Para que não restem dúvidas

“A FNE insistiu imenso nos professores contratados”

Nuno Crato, 15 de Setembro de 2011 RTP1

23:55

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    • Jorge Cardoso on 15 de Setembro de 2011 at 22:12
    • Responder

    Ao longo deste ano a questão da avaliação dos docentes têm-me deixado estupefacto pois, são tais as barbaridades que tem sido ditas, principalmente pelos sindicatos de professores, que nem sei por onde começar.
    Ao ver as notícias deparo-me com o facto de, os colegas que estão no quadro não concordarem com a questão das quotas. Eu também não concordo mas, afinal qual é o problema das quotas para eles? No meu caso e, enquanto docente contratado, estou sujeito a esse condicionalismo. Pergunto-me, do porquê do silêncio dos sindicatos quanto à aplicação destas aos meus colegas contratados. A resposta que me ocorre é a seguinte: talvez os nossos duodécimos sejam inferiores e, como tal menos apetecíveis.
    Esta questão abafou os inúmeros erros na colocação de docentes que existiram no concurso de docentes. A título de exemplo dou um caso, pessoal, de um docente contratado que viu o seu nome desaparecer, inexplicavelmente, da lista dos docentes para renovação de contrato disponibilizada pela DGRHE. Sabem quais as consequências desta situação? Sim, mais um docente que engrossou a enorme lista de desempregados. E o porquê desta situação, pois isso já perguntei junto da entidades competentes mas, para meu espanto ninguém sabe dar uma resposta ou assume o erro.
    No entanto, foi negado a um docente, que reunia todas as condições para renovação de contrato, o direito de poder renovar o contrato. Ah, e aqui é importante referir que a direcção do agrupamento pretendia essa renovação.
    Agora pergunto, a quem anda a reclamar e a bradar aos céus pela questão das quotas o que têm feito pelos colegas que se encontram nesta situação? Muito e nada… que até chega a ser irónico, muito barulho no que concerne aos docentes do quadro e nada quanto aos contratados.

    Foi um desabafo de um aspirante a docente pois, ainda se encontra à espera que se definam

    • Luís Vilela on 15 de Setembro de 2011 at 22:56
    • Responder

    Não me tendo sido possível assistir ao programa (e respectiva prestação do ministro) em toda a sua totalidade, ficou-me a seguinte frase que é o espelho do que se passa: “é como as colocações, não vamos colocar professores se não há vagas para esses professores.”(!!!!!!) Desculpem-me se as palavras não foram exactamente estas, mas os 30 ou 40 (alguém sabe???) mil professores contratados que asseguram HÁ DÉCADAS as (supostas) necessidades transitórias foram colocados/contratados como? Com vagas artificiais?
    Isto é o corolário da posição da senhora Mº.L.Rodrigues e a célebre frase relativa aos professorzecos ou candidatos a professores… Como está distante, este Ministro, das prestações do “especialista” no Plano Inclinado…

    A declaração de que colocação de contratados a 31 de Agosto “correu com toda a normalidade” é o espelho da falta de respeito que a Tutela tem pelos seus importantes activos (neste caso, professores contratados). Então depois de a página ter estado em manutenção, das listas terem desaparecido e reaparecido mais tarde (SEM NENHUM ESCLARECIMENTO), é sinal de normalidade? Onde?

    A vergonha das múltiplas aplicações para contratar professores, com prazos diferentes, critérios ilegais e com muitas e muitas dúvidas por esclarecer parece ser um sinal de normalidade para a Tutela. E tudo se passa sem a assunção da responsabilidade da Tutela, seja a esclarecer as dúvidas, a corrigir as irregularidades ou a assumir os erros.

    Termino deixando mais um detalhe da observação da prestação ministerial. Comigo estava um familiar que está no emigrado e, enquanto ouvimos o Ministro a dizer (com ar cândido) que temos de usar menos gás, menos luz – enfim… – o meu primo pergunta-me o seguinte: “Mas quem é o Ministro?” Resposta que dou, pronta e esclarecedora. “Mas este está com ar de não saber do que está a falar! Afinal o jornalista parece mais decidido e consciente.”
    Não diz muito da conduta do nosso Ministro?

    Saudações,
    Luís Vilela.

    • João Leal on 15 de Setembro de 2011 at 23:06
    • Responder

    Sim… acredito.

    Já agora (e segundo o que se vai lendo) os contratados não podem ser excelentes?

    E mais uma coisinha… ser bom ou muito bom também não vai dar ao mesmo?

    Pois… isto é que foi uma defesa…

    1. Pelo menos ninguém vai andar à guerra para conseguir mais um pontinho.

        • cruz on 16 de Setembro de 2011 at 0:10
        • Responder

        A questão da avaliação nos contratados penso que foi bem resolvida , Tendo bom ou muito dá igual um ponto por isso nada de guerras….de qualquer das formas no antigo modelo os muito bom e excelente eram quase sempre para os do quadro.
        O grande problema dos contratados é este sistema de colocações cada vez menos transparente esse questão a comunicação social e os sindicatos falam pouco…….

          • João Leal on 16 de Setembro de 2011 at 17:14

          “de qualquer das formas no antigo modelo os muito bom e excelente eram quase sempre para os do quadro.” Esta resposta demonstra que percebe exactamente do que fala…

          Concordo exactamente com a Margarida que disse que: “Os contratados continuam a ser tratados como pessoal menor (com o devido respeito), qualquer coisinha já lhes chega, mas todos juntos (salvo excepções) fazemos exactamente as mesmas”.

          O problema não são os pontinhos… o problema é mesmo a indiferença. Não vi NADA que tenha sido resolvido relativamente aos contratados. Aliás, até vejo…. todos os dias… todos os dias vejo a preocupação dos sindicatos connosco… que de facto é evidente com tudo o que se tem vindo a passar…

          Enquanto se entretêm com a ADD os reais problemas ficam por resolver. Para mim, ficou tudo na mesma, excepto… que continuamos a ser completamente marginalizados e tratados como “indivíduos com habilitação profissional” (como vem bem explícito nos concursos).

    • Sandra s. on 15 de Setembro de 2011 at 23:21
    • Responder

    Concordo, colega.
    De facto, há lutas que para nós contratados não interessam. Penso que a questão das quotas e da avaliação nunca foi a preocupação principal. É a ameaça do desemprego, e da precariedade cada vez maior que nos assusta. Há contratados que não tiveram recondução, porque não houve componente lectiva ou, como no meu caso, o horário foi ocupado por dacls. Perdi a continuidade da minha DT e das minhas turmas. Foi o desmoronar duma construção. Ainda não me refiz. É triste chegar a meio da vida profissional e ficar no desemprego ou apanhar um horário incompleto. Os que tiveram a sorte/azar de ficar em horários incompletos tentam completá-los com OEs, mas como essas, mesmo sendo anuais, terminam a 31/7 não é possivel esse completamento. Ora, o contratado com horário incompleto, para conseguir a totalidade de dias de serviço correspondente a um ano, terá obrigatóriamente ACUMULAR várias horas lectivas. No entanto, é necessário haver compatibilidade de horários e saúde para conseguir tamanha proeza.
    Enfim, mais um desabafo.

    • Padeiro on 16 de Setembro de 2011 at 1:58
    • Responder

    Alem da anunciada “fome”, tenho ainda forças para alertar a classe docente (tanto vincuculados quanto contratados) que a guerrilha criad em torno da avaliaçao nada mais é senao um enfraquecer social das necessidades dos sistema educativo em Portugal… Sim, sou professor, mas amasso o pao!

    • Margarida on 16 de Setembro de 2011 at 2:08
    • Responder

    Boa a Noite a todos os colegas principalmente aos colegas Contratados e Não colocados!

    Pois, de tudo o que li , concordo inteiramente. Os contratados continuam a ser tratados como pessoal menor (com o devido respeito), qualquer coisinha já lhes chega, mas todos juntos (salvo excepções) fazemos exactamente as mesmas
    obrigações do que os do Quadro, nalguns casos com grande grbrio e empenho (desculpem os do Quadro porque sempre existem algumas excepções).
    Desabafo de alguém que tb está desesperada!!!!!!!!!!

    • João Leal on 16 de Setembro de 2011 at 17:15
    • Responder

    Concordo exactamente com a Margarida pois enquanto se entretêm com a ADD os reais problemas ficam por resolver. Para mim, ficou tudo na mesma, excepto… que continuamos a ser completamente marginalizados e tratados como “indivíduos com habilitação profissional” (como vem bem explícito nos concursos).

    • Sónia M. on 16 de Setembro de 2011 at 17:45
    • Responder

    O excelentissimo senhor bem dizia que ia implodir o ministério. Deem-lhe tempo. Primeiro professores “bummmmm”. Depois direcções regionais “bummm”. Etc., etc.. Podia era ter começado por implodir o ministério propriamente dito e com ele lá dentro. Essa é que tinha sido a ordem ideial….

      • Sónia M. on 16 de Setembro de 2011 at 17:46
      • Responder

      * ideal

  1. […] E assim praticamente se consegue eliminar os efeitos perversos da avaliação de desempenho na graduação dos docentes contratados, que decorreram do acordo entre a FNE e o MEC sobre o modelo de avaliação de desempenho. […]

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