) de um trabalho académico discutível.“

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Uma Assistente Social para cada 12 mil alunos

Pandemia de Covid-19 veio destacar a importância dos assistentes sociais nas escolas, com as visitas domiciliárias a servirem para perceber o que se passava c famílias. Setor está descontente.

Assistentes sociais combatem insucesso mas só há um para cada 12 mil alunos

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Formação de professores na área da educação socioemocional

O Plano Escola+ 21/23 em andamento…

 

Gulbenkian e Ministério da Educação avançam com formação de professores na área da educação socioemocional

O projecto, que visa a “promoção da literacia emocional”, deverá arrancar já no próximo ano lectivo.
A Fundação Calouste Gulbenkian e o Ministério da Educação fecharam um acordo que visa implementar, já no próximo ano lectivo, um projecto de formação de professores na área da educação socioemocional.
Tudo porque se concluiu que “um elemento essencial na promoção da literacia emocional passa pela formação inicial de professores”, pode ler-se no comunicado

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ME quer rever o programa TEIP

Fora dos corredores do ME, os TEIP são conhecidos pela infindável burocracia. Se o objetivo é dar mais atenção às aprendizagens dos alunos, tal facto, fica comprometido pelo tempo que se perde a preencher grelhas e grelhinhas, planos e planinhos…

Segundo sei os concursos de perfil (à la carte) vão voltar a essas escolas, qual será a adesão se continuarmos como o programa tal está?

 

TEIP: Governo está a rever o programa

Taxas de retenção e desistência e de insucesso escolar no ensino secundário têm diminuído nas escolas desfavorecidas. (mas á custa de quê? Das aprendizagens?)

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PROJETO DE LISTA ORDENADA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS AO CONCURSO INTERNO DE AFETAÇÃO PARA O ANO ESCOLAR DE 2021/2022

PROJETO DE LISTA ORDENADA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS AO CONCURSO INTERNO DE AFETAÇÃO PARA O ANO ESCOLAR DE 2021/2022

PROJETO DE LISTA ORDENADA DE GRADUAÇÃO DOS CANDIDATOS AO CONCURSO INTERNO DE AFETAÇÃO PARA O ANO ESCOLAR 2021/2022

Nos termos e para os efeitos do disposto nos n.os 1 a 4 do artigo 14.º do Regulamento de Concurso do Pessoal Docente da Educação Pré-Escolar e dos Ensinos Básico e Secundário, na redação atual conferida pelo Decreto Legislativo Regional n.º 10/2021/A, de 19 de abril, retificado pela Declaração de Retificação n.º 6/2021/A, de 6 de maio, e conforme Aviso publicado na BEP-Açores, na presente data, no âmbito da Oferta n.º 182/2021, de 02/07/2021, notificam-se os candidatos ao Concurso Interno de Afetação para o ano escolar 2021/2022 da disponibilização do projeto de lista ordenada de graduação.

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A ausência de impacto do programa TEIP na melhoria dos resultados escolares.

 

O presente artigo apresenta uma investigação sobre o impacto da política educativa portuguesa de discriminação positiva (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária – TEIP) nas classificações escolares dos estudantes, acompanhando a evolução destas entre os anos letivos de 2001/2002 e 2014/2015. Analisamos cerca de 4 milhões de classificações escolares. Após uma breve contextualização do conceito de educação compensatória, revisitamos as principais caraterísticas de diferentes programas de educação compensatória, assim como avaliações da sua eficácia. Os resultados sugerem a ausência de impacto do programa TEIP na melhoria dos resultados escolares. Consequentemente, discute-se a eficácia da transferência de recursos materiais e humanos para estas escolas, especialmente considerando que a sua integração em programas de educação compensatória pode gerar fenómenos de estigmatização. Nesta medida, reflete-se sobre a necessidade de continuar à procura de dispositivos que permitam à educação compensar as desigualdades sociais.

 

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Tudo o que há a saber sobre as Escolas TEIP

 

TEIP 3  

Relatórios plurianuais

A Direção-Geral da Educação (DGE) disponibiliza um relatório, intitulado Escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária), que apresenta a análise estatística da evolução de resultados nas Unidades Orgânicas que integram os Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP 3), realizado pela NOVA.ID, sob a coordenação do Professor Doutor Vítor Teodoro. A informação analisada teve por base os dados recolhidos nos relatórios anuais TEIP, no período 2012 a 2018.

Consulte o Relatório TEIP 2012-2018

Relatórios anuais

Os Relatórios TEIP pretendem dar a conhecer a execução do Programa TEIP na sua globalidade. Faz parte da avaliação do Programa TEIP a elaboração anual de um documento que apresente os resultados da sua implementação e orientações para o futuro. As principais fontes de informação mobilizadas na sua elaboração foram os relatórios de avaliação de final de ano apresentados pelas Unidades Orgânicas, o dispositivo de acompanhamento e avaliação posto no terreno pela equipa da DGE e a informação produzida pelos serviços do Ministério da Educação, através da MISI e GAVE.  

Consulte o Relatório TEIP 2019/2020
Consulte o Relatório TEIP 2018/2019
Consulte o Relatório TEIP 2017/2018
Consulte o Relatório TEIP 2016/2017
Consulte o Relatório TEIP 2015/2016 
Consulte o Relatório TEIP 2014/2015 
Consulte o Relatório TEIP 2013/2014
Consulte o Relatório TEIP 2012/2013

 

TEIP 2 

Relatórios 

Os  Relatórios TEIP 2009/10 e 2010/11 pretendem dar a conhecer a execução do Programa TEIP na sua globalidade. Faz parte da avaliação do Programa TEIP a elaboração anual de um documento que apresente os resultados da sua implementação e orientações para o futuro.

Consulte o Relatório TEIP 2009/10 

Consulte o relatório TEIP 2010/11              

As principais fontes de informação mobilizadas na sua elaboração foram os relatórios de avaliação de final de ano apresentados pelos Agrupamentos, o dispositivo de acompanhamento e avaliação posto no terreno pela equipa da DGIDC e a informação produzida pelos serviços do Ministério da Educação, através da MISI e GAVE.  

TEIP em Números

Documento sumário sobre o desenvolvimento do Programa TEIP, com dados reportados ao ano letivo 2009/10.

 

Estudos

O estudo, “Projeto Efeitos TEIP: Avaliação de impactos escolares e sociais em sete territórios educativos de intervenção prioritária”, foi encomendado pela DGIDC ao CIES do ISCTE,  como contributo para a avaliação externa do Programa TEIP2.

Este estudo concentra-se em aferir os resultados obtidos pelas principais estratégias e ações desenvolvidas no âmbito do Programa e compreender qual o envolvimento e grau de aceitação dos atores locais relativamente aos projetos educativos criados no quadro do TEIP. Os agrupamentos estudados foram selecionados de forma a garantir a máxima heterogeneidade, em termos de regiões do país, contexto social, dimensão organizacional e resultados escolares.

Nas conclusões do relatório são sistematizados os fatores críticos de sucesso, bem como um conjunto de recomendações estratégicas para a melhoria das políticas educativas em territórios socialmente desfavorecidos.  

Consulte o estudo aqui.

 

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Normas de funcionamento do Desporto Escolar para o ano letivo de 2021-2022

 

Despacho n.º 7356/2021

Ao abrigo do disposto nos artigos 5.º e 6.º do Decreto-Lei n.º 95/91, de 26 de fevereiro, na sua atual redação, determina-se o seguinte:

1 – Para o desenvolvimento das atividades do Desporto Escolar, no ano letivo de 2021-2022, é imputado à componente letiva um crédito horário global máximo de 22 600 tempos letivos.

2 – A oferta desportiva, no âmbito do Programa Estratégico do Desporto Escolar 2021-2022, desenvolve-se de acordo com os seguintes níveis de atividade:

a) Nível I – conjunto de atividades que visam a promoção da aptidão física e de atividades desportivas, organizadas em complemento das Aprendizagens Essenciais da disciplina de Educação Física e são dinamizadas na componente não letiva dos professores de educação física, no âmbito da autonomia dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas, englobando, entre outros, atividades de carácter não regular, tais como, torneios interturmas, projetos complementares ou atividades integradas nos projetos, «DE Sobre Rodas», «DE Comunidade» ou «DE Escola Ativa»;

b) Nível II – atividades que implicam a participação regular em treinos e, na sua maioria envolvem a participação em competições interescolares de modalidades desportivas, integrando os Projetos «Desporto Escolar Competição» (DE Competição), «DE Sobre Rodas», «DE Comunidade» e o «DE Escola Ativa»:

i) «DE Competição» – atividades que implicam a participação regular em treinos e competições, locais, regionais, nacionais ou internacionais dentro da oferta de modalidades desportivas do Desporto Escolar, tendo em vista a melhoria contínua do desempenho desportivo;

ii) «DE Sobre Rodas» – no seguimento do projeto piloto «DE Sobre Rodas», introduzido pelo Despacho n.º 7638-A/2019, de 28 agosto, procede-se à sua generalização através da possibilidade de integração em atividades de nível ii, regulares e estruturadas, que promovam a aprendizagem e a literacia do padrão motor «saber andar de bicicleta», assegurando a promoção do uso quotidiano e responsável da bicicleta, e do ciclismo enquanto modalidade desportiva, segundo as normas de segurança rodoviária e a adoção de estilos de vida ativos e saudáveis e enquadradas com a Estratégia Nacional para a Mobilidade Ativa Ciclável;

iii) «DE Comunidade» – atividade física estruturada e de carácter regular, dirigidas à comunidade educativa alargada, nomeadamente alunos, encarregados de educação e famílias e pessoal docente e não docente;

iv) «DE Escola Ativa» – atividade física estruturada e de carácter regular, exclusivamente para alunos dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, nas quais é retirada a ênfase da competição ou da escolha prévia de uma modalidade desportiva, sendo promovidas atividades diversificadas, com um vasto leque de experiências motoras, focadas no processo de desenvolvimento de capacidades motoras.

c) Nível III – atividades de aprofundamento da prática desportiva, treino e competição, em modalidades e grupos-equipa de elevado potencial desportivo e que, no âmbito do projeto «DE Competição» participam em competições escolares e federadas;

d) Centros de Formação Desportiva do Desporto Escolar (CFD) – polos de desenvolvimento desportivo de apoio aos níveis i e ii do Desporto Escolar, e que são dinamizados por agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas (AE/ENA), em parceria com federações, municípios e organizações locais que visam a iniciação e o aperfeiçoamento do desempenho desportivo, a formação e certificação de professores, a articulação e desenvolvimento curricular, desenvolvimento ambiental e sustentabilidade através da concentração de recursos humanos e materiais em locais para onde possam convergir alunos de vários agrupamentos, quer nos períodos letivos, quer em estágios de formação desportiva especializada, nas interrupções letivas.

3 – As atividades referidas na alínea a) do número anterior são organizadas e dinamizadas pelos professores de educação física e coordenadas pelo coordenador de Desporto Escolar, em colaboração com a restante comunidade educativa, podendo envolver outros AE/ENA.

4 – A distribuição do crédito horário pelos docentes dos AE/ENA para as atividades do Desporto Escolar é realizada nos seguintes termos:

a) Professor responsável por grupo-equipa de nível ii – até três tempos letivos;

b) Professor responsável por grupo-equipa de nível iii – até dois tempos letivos, acumuláveis com os tempos letivos atribuídos na alínea anterior;

c) Exercício de funções nos CFD – até 6 tempos letivos por docente, acumuláveis com os tempos letivos atribuídos na alínea a), até um limite máximo de 15 tempos letivos por CFD, a distribuir pelos docentes que pertencem a cada CFD.

5 – O funcionamento dos grupos-equipa e das atividades do Desporto Escolar obedece ao Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2021-2022, complementado por outros regulamentos publicados na página da Direção-Geral da Educação (DGE), para o ano letivo 2021-2022, bem como às seguintes regras:

a) Na organização dos horários do AE/ENA considera-se que «tempo letivo», no âmbito do Programa do Desporto Escolar, corresponde ao definido no Despacho Normativo n.º 10-B/2018, de 6 de julho;

b) Os tempos letivos atribuídos ao responsável pelo grupo-equipa destinam-se, na sua totalidade, para treino efetivo e são obrigatoriamente marcados no horário do professor, sendo a assiduidade de professores e alunos objeto de registo e controlo pelo diretor do AE/ENA;

c) Nas modalidades coletivas, os grupos-equipa são constituídos por um número mínimo de 18 alunos, por escalão e género, com exceção de modalidades onde existam quadros competitivos mistos, cujos grupos-equipa deverão ter um mínimo de 18 participantes sem distinção de género;

d) Nas modalidades individuais, os grupos-equipa são constituídos por um número mínimo de 18 alunos, distribuídos pelos vários escalões/géneros, sendo obrigatório um número mínimo de 9 alunos do mesmo escalão/género, salvaguardando as seguintes exceções:

i) Nos desportos gímnicos e nas atividades rítmicas e expressivas, os grupos-equipa são constituídos por um número mínimo de 18 alunos, sem distinção de escalão/género;

ii) Nas modalidades de Desportos Náuticos, Boccia, Desporto Adaptado e Goalball, os grupos-equipa são constituídos por um número mínimo de oito alunos, sem distinção de escalão/género;

e) O número mínimo de participantes por grupo-equipa nas atividades competitivas terá de obedecer, obrigatoriamente, ao previsto no Regulamento de Competições e Provas 2021-2022 e no Regulamento Específico de cada modalidade 2021-2022;

f) No final de cada período ou semestre, o diretor de turma, a partir da informação fornecida pelos responsáveis dos grupos-equipa, apresenta, na reunião com os encarregados de educação, um balanço do trabalho realizado pelos alunos, contendo os resultados dos quadros competitivos, caso exista, a avaliação qualitativa e a assiduidade;

g) O incumprimento injustificado do previsto nas alíneas c) a f) implica a eliminação do crédito horário correspondente aos tempos letivos atribuídos ao grupo-equipa, no ano letivo seguinte, a determinar pela direção do AE/ENA, com comunicação à DGE e à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE).

6 – Atendendo à declaração de pandemia da doença COVID-19, e às suas implicações nas atividades do Desporto Escolar, são distribuídos aos AE/ENA, no ano letivo de 2021-2022, os mesmos tempos letivos aprovados, no ano letivo 2019-2020, no âmbito dos projetos «Programa do Desporto escolar +»; «Desporto Escolar Territórios», Grupos-Equipa de Nível III e CFD, de acordo com os respetivos regulamentos, sem prejuízo do disposto nos n.os 7 e 8.

7 – Quando o mesmo AE/ENA tenha, simultaneamente, tempos letivos atribuídos nos projetos «Desporto Escolar +», «Desporto Escolar Territórios» ou Grupos-Equipa de Nível III, deve optar apenas por um dos projetos de valorização, sendo os tempos letivos sobrantes acumulados para atribuição a outros AE/ENA, mediante abertura de novas candidaturas.

8 – Não há lugar à distribuição prevista no n.º 6 para o projeto Grupos-Equipa de Nível III quando estes não estejam inscritos numa federação desportiva.

9 – Valorizando outros papéis no desporto, para além do de praticante, é dada continuidade ao Plano Nacional de Formação de Juízes-Árbitros Escolares, em parceria com Federações Desportivas de modalidades, e/ou outras associações, através do qual se pretende criar uma bolsa de juízes-árbitros no Desporto Escolar, fomentar a ética no desporto, e criar uma base de formação de juízes e árbitros articulada com o sistema federado.

10 – Compete aos coordenadores regionais do Desporto Escolar, em articulação com os coordenadores locais do Desporto Escolar propor:

a) A atribuição de tempos letivos para a formação de grupos-equipa;

b) A realização das atividades alinhadas com o Projeto do Clube do Desporto Escolar, com o contexto desportivo local e regional, de âmbito plurianual, garantindo a continuidade das modalidades ao longo do percurso escolar dos alunos;

c) A monitorização e avaliação das atividades realizadas pelos clubes do Desporto Escolar.

11 – A DGE coordena os procedimentos previstos no presente despacho, em articulação com a DGEstE, designadamente no que respeita à gestão e distribuição dos créditos horários referidos no n.º 1, bem como a implementação, monitorização e avaliação das condições de execução do Programa Estratégico do Desporto Escolar 2021-2025.

12 – Compete à DGEstE, através das suas estruturas Regionais, a operacionalização do desenvolvimento do Programa Estratégico do Desporto Escolar 2021-2025 em articulação com a DGE.

13 – Para efeitos do desenvolvimento do Programa Estratégico do Desporto Escolar 2021-2025, deve a DGE estabelecer relações de contacto regular e de cooperação com as federações desportivas e com autarquias ou outras entidades que se possam estabelecer como parceiros na sua implementação.

14 – Compete ainda à DGE apresentar, ao membro do Governo responsável pela área da educação, um relatório anual de avaliação do Programa Estratégico do Desporto Escolar 2021-2025, até 90 dias após o final do ano letivo, que inclua os indicadores de execução previstos no referido Programa.

 

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Inconstitucional

 

Publicada a declara a inconstitucionalidade, com força obrigatória geral, das normas constantes dos n.os 1 e 3 do artigo 12.º da Lei n.º 38/2018, de 7 de agosto (Direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género e à proteção das características sexuais de cada pessoa). 

Este Acórdão do Tribunal Constitucional anula o Despacho 7247/2019, de 16 de agosto, com as medidas administrativas que as escolas deveriam adotar, assinado pela Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade e pelo Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa, está automaticamente revogado.

 

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O tamanho do falo – João Costa

A juventude, sempre a juventude, em pleno período estival, entretêm-se há 20 anos a pichar as paredes de Vila Nova de Milfontes com imagens de índole sexual.

É caso para dizer: e só agora é notícia? Mas continuemos. Entenda-se por imagens de índole sexual falos do comprimento de paredes inteiras, os mesmos falos desenhados no quadro à chegada à sala de aula em inúmeras manhãs, tantas como as turmas e os anos de ensino às costas. E os alunos a rir.

Porque a juventude, sempre a juventude, precisa de atenção. Independentemente da sua origem social ou económica. Porque, e por incrível que pareça, a juventude precisa de se sentir parte de algo, idealmente uma família, a segurança de um lar onde o afecto anda de mãos dadas com a educação, longe de preconceitos e juízos de valor, longe da rua e das centenas de jovens responsáveis por anos de danos e distúrbios em todas as Vilas Novas de Milfontes deste mundo.

Convenhamos, a existirem responsáveis pelas pichagens ordinárias, esses responsáveis são os pais e são as mães, são as famílias e tudo o que dentro das famílias se passa para levar a que, num sopro de liberdade, centenas de jovens descarreguem nos outros, nos inocentes, a fúria, os sentimentos, as frustrações e abusos, a violência de anos, a rejeição, a ausência, a solidão, a falta de apoio, de carinho, um abraço que seja, uma palavra amiga, a distância do pai, o silêncio da mãe, o desamparo. A criança, quando nasce, nasce predisposta ao amor. Tudo o resto advém da aprendizagem. E o jovem aceite incondicionalmente nunca terá a necessidade, a vontade, o desejo, o sonho ou o desejo sequer de destruir, partir, pichar, insultar, agredir. Não está, não pode estar nem alguma vez estará na sua natureza.

Coloquemos então a questão: onde estão os pais destes jovens? O que lhes aconteceu? O que aconteceu aos pais destes jovens? E estarão os mesmos capacitados para educar, explicar o porquê do respeito mútuo mais a necessidade premente de viver em sociedade e a razão de viver em sociedade se queremos sobreviver e progredir como espécie? A pergunta começa a ser repetitiva, e por repetitiva também preocupante: que sociedade queremos para o futuro? E que investimento, ou falta dele, tem ocorrido na educação deste país ao longo dos últimos 47 anos para chegarmos a este ponto onde a liberdade não é senão a liberdade de agredir gratuitamente? A resposta? A resposta começa pelo ignorar do comportamento. Com humor: “Pichaste a parede? Muito bem. E parabéns, o falo está excelentemente bem representado, com testículos e tudo! Mas, e agora a sério, o que é que se passa? Desculpa (porque é preciso pedir desculpa) se não estive aqui para ti, se porventura não estive presente. Mas agora estou e igualmente peço desculpa por ter sido preciso chegar a este ponto e se alguém deve ter vergonha pelo que aconteceu esse alguém sou eu. E eu, neste momento, preciso da tua ajuda.” A resposta passa por parar, parar tudo antes que seja tarde demais, para ouvir o jovem cujo comportamento não é senão um pedido de ajuda. E começar de novo. Não é complicado. É uma questão de hombridade. De honestidade e admissão do erro. Do nosso erro quando todo o comportamento é uma mensagem, mensagem essa tão ruidosa como a dor que vai no peito de quem ainda é demasiado novo para deitar cá para fora todas as palavras. E por não ser complicado, mãos à obra. Caso contrário, meus caros, o tamanho do falo será apenas o princípio e eu não quero cá estar para ver o fim.

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30 dias para iniciar a revisão do regime de recrutamento

Finalmente publicado…

Revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente dos ensinos básico e secundário

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Escolas TEIP são um fracasso? Há quem diga que sim…

 

 

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Chumbada a vinculação de docentes com mais de cinco anos de serviço

 

A Assembleia da República chumbou um projeto de lei do BE para a criação de um programa extraordinário de vinculação de docentes com cinco ou mais anos de serviço.

A iniciativa dos bloquistas foi chumbada com os votos contra do PS, PSD, CDS-PP e Iniciativa Liberal, contando apenas com o apoio do BE, PCP, PAN, PEV e das duas deputadas não-inscritas, Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues, e a abstenção do Chega.

 

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Progressão na Carreira – Listas Provisórias de 2021 de Graduação Nacional dos Docentes Candidatos às Vagas para Acesso aos 5.º e 7.º escalões

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O “Holocausto” da avaliação docente

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Sempre me intrigou a 2ª guerra mundial. Sempre me questionei como pode um homenzito sem posses, sem estudos, sem apoios, arrastar multidões nos seus devaneios e loucuras. Por isso devoro, sempre que posso livros que relatem estes devaneios e loucuras. Quanto mais leio, mais me apercebo, que todos aqueles milhares de pessoas que foram arrastados para um verdadeiro inferno, o foram por várias razões: um ódio vergonhoso e horripilante, uma loucura desmedida, mas também o foram por medo, por acomodação e por desvalorização.
Quantos não tiveram Medo:
• De opinarem de modo diferente?
• De pensarem e de julgarem?
• De agirem?
Quantos não se Acomodaram:
• A um conforto oco, de ainda não me chatearam a mim?
• A um: “talvez enquanto estão entretidos com aqueles não me incomodem “?
Quantos não Desvalorizaram:
• Os murmúrios que se escutavam entre paredes?
• Os anonimatos que eram recebidos nos jornais e enviados por cartas?
• Os boatos que se ouviam?
Será que todo aquele horror tem um só um culpado? Ou será que todos aqueles que fingiram não ver não serão também culpados?

Em pequena escutei muitas vezes o ditado popular “Tão ladrão é o que vai à vinha, como o que fica ao portão.”
Quantos de nós não ficamos muitas vezes ao portão?
O motivo só cada um de nós o saberá. Mas seja qual for o motivo isso não faz de nós inocentes.

A avaliação dos professores é sem sombra de dúvida uma segregação de uns em benefício de outros. Muitos colegas brincando aos “Hitleres” vão decidindo quem poderá prosseguir ou quem ficará retido e ver assim serem roubados anos e anos à sua vida. Vão-se colocando “estrelas amarelas” nos processos dos colegas e depois é vê-los arrastarem-se pelos corredores das escolas como se corredores da morte se tratassem. Colegas que antes eram dinâmicos, alegres, espontâneos, que davam vida e cor às escolas, agora não são mais do que meros fantasmas que arrastam os seus esgotados corpos.
Será a culpa só dos “Hitleres” ?
Ou quantos de nós por medo de que nos tirem algum do nosso conforto, ou por medo de que para a próxima podemos ser nós, vamos vendo e calando?
Ou quantos de nós nos estamos acomodando a um eu estou bem, também não é bem assim como dizem?
Ou quantos de nós estamos a desvalorizar os murmúrios, os anonimatos que começam a surgir com alguma frequência, os boatos que por aí correm?
Colegas, sim porque somos todos colegas, somos todos iguais, estamos todos neste barco; vamos, mas é acordar antes que seja tarde demais. Vamos todos lutar, juntos. Vamos deixar de brincar ao “Eu sou mais importante do que tu” e vamos nos unir, todos temos direito a desejar alcançar o topo da carreira e por isso quando alguém nos faz frente é um direito lutar. Reclamar da nossa avaliação não é um gesto de repúdio para com os avaliadores é um direito. A reclamação não deve ser vista como uma atitude de revolta ou de desconsideração, deve ser vista como a atitude normal, tão normal que todos, mas mesmo todos devem reclamar. Se nos vamos calando por medo, por acomodação, por desvalorização corremos o risco de tornar as nossas escolas em vazios. Vazios de opiniões, vazios de gargalhadas, vazios de ideias, vazios de democracia, vazios de conhecimento. E se as escolas viram vazios, no que se irão tornar as nossas crianças e os nossos jovens?
Vamos resistir, a nossa grande arma é a nossa resiliência. Não, não e não, eu não vou baixar os braços, eu não vou deixar de lutar, eu não vou deixar de exigir que todos, mas mesmo todos tenhamos o direito de querer chegar o mais alto possível. Por isso, assim volta que não volta lá irá aparecer um texto aqui ou ali, só para moer, só para não deixar esquecer, só para lembrar que já existem milhares de colegas presos nas famosas listas há longos anos, só para não deixar de sonhar que no fundo no fundo todos sabemos que somos todos iguais.
Já dizia o poeta: “Eles não sabem nem sonham, que o sonho comanda a vida!”

Filomena Sousa

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Novos Agrupamentos de Escolas TEIP

 

Conforme previsto no Plano 21|23 Escola+, o programa TEIP passa a incluir escolas com uma percentagem elevada de alunos migrantes ou que não têm o português como língua materna. Através desta iniciativa, as escolas com mais de 20% de alunos migrantes disporão de mais recursos de docentes e técnicos e do apoio de especialistas para o desenvolvimento do seu plano de atividades.
Reconhece-se, assim, a necessidade de apoiar os alunos migrantes para que acedam ao currículo, sobretudo neste momento em que, durante os períodos de confinamento, se viram privados da imersão linguística.
Os novos agrupamentos TEIP são:
Agrupamento de Escolas de Vila do Bispo
Agrupamento de Escolas de São Teotónio, Odemira Agrupamento de Escolas D. Dinis, Loulé
Agrupamento de Escolas de Alvide, Cascais
Agrupamento de Escolas de Albufeira
Agrupamento de Escolas General Humberto Delgado, Loures Agrupamento de Escolas Gil Vicente, Lisboa
Agrupamento de Escolas Adelaide Cabette, Odivelas Agrupamento de Escolas de Sabóia, Odemira
Agrupamento de Escolas de Aljezur
João Costa

 

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Vinculação dos docentes com 5 ou mais anos de serviço, vai hoje a votos

 

Projeto de Lei n.º 682/XIV/2.ª (BE) – Programa extraordinário de vinculação dos docentes
com 5 ou mais anos de serviço

 

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URGENTE Professor(a) de Turismo

 

URGENTE

Professor(a) de Turismo

1º, 2º, 3º ano Ensino Profissional – Ensino Secundário

Escola Profissional Magestil

Avenida Almirante Gago Coutinho, nº 95, 1700-028 Lisboa

Envio de cv para  [email protected] ou [email protected]

 

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URGENTE Professor(a) de Inglês – horário completo

 

URGENTE

Professor(a) de Inglês – horário completo

1º, 2º, 3º ano Ensino Profissional – Ensino Secundário

Escola Profissional Magestil

Avenida Almirante Gago Coutinho, nº 95, 1700-028 Lisboa

Envio de cv para  [email protected] ou [email protected]

 

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Só um terço dos alunos recebeu os computadores “prometidos”

 

Mais de 60% dos alunos só vão receber os computadores prometidos pelo Governo, para o ensino à distância, no próximo ano letivo. A conclusão é do Tribunal de Contas num relatório sobre a digitalização das escolas depois do início da pandemia.

O relatório diz que a compra dos meios digitais “foi lançada com atraso”, “já só no final do ano letivo 2019/2020, e condicionada à aprovação de fundos comunitários”, num investimento de 386 milhões de euros.

“Os 1,2 milhões de meios digitais previstos [para igual número de estudantes] só começaram a chegar aos alunos no ano letivo 2020/21 e mais de 60% só chegará no ano letivo 2021/22”, referem os juízes do Tribunal de Contas.

A promessa inicial, feita pelo primeiro-ministro, António Costa, era que todos os alunos teriam acesso a um computador no início do ano letivo que agora acabou, mas entretanto essa garantia já foi adiada para o início do próximo.

O Tribunal de Contas (TdC) recomendou ainda ao Ministério da Educação a realização de um plano que garanta a substituição dos equipamentos informáticos obsoletos e um sistema que controle que cada aluno recebe apenas um “kit”.

Estas são duas das recomendações dos auditores do TdC. O documento conclui ainda que foi dada “uma resposta rápida e adaptada à pandemia, mas limitada pela insuficiência de competências e meios digitais”.

 

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Já há datas para pedir “vouchers” dos Manuais Escolares

 

Encarregados de Educação têm de solicitar os vouchers. Se forem atribuídos livros novos, podem ser adquiridos nas livrarias. Se forem atribuídos livros reutilizados será indicado quando e onde devem ser levantados.

Os vouchers para receber manuais escolares gratuitos vão ser emitidos em agosto. De acordo com as datas agora reveladas na plataforma MEGA, os alunos que não mudam de ciclo podem resgatar os vouchers a partir de dia 16 de agosto, enquanto os alunos que iniciam novos ciclos podem fazê-lo a partir de 23 de agosto.

A partir do dia 16 de agosto para os alunos dos seguintes anos de escolaridade:
1º Ciclo: 2º, 3º e 4º anos;
2º Ciclo: 6º ano;
3º Ciclo: 8º e 9º anos;
Secundário: 11º e 12º anos.

A partir do dia 23 de agosto, para os alunos dos anos de escolaridade de início de ciclo:
1º Ciclo: 1º ano;
2º Ciclo: 5º ano;
3º Ciclo: 7º ano;
Secundário: 10º ano.

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Validação da Mobilidade interna

 

 

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Tribunal de Contas quer saber mais sobre faltas dos alunos

Auditoria do Tribunal de Contas ao ensino à distância realça atrasos na entrega dos novos computadores. Ministério contesta.



Tribunal de Contas quer saber mais sobre faltas dos alunos

O Tribunal de Contas conclui que existiu uma resposta rápida e adaptada à pandemia, mas limitada pela insuficiência de competências e meios digitais, a requer investimentos, no seu relatório de auditoria, hoje divulgado, sobre o Ensino a Distância (E@D) e a digitalização nas escolas durante a pandemia.

O recurso ao Ensino a Distância em substituição das atividades educativas e letivas presenciais foi a medida mais impactante no âmbito da Educação para mitigar os efeitos da pandemia por COVID-19 que afetou os anos letivos 2019/20 e 2020/21.

Esta é uma das conclusões do relatório de auditoria, que foi realizado com o objetivo de examinar se o Ministério da Educação assegurou que todos os alunos dos ensinos básico e secundário (1,2 milhões) tivessem acesso ao E@D, se procedeu ao respetivo acompanhamento e controlo e se corrigiu as deficiências e insuficiências, entretanto, detetadas.

Em síntese, o Tribunal concluiu que o E@D foi implementado em todas as escolas e anos de escolaridade e exigiu um significativo esforço de todos os envolvidos, em especial dos alunos e professores com a rápida adaptação e inovação em meios e métodos.

Sublinhou, também, que esta implementação foi conseguida sem experiência ou tempo de preparação.

Todavia, não estavam reunidas todas as condições para a eficácia do E@D, havendo alunos e professores com carências em competências digitais, sem computadores (4 em 5 alunos) e dificuldades no acesso à Internet e as escolas tinham meios digitais obsoletos.

A falta de meios digitais, o obstáculo mais significativo ao E@D, beneficiou da solidariedade da sociedade em geral e da crescente adaptação e sofisticação dos procedimentos de suporte adotados. Embora essa falta tenha sido mitigada por apoios (doação/empréstimo) de autarquias locais, associações e entidades privadas, não foi solucionada, subsistindo um número não quantificado de alunos sem os meios apropriados. Foram, ainda, identificadas insuficiências na recolha de informação sobre o impacto da pandemia no regime de ensino presencial, misto ou em E@D em cada escola (e.g. número de alunos sem um ou mais professores e sem meios digitais; número de professores em E@D; horas letivas previstas, mas não lecionadas).

O E@D, como expectável, foi menos favorável aos alunos de contextos familiares mais frágeis e de grupos mais marginalizados, menos capacitados para o trabalho autónomo, com necessidades especiais e em situação de risco, expondo as fragilidades já existentes no sistema e afetando as aprendizagens dos alunos. Mas o impacto transversalmente mais negativo do E@D foi a perda de aprendizagens, cuja recuperação constitui, atualmente, a preocupação central entretanto refletida no “Plano de Recuperação das Aprendizagens 21/23 Escola +”.

O Tribunal concluiu, ainda, que as despesas orçamentais da Educação com a pandemia respeitaram, essencialmente, a equipamentos de proteção individual (2019/20: 3,5 M€; 2020/21: 11,5M€ até 20/01/2021) e que a autorização para a aquisição de 386 M€ em meios digitais para as escolas foi tardia, já só no final do ano letivo 2019/20, e condicionada à aprovação de fundos comunitários. Esses meios só começaram a chegar aos alunos no ano letivo 2020/21 e a mais de 60% só chegará no ano letivo seguinte. Para o futuro, o Plano de Recuperação e Resiliência para Portugal (2021-2026) prevê investimentos de 559 M€ na componente Escola Digital.

Finalmente, o Tribunal observou que, para evitar o desinvestimento a médio prazo, não existia um plano estratégico para a substituição dos meios digitais (vida útil limitada) adquiridos para as escolas e que não foram implementados procedimentos centralizados de controlo preventivo da duplicação de apoios em meios digitais, o que retira eficácia à sua distribuição prioritária aos alunos mais carenciados e aumenta o risco de desperdício de dinheiros públicos.

Identificadas estas situações, o Tribunal de Contas formula recomendações dirigidas ao Ministro Educação para: a) concretizar o programa de investimentos para a digitalização das escolas; b) elaborar um plano estratégico de substituição dos meios digitais; c) aperfeiçoar o sistema de gestão escolar prevenindo o reporte tempestivo de informação em situações de emergência; d) aperfeiçoar o sistema de gestão e controlo de meios digitais prevenindo a duplicação de apoios.

 

Veja aqui Relatório de Auditoria

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Nota Informativa- Distribuição gratuita e reutilização de manuais escolares

 

NOTA INFORMATIVA Nº 9 / IGeFE / 2021
Distribuição gratuita e reutilização de manuais escolares

  • Os manuais escolares distribuídos gratuitamente têm de ser devolvidos exceto os do 1.º ciclo.
  • Os manuais têm de ser entregues para que sejam emitidos novos vales para o ano seguinte;
  • Caso os Encarregados de Educação não devolvam os manuais escolares ou não os entreguem em condições de reutilização, têm de pagar o preço de capa. Enquanto este pagamento não for feito, ficam inibidos de receber vales. Estas sanções não se aplicam quando o manual já tenha atingido o tempo de vida útil da reutilização ou para alunos beneficiários de ação social escolar, casos em que se aplica exclusivamente o Estatuto do Aluno e Ética Escolar.

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Vamos ajudar os Enfermeiros a rever a sua carreira

Uma carreira que ainda está mais mal tratada que a dos docentes é a dos enfermeiros. Vamos ser solidários e assinar esta petição “Petição | Pela revisão da Carreira dos Enfermeiros (parlamento.pt)” porque todos necessitamos do bem de todos.

 

Petição – Pela revisão da Carreira dos Enfermeiros

 

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