No próximo dia 9 marcarei presença na Comissão de Educação e Ciência na audição desta petição que visa a realização de um concurso interno ainda em 2014.
Sendo este um objetivo já difícil de atingir, não deixarei de mostrar os número do concurso interno de 2013 e da insuficiência de lugares abertos, que não permitiram a aproximação dos docentes mais graduados para mais próximo das suas residências, ao invés o sistema vai permitindo aos docentes de QZP (na sua maioria docentes menos graduados que os docentes QA/QE) obterem colocações em escolas das preferências dos docentes QA/QE.
Do ponto de vista de gestão de recursos compreendo que o MEC pretenda primeiro dar colocação a um docente QZP não se importando com a aproximação do docente QA/QE, se na ótica dos recurso é uma medida compreensível na perspectiva humana e na qualidade de trabalho do professor na escola é profundamente errada.
A única solução para terminar com este erro é permitir que todos os docentes de QZP possam obter lugar em QA/QE num concurso interno, de forma a que no concurso de mobilidade todos possam concorrer em pé de igualdade e já existem mecanismos que obriguem um docente QA/QE a fazer o papel de um (mini)QZP quando não lhe é possível atribuir componente letiva na sua escola.
Como pretendo apresentar situações concretas de docentes que sendo QA/QE se encontram longe da família e em escolas próximas das suas residências existiram lugares plurianuais para docentes menos graduados, venho pedir que me façam chegar por mail esses relatos de forma a juntar aos documentos que vou deixar na audição.
Também podem deixar um pequeno testemunho neste post.
Quero por fim referir, antes que resolvam espernear na caixa de comentários, que o que pretendo não é virar-me contra os docentes QZP que estão bem colocados, mas sim permitir que para todos os docentes seja criado um sistema justo de colocações em função da sua graduação profissional.
Porque a cada concurso que passa ou a cada novo diploma de concursos nunca se sabe se é melhor ser-se QA/QE ou QZP.
Não conseguindo cumprir o objetivo da petição para este ano, pelo menos todos ficarão mais esclarecidos para que no concurso interno de 2015 sejam abertas as vagas necessárias aos objetivos propostos na petição.




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Gosto…
Citação.
“Quero por fim referir, antes que resolvam espernear na caixa de comentários, que o que pretendo não é virar-me contra os docentes QZP que estão bem colocados, mas sim permitir que para todos os docentes seja criado um sistema justo de colocações em função da sua graduação profissional”
Fim de citação.
é pena que não defendas o mesmo em relação aos contratados… ai e tal… 4/5 anos de contrato, completos e seguidos, os restantes, (mesmo nos lugares cimeiros da lista de graduação, sim, a tal da graduação profissional), são paisagem…
clap, clap, clap (bater de palmas)
Zeh
Olá Arlindo!
Eu sou um exemplo de QA que está colocada a 100KM de casa e que na zona onde vivo há muitos colegas QZP colocados menos graduados do que eu. Estou colocada na Lourinhã e vivo em Leiria. Tenho conhecimento de que na Zona de Torres Vedras, Lourinhã e Peniche há muitos colegas de Leiria a quem acontece o mesmo.
Obrigado!
Carla
Meus meninos, se tivessem que trabalhar numa empresa privsda ou se tivessem que emigrar, comiam e calavam. Exigirem concursos para se aproximarem à residência??? Cads vez mais precisam de alguém que os meta na ordem…
Quem trabalha no privado pode concorrer para qualquer empresa, também privada, em qualquer outro sitio. Não há nenhum tipo de constrangimentos. Dentro da mesma empresa pode-se pedir para ir para o Dubai, para a China, para o Porto ou para Lisboa. Ou há vaga ou não há.
Que comparação tão tolinha….
Paulo, desculpe escrever isto mas está a pedi-las pelos disparates que tem escrito nos últimos dias. Desculpem os restantes colegas contratados que revelam mais discernimento.
1º Já que demonstra conhecer bem a situação laboral nas empresas, então envie currículos para algumas pode ser que o contratem, pois o MEC não é nenhuma agência de emprego nem a Santa Casa da Misericórdia..
2º Quem é do quadro já foi contratado vários anos e possivelmente agora está desterrado (por força da legislação ou porque lutou por uma estabilidade, não ficando ao pé de cada à espera do que haveria de vir), com horário-zero ou investiu do seu próprio bolso para se habilitar profissionalmente a outros grupos de recrutamento, por isso tem toda a legitimidade de reivindicar que o concurso interno seja ANUAL.
3º Como deve saber as empresas, promovem os seus recursos humanos (OS DO QUADRO) quer para funções de chefias, QUER para outros departamentos caso tenham as devidas competências habilitacionais ou profissionais. Assim, o mesmo se passa na Administração Pública. Qualquer ramo da função pública em primeiro lugar disponibiliza as vagas a quem já é funcionário público e dó DEPOIS é que recruta externamente indivíduos não vinculados à função pública, tenham ou não experiência profissional, mas de acordo com as NECESSIDADES. Logo, os contratados só devem concorrer depois dos EFETIVOS E SE HOUVER VAGA. TEM VAGA PARA EFETIVAR, EFETIVA, MAS SEM ULTRAPASSAR NINGUÉM, TEM VAGA PARA CONTRATO É CONTRATADO, NÃO TEM NÃO ENTRA.
4º Compreendo o seu desespero, pois ou entra entretanto para os quadros ou sabe que não vai conseguir, devido à austeridade e à diminuição do nº de alunos. Mas, se entrar, NÃO TEM GARANTIA DE TER COMPONENTE LETIVA.
5º Compreenda que o concurso não pode ser só para contratados, porque,VAI SER IMPUGNADO POR SER ILEGAL!!!!!!
6º SE FAZ FAVOR NÃO META O BODELHO ONDE NÃO É CHAMADO!PONHA-SE NO SEU LUGAR!
Eu estou na escola mais próxima da minha residência e até vou rescindir por isso não estou MESMO a falar por mim, mas estas pessoas que aqui andam querem mesmo trabalhar numa escola? Ninguém os aceitava num supermercado! Já viu a quantidade de gente completamente desprovida de cérebro que consegue tirar um curso superior? É espantoso! E explica muita coisa… Não se aborreça, que isto visto pelo prisma certo é hilariante!
Conocordo com a professore, sou QZP e não estranharia que colegas de quadro (QZP ou QE/QA)concorram em pé de igualdade para as vagas existentes, estão munidos de um vínculo laboral de nomeação em Diário da República que aos olhos da lei é identico. Estranho é os contratos ultrapassem os QE e os QZP no acesso às vagas. Tenho que mencionar que já fui QE e passei para QZP para apróximar da minha residência, agora não posso mudar de grupo porque os contratos ocupam as vagas de QZP e posteriormente as de QE que forem aparecendo nos grupos para os que somos impedidos de concorrer.
Subrescrevo
Quem trabalha nas empresas privadas, longe de casa, tem carro ao seu dispor, portagens e combustível pagos. Eu gasto, em deslocações, 400 euros por mês, quando colegas QZP com graduação inferior e menos tempo de serviço se encontram, praticamente em casa…Onde está a justiça???? Lista única em função da graduação, independentemente de se ser Qa/QE ou QZP
Subscrevo colega! Vamos acabar com as injustiças! TB sou QA e por isso fui penalizada! Quase com 30 anos de serviço estou longe da minha residência, onde havia pelo menos 3 lugares, que foram para colegas com graduação de muitos anos a menos de serviço!
Contratados…. Zero referências…
Faça-me um favor: conte o numero de vezes que o Arlindo se referiu, neste blog, aos problemas dos contratados e o número de vezes que se referiu aos colegas de quadro. Quando fizer esse trabalho, diga alguma coisa.
Nem mais…
Uma coisa é falar por falar, outra coisa é falar fazendo lobby, nos bastidores, entendeu?
BOA!!! Solidariedade para os contratados mas JUSTIÇA para todos!!!
Pelo que vejo aqui nos comentários, existem contratados que têm que deixar de olhar para o umbigo. Existem outras situações dramáticas, existem outros colegas que também estão mal… existem outras injustiças….
Muito bem Arlindo, pela iniciativa!
A última versão da nova legislação dos concursos para o concurso interno de 2015, é TERRÍVEL para colegas QZPs, de um QZP distante do seu local de residência. Muito cuidadinho com o “NÚMERO QUATRO” da última versão que é uma afetação disfarçada.
A regra atual “QZP + 1 código de escola de outro QZP” na mobilidade interna é que “desterra” os QA/QE e essa regra regressa à forma original que era “obrigatório concorrer apenas a todas as escolas do seu QZP”.
Já foi QZP e tive de afetar a 300 km e 500 km. Colegas dos QZPs, cuidado com o concurso interno de 2015, porque ser QZP, pode voltar a ser um pesadelo…
Não percebo porque não adotam uma lista única, sinceramente.
Os contratados olham para o umbigo, pois olham. Mas o pessoal do quadro olha para o umbigo com a barriguinha mais cheia. A perspetiva do ver o umbigo deve ser melhor.
Comentário invejoso….
Não seja invejoso nem entre em desespero! Experimente colocar-se no lugar de um colega do quadro e veja se não fazia o mesmo!
Quando um efetivo muda de lugar de quadro liberta a sua vaga de origem para um outro colega, seja QA/QE/QZP ou contratado. Se a vaga estiver negativa a culpa é do MEC (na maior parte das vezes), pois já se sabe que são autênticas minas para lixar as vagas. E o que é que está à espera? Que o pessoal do quadro, provavelmente gente que até tem idade para ter sido seu professor, fique em cascos de rolha ou sem componente letiva ou esqueça o dinheiro/tempo/sacrifício que fez para aumentar as habilitações que tem, só para o Paulo efetivar algures. Francamente… que egoísmo!
Entenda que a única coisa que o pessoal do quadro quer é ir a concurso, não aceitam ser discriminados, excluídos, ultrapassados, e não se opõem à entrada de novos colegas desde que seja nos termos em que tem sido até agora. INFELIZMENTE A ESCOLA PÚBLICA DE HOJE E DE AMANHÃ NÃO É IGUAL AQUELA QUE EXISTIA ANTES DESTA AUSTERIDADE DESTRUTIVA. Nós profs não somos os responsáveis!
Claro que sou invejoso. Admito. Desejo o que os outros têm de bom para mim mas também desejo o que eu tenho de bom para os outros. Não sou hipocrita…
Uma vez que os contratados concorrem por graduação profissional e em pé de igualdade, então deseja que todas as pessoas possam concorrer assim. Finalmente estamos de acordo.
Já agora, se quer mesmo invejar alguém sugiro-lhe outras profissões, outras condições de trabalho, outros ordenados. Eu, como professora do quadro, efetiva ao pé de casa, (fantástico, não é?) e que até gosta de dar aulas, da escola, dos colegas, dos miúdos, acho que a minha situação é tão, mas tão, invejável que vou sair porque não me vou sujeitar mais a estar amarrada a um patrão que nunca me irá pagar decentemente. Pois, porque 1080 euros para um licenciado com 19 anos de casa não me serve. Pode ser moda agora… mas eu nunca fui muito de modas. E se com menos de vinte anos já era autónoma financeiramente e nunca deixei que me faltasse nada de importante, não me parece que seja agora que vá deixar de o ser.
Por isso, antes de invejar, pense nisto… se as coisas estão muito mal e não as podemos mudar, quem tem de mudar somos nós. Por mim, pode ficar com a minha vaga que eu não aturo mais tretas daqueles senhores ou doutros quaisquer.
Ora veja lá o que é olhar para o umbigo: sou professor QZP, percorro diariamente 320kms, de 2ªf a 6ªf, e a 20kms da minha área de residência estão a lecionar professores CONTRATADOS!!!!
Tem resposta?!
Você acha que pode ter mais direitos que os professores contratados? Porquê?
Se acha que eles são previligiados passe a ser contratado.
Aceita que um contratado com uma graduação inferior à sua fique colocado numa das suas preferências?
As escolas não lançam os horários na altura da afetação e os quadros lixam-se porque são obrigados a aceitar vagas em todo o QZP, saindo vagas para outros grupos a que estão habilitados uma ou duas semanas após a afetação. Eu estou em horário ZERO numa escola em que foram contratadas QUATRO docentes contratadas para o grupo 910. Eu e outras duas colegas de QZP em horário zero não pudemos concorrer a essas vagas e no extraordinário desaparecem para gente com um ano de especialização(este) e seis de serviço, eu tenho só dezanove de serviço e especialização à quatro anos. É JUSTO NÃO É?
Muito bem Arlindo, apoio-o nesta iniciativa, pois é uma questão de justiça…
Historias de desterrados é, infelizmente, o prato do dia, para grande espanto e indignação de quem está por dentro e por fora do sistema. Quem dera haver vagas para todos, não havendo, graças a erros de gestão, crise demográfica, descalabro económico, restava-nos que houvessem regras justas para todos, e as ferramentas existem – as listas de graduação, e MAIS NADA. Sou uma desterrada a 100 km de casa, ULTRAPASSADA, e não há outra maneira de o dizer, por colegas centenas de lugares atrás de mim e que estão nas escolas que escolhi para destacamento. Faço 200 km por dia há 8 anos consecutivos e não soi o que dói mais, se a distancia, se os custos ou se a terrível INJUSTIÇA.
Obrigada Arlindo, por ter tido a iniciativa de criar a petição e por agora estar a documentar-se devidamente para expor a realidade tal qual ela se apresenta, para além de estar a disponibilizar o seu tempo na luta por esta causa justa. Boa sorte!
É sindicalista …
QA, a 300 km de casa, não consegui aproximação à residência.
Contratado a 260 km de casa, com horário incompleto até 31 de Julho e com muita pena dos quadros que estão desterrados.
Arlindo, nesta altura, em que todos podem concorrer a qzp, as ultrapassagens não se colocam. Quem está mal em qa concorre a qzp e vai à luta na lista graduada.
Não é justo que se mantenha um lugar cativo e se queira disputar lugares com quem nao tem horario ou escola.
Vê lá o que dizes, o que vais defender, porque podes ser muito muito injusto.
E porque não um concurso sem prioridades? Apenas com a lista graduada? Qual é a injustiça e o problema? As vagas mantém-se as mesmas…Até era mais simples de fazer…
Ah, podem concorrer a QZP! E quando abre o concurso interno??????? Com quantas vagas????? Então não querem vincular em primeiro lugar os contratados?????
O que diz não faz sentido. Se estamos todos ordenados pela graduação no interno não faz sentido que nos separem na MI. Um QA/QE com componente letiva que obtenha colocação noutra escola liberta o seu horário de origem que pode ser atribuído a outro colega Qa/QZP ou contratado, isto ,é não lixa ninguém. Os QZP´s manifestam preferência para além do seu QZP +1, e continuam erradamente na primeira prioridade, isto sim é injusto.
Não pressione o Arlindo. A petição pede SIMPLESMENTE um concurso interno COM VAGAS.
Que tal começar por abdicar de ser do quadro??É incómodo não. A1ª prioridade só interessa se for em MI não é?? Hipocrisia é o que se chama….
Há 21 anos que estou no ensino. Sou quadro de um agrupamento a cerca de 200km de casa desde 1999.
Fiquei colocada a uma distância tão grande, não porque quis, mas porque as regras dos concursos me forçaram a isso.
Antes de ser quadro de escola, fui quadro de zona pedagógica de Setúbal, a zona ideal para mim, já que sou da Margem Sul. No entanto, na altura os QZP eram obrigados a concorrer a, pelo menos, uma das zonas (na altura gigantescas) criadas pelo Ministério. Foi assim que me tornei quadro de uma escola a duas centenas de quilómetros de casa…e é assim que me vejo agora a ser ultrapassada por colegas muito mais novos, que não tiveram que se submeter às mesmas regras de concurso. Isto é justo?
http://movimentodeprofessoresdesterrados.wordpress.com/
http://movimentodeprofessoresdesterrados.wordpress.com/2013/10/20/inquerito/
Até que enfim se dignou olhar para este lado! Faz aqui um trabalho meritório, mas se é sindicalista e defende uma classe profissional, por favor pense também em nós, pois parece que com tanto «excel» só olha para um lado…dispenso essa guerrinha.
Parabéns Arlindo…por enquanto, o único colega que fala e publica com muito conhecimento e bom senso. O Arlindo ajuda e defende uma classe e não uns poucos. Parabéns.
QA em guerra com QZP, um bom tema para falar com os políticos,
A petição não é uma guerra, mas sim o pedido de realização de um concurso interno com vagas a fim de dar estabilidade aos profs e escolas, bem como o respeito pela graduação profissional. Qual a vantagem de manter milhares de profs em MI, sem respeitar a graduação??? O problema é que este MEC muda a lei, dia sim dia sim, e não dá para planear vida nenhuma desta forma.
Essa da graduação é conversa para enganar tolos. Há muitos QA com menos graduação que QZP. Os do QA só falam em graduação para a MI e querem concorrer na 1ª prioridade!!Então e que tal a obrigatoriedade inerente aos do QZP???Que tal abdicar de ser QA???
“Há muitos QA com menos graduação que QZP”. Então do que têm MEDO?!!
“Então e que tal a obrigatoriedade inerente aos do QZP” Qual obrigatoriedade? Se agora até vão acabar com as duas Zonas.
Sejamos justos.
Tenho 58 anos, sou QZP do BAAL há 8 anos mas tenho conseguido manter-me desde então, numa escola que pertence à minha área de residência. Este ano com o concurso para o pessoal dos quadros e dado que a escola onde me encontrava a lecionar ía para Agrupamento, eu, com receio do que me iria acontecer, optei por uma requisição para uma DG do MEC. Com a saída dos resultados, confirmei aquilo que eu receava. Mantive-me novamente no BAAL por mais 4 anos. Questão: Se eu, “sortuda”, não tivesse agarrado a oportunidade surgida, concerteza estaria a fazer deslocações entre o local de residência e o de trabalho, com todos os custos inerentes ( renda, gasolina, alimentação…), gastos acrescidos a um vencimento em constante desvalorização, assistindo a mais um concurso extraordinário, onde pela segunda vez, irão ser criadas vagas em QZP`s, que eu, professora com 20 anos de serviço, não tenho acesso. É justo?
Começou tarde, lisete…
Há uma situação que me revolta deveras… Um QA concorre na 2ª prioridade porque quer aproximar-se. E então é justo que aqueles QZP que são de outros QZP porque nunca conseguiram sequer vincular no seu, concorram a escolas da sua área de residência na 1ª prioridade? AH, então não estão também eles a aproximar-se!?
PARABÉNS PELA INICIATIVA, ARLINDO! Obrigada pelo trabalho que faz em defesa de TODOS os professores, por defender as suas ideias com as quais aliás concordo e me revejo… tb sou QA desde 2009, estou a 40 km de quase (o que não é mau, mas faz mossa no orçamento com o que se gasta em combustível)… estou fora de casa das 8h30 às 18h30, 5 dias por semana (estou no 1º CEB e tenho AECs a meio das aulas curriculares), e sei de colegas QZP que estão desde 2006 à porta de casa sendo menos graduadas… às vezes questiono-me se terá valido a pena trabalhar para a média qd fiz o curso… Mais uma vez OBRIGADA pelo seu excelente trabalho e espero que se consiga repor a JUSTIÇA!!!
Desculpem a “inveja” senão vejamos:
Carreira (?)
1- quase professor 1000€ 24 tempos letivos
2- média de Professor 1800€ 20 tempos letivos
3- Professor 2500 € 16 tempos letivos
Inveja? kakakakkakaa
Mas onde é que desencantou tal pérola?
19 anos de serviço, efetiva há treze = 1080 euros, 44 anos de idade, 24 tempos letivos. Sem atestados, com lic, tudo normal. Pensava que a ignorância sobre os montantes auferidos, horários e condições de trabalho não chegava aos próprio colegas… Se está a trabalhar, não tem colegas com quem converse sobre essas coisas? No café, ou à hora de almoço???
AHAHAHAHA!!!!!!!!!!!!! 18 anos de serviço, QZP há 16 anos, 24h letivas mais algumas (para não dizer muitas), congelada no 2º escalão há 10 anos (1000€ e mais alguns trocos), a 70 km de casa (sim, já sei que há QE/QA colocados mais longe). E para não fugir ao assunto do post, carradas de colegas com menos graduação colocados à porta de minha casa (e das deles …)
Sou professor há 27 anos.Estou colocado numa escola de Lisboa a 250 Km da minha área de residência, no distrito de Viseu. Tal situação deve-se a uma informação errada de uma irresponsável do sindicato do qual era associado e de uma atitude miserável do diretor do agrupamento a que pertenço, no distrito de Viseu.Esse individuo retirou-me do concurso dos horários zero mas como tinha concorrido ao concurso para mudar de escola (devido à tal informação errada de que falei à pouco) vim parar a Lisboa o que me causou um tremendo transtorno à minha vida pessoal e familiar.É óbvio que sendo eu QE não tinha necessidade de concorrer ao concurso para mudar de escola na 2º prioridade. A responsabilidade foi minha mas quem está nos sindicatos tem de ter mais cuidado com as informações que dá aos seus associados. O mal está feito! tenho procurado reverter a situação mas enquanto não houver um concurso interno tal não será possível. fui contratado durante 7 anos e QZP durante mais 8 anos. Nunca ultrapassei ninguém! demorei 15 anos para efetivar e mais 8 anos para “puxar” a minha vaga de efetivo para perto da minha área de residência. Não compreendo nem aceito que os senhores(as) contratados queiram ficar logo perto de casa ultrapassando colegas que andam nesta profissão à muitos anos. Eles que façam o seu percurso como nós fizemos o nosso e deixem-se de comentários egoístas e imbecis e tenham mais respeito por quem já era professor enquanto muitos deles ainda andavam de fraldas.
Seu enorme,1º ponto – tem contratados com mais anos de serviço que você.
2º ponto – os contratados concorrem a lugares de necessidades residuais, não pode concorrer lugares que não abrem para efetivos, pois podem fechar a qualquer momento, logo os contratados não concorrem aos mesmos lugares que o EXmo.
Quem tudo quer tudo perde, por isso é que qualquer dia nem aulas vai dar!!!
Bom dia
Em primeiro lugar quero deixar claro que a carreira de professor dividida em QE/QZP/Contratados, não faz qualquer sentido.Sou QE há 23 anos e considero que todos temos formação para ser professor, não de uma ou outra categoria. Sou uma das que, entre muitos professores, está desterrado a 150km de casa e, neste concurso interno, foi colocada uma colega, com menos tempo de serviço que eu, contratada, num horário anual, numa escola perto de minha casa. Ora tendo eu concorrido, será que é justo existir esta situação? Não sei de quem é a culpa, mas dos professores não é concerteza. Por isso, Arlindo, é bom que alguém faça pressão para que haja um concurso em que TODOS concorram em função do tempo de serviço que tem e que as escolas sejam obrigadas a abrir as vagas reais.
com certeza e não com certeza e somos professores há anos
Obrigada, Infiltrada. Sim, sou professora há muitos anos, mas aceito sempre, com carinho, as correções que me fazem. Obrigada
Sou professora QA porque fui obrigada a concorrer. Encontro-me quase a 200 Km longe de casa quando na minha área de residência se encontra uma colega QZP muito abaixo na lista. É uma grande injustiça. Parabéns pela iniciativa e obrigada pelo esforço.
Cada vez fico mais “siderado”, como é que ainda não perceberam que a ideia aqui é atirar “água para o capote”, i.e., dividir para reinar….. enfim.. leiam um pouco de “Teoria Geral de Sistemas e Abordagem Sistémica” e percebem….
Zeh
Sou professora há 21 anos e sou quadro de um agrupamento a 200 km de casa.
Antes de ser quadro de escola, era quadro de zona pedagógica de Santarém, a zona onde resido.
Quando fiquei efetiva tão longe de casa foi devido às regras dos concursos pois naquela época os QZP eram obrigados a concorrer a, pelo menos, uma das zonas enormes criadas pelo ME.
Foi assim que me tornei quadro de uma escola a 200 km de casa, no outro lado do país…
Ao longo dos anos fui conseguindo destacamento, mas nunca mais consegui sair desta escola e é onde estou agora, longe de casa e da família, a pagar 2 casas e a fazer centenas de km todas as semanas, quando há colegas mais novos ou menos graduados que estão mais perto de casa ( e na zona de Santarém há vários) que não tiveram que se submeter às mesmas regras de concurso, ou que na altura não tinham graduação suficiente. Mas alguém pode achar isto correto e justo?????
Concordo com a iniciativa para os professores “desterrados”.
Para quando uma para os professores “explorados”?
Cumprimentos
Os professores contratados, tal como os outros, precisam de um concurso interno e externo MAS COM VAGAS REAIS para estabilizarem. Já chega de externos extraordinários e vinculações semi-automáticas, isto sim, uma verdadeira injustiça e ilegalidade. Se houver lugar a indemnizações então que as paguem mas a quem provar que não pertence aos quadros porque nunca teve esse oportunidade.
Os professores contratados precisam que se cumpra a lei PONTO.
Quanto ao “provar que não pertence aos quadros porque nunca teve esse oportunidade”, dá-me a ideia que isso não consta em lado nenhum e para não estarmos a cometer “uma verdadeira injustiça e ilegalidade” devia enviar essa sugestão para a comissão europeia, pode ser que acatem o capricho.
Também podiamos enviar para os tribunais portugueses e perguntar o que acham dos 3 anos consecutivos… espere, já foi feito e… deram indemnizações por caducidade por acharem que não havia continuidade e porque havia efetivamente uma quebra de contrato. Em que é que ficamos? Pedem indemnização por caducidade e é dada, agora esquecemos que foi dado esse dinheiro extra, não querem que se fale na indemnização porque preferem o vinculo com ultrapassagem ilegal de quem já é vinculado. Pode ser esta a minha sugestão à comissão europeia?
Por mim pode, força!
Para hoje!!! Isso é que é um tema unificador! Tenho a certeza que não há quem não se sinta explorado!
Isso é como tudo, deve haver professores que se “sentem” desterrados por estarem colocados a 20km de casa e outros que o “são” por estarem a 300km.
Estar colocado a 2 km de casa é melhor do que a 20 km . É uma verdade de La Palisse.
Essa sua frase dá uma boa definição para a palavra comodismo.
Eu moro a 2 km da minha escola. A minha meta em termos de comodismo são os 200 m.
Falando a sério, se tivesse interessada em mudar de escola e houvesse vaga porque razão acha que eu não deveria poder concorrer? Não tenho horário zero, nem lá perto! Sou a primeira. Certamente que tenho graduação acima de qualquer contratado do meu grupo. Ficaria outro professor no meu lugar, mas quem tem maior graduação escolhe 1º.
Apenas um sistema justo trará paz aos concursos…um grande bem-haja Arlindo!!!!
Arlindo, antes de mais, obrigada por todo o trabalho que tem feito. Sou QA, com 18 anos de serviço, e estou a mais de 200 kms de casa, o que está a implodir a minha vida pessoal. São já 12 anos a correr o país. Sou do Porto e estou no distrito de Bragança, enquanto quase todos os QZP que conheço, grande parte deles do QZP 2, menos graduados do que eu, ficaram na zona do Grande Porto ou na área do QZP1, onde nunca consegui colocação ao fim de todos estes anos. Enquanto fui QZP, fui sempre obrigada a estar na área geográfica do meu QZP, Alentejo e depois Bragança, culminando com a vinculação compulsiva na escola onde agora estou. Não vejo qualquer distinção entre QA, QZP ou contratados, pelo que não percebo por que não se respeita a lista graduada em TODOS os momentos do concurso.
“…mas sim permitir que para todos os docentes seja criado um sistema justo de colocações em função da sua graduação profissional”. Deixe que lhe diga que não é com prosas destas que passa esta mensagem. Muito pelo contrário! Por acaso conhece as colocações de todos os QZPs? Não, com toda a certeza! A alteração da dimensão dos QZP tem tido consequências dramáticas, mas parece que isto não lhe interessa muito! Nem aos sindicatos em geral!
Não sei porquê, mas este texto deixa um sabor a “campanha eleitoral”. Se falo por mim? Claro! É também da minha vida que se trata!
A graduação é sempre justa. Se calhar não é o que mais lhe convém, mas será sempre a melhor maneira de fazer concursos.
A graduação para efeitos de vinculação não me parece nada “sempre justa”, basta ver quantos docentes que sempre tiveram no bem bom pertinho dos seus (aka privado) e que nos ultimos anos lembraram-se de ir para o publico passando à frente e a fazer de parvos os contratados que andam há dezenas de anos com a casa às costas.
Tem que haver um minimo de dias no publico para aceder à carreira é não são certamente os 365 nos ultimos 3 anos.
Tem razão. Claro que estou a falar do ensino público.
Foquem-se no essencial: vagas reais em tempo real!
Se há milhares de contratados nas escolas é porque fazem falta ao sistema, então porque não se abrem vagas para os quadros ?
Por outro lado, até ao ano passado, os concursos foram públicos e TODOS podiam concorrer a TODAS as vagas declaradas. Ora se há contratados com mais graduação que os QA/QE foi por escolha pessoal, pois podiam ter concorrido e não o fizeram.
Não havendo diferença legal no vinculo QZP ou QA/QE, a graduação é a forma mais justa de ordenação a concurso.
Mas sem vagas reais declaradas em tempo real, pouco vale a discussão.
Professora de 910 que não conseguiu aproximação à residência e para onde concorreu está lá uma colega QZP com menos graduação!!!!!!!!!!
Muito bem Arlindo! Força estamos contigo
Diz que este ano entram no extraordinário à sua frente mais uns 1000 do 910.
Este colega das ultrapassagens tem mesmo muita piada, diz umas coisas fixes…
1000? está enganada,2000 ou 3000 pelo menos..mais os QPZ, imagine a colega como vão ficar os coitadinhos dos QA, uma injustiça sem duvida, ninguém vê isto?
Não, não me considero desterrado, estou “apenas” a 30 km de cassa, melhor dizendo, a 200 euros mensais de casa. E, com 20 anos de serviço, vejo quatro colegas, dois contratados e dois QZP, qualquer deles com menor graduação profissional do que a minha, em escolas situadas a menos de 20 euross mensais da minha residência. Há quem chame a isto justiça. Mas também há quem chame a isto uma grande, enorme, filhadaputice.
Eu e a minha esposa estamos colocados a 130 km da nossa área de residência. Muito injusto, quando verificamos que temos muitos e muitos colegas qzp´s menos graduados, a trabalhar em escolas ao lado de nossa casa. Para não falar tb de alguns contratados…
Querem bater mais nos QZP? Sejam inteligentes, antes de pensarem em petições que não levam a lado nenhum, mobilizem-se para obrigar o MEC a abrir as vagas que realmente são necessárias. Classe estúpida e mesquinha, em vez de se mobilizarem , só sabem dizer mal uns dos outros…
Para isso está o Crato e alguns sindicatos…
Subscrevo as suas palavras Pedro! Que classe mais egoísta; bate-se nos Qzp, bate-se nos contratados…. blá,blá,blá……..
Pedir concursos por lista graduada, sem prioridades, não é bater em ninguém. Como dizem muitos colegas, há QZPs com maior graduação que QAs. Não vejo qual é o problema. Seria justo para todos.
Sou QA/QE em S.João da Madeira desde 1998. Efetivei cedo porque, na época, quem queimava as pestanas durante o curso e fazia todas as cadeiras em tempo e com responsabilidade, obtinha uma nota final que lhe permitia ficar colocado quase de imediato e perto de casa. Nunca mais consegui sair desta escola. Há 9 anos vivo na Marinha Grande (quase 200km de distância) e, em 2006, ano da entrada do Eng. José Sócrates e início dos concursos plurianuais (por 3 anos nessa altura), não obtive destacamento pela primeira vez na minha vida e fui obrigada a deslocar-me para a escola onde era E AINDA SOU efetiva. Com uma criança de 20 meses e a vida repentinamente virada de pernas para o ar, tive de ir viver para lá sem a criança por, num curto espaço de tempo, não ter capacidade física nem emocional para a levar comigo naquela etapa que sabia durar pelo menos 3 anos. Durante esse tempo fui sabendo que colegas menos graduadas mas QZP tinham permanecido na mesma escola…) Cinco meses depois, já em esgotamento a todos os níveis, tive um grande acidente que poderia ter sido a minha morte e a existência de mais uma orfã neste mundo. Este violento acidente, ocorrido numa das viagens diretas Marinha Grande – S.João da Madeira, em plena autoestrada, é hoje causa de concorrer ao abrigo da mobilidade por doença e do contínuo acompanhamento ortopédico e psiquiátrico. Todos os anos tenho de concorrer, sem saber se me vão dar ou recusar a mobilidade e sempre com o medo de voltar a ser “atirada” para longe da minha família. Só para terem uma pequena ideia, a primeira vez que concorri à Mobilidade por doença (na altura “Concurso ao abrigo de condições específicas”), tinha reaprendido a andar havia pouco tempo e deslocava-me com o apoio de duas canadianas. Apesar disso a mobilidade foi-me recusada e, se não fosse a gravidade da minha situação ser maior e eu permanecer de baixa mais um ano, quando a junta médica me desse alta eu seria forçada de imediato a regressar à mesma escola, fazendo as mesmas viagens, como se nada tivesse acontecido! As injustiças neste sistema são muitas e temos de procurar olhar à nossa volta, defender as nossas causas e, sobretudo o nosso futuro, bem como o dos nossos filhos. Trabalhar a km e km de distância, com família a apoiar e contas para pagar, e ainda ter de pagar as deslocações e aluguer de casas é um crime hediondo que tem feito e continua a fazer muitas vítimas. Não é este o país que os nossos antepassados almejaram quando fizeram tantos sacrifícios! Arlindo, vale a pena lutar por aquilo que é justo! Vá em frente e pode levar o meu testemunho que, quem conhece, só diz “como é possível isto no sec XXI?” Ana Isabel
Que maravilha!!! Agora que os QZP alargaram é que acha fundamental que passem a QA…em 2015. Acredita em tal, sinceramente???? Como docente num QZP, grupo 110 não tenho memória de existirem vagas para QA no distrito a que pertenço…A maioria tem entre 24 anos a 31 de serviço…no distrito de Bragança. Uma pergunta após estes anos todos quer que passemos a QA onde??? Em Lisboa????Não me goze…
Outra situação…O que acha da pouca vergonha que acontece na MD?? Só num distrito e do mesmo grupo mais de 300…tanto doente.Se lhes entregarem turma o que acontece aos QZP???Ficam sem turma para colegas com meia dúzia de anos de serviço os ULTRAPASSAREM…O qua acha desta situação???Justa???
Finalmente, começam a pensar nos professores de QA! Sou professora com 26 anos de serviço e tenho assistido durante 10 anos, no distrito de Bragança, os professores QA com 28/30 anos de serviço colocados 80 a 120Km e professores QZP menos graduados ficarem ao lado de casa. Espero que a aproximação à residência para os professores de QA passe para a 1º perioridade.
Pois essa é boa…No mesmo distrito, mas em diferente grupo e a realidade é oposta…concretamente no 110. QZP fazem 200km diários e outros simplesmente não fazem km porque não aguentam fazer entre 300 a 400km diários!!! Não conte anedotas..Só lhe interessa a 1ª prioridade na MI. Abdique de ser QA mas presumo que isso não lhe dê jeito…hipocrisia!
Que outros é que não aguentam? Com menos graduação? Especifique sff
Muito bem, “essa é boa…”, tem toda a razão. Não podemos ver a coisa só para o lado que nos convém.
Desde há cinco anos a esta parte que os QA estão à beira do suicídio porque não conseguem aproximar de casa (muitos nunca sequer tinham trabalhado nas escolas a que pertenciam) e os contratados que o são há anos (muitos por opção) se queixam de não terem trabalho. E porquê? Porque simplesmente acabaram com aquela lógica ridícula de que os QZP tinham que ir para os seus quadros mesmo que não tivessem horário. E não me venham com tretas, tenho muitos QA atrás de mim na lista graduada (sou QZP).
Não poderia estar mais de acordo, estou a +de 400km de casa, concorri ao abrigo do plano casa e apesar de na candidatura do mesmo não ser obrigatório ser H0, ter sido chamada a entrevista e ter sido seleccionada pela SS, fui-me vetada a colocação numa instituição da minha área de residência. Também fiquei seleccionada para o IEFP na minha área de residência e vi um contratado ser colocado lá quando no ano em que concorri era H0 e porque demoraram um ano a chamar-me vi-me barrada a esta colocação. É desesperante termos família e sermos privados dela. Estas burocracias demoradas e fora da época de concursos privam tanta gente de ver ser feita justiça. Lamento que ano após ano vejamos ser cometidas imensas injustiças. Quer por esta distinção entre QA/QE e QZP, quer por todos estes concursos paralelos que depois acabam por ser coniventes com o compadrio e amiguismos.
É muito engraçado! Os professores do QZP colocam-se sempre numa posição superior que os QA e Contratados, ou seja, não querem que os professores do QA/QE concorram em 1ª prioridade na MI e também não aceitam que os contratados entrem para QZP e lhes passem à frente. Afinal como é???? Não somos todos professores???
Seria bom que lessem este post do Arlindo http://www.arlindovsky.net/2014/04/historia-dos-quadros-de-zona-pedagogica/
Hipócrita é a sua posição. Só se interessa pela MI. Quer concorrer na 1ª prioridade e para o agrupamento que lhe der jeito. Torne-se QZP já que acha tão bom e concorra todos os anos, a uma área superior a dois distritos.
Também sou professora do QA do grupo 420, com 18 anos de serviço e efetivei imediatamente ao estágio numa escola bem longe da minha residência. De que me valeu?! Continuo efetiva numa escola a 100 Km da minha residência, tive ainda a sorte de ter uma destacamento por aproximação à residência mas faço cerca de 100 Km por dia e vejo colegas muito mais jovens, MENOS GRADUADOS, nas escolas do meu concelho de residência. E isto É JUSTO???
Justo seria ordenar os professores por ordem de graduação, pois os QZ têm o mesmo vínculo que nós e podem ser colocados apenas com 6 horas letivas pois consideram-nos sem horário, quando na realidade não o são…
Colegas, já o registei aqui várias vezes: o MEC não pagará, repito, não pagará a professores de QZP que não tenham trabalho, doa a quem doer.
A prioridade é dar trabalho a quem não tem, e não permitir a mobilidade a quem não quer ir para a sua escola. Se for possível, muito bem. Se não for, paciência…
E outra coisa (a mais importante): tem que haver lugar à recuperação total de vagas libertadas pelos QA na Mobilidade, e isso só seria possível pondo todos os QZP a concorrerem ao país todo, de outra forma não se pode fazer (a contratação é de evitar a qualquer custo).
Isto é assim tão difícil de compreender?
Deixe-me só exemplificar para ver se entendi bem. O que está a dizer é que, se por exemplo, um grande número de professores de QA quisesse sair do Alentejo e vir para o Lisboa, o número de pessoas no QZP correspondente à zona de debandada poderia não ser suficiente e, simultaneamente, o nº de professores em QZP na zona de Lisboa passaria a ser excessivo. Levando a horários zero em Lisboa e a contratações que à partida seriam desnecessárias no Alentejo.
Faz todo sentido do ponto de vista da organização dos recursos humanos… Mas talvez fosse possível encontrar um número de destacamentos máximo (nº máximo de saídas e vagas de entrada -valores reais) , deixando as pessoas escolherem escolas de acordo com a sua graduação. Sinceramente (e estupidamente, confesso…) ainda não tinha percebido bem a lógica ministerial das prioridades. Tem toda a razão, não é automático que uma vaga de quadro abra uma de QZP. Pode abrir vaga para um contrato e provocar um horário zero de um QZP /QA noutro lado. E isso não interessa ao MEC.
Mas será que ocorreriam migrações que justificassem a não recuperação das vagas? Não sei… As “trocas de cadeiras” resolveriam muitas situações. Conheço colegas que permutariam de bom grado mas têm horas de redução pelo que não podem permutar com quem não tem. Assim há um grande número de pessoas insatisfeitas, quando seria fácil, por concurso (nem que fosse troca por troca), agradar a muitos.
Ana, saúdo-a por compreender o que se passa, que é exatamente aquilo que exemplificou.
O MEC não quer contratar gente, só nos grupos carenciados, que são uma ínfima minoria.
Se é possível uma situação intermédia entre QA e QZP? Talvez, se as vagas a concurso correspondessem às necessidades efetivas, coisa que também não vai acontecer…
Repare, eu sou do QZP 2 e há carência de professores no meu grupo na zona de Lisboa. Há colegas de QA (digamos, no Alentejo, e muitos atrás de mim) que, com toda a legitimidade, querem aproximar da sua residência, que será, vamos imaginar, Lisboa. Mas para que isso seja possível sem que o MEC saia lesado, algum QZP tem que ocupar a vaga libertada, e esse QZP poderia ir de qualquer ponto do país, compreende? Ora, isso é que não me parece justo, desculpem-me a franqueza.
Realmente é mais complicado do que me pareceu à primeira vista. Talvez se pudesse desenhar uma situação intermédia. Garantir a inexistência de horários zero em QZP e QA e escalonar as preferências sem prioridades, apenas por graduação. Acho que ninguém concorda que a MI atire colegas QZP ou outros QA para horário zero, mesmo que menos graduados. Ou que os QZPs tenham de concorrer a todo o país… Os QZPs são efetivos nessa zona, que já de si é enorme. Teriam de ter as suas vagas asseguradas.
Imaginemos que se verificava ser necessário colocar 200 prof de um grupo qualquer no QZP7. Já se teriam contabilizado os que manifestaram intenção de sair. Na manifestação de preferências 70 QA, de escolas pertencentes a outras zona, teriam dito que pretendiam escolas no QZP7. Se existissem 150 QZPs para colocar, restariam 50 vagas para os QA. Entrariam os 50 melhor graduados. A escolha das escolas, dentro da zona 7, seria feita por ordem de graduação, independentemente do tipo de vínculo. Nesta metodologia entrariam também os professores QZP que pretendessem mudar de área geográfica. Teria de se aplicar este raciocínio para todas as áreas geográficas do país e cruzar a informação. Parece um trabalho dantesco, mas existem aplicações informáticas que fazem este tipo de coisas. Não sei se cometo aqui algum um erro, mas parece-me que poderia funcionar. Para que tudo isto corresse mal era preciso que os QZPs estivessem muito cheios (não sei se estão…) ou que a quantidade de QA que quisesse transferência de zona fosse também enorme. Até porque muita gente que se quer aproximar da residência pretende uma escola que ainda fica dentro do QZP. Esses poderiam mudar sempre desde que houvesse vaga na escola pretendida e fossem mais graduados que os outros candidatos (QZPs ou QAs, tanto faz) porque libertavam vaga na mesma zona. Parece-lhe correto? Não sei se cometi algum erro de raciocínio.
Obrigada por me ter explicado e argumentado de forma a que eu percebesse qual era o problema de um concurso só por graduação.
Olá Ana :-),
Mais ou menos… Os QZP estão superlotados em alguns grupos e ninguém pode assegurar que a rede escolar comporte todos…
Como lhe disse, a prioridade do MEC é que todos aqueles com quem tem vínculo laboral que obrigue ao pagamento regular do salário trabalhem. Agradar não está na sua lista de prioridades…
Um abraço.
[…] momento chegaram-me 24 relatos pedidos neste post e que vou anexar à documentação a entregar na Comissão de Educação e Ciência com vista a […]
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