Rui Cardoso

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Educação- O principal pilar na construção do futuro

 

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Nos Açores as reformas antecipadas são recusadas aos professores

 

Governo recusa reformas antecipadas para professores porque continuaria a pagar o ordenado e a ter de contratar novos docentes para ocupar as vagas

 

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AFCD – “A Europa na escola – Formação para professores”

 

A DGE informa que vai realizar-se uma AFCD de 6 horas, intitulada A Europa na escola – Formação para professores, promovida pela Representação da Comissão Europeia em Portugal, em parceria com a Direção-Geral da Educação, tendo por objetivo promover o conhecimento sobre a União Europeia e capacitar os professores dos diferentes níveis de escolaridade (1.º CEB, 2.º CEB, 3.º CEB, ensino secundário e ensino profissional), para o desenvolvimento de atividades de Educação sobre a União Europeia, envolvendo os alunos nos diversos domínios de Cidadania e Desenvolvimento.

Para mais informações, aceda a https://www.aeuropanaescola.eu/formacao/

As inscrições decorrerão entre 01 e 21 de fevereiro de 2022.

Local: A distância

Critérios de seleção: Ordem de inscrição, desde que sejam docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário em exercício efetivo de funções em agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas da rede pública; das escolas públicas portuguesas no estrangeiro e nas escolas europeias; do ensino particular e cooperativo em exercício de funções em escolas associadas de um CFAE.

Para se inscrever, clique aqui.

 

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Atentado à escola

 

O presente ano escolar tornou-se impraticável. As crianças começaram a ir para casa constantemente cumprir isolamento por causa da professora, do auxiliar ou do colega que tinha testado positivo…

Atentado à escola

Os últimos três anos letivos têm sido um verdadeiro atentado à escola, tal como a conhecíamos. Apesar do incessante esforço das instituições e do corpo docente – que se tem adaptado, acumulado tarefas e superado –, a escola como a conhecíamos, que se levava a sério, certa e exigente, tem vindo a desmoronar-se.

Se há um ano, já com a experiência de 2020 de ensino à distância, foi tão polémico o período em que as escolas voltaram a encerrar – porque veio mais uma vez evidenciar as diferenças entre as instituições, as famílias e lembrar que os meios prometidos não tinham sido disponibilizados – este ano, pelo terceiro ano letivo consecutivo, as diferenças e injustiças já não suscitam qualquer preocupação ou indignação.

O presente ano escolar, a partir de uma certa altura, tornou-se impraticável. As crianças começaram a ir para casa constantemente cumprir isolamento por causa da professora, do auxiliar ou do colega que tinha testado positivo. Algumas instalações já tinham câmaras de filmar de modo a permitir que quem fosse para casa pudesse acompanhar as aulas. Mas outras não. Depois de três semanas de férias e outras tantas de isolamentos, os casos positivos proliferaram e houve escolas com turmas quase vazias. Houve famílias que ficaram mais de um mês em isolamento e muitas crianças e jovens ficaram simplesmente sem aulas, enquanto, na sala, os professores iam tentando lidar com a entrada e saída constante de alunos.

Estranhamente não tinha sido preparado qualquer plano que protegesse os alunos que estavam em casa. Algumas escolas tinham meios físicos e humanos para dar apoio à distância. Outras não. Num dia o aluno está na escola, no outro vai para casa, falta às aulas, aos testes, e depois regressa, como se nada se tivesse passado.

A indiferença e leviandade com que as crianças foram enviadas para casa sem se ter assegurado o acesso geral às aulas ou algum tipo de acompanhamento não só vem acentuar mais uma vez as diferenças entre as escolas, famílias e alunos, como contribuir para descredibilizar o papel da escola. A mensagem que se passa é que faltar não é grave e que em casa se aprende o mesmo. Houve crianças que falharam várias semanas de aulas sem sequer terem estado infetadas. Muitas ficaram em casa vários dias entre conseguirem marcar teste e receberem o seu resultado. Outras por precaução. E imensas em isolamento devido a um caso positivo no agregado.

Se o ensino já suscitava algumas dúvidas, quer pelos meios pouco eficazes quer pelos programas extensos e pouco adequados, o que dizer agora após três anos de escola intermitente e imprevisível, aulas dadas tanto por professores, pais ou em regime autodidata, dúvidas que ficam por tirar, matérias que ficam por aprender e bases que nunca vão existir? Como seguir em frente como se nada fosse? Como ignorar as lacunas e injustiças que se têm imposto? A escola afinal não é importante? Já não é para ser levada a sério? É necessário parar e refletir sobre estes anos e encontrar uma solução que devolva à escola o seu estatuto e pare de prejudicar os alunos.

 

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CE quer professores contratados “aumentados”

Pergunto para que servirá entrar na carreira… ou terá “ela” de ser reformulada?

 

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Professores vão ter formação para lidar com emoções

 

Projeto-piloto arranca este ano com 200 voluntários. Objetivo é que posteriormente a formação seja ministrada nos centros.

Um projeto-piloto pioneiro de formação socioemocional para professores vai arrancar ainda este ano letivo. A garantia foi dada ao JN por Pedro Cunha, diretor do programa Gulbenkian Conhecimento, que organizou o curso com o apoio do Ministério da Educação e espera, no próximo ano, ter os centros de formação para professores aptos a alargarem as competências a todos os profissionais da educação.

Os dois módulos que compõem o curso estão prontos e só aguardam que seja ultimado o processo de certificação por parte da Universidade do Minho. Logo que esta etapa esteja concluída, arrancará o projeto-piloto que terá a duração de três meses e envolverá 200 voluntários, repartidos por 10 turmas de norte a sul do país.

Professores vão ter formação para lidar com emoções

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Logo, a escola privada é boa e a escola pública não presta ou, pelo menos, está em decadência

 

Mais uma vez assistimos a um jornalismo sensacionalista no que a assuntos da Educação diz respeito. Já estamos habituados, mas longe vai o tempo em que, de imediato, o poder da Educação punha cobro a intenções destrutivas.

Da manipulação noticiosa – verdades, não verdades e subentendidos

O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, a 3 de fevereiro, o relatório “Estado da Educação 2020”, que, além de dados estatísticos sobre a situação educativa portuguesa (e.g. demografia, número de alunos, literacia, recursos humanos, investimentos, etc.), inclui um capítulo sobre a gestão da pandemia, dois com depoimentos de especialistas em educação e um glossário.

A publicação fez notícia nos meios de comunicação, que destacaram aspetos diferentes do relatório (denotando a quantidade e diversidade de informação deste), em títulos como: “Escolas perderam 322 mil alunos numa década, revela Conselho Nacional da Educação” (Lusa e RTP), “Escolas perderam 322 mil alunos numa década” (Público), “Portugal em risco de ter poucos professores habilitados ‘num futuro próximo'” (DN), “Educação: pela primeira vez, mais de metade dos homens completou o ensino secundário em Portugal” (Expresso), “Menos procura de formação de adultos, divulga um relatório do CNE” (Observador).

A notícia publicada na página da Rádio Renascença (RR): reporta a preocupação do CNE pelo facto de se prever que a escola pública perca “quase 20 mil professores nos próximos sete anos”, devido ao decréscimo demográfico e ao envelhecimento da população, pois estes atingem os alunos (menos 300 mil na última década) e os professores; destaca a falta de atratividade da profissão docente, com palavras da Presidente do CNE, que é citada no título; dá conta de algumas propostas do CNE para obviar ao problema; refere uma entrevista com o secretário geral da Federação Nacional de Educação.

O título da peça noticiosa é “Escola pública perdeu mais de 300 mil alunos. “As pessoas não querem ir para professores””.

Este título constitui uma descarada manipulação da informação que, putativamente, pretende veicular.

O relatório do CNE não estabelece distinção entre a escola pública e a privada nem no que respeita à perda de alunos nem à falta de atratividade da profissão docente. O relatório destaca o setor privado relativamente ao ensino pré-escolar (para dar conta de que a maioria das crianças do pré-escolar frequentam escolas privadas), estabelece comparações entre os dois setores quanto ao ensino universitário e vai estabelecendo comparações pontuais (e.g. computadores disponíveis, acesso à internet, investimentos). Nenhuma relação é, pois, estabelecida entre perda de alunos e falta de atratividades da profissão, por um lado, e setor público ou privado, por outro; e, no entanto, a notícia da RR estabelece descarada e falaciosamente a relação entre estes aspetos negativos e a escola pública, o que leva o leitor (que geralmente mais não lê do que o título das notícias) a subentender que:

– na escola privada estes fatores negativos não se verificam (não há quebra do número de alunos e os professores estão satisfeitos),

– logo, a escola privada é boa e a escola pública não presta ou, pelo menos, está em decadência.

Os propósitos visados são óbvios: convencer o leitor de que a privatização do ensino (e.g. incremento dos apoios ao setor privado, com ou sem prejuízo do ensino público, atribuição de cheques-ensino para subsidiar as famílias que escolhem escolas privadas) é o caminho a seguir, como rezam as cartilhas de alguns partidos políticos.

É legítimo defender estas ideias, com clareza, transparência; vivemos em democracia. Inaceitável e pouco honesto é venderem-nos doutrina disfarçada de informação, qualquer que seja o vendedor.

Temos mesmo que ler melhor e mais criticamente.

 

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2ª Feira – Os velhos e novos professores, os biscateiros, o (des))mérito e as vistas curtas

 

2ª Feira

Os velhos deviam reformar-se e dar lugar aos novos. Os velhos não podem reformar-se porque não há novos. Os velhos deveriam ter redução para permitir a entrada no quadro de sangue novo. Os velhos não deveriam ter reduções porque há alunos sem aulas. Há demasiados candidatos a professores, é necessário fechar ou reduzir os cursos de formação inicial. Há falta de professores, é necessário abrir ou aumentar os cursos de formação de professores. Os professores têm demasiados privilégios e ganham muito bem, é necessário dificultar-lhes a carreira e reduzir os salários. Os professores enfrentam demasiadas dificuldades e ganham pouco, é necessário facilitar-lhes o acesso a uma carreira com melhores condições.

O problema de quem não pensa além do prazo curto e da conveniência particular é que diz uma coisa e o seu contrário com muito pouco tempo de intervalo e escasso decoro. As circunstâncias não mudaram. Era tudo previsível. Não se desculpem com troikas. E, antes disso, não se justifiquem, alegando teorias da treta sobre “mérito” e coisas assim. Como se pode ver, o que conseguiram ao limitar o horizonte de carreira foi afastar candidatos à docência e ter de recorrer de novo a quem acaba por andar a fazer “biscates” à moda dos tempos em que alguns jornalistas deram um par de anos de aulas. Afinal, quase tudo se baseou apenas em preconceitos e numa enorme desresponsabilização sucessiva de decisores de vistas curtas e escassa “integridade”.

 

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A organização do ano letivo em dois semestres tem cada vez mais “adeptos”.

 

​​​​​ São já cerca de 330 mil alunos (quase um terço do total) que estudam de acordo com este modelo que reestrutura o funcionamento das escolas, da avaliação ao serviço docente, mas não só. O impacto vai além dos portões dos estabelecimentos: os pais, por exemplo, têm de se adaptar a novos períodos de pausas letivas, tal como centros de atividades de tempos livres (ATL) ou atividades de enriquecimento curricular (AEC). É uma revolução em curso sem imposição legal.

 

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Absentismo escolar vai manter-se elevado nas próximas semanas

 

O absentismo escolar e laboral vai manter-se elevado nas próximas semanas. Segundo o relatório das linhas vermelhas, a atividade epidémica é ainda acentuada e a linhagem BA.1 da variante Ómicron é dominante em Portugal.

A situação pandémica no país e o consequente isolamento são responsáveis por muitas faltas nas escolas e no trabalho. Nas próximas semanas, deve manter-se o absentismo porque, apesar de uma tendência decrescente em todas as regiões do país, o vírus mantém uma elevada atividade, com pressão nos serviços de saúde e na mortalidade.

Segundo o relatório das linhas vermelhas relativo aos últimos 14 dias, registaram-se 63 mortos por milhão de habitantes e, nos cuidados intensivos, a ocupação foi de 66%.

A linhagem BA.1 da variante Ómicron é ainda dominante, mas tem vindo a dar espaço à mais recente linhagem, a BA.2, que tem aumentado progressivamente a circulação.

Absentismo escolar e laboral vai manter-se elevado nas próximas semanas

 

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Como o ensino híbrido invadiu as nossas escolas

  No final da leitura, todos concordaram que o herói de Ali Babá e Os 40 Ladrões é a escrava Morjana. Na aula de Português do 6º ano, a professora Andreia Oliveira mantém a preocupação de a matéria poder ser dada tanto na sala de aula, como online. Enquanto os 16 alunos vão ocupando os seus lugares, em casa, dois colegas usufruem do ensino à distância. É preciso ligar os computadores e mostrarem-se pela câmara – podem levar falta se não respondem até à terceira chamada. Na sala 2.06 da Escola Secundária Gil Vicente, em Lisboa, liga-se o projetor para aceder às páginas de leitura do conto arabesco.

COMO AS ESCOLAS ESTÃO A DAR A VOLTA À ÓMICRON

E não são apenas os alunos que assistem a aulas a partir de casa, os professores, também, estão a lecionar de casa para a sala de aula quando se encontram em isolamento profilático. A solução do ensino híbrido invadiu as escolas portuguesas, resta saber se veio para ficar…  

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A falta de professores nas escolas continua…

Cerca de 30 mil alunos estarão sem professores pelo menos a uma disciplina. Escolas apostam no reforço de horas extraordinárias, mas esta solução poderá conduzir a um aumento das baixas médicas, alerta dirigente da Fenprof.

Há outra vez mais professores em falta nas escolas. “Assim torna-se complicado”

Os professores de Educação Especial e do 1.º ciclo estão entre os mais procurados pelas escolas para substituírem docentes que, entretanto, entraram de baixa médica. Em conjunto somavam esta semana 1507 das 6207 horas de aulas que estavam a concurso: em Educação Especial estavam por garantir 810 horas e no 1.º ciclo (1.º ao 4.º ano de escolaridade) outras 697.

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Da novela, “Falta de vergonha”

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Ser professor hoje é mais do que ser professor – STRESS DOS PROFESSORES

 

STRESS DOS PROFESSORES

Ser professor hoje é mais do que ser professor. Falemos do ensino não superior, onde às atividades letivas se soma uma imensidão de tarefas administrativas. O relatório Eurydice “Os Professores na Europa – Carreira, Desenvolvimento e Bem-Estar”, da Comissão Europeia, aponta este como um dos principais fatores que provocam stress junto dos professores.
O relatório recorda os dados TALIS 2018 (OCDE) – Inquérito aos docentes e diretores de escola sobre ensino, ambientes de aprendizagem existentes nas escolas e condições de trabalho. “Na Europa, quase 50% dos docentes do ensino secundário inferior sofrem de stress no trabalho. Em Portugal, quase 90% dos professores declaram sentir stress no seu trabalho, tal como 70% dos professores na Hungria e no Reino Unido (Inglaterra). Ainda mais preocupante é o facto de, nestes três países, a percentagem de professores que sofrem muito stress é o dobro da média na União Europeia”, diz o estudo.
É esse mesmo inquérito que refere: “os professores do ensino secundário inferior apontam o trabalho administrativo como a sua principal fonte de stress. Além disso, os dados revelam que três das quatro principais fontes de stress não estão diretamente ligadas às tarefas nucleares da docência: trabalho administrativo, responsabilidade pelos resultados dos alunos e exigências das autoridades educativas”.
Em Portugal dois terços dos professores consideraram o trabalho administrativo como causador de stress. A este fator juntam-se outros como o “corresponder às exigências das autoridades educativas”, o “ter demasiados trabalhos dos alunos para avaliar”, ou ainda os que estão diretamente ligados ao seu trabalho, como a preparação de aulas, manter a disciplina dentro da sala de aula, ou registar as preocupações dos pais/encarregados de educação”.
Acredito que a pandemia e as exigências com que a escola no seu dia-a-dia é confrontada veio trazer mais dificuldade à tarefa dos professores, mas também ao pessoal não docente, aos pais e às famílias. O regresso ao segundo período das atividades letivas está a ser difícil de gerir, com alunos e professores em confinamento, com a necessidade de garantir àqueles que estão em casa as matérias que são lecionadas na sala de aula; ou a obrigatoriedade (no caso dos diretores de turma) de informar os encarregados de educação sempre que um aluno fica em isolamento devido à Covid-19 (acrescentando assim mais um ato administrativo ao da docência). São tarefas que tornam o trabalho do professor mais díficil e desgastante.
Vivemos tempos que não são normais e este foi o caminho encontrado para, de forma célere, dar respostas às situações diárias que estão a surgir. Em tempo de guerra todos devemos ser chamados e todos devemos estar no lado da solução. Na escola é isso que se procura fazer. Mas importa também começar a olhar para o futuro e para as implicações que esta nova realidade, em conjunto com os fatores anteriormente descritos da pré-pandemia, poderá trazer para o corpo docente das escolas, o qual como sabemos está envelhecido; mas também aos alunos que desta vez não são vítimas de opções e programas políticos, mas de uma pandemia que há dois anos nos assola e que certamente deixará marcas…

 

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Reserva de Recrutamento n.º 21

 

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Listas de Colocação Administrativa – 21.ª Reserva de Recrutamento 2021/2022.

Aplicação da aceitação disponível das 0:00 horas de segunda-feira dia 14, até às 23:59 horas de terça-feira dia 15 de fevereiro de 2022 (hora de Portugal continental).

Consulte a nota informativa.

SIGRHE – aceitação da colocação pelo candidato

Nota informativa – Reserva de recrutamento n.º 21

Listas – Reserva de recrutamento n.º 21

 

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A educação no olho do furacão – José Afonso Baptista

 

ós, profissionais da educação e das ciências da educação, sentimos a responsabilidade de pensar a escola, a sua organização e funcionamento. E não faltam teorias nem modelos para as boas escolas, as escolas eficazes, com os melhores resultados. Mas pensamos muito à volta do nosso umbigo, vemos quem habita a escola e quem está à sua volta e nem sempre enxergamos os interesses que escapam ao nosso campo de visão. Vemos crianças e jovens que precisam de aprender, os pais e as suas circunstâncias no mundo do trabalho, os professores, e raramente vamos mais além.
A “Educação Para Todos” transformou a escola no espaço que atrai mais pessoas, que é passagem obrigatória de toda a população mundial. Logo, tornou-se o universo de negócios mais apetecível, na faixa etária mais moldável e adaptável ao mercado global. É um mercado com muitos biliões de pessoas, alunos, professores, técnicos, assistentes e, por inerência, os pais. A indústria dos livros cede espaço ao mundo das tecnologias, negócio rentável em si e que induz mil outros produtos de consumo. O mesmo canal que nos leva a informação e o conhecimento, leva também o “vírus” para induzir a necessidade de comprar e para contagiar e apresar o consumidor. As grandes marcas, indústrias e empresas como a Amazon, a Apple, a Spotify, a Nike, a Google, e tantas outras, não pedem autorização para entrar nas nossas casas e definir e explorar as nossas necessidades. Nós precisamos o que eles querem vender. Onde nós vemos alunos e professores, eles veem consumidores. Onde nós pensamos educação eles pensam marketing, com meios e quadros altamente especializados. O espaço da educação e do saber é o mesmo espaço que forma e molda os grandes consumidores. A pandemia deu saúde a este espaço.
Quanto custa e quanto vale um vírus, inventado ou de geração espontânea? Em três anos o coronavírus gerou o maior mercado mundial, o maior investimento global, onde muitos morrem, mas onde muitos engordam. Nada acontece por acaso e sem consequências. O mercado da educação contém os mesmos ingredientes. Se o coronavírus virou o mundo do avesso no campo da medicina e dos sistemas de saúde, o mesmo vírus pode ter o mesmo efeito no mundo da educação. O negócio da educação pode render tanto como o da saúde. Não importa se os consumidores pobres, num e noutro caso, ficam sempre de fora. O mundo é de quem paga.
Nós, educadores, pensamos que a escola-edifício nunca fechará porque é o melhor espaço para a socialização. A verdade é que, mais forte do que isso, é a necessidade de os pais se libertarem da guarda dos filhos para poderem trabalhar e de os empresários poderem contar com os seus trabalhadores sem o empecilho dos filhos. A atual contingência da pandemia pode ter sido uma estratégia muito bem pensada para levar o computador e o telemóvel a cada criança, veículos indispensáveis da educação digital e dos programas que ensinam a pensar como eles querem que toda a gente pense. A escola-edifício mantém toda a atualidade, mas temos novos atores e novos fatores de produção. A grande crise e o abandono dos professores alargam o espaço do digital, podendo, com menos professores, levar a “mensagem” a um universo muito mais alargado de crianças e jovens. Um PC ou um robô custam menos que um professor e são mais fiáveis e eficazes na área do marketing.
Muitos veem no digital a ameaça global que produzirá a desumanização da educação, o esvaziamento da escola dos valores e princípios que ameaça a liberdade e a democracia e que levará à substituição dos professores por robôs. A ameaça é real. A desvalorização dos professores não acontece por acaso e favorece esta evolução. As crianças e jovens do século XXI sentirão maior atração pelos robôs da sua geração do que pelos professores formados no século passado.
Nós, profissionais da educação e das ciências da educação, temos o pensamento centrado nas crianças, nos jovens e nos professores. Mas tem mais peso o negócio que gera muitos milhões. Os computadores já aí estão e bem. Os robôs estão a ser “meticulosamente” configurados para entrar em ação onde primeiro faltem os professores.
(Texto publicado no diário as beiras em 11.02.2022)

 

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Cursos Erasmus Mais KA1 para professores e educadores

Informação disponível na imagem

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Formação de Classificadores

 

Encontram-se abertas as inscrições para a “Formação de classificadores na definição de processos conducentes à realização e classificação eletrónica em provas de avaliação externa em ambiente digital.”

 

 

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A reunião – Andreia Paes de Vasconcellos

 

A reunião

Depois de uma falha minha e que por incrível que pareça ainda não tenha resolvido dentro de mim.

Verdade! Uma coisa tão simples mas que mexeu tanto comigo e que me desgastou tanto emocionalmente.

É certo que existem coisas piores e que não sou perfeita mas quando falhamos connosco próprias, tudo ganha outra dimensões…

Mas deixando este episódio menos feliz da minha vida no passado. Hoje consegui finalmente ter a oportunidade de ter uma reunião na escola do Tomás, onde ia expor cara a cara a quem de direito o que se tem passado.

Acredito que na vida tudo acontece por algum motivo, e mesmo que na altura não consigamos, pela tristeza e revolta, as respostas que precisamos chegarão.

E se antes chorei muito com esta minha falha, hoje olhando para trás agradeço por ter acontecido. Não aconteceu porque não tinha de acontecer.

Embora achasse que estava devidamente preparada, não estava. Não tinha sequer vivenciando na primeira pessoa o trabalho do Tomás na escola.

Foi preciso haver as férias de Natal e a pausa do semestre, para pararmos, olharmos com atenção para os trabalhos e revermos com ele toda a matéria que tinha sido dada até ao momento.

E se já tínhamos algum receio, nessa altura tivemos a certeza que o Tomás precisa de mais apoio em sala.

Não é uma questão de acompanhamento porque este felizmente tem acontecido e ambas as professoras (Tutora e de ensino especial) têm feito um bom trabalho mas é uma questão de recursos humanos.

O Tomás precisa que exista uma pessoa a acompanho-lo, que o ajude a focar-se e o apoie nas suas dificuldades, num trabalho de um para um e por mais boa vontade que exista da professora, o Tomás não é o único aluno, além dele existem mais 19 a pedir a sua atenção.

O problema é do sistema, que se diz inclusivo e que não é!

É bonito ter um decreto-lei 54/2018 para se mostrar que a Educação é inclusiva, quando na prática isso não acontece!

Este problema não é meu mas de uma sociedade retrógrada que chama inclusão a isto!

Na reunião senti-me como se tivesse no banco do “réu” no meio de tantos juízes que nada sabiam sobre o meu filho.

É isso o que é a EMAEI – Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva. E o engraçado é que esta equipa é simplesmente burocrática, não conhecem a criança e não estão no terreno para a ver. Pois bem na minha humilde opinião o que para mim é uma equipa multidisciplinar, é uma equipa que intervém directamente com a criança nas diferentes valências.

Os pais são chamados porque têm de ser, mas a equipa que trabalha com a criança fica de fora, porque não interessa. Na realidade o que mais interessa é a teoria, a prática é para se meter “debaixo do tapete”.

Fui documentada e com os meus objetivos muito bem delineados, sabia bem o que queria. Não estava ali para ganhar, mas para o Tomás ter os seus direitos, é isto que quero!

Mostrei factos, agradeci o trabalho que tem sido feito mas pedi mais, não está tudo a ser feito, é preciso intervir.

Ouvi que sou ansiosa e que até causo uma certa pressão ao meu filho, quando não é isso que acontece.

Eu acredito apenas nas suas capacidades, mas preciso que todas as pessoas também acreditem e como lhe disse enquanto houver alguém a fazer é porque é possível por isso não desistirei! A trissomia não define ninguém.

Dizem que a culpa é do Ministério da Educação, pois bem então eu vou lá! E alguém vai ter de me receber.

Desculparam-se que o Tomás é das crianças com mais apoio na escola, e eu agradeci por isso mas não é o suficiente. Lamentei naquela sala a desigualdade de oportunidades porque continua a ser revoltante perceber que o dinheiro é que dita o futuro da criança.

É inadmissível ter crianças autistas em casa, porque a escola não tem os apoios para dar resposta a essas mesmas crianças, como me disseram em forma de “desculpa”, pois bem,  lamento muito! E lamentarei sempre.

Nunca precisei do estado, e dou graças a Deus por isso, mas e quem não pode? Como é que ficamos?

Ficamos nas medidas inexistentes escritas em decretos de lei?

Saí da reunião com o sentimento de missão cumprida porque lutei e fiz valer os direitos do Tomás. Defendi-lhe os seus interesses mas na realidade vim de lá sem nada.

Nada será feito! Porque a culpa é do Ministério da Educação… quando na verdade pode ser, mas também a escola não deixa os pais ajudarem nos recursos humanos que têm.

Eu não peço que invistam no meu filho, eu continuo apenas a pedir para deixem-me dar à escola o recurso humano que é preciso para o seu sucesso escolar.

Disseram-me que o Tomás é incrível, que é uma criança cheia de potencial e é verdade mas não posso deitar tudo a perder porque as teorias prevalecem na prática.

Sabem que mais, foi uma palhaçada esta reunião porque debateu-se o “sexo dos anjos”.

Enfim!

É a Educação que temos no nosso país!

Se virem uma mãe em frente ao Ministério da Educação, olhem, porque posso ser eu!

A mãe “maluquinha”, apelidada de ansiosa.

 

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Isolamento de turmas durante estado de calamidade violou Constituição

 

Juízes do Tribunal Constitucional debruçaram-se sobre dois casos em que pais conseguiram libertação imediata de famílias confinadas. Ministério da Saúde diz que tribunal não revogou norma, pelo que esta se mantém em vigor.

Isolamento de turmas durante estado de calamidade violou Constituição

 

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Insensatez… no seio da classe docente

 

Há coisas estranhas e extraordinárias que parecem ultrapassar os limites da razoabilidade, na medida em que contrariam o que seria mais sensato, conveniente e oportuno…

 Particularmente visível nos últimos dias, tem-se assistido a uma espécie de “guerrilha interna” instalada na Classe Docente, pautada por frequentes e, por vezes, intensas “escaramuças”:

 Uns porque são contra os Professores mais novos, outros porque são contra os mais velhos; uns porque são contra Petições; outros porque são contra Concursos; uns porque são contra os Professores do Quadro, outros porque são contra os Contratados; uns porque são contra os Professores em final de Carreira, outros porque são contra os Professores no início da mesma; outros são contra apenas porque sim…

 Nos últimos tempos, ser contra parece dominar grande parte das discussões sobre Educação, seja qual for o tema específico em apreço… E isso não significa que ter uma opinião é ser do contra, mesmo que esse ponto de vista seja discordante…

 Isso significa que, muitas vezes, demasiadas vezes, se aproveita qualquer oportunidade para gerar desnecessárias polémicas e controvérsias e para se entrar no domínio da insensatez, do revanchismo e da personalização…

 Em vez de unirem esforços contra quem efectivamente está na origem dos principais males endémicos que assolam a Classe Docente, sobretudo a Tutela e os seus cíclicos apaniguados, os Professores parecem perseguir no ensejo de encetar algumas lutas fratricidas, cujo resultado mais óbvio é a divisão insanável e permanente dessa classe profissional…

 Há pouco mais de uma semana, por via das Eleições Legislativas, a Classe Docente teve uma oportunidade soberana para manifestar livremente todo o seu desagrado e indignação pelas políticas educativas emanadas pela Tutela…

Mas, e paradoxalmente, a maioria terá votado a favor da continuidade dessas políticas, manifestando, assim, uma explícita concordância face às mesmas…

Parecem revoltar-se agora, uns contra os outros, elegendo os próprios pares como “bodes expiatórios” de muita frustração e descontentamento… 

 Ora se censura os novos, ora se censura os velhos, ora se censura os que ganham mais ou os que ganham menos… E não se perde a oportunidade de pelejar, desde que seja contra alguma parte do grupo de pares, trazendo à lembrança aquele impiedoso e implacável aforismo: o pior inimigo de um Professor costuma ser outro Professor

 É muito mais fácil canalizar e dirigir a frustração para o grupo de pares do que lutar em uníssono por resolver os problemas que afectam a Classe Docente… Adia-se sistematicamente a resolução dos problemas de fundo que dizem respeito a todos e que afectam todos, e vai-se aliviando a frustração e a insatisfação daí decorrentes, fustigando os pares…

 Luta-se muito contra “moinhos de vento” e inimigos imaginários, esgrimem-se muitos argumentos e contra-argumentos, mas as contestações oficiais e efectivamente válidas acabam por ser sempre tímidas, envergonhadas e aveludadas… Na realidade, não se avança para lado nenhum…

 Como exemplo, há quantos anos se queixam os Professores acerca dos mecanismos de progressão na Carreira, dos salários e do actual Modelo de Administração e Gestão Escolar? Há muitos…

 Quantas acções concretas foram empreendidas por si no sentido de pressionar a Tutela a efectuar as imprescindíveis alterações?  Muito poucas e as que existiram não tiveram qualquer consequência visível, sobretudo por falta de adesão maciça dos próprios Professores…

 Quando se trata de contestar em termos concretos, eis que surgem, quase sempre, as mais variadas justificações e entraves para não aderir e não o fazer…

 O principal foco dos Professores, no que respeita a mostrar desagrado, parece ser conflituar entre si, sem ter em consideração o alcance do bem comum… Cada um por si e muito poucos por todos…

 A luta contra quem manda (mal) nos desígnios da Educação pode esperar… Enquanto os Professores estiverem entretidos com quezílias internas, a Tutela bem pode continuar a mandar fazer o que muito bem lhe aprouver…

 Como habitualmente, tudo passará e tudo acabará por ser aceite…

 Mas as queixas e as lamúrias continuarão, subsistirão motivos para que a Classe Docente continue a reclamar e persistirá também o pensamento comiserativo de que o Mundo está contra si…

 Mesmo que o Mundo esteja contra os Professores, o que têm feito os próprios, enquanto classe profissional, para contrariar esse revés? Que mostras de união, solidariedade e combatividade têm dado?

 Em vez de se lutar por sanar o mal na sua origem, pretende-se, muitas vezes, remediar o que não tem remédio, assente na perspectiva do “distribuir o mal pelas aldeias”… “Maquilhar” o que não tem remédio é, na prática, aceitar o irremediável e consentir que não se erradique o mal de nenhuma aldeia…

 A “cosmética” ajuda a disfarçar, mas não elimina as perversões nem os vícios instalados…

 Na Classe Docente, parece prevalecer este tipo de pensamento: “Enquanto não for comigo, porque me hei-de preocupar?”…

 Permitir que o mal afecte alguns, por acreditar que se está a salvo desses danos e que não se será atingido por eles, denota um pensamento dominado por uma certa ingenuidade e pela insensatez…

 “Ah, insensatez, o que você fez?” (Insensatez, Tom Jobim).

 

(Matilde)

 

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Uma façanha que valoriza os professores

 

De um lugar que apontava para a ausência de futuro, o país ultrapassou as médias de progresso da União Europeia no abandono escolar e instalou-se numa posição bem mais esperançosa

Uma façanha que valoriza os professores

 

 

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Abandono escolar inferior a 6% no ano passado

 

A taxa de abandono precoce, medida pelo Instituto Nacional de Estatísticas, caiu 17 pontos percentuais na última década.

Abandono escolar inferior a 6% no ano passado. Indicador nunca foi tão baixo

 

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Jovem de 11 anos foi brutalmente agredida pelas colegas

Uma jovem de 11 anos foi brutalmente agredida pelas colegas de escola no Entroncamento, não tendo recebido, segundo a mãe, qualquer apoio por parte dos responsáveis do estabelecimento de ensino. A agressão ocorreu na passada sexta-feira na Escola EB 2,3 Dr Ruy D’Andrade e foi filmada pelo grupo de agressoras.

Aluna de 11 anos agredida e filmada por colegas de escola no Entroncamento

https://twitter.com/DesconcertanteC/status/1491250217173544964?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1491250217173544964%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_c10&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.funco.biz%2Faluna-de-11-anos-brutalmente-agredida-por-colegas-de-escola-no-entroncamento%2F

 

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“Sem espinhas”… por não ter oposição

 

Maria de Lurdes Rodrigues foi reeleita esta terça-feira, 8 de fevereiro, reitora do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) para um segundo mandato de quatro anos.

Maria de Lurdes Rodrigues reeleita reitora do ISCTE por mais quatro anos

 

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A DGAE Partilha Conhecimento

 

No âmbito da concretização das políticas de gestão estratégica e de desenvolvimento dos recursos humanos da educação afetos às estruturas educativas públicas, a Direção-Geral da Administração Escolar (DGAE) visa assegurar o desenvolvimento da formação do pessoal docente e não docente das escolas.
A iniciativa tem como objetivo dar continuidade ao trabalho junto das escolas e dos Centro de Formação de Associação de Escolas (CFAE), proporcionando mais um ciclo de conferências “A DGAE Partilha Conhecimento”.
As sessões realizam-se nos dias 23, 24 e 25 de fevereiro, em formato online, através da plataforma Webex.
As inscrições devem ser submetidas entre os dias 7 e 11 de fevereiro, até às 18h00, em formulário próprio.

 

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Na ausência de um ministro, até a Graça manda e desmanda nas escolas…

Estou a começar a ficar com umas coceiras… devo estar a desenvolver uma alergia qualquer…

 

Direção da Escola
a. Integra nos diferentes documentos da Escola, nomeadamente no Regulamento Interno e demais documentos orientadores, as questões relacionadas com as necessidades de saúde específicas dos alunos,
no caso vertente as Alergias e Intolerâncias Alimentares;
b. Minimiza os riscos de situação de AA, adotando medidas de precaução em todo o recinto escolar, com
particular atenção às cantinas, onde, por exemplo, não deve ocorrer a utilização/disponibilização de
micro-ondas de acesso livre à criança ou jovem;
c. Solicita a intervenção do interlocutor da saúde escolar da sua área, sempre que tenha conhecimento
de uma criança ou jovem com AA;
d. Solicita ao Coordenador da EMAEI que designe os profissionais da escola que participam na elaboração
do PSI, e indica outros profissionais a capacitar, conforme plano de formação disponibilizado pela DGS,
para o acompanhamento da criança ou jovem com AA, assegurando que reconhecem uma reação alérgica/anafilática, que implica a administração imediata de adrenalina (dispositivo de autoadministração);
e. Garante a segurança, saúde e bem-estar da criança ou jovem com AA, informando a cozinha/ entidade/
empresa fornecedora das refeições escolares de que o aluno tem AA, promovendo – no cartão de acesso à cantina escolar – o registo do tipo de dieta que deve ser disponibilizada;
f. Garante a segurança alimentar e um ambiente no local de refeições compatível com a necessidade da
criança ou jovem com AA;
g. Apoia a criança ou jovem com AA, durante todo o período de permanência na escola e nas respetivas
atividades curriculares e extracurriculares, promovendo a sua inclusão e segurança, sendo responsável
por adotar medidas/ criar procedimentos para a alimentação fornecida durante as atividades escolares,
incluindo visitas de estudo ou atividades festivas, como, por exemplo, a celebração de aniversários,
sempre que haja crianças com AA diagnosticada;
h. Garante que materiais utilizados, sobretudo na educação pré-escolar, para atividades – “ciências” / “trabalhos manuais e/ou expressão plástica” – ex. plasticinas – são seguros e não contém vestígios de alergénios de origem alimentar (ex., leite, ovo, …);
i. Promove ações de sensibilização para toda a comunidade educativa, incluindo a prestadora de serviços
alimentares, a realizar pela ESE, alocando tempo do horário dos seus funcionários para essas atividades
formativas;
j. Disponibiliza folhetos (a toda a comunidade educativa) e prepara exercícios de simulação com dispositivos de treino, isto é, sem agulha e sem adrenalina, em articulação com a ESE;
k. Zela para que todo o material informativo referente à criança ou jovem com AA – plano de emergência,
medicação de emergência – esteja guardado em local identificado, conhecido e de acesso fácil e disponível;
l. Informa os pais/EE sempre que haja intercorrências

 

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A estreia de hoje – Coldplay

 

 

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Faculdade de Ciências da U.Porto dinamiza nova edição dos Dias Abertos virtuais 

 

Faculdade de Ciências da U.Porto dinamiza nova edição dos Dias Abertos virtuais 

Inscrições abertas até 17 de fevereiro 

De 21 a 23 de fevereiro, alunos do Ensino Secundário de todo o país vão poder conhecer e explorar os cursos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP) com uma nova edição virtual dos Dias Abertos. 

Na edição deste ano, alunos, mas também professores, psicólogos, famílias e encarregados de educação vão poder esclarecer, via chat, dúvidas com estudantes, alumni e docentes dos vários cursos que compõem a oferta formativa do 1º ciclo da FCUP.  Poderão ainda explorar conteúdos em stands virtuais de cada curso, assistir a palestras temáticas e conhecer com maior detalhe as saídas profissionais das 15 licenciaturas da FCUP. 

Da FCUP, em direto para o país, a iniciativa envolverá também antigos estudantes da faculdade, num momento de troca e partilha de experiências. Para além de uma mesa-redonda virtual com alumni da FCUP, será ainda possível assistir a uma sessão com representantes dos núcleos estudantis da faculdade. Como é estudar na FCUP? É uma das questões que serão abordadas nesta sessão. 

À semelhança do que acontece todos os anos, as tunas académicas da FCUP marcarão também presença e vão dar-se a conhecer aos participantes. 

A edição deste ano é particularmente destinada aos alunos que frequentam os 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, bem como a docentes, psicólogos, famílias e encarregados de educação, permitindo aos participantes consultar a informação mesmo depois do evento terminar.

Esta é a segunda vez que os Dias Abertos se realizam de forma virtual, depois de uma primeira edição de sucesso com mais de 1000 participantes de cerca de 200 escolas de todo o país. 

As inscrições (limitadas) estão abertas e decorrem até ao dia 17 de fevereiro. 

Mais informações aqui.

 

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Porque as crianças chegam à juventude e querem ser pobres?

 

Educação e indústria, por Henrique Neto

Talvez os leitores não se tenham apercebido, mas o primeiro-ministro António Costa, por vezes, também diz a verdade. Foi o que aconteceu recentemente num dos debates. Quando pressionado pelo seu opositor de que os países da antiga “Cortina de Ferro” produzem mais riqueza do que nós portugueses e fazem crescer mais do que nós o rendimento das famílias, António Costa respondeu que isso acontece porque esses países têm um nível de educação superior ao nosso. É verdade, de facto é o que tenho dito e escrito há anos.

Infelizmente, António Costa não retirou as consequências necessárias dessa realidade durante os últimos seis anos e nada no seu programa eleitoral mostra que compreendeu o desafio. Por exemplo, não é começando a construir o edifício da educação pelo telhado, privilegiando o ensino superior e reduzindo as propinas, em vez de aceitar começar pelos alicerces que são as creches e o pré-escolar. Criando para o efeito edifícios onde as crianças pobres se sintam tão bem como as crianças das melhores famílias nas suas casas, com bons educadores, boa alimentação e o desejado transporte. Porque é essencial que todas as crianças cheguem ao ensino oficial aos seis ou sete anos com iguais níveis de desenvolvimento e não como agora acontece, em que os filhos das famílias mais pobres chegam a essa fase da vida com enormes atrasos no seu desenvolvimento, o que compromete o seu aproveitamento escolar posterior e reduz o seu acesso futuro ao ensino universitário.

Este é o nó górdio do nosso processo de desenvolvimento e a razão de os outros povos nos passarem à frente. As famílias mais pobres e mais ignorantes produzem crianças mais pobres e mais ignorantes do que as famílias com melhores condições económicas, que são geralmente as que tiveram acesso a melhor educação, crianças que vivem em casas onde há livros, aprendem a nadar, por vezes música e fazem desporto. É aqui que o Estado deve intervir, retirando de forma disciplinada as crianças pobres das suas famílias durante grande parte do dia, para as colocar num ambiente físico e educativo de grande qualidade, num meio semelhante ao das famílias ricas, para que quando essas crianças chegarem à juventude não queiram ser pobres.

Presentemente, as crianças das famílias mais pobres não têm livros nas suas casas, não vão à natação e não aprendem música, não vão com os seus pais ao cinema ou para férias e, quando muito, passam o dia em frente à televisão, que os pais das famílias das classes média e alta fazem o possível por evitar. Sendo assim, como pensam os leitores que essas crianças se sentirão quando chegarem ao primeiro ano de escolaridade e forem confrontadas com os seus colegas, com aquilo de que eles falam e com tudo o que eles conhecem?

Repito, esta é a grande medida que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) deveria estar a construir e não está, porque esta é a única medida que pode interromper o ciclo vicioso da pobreza e de ignorância, cuja inexistência faz com que alguns povos permaneçam atrasados em relação aos outros, como acabou por aceitar António Costa. Também porque é um investimento que se faz apenas uma vez, porque depois essas crianças, quando adultos, tomarão boa conta da educação dos seus filhos.

 

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Exclusão – João André Costa

 

Disseram-lhes que não, que não os queriam, que não gostavam deles, que não eram suficientemente bons, nem bons quando menos suficientes, que o seu comportamento não era aceitável.
Nem aceitável nem compreensível.
E porque ninguém quis compreendê-los, excluíram-nos, expulsaram-nos, rejeitaram-nos e nada custa mais nesta vida do que ter de deixar tudo para trás porque num segundo deixámos de pertencer.
De pertencer a um lugar, a uma escola, a uma turma, a um professor.
E a marca fica lá, na pele, para sempre. Na pele dos excluídos, os miúdos e as crianças excomungadas da sociedade que todos os dias nos passam pelas mãos.
Quando nos entram pela porta a pergunta invariável encontra sempre a mesma resposta: se pudessem, voltavam atrás.
Se pudessem, faziam tudo ao contrário ou não faziam de todo, pediam desculpa apesar de ainda nada terem feito, teriam ficado em casa o dia inteiro à espera que passe o dia por inteiro que uma falta é melhor que este exílio e do falatório nem se fala.
Se pudessem, não fumavam aquilo que fumaram, a faca saía da mochila de regresso à cozinha, eu voltava para dentro da sala de aula e pianinho, sem insultos, sem ameaças, sem esta fúria nos dentes depois do meu pai e da minha mãe ontem à noite e todos os dias à noite porque a escola é pública e é de todos e isto é que ninguém quer ver ou compreender: o sofrimento que trago nas mãos e este grito mudo por ajuda.
O mesmo grito que não vos sai das bocas fruto da inquisição social mais o soslaio do vizinho, a conversa no café a fazer as vezes da igreja e do senhor prior de tempos que teimam em não passar, ou então somos nós que não passamos.
Porque não podemos. Não conhecemos outra realidade. Estamos presos.
E ainda nos damos ao luxo de dizer que a culpa é das crianças.
A culpa é de quem pensa. A culpa é de quem escreve. A culpa é de quem age. Mas nunca é nossa e minha não é de certeza.
Que mundo teimamos em construir em função dos nossos problemas?
O mundo do “porque somos apenas professores, culpamos os alunos”?
Ou o mundo do “porque somos professores podemos, e vamos, mudar o mundo, senão o nosso então o deles”?
Porque expulsar um aluno não é o mesmo que extrair um dente mas às vezes mais parece.
A vida de uma criança não é descartável, mas às vezes parece.
Às vezes parece que o mais importante é exercer este pequeno poder que nos coube em sorte, ou azar, o teu azar, doa a quem doer e a culpa não é minha nem tua, é de quem é mais fraco e está mais a jeito quando se descarregam as frustrações de uma vida.
Todas as semanas chegam-nos às mãos crianças marcadas pela rejeição. Incapazes de compreender o porquê, vivem numa constante culpabilização entre a vergonha e a agressividade.
Acham que o problema está em si e por norma procuram crescer o mais rapidamente possível como se isso fosse a solução, mas não é a solução, é mais um problema e a perda inevitável da inocência e do sorriso que um dia ali morou.
Porque é difícil falar sobre o passado, compreender o passado.
Porque é difícil acreditar num futuro, uma outra vida e outro universo onde os professores não existam para apontar o dedo mas para guiar e educar.
No fundo, é tudo uma questão de prioridades. Enquanto a prioridade de um governo for a apresentação de resultados de desempenho, colocando as escolas sob pressão, os alunos excluídos continuarão a ser uma realidade e este trauma também.
Por isso voto, por isso escrevo, por isso chego à escola todos os dias às 6 da manhã porque já lá estou há mais de uma década e em mais de uma década já perdi a conta aos alunos e famílias capazes de sorrir outra vez e para quem a escola voltou a ser uma casa, a sua.

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Quem não tem carreira tem de ser solidário ao ponto de ser estúpido? Luís S. Braga

Um 1/6 dos professores ganha 1980 euros líquidos e mais de metade menos de 1400. 25% pouco passa dos 1300.
É isto que este gráfico quer dizer.
Mais de metade dos professores, da forma que isto está, não vão chegar sequer ao 8º escalão. Hoje estão nele, ou mais que ele, mais de 25% do total.
Isto são factos e merecem que se olhe mais para quem precisa de salário do que para quem quer reforma, antes dos 65.

Já sei que vou ser chamado de bandalho, canalha, inimigo da santa unidade docente, etc mas isto é factual.

É olhar o gráfico e esquecer fantasias de unidade de interesses, que fazem com que os interesses de 16% pareçam mais prioritários do que os de metade.

Em vez da doutrina sindical da unidade metafísica (em que escalão há mais sindicalizados? em que escalões está a maioria dos dirigentes dos principais sindicatos?) expliquem-me porque é que reformar, mais depressa e antes dos restantes portugueses, 16% dos professores cria mais vagas do que dar condições de trabalho a mais de 50%, repondo, por exemplo, as reduções de tempo letivo de que os potenciais reformados ainda beneficiaram? Aos 40 anos, os que estão agora com 60, já tiveram redução de tempo letivo. Os que têm 49 hoje, já chegaram lá?

Será que me chamam tantos nomes, por ser perigoso para o novo projeto de “vender” os interesses profissionais de metade da profissão numa negociação pela reforma anticipada, dizer estas coisas?

Aos 49 anos, no 4º escalão e com horizonte de não passar do 8º, acho que já não tenho de aturar os que ao falar de unidade falam na verdade do seu umbigo. Quem não tem carreira tem de ser solidário ao ponto de ser estúpido e defender reformas antecipadas que vão justificar não subir salários dos que ficam?

Sabem quem são os únicos do gráfico que estão no escalão “certo”? Os do 10º.Os restantes estão todos 2 ou 3 escalões abaixo.

Quem não gosta destas observações faça como dizia a minha mãe: ponha na borda do prato.

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Para quem ainda pensa que não vão mexer na carreira docente

O fundamental “é que a estrutura de carreira dê o devido reconhecimento ao crescimento profissional do docente”, diz Paulo Santiago, especialista da OCDE.

Como conseguir mais professores? Com uma “estrutura salarial atraente e condições de trabalho favoráveis”

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25 anos e dois meses e levar para casa um salário líquido de 1415 euros.

 

A que pode aspirar um professor?

Imagine um professor de 50 anos, divorciado e com um filho menor. Dá aulas numa escola pública. Tem a experiência de uma carreira de 25 anos e dois meses. Para casa leva um salário líquido de 1415 euros.

Se excluirmos o estado civil e o número de filhos (que neste exercício só importa referir para chegarmos a um salário líquido real, de uma pessoa com um dependente a cargo) este professor, com os seus 50 anos de idade e literalmente metade da vida a dar aulas, corresponde ao perfil de 26% dos docentes. É essa a percentagem dos que estão no 4.º escalão de uma carreira de dez: têm em média 50 anos e 25 de serviço.

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Petição- Novo Concurso Externo e Interno de Professores 2022/2023

 

Por forma a reduzir os efeitos da falta de professores em algumas zonas do país, a contribuir para a possibilidade de aproximação à residência e a diminuir a precariedade, pretende-se um novo Concurso Externo e Interno , de Professores para entrar em vigor no ano letivo de 2022/2023.

Os professores devem ser mais respeitados, valorizados e protegidos.

 

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Falta de Professores? É só procurar nos jornais que encontram muitos…

 

 

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Os professores são uma colectividade pacífica de revoltados

 

“Há nos confins da Ibéria um povo que não se governa nem se deixa governar” Caius Julius Caesar (100-44 AC)

Ainda Cristo não tinha nascido, tratava Júlio César de expandir o Império. Nas incursões para Oeste, durante as guerras púnicas, assentou pés na Península Ibérica. As tribos locais, tradicionalmente aliadas de Cartago, ofereceram feroz resistência. Viriato, que havia liderado fugazmente os resistentes, já havia perecido. Os romanos, habituados a uma organização secular, a uma sociedade estratificada, a um conjunto de leis e regras sociais, rapidamente perceberam a total falta de apetência para que os lusitanos fossem governados. Como a mestria social impõe regras a quem manda, mas também a quem é mandado, rapidamente os romanos deram corda às cáligas e trataram de se por a caminho, deixando-nos abandonados à nossa sorte. Séculos mais tarde, um tal de Afonso, deu duas galhetas bem assentes na tromba da mãe espanhola e por cá nos aguentamos mais uns anos. Lá para fins de 1500, depois de andarmos a fazer filhos lá fora e por linhas genealógicas transversas, levámos com uns Filipes que se puseram a desbaratar a coroa com avidez tal que só encontra paralelo no Sócrates do século XXI. Grosso modo, de forma atómica, pode contar-se assim a História de Portugal. A estória de um povo que não se governa, nem se deixa governar. De um povo que nasce indignado, moureja todo o dia, indignado, come, bebe e diverte-se, indignado. Mas a quem lhe falta o romantismo cívico da agressão. Uma colectividade pacífica de revoltados.

Revoltem-se de uma vez ou resignem-se ao expectável.

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A luta do costume – Luís S. Braga

 

Vai ser a luta pelos do costume ou vai olhar para outros problemas? (e que venham os comentários, que adivinho simpáticos e fofinhos para mim 😁😂….)
Na retórica de Mário Nogueira estranha-se a má percepção da realidade dos professores, que é desfocada pela realidade que o motiva: a dos sócios, dos dirigentes e a própria (de professor de 10º escalão, os únicos professores que estão no escalão certo, criado na altura em que surgiram as vagas do 5º e 7º….).
Quando MN diz, como argumento retórico central, “há muita vontade de sair para a aposentação e isso é muito mau” está a mostrar a sua visão parcial, de quem, há muito, deixou de pensar e de falar de todos e não adapta o discurso às realidades diversas (imbuído do espírito de “unidade”, que só vê certas faces da realidade múltipla dos professores).
Onde estava a “unidade”, de tantos que agora se lamuriam pela reforma, quando foi do exame de acesso à carreira ou da greve às avaliações? Do ut des….
E, lamento para os que acham o contrário, mas reforma não é questão prioritária.
Só quem tenha certa idade tem a possibilidade de pensar na reforma ou ter essa vontade. Os contratados e os 50% estagnados até ao 6º escalão não têm idade ou salário para isso. E quem estiver abaixo do 8º, mesmo com idade, reformado, fica com uma reforma fraca (na linha dos salários de 4º e 5º escalões).
A reforma antecipada, se não for mudança da idade legal, mas benesse provisória para alguns, só interessa a quem estiver no 9º e 10º escalões.
E se a mudança da idade legal for para todos os trabalhadores ainda se entende….
Gente com 45 a 55 anos quer é discutir a estrutura, o salário e condições de trabalho, e não idade de reforma.
E como somos a maioria da classe docente (uns 65%, com uns 30% no 4º e 5º escalão, ) os sindicatos deviam começar a alinhar o discurso pelo real e não pela fantasia de que o grupo que começou a carreira com o ECD atual ainda é a maioria. Para mim e para os da minha idade, a reforma é só daqui a 15-20 anos. Na altura se verá.
Até lá, a discussão que nos interessa é salário e carreira. Se MN quer discutir ajustes grupais na reforma desejo-lhe boa sorte mas que perceba que os problema de menos de 1/3 não podem condicionar a recuperação dos direitos perdidos, face ao percurso desse terço, dos restantes.
No ponto sobre Tiago Brandão acho que toda a gente que tenha relação com escolas concorda. Reconduzir uma nulidade daquelas era, além de tudo, um atentado ao futuro do país.
Este alto minhoto, que não o elegeu, passa bem sem o conterrâneo no governo.

 

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Recrutamento de Pessoal Docente – Casa Pia

 

Informa-se que se encontra aberto, a partir de 6.ª feira (inclusive), 04 de fevereiro de 2022, pelo prazo de 3 dias úteis, procedimento de seleção e recrutamento de pessoal docente para suprimento de necessidades temporárias, da Casa Pia de Lisboa, I.P., para o ano escolar de 2021/2022 – Contratações a termo resolutivo certo, reserva de recrutamento e termo incerto, para os grupos de recrutamento 220, 300, 330, 350, 500 e 520.

 

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Professores estão cada vez mais envelhecidos

 

 

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