Três semanas após o arranque do ano letivo e num momento em que há grupos de recrutamento com listas quase esgotadas, os diretores estão a ser forçados a lançar contratações para substituir professores que foram a consultas de medicina do trabalho e ficaram com horário reduzido ou dispensados de dar aulas. Há escolas que tiveram de lançar cinco horários, outras mais de 30. É um rastilho de pólvora que pode agravar a falta de docentes em todo o país, alerta o presidente da associação nacional de diretores (ANDAEP), Filinto Lima.
Médicos cortam horários a professores e forçam escolas a refazer planos
O Governo anunciou, em abril, que vai contratualizar o serviço de medicina do trabalho para o ensino público. A 29 de julho chegou às escolas uma nota informativa. Nesta fase de transição, vão obrigatoriamente à consulta os docentes que regressaram de baixa superior a 30 dias, desde agosto, quer tenham, ou não, ido à Junta Médica; os que voltem após doença profissional ou acidente de trabalho e os que se apresentam ao serviço com mobilidade por doença.





21 comentários
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É o retrato duma profissão envelhecida, duma profissão que não se renovou em virtude da falta de atratividade, é o retrato de como o PS tratou a escola pública.
nos tempos do PSD era uma maravilha? que indigência…
@JUCA ajude-me pf: quantos anos esteve a esquerdalha barata caviar no poder?? Ah ok, foram os outros. Desculpe. Falta de noção e vergonha na cara…a esquerda meteu o país, em diferentes setores, no estado deplorável em que está e ainda há quem seja a favor desta escumalha. Só se estiver a mamar da mesma gamela…
Finalmente deixou-se de tapar o sol com a peneira!
Que é que este FDP quer? Que os professores vão trabalhar doentes?
Que que as escolas se transformem em campos de concentração? Pelos vistos kapos já temos…
Uma classe envelhecida e doente, que só tinha direito a a baixa ou a trabalhar.
Quando comecei a trabalhar, estava no grupo dos mais novos.
30 anos depois, ainda lá estou.
O PS de Sócrates cavou o fosso, o PSD de Passos, ajudou. O PS de Costa fingiu que melhorou algo, mas continuou a cavar o fosso. Agora, aqui chegados, este PSD tenta resolve a situação, mas à custa de horas extra obrigatórias e mal pagas.
Finalmente, a medicina do trabalho chegou aos professores, que nem tinham direito a isso.
As declarações, às TV, do chefe dos cães de fila, são um escândalo!!! Ouçam e vejam com os vossos olhos!
Quer mandar nos médicos, como os crápulas que representa mandam nos professores.
INACREDITÁVEL. ONDE ANDAM OS SINDICATOS??????
Na notícia publicada no jornal, o chefe dos líderes escolares e o seu vice estão preocupados com a falta de professores? Que deem o exemplo dando aulas a uma turma. Se todos os Diretores dessem aulas auma turma (como está previsto no DL 137/2012), estes assunto não seria tão procupante!! Agora vir berrar contra os “incêndios” e trazer na mão um “balde vazio”, não ajuda a resolver o problema! O que se vê é que nenhum Líder Escolar quer dar aulas! Têm vergonha de ser professores! O mais engraçado é que ambos os que representam a ANDAEP procuraram outra Direção quando atingiram o limite de mandados na Direção da escola em que estavam. Quem representa os Diretores também está sempre a falar do problemas, mas há tantos anos que preside à ANDAEP e nada fez para resolver a situação. Não critiquemos apenas os governos, também este cruzou os braços e deixou o barco à deriva, mas agora surge como procurando ser o SALVADOR DAS ESCOLAS!!!
Ao fim de 20 anos, em que uma junta médica me disse para procurar a medicina do trabalho, tenho, finalmente, direito a ela e, vem este imbecil que não sabe o que é ser-se professor com problemas graves de saúde dizer o que os médicos devem ou não fazer. Que tal, os Filintos destes país deixarem de vez os tachos e passarem a ter turma?
A culpa não morre solteira e é muita dos Filintos das escolas: tipos que só querem é carreirismo político ocultando da tutela a verdadeira situação de envelhecimento dos profissionais, sobrecarga de trabalho dos mesmos, excessiva burocratização de procedimentos, indisciplina dos alunos e dos pais, desconfiança e desrespeito permanentes por quem leciona, além das autocracias e gestões antidemocráticas que reduziram os professores a pau para a toda a obra sob o chicote dos mandantes, diretores, alunos e pais.
O Filinto que vá trabalhar, que largue a verborreia demagógica, a ocultação à tutela e a campanha autárquica!
O sem vergonha ainda quer espezinhar mais!
O problema do Filintismo e da classe dos Diretores que representa não é a falta de professores. O que realmente os preocupa é que a Medicina do Trabalho está a ser justa com os professores (uma classe envelhecida e esquecida durante décadas) e a adaptar a carga horária às suas condições de saúde, mas o problema deles é que isto os obriga a alterar os horários que estavam desenhados com “regra e esquadro” para os que fazem parte do grupo dos privilegiados (só manhãs, turmas escolhidas, sem direção de turma, etc…) e agora esses “intocáveis” têm a versão original dos seus horários alterada. Ter de mexer no “puzzle” como os próprios assumem na notícia do jornal é que preocupa o Filintismo e o Lourismo e os leva a pedir socorro nos jornais. Se acham que ser PROFESSOR é tarefa fácil e não envelhece, porque fogem da sala de aula há quase 30 anos?
Atão na querem lá vêri cus dretouris fogem das aulas com ajuda do doutoris!
A FNE e o Filinto já a lançar lama sobre os professores…
Por que não se calam?!
Não foi por acaso que o ECD antigo estipulava a reforma aos 36 anos de serviço! É que ninguém aguenta isto até aos 70 anos !
Qual é a parte que que não percebem? É preciso fazer um desenho?!!
Sim! É preciso. e E o desenho é o dedo do meio !
Canalhas. Oxalá que adoeçam bem e nem uma turma possam dar. Gostava de os ver, aos crápulas dos diretores lambe botas e desumanos ,velhos e doentes como cães da rua. Enxotados pelo povo.
O Sócrates ganhou duas eleições à custa de demonizar os professores. Agora os seus eleitores queixam-se de os filhos e os netos não terem professores. Quem é que quer vir para esta profissão tão caluniada, onde o papel do professor é sofrer abusos e calar?
O Nuno Crato, o Vitor Gaspar e o Pedro Passos Coelho fartaram-se de rir com este comentário
O que é dramático é que tenham de ser os próprios professores a humilharem-se perante as direções das escolas para pedirem o acesso à medicina no trabalho… Só isto já diz tudo sobre o que o PS e PSD têm feito aos professores.
Então havia de pedir a quem? Já vi que o CHeita é que seria bom.
Disse alguma mentira?
Agora é só chegar ao médico e dizer que não pode ( ou não quer) trabalhar e lá fica sem a componente letiva. Outros, que até estão em situações bem piores, alegam querer trabalhar e são autorizados para tal.
Acontece o mesmo com as juntas médicas. Uma comédia.
Nisto, como noutros casos, há bons e maus profissionais. E nos maus, estão claramente os médicos.
Não passas de um ridículo daqueles que têm culpa na desvalorização e humilhação dos professores!
Olha lá paro-diante de encomenda – por acaso, supões que és extra_terrestre?