O Receio Com o Fim dos Concursos Aumenta

Não só com as experiências piloto quanto à municipalização, mas também por haver um maior número de opiniões contra a utilização da graduação profissional para a colocação dos docentes.

Se é bastante conhecida a posição do atual presidente do CNE, também se verifica que algumas peças de xadrez começam a ser colocadas no CNE em defesa dessa posição.

Hoje foi publicado em diário da república a designação de Ramiro Marques para conselheiro do órgão do CNE, indicado pelo MEC.

Depois de abandonar o Profblog, o Ramiro Marques continua a escrever no Base de Dados do Ramiro e nos posts de ontem e de hoje verifica-se da sua parte uma crítica ao atual modelo de seleção de professores.

Discordo profundamente das suas opiniões e acho que este vai ser um tema bastante polémico para um futuro próximo.

Por isso, mais importante que conseguir-se uma ou outra mudança num diploma de concursos é assegurar o princípio de um concurso com regras claras e justas e que continue a ser universal para o futuro.

 

 

 

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40 comentários

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    • JVFM on 12 de Março de 2014 at 13:30
    • Responder

    Se o Sr. Ramiro abdicasse do seu posto de trabalho como funcionário público e concorresse em igualdade de circunstâncias com os colegas, alguns deles mais novos, com menos tempo de serviço e muito mais qualificados, assim talvez pensasse que ele estava a utilizar o seu pensamento empírico e cientifico e não o oportunismo.

    • NUNO on 12 de Março de 2014 at 13:44
    • Responder

    Ainda não consegui entender porque é que este cRato tem tanto ódio dos professores contratados….

    Se não se respeitar a graduação…. bem teremos colocações políticas, compadrios e futriquices ….

    vamos ter esperanças, pois no próximo ano há eleições, pelo que poderá sair do poleiro, embora

    deixando um rasto de decisões ignorantes e injustas, só comparáveis com um tsunami…..

    • on 12 de Março de 2014 at 14:07
    • Responder

    Gostava de perguntar ao Dr. Ramiro como se constitui afinal um currículo, já que a avaliação que obtemos nas formações académicas não têm importância; Gostava ainda de lhe dizer que ao referir que é preciso introduzir novos critérios para a seleção de docentes, nomeando para este efeito a classificação obtida na prova de avaliação de conhecimento/acesso à carreira, noto aqui uma incoerência. Vejamos, um professor que até nem é assim tão bom profissional, cujas capacidades pedagógicas não são as melhores pode ter mais sorte na realização da tal prova; e um professor excelente pode simplesmente no dia da realização da maldita estar doente, ter uma pessoa de família doente, estar abalado devido à morte de alguém próximo…sei lá, tantos factores podem interferir. Quando falo de SORTE, na realização da prova refiro-me mesmo ao fator sorte. O estranho é que neste caso a classificação já seja importante, mais importante do que os cursos que frequentamos durante anos e que estão aprovados pelo MEC. Todos tivemos acesso à prova e eu não vi nela qualquer interesse para avaliar as competências pedagógicas de um docente. Gostava de lhe perguntar para que serve a tal avaliação em que os últimos governos têm insistido? Eu pensava que era para distinguir os bons dos maus professores! Será que estou enganada? Será que as polémicas em torno da ADD, serviram apenas de manobra de diversão e para desviar as atenções dos professores e restantes cidadão dos reais problemas do país? Atenção, que eu não tenho nada contra ser avaliada, só não entendo porque não se trata de um processo mais objetivo. Sr. Ramiro, como não sou filha, afilhada, prima, amiga de gente influente tenho todo o interesse em processos de seleção de professores que valorizem o mérito, (aqui estamos de acordo, ambos queremos combater o anti-mérito) e o mérito adquire-se pela Licenciatura frequentada na mais antiga Universidade do País, pelo Curso de Pós-graduação frequentado na mesma instituição, pelas inúmeras formações (creditadas e não- creditadas), mas também pelas muitas escolas por onde passei e às quais nunca chegou qualquer queixa relativamente ao meu trabalho. Sabe, o meu tempo de serviço (todo ele em escolas do ensino público) reflete experiência na adaptação a contextos sócio-económicos muito diferenciados entre si, horários com 8/9 turmas e ainda com o desempenho de cargos pedagógicos variados (Diretora de Turma, Secretária de Conselho de Turma, Delegada de Grupo Disciplinar, Tutora), disponibilidade para trabalhar sem horários ao longo destes anos, disponibilidade para atender EE, fora do meu horário de atendimento, disponibilidade para tirar dúvidas e dar apoio a alunos fora do meu horário de trabalho. Sabe por acaso o senhor que ao longo destes anos não faltei. nem cheguei atrasada, mas olhe que sou uma pessoa bem normal e também fico doente, também tenho família que necessita do meu apoio. Tenho ainda uma coisa para lhe dizer, sempre fui feliz a lecionar e sempre dei o meu melhor em prol do sucesso escolar dos meus alunos. Como vê o Sr. experiência não me falta e competência garanto-lhe que também não. Tanto o Sr. como eu sabemos que não há lugar para todos, agora não devemos evocar o nome da qualidade do ensino público em vão quando aquilo que estamos a fazer é patrocinar o acesso ao emprego público daqueles que têm melhores “amigos”.

      • Correia on 12 de Março de 2014 at 14:27
      • Responder

      Identifiquei-me em tudo o que a colega Só escreveu. Infelizmente, no nosso país reconhecimento de mérito é uma fantochada, pois baseia-se apenas no compadrio, amizade, corrupção e cunha.

        • ausenda on 13 de Março de 2014 at 11:27
        • Responder

        Perfeitamente de acordo, quem patrocinou as tais universidades de vão de escada foram o PS e Psd.As universidades públicas credíveis sempre deram notas baixas o que penalizou os alunos.Agora é tarde para corrigir o mal.

      • carama on 12 de Março de 2014 at 17:17
      • Responder

      Colega, temos mais é que manifestar a nossa opinião e os nossos testemunhos para que os demais, aqueles que acham que percebem e que nunca lá colocaram os “pés”, pensem mais e melhor, pois é para isso que lá estão. Parabéns pelo seu testemunho.

    • ULTRALIBERAL on 12 de Março de 2014 at 15:26
    • Responder

    Do meu ponto de vista o concurso centralizado não faz qualquer sentido.Sou a favor da total autonomia das escolas para seleccionarem os seus docentes. Na verdade, não faz qualquer sentido colocar docentes numa determinada escola com a qual não se identificam. Muita indisciplina advém de tal situação que urge rapidamente corrigir. Relativamente à graduação, concordo que não seja a única forma para admitir os docentes; é uma alínea redutora que não legitima as práticas pedagógicas docentes. Deste modo, convém para além da graduação, criar outros critérios rigorosos que possam ser decisivos e pertinentes no momento da selecção dos recursos humanos. Parece-me evidente que devemos ter em conta, nesse momento de selecção, o perfil emocional, psicológico, ético, científico e humano, com o intuito de evitar verdadeiras aberrações que povoam a nossa estimada escola pública. Uma escola que está viva, que goza de um certo prestígio, apesar de passar por uma crise de identidade, com o florescimento da proletarização em determinados recursos humanos que se deixam levar por certos amanhãs que nunca cantam.

    É ainda urgente flexibilizar o currículo, dando total liberdade às escolas juntamente com a comunidade em que se inserem para desenharem o seu próprio currículo. De um lado as disciplinas consideradas nucleares e extensíveis a todo o sistema educativo não superior; dos outro aquelas que são da responsabilidade das escolas, procurando corresponder aos anseios das demandas dos pais, famílias e demais comunidade.

    Defendo a criação de agrupamentos regionais de educação que possam agrupar vários concelhos na definição das políticas educativas para essa região em concreto e sejam responsáveis pela elaboração dos concursos docentes em consonância com as escolas.

    Escola pública sempre, com rigor, eficiência, eficácia, discriminação positiva, inclusividade, sem demagogias baratas e inconsequentes.

      • fdoc on 12 de Março de 2014 at 16:17
      • Responder

      Certamente não é professor ou o é com as costas bem quentes…

        • Correia on 12 de Março de 2014 at 16:31
        • Responder

        Tão quentes que já deve quase estar a arder! É melhor chamar os bombeiros antes que comece a arder, é que aproveitam e internam-no.

          • Prof on 12 de Março de 2014 at 17:30

          Ultraliberal = BOY!!!!!!

        • Georgina on 13 de Março de 2014 at 11:35
        • Responder

        Querido ultraliberal deves ter tirado uma licenciatura como o Relvas.Tens razão meu doce:nas escolas da Nazré ensina-se a arte xávega, em Penhiche os bilros, no Algarve susbstitui-se a Educação Musical pelo corridinho algarvio.Com a flexiiiiiiblização do currículo os futuros engenheiros navais vindos da Nazaré estão em vantagem face aos que sabem matemática a sério.Os Penicheiros vão para a Covilhã tirar indústria textil e os algarvios vem a ser os futuros alunos excecionais no Instituto de Canto Gregoriano.

      • SMO on 12 de Março de 2014 at 17:31
      • Responder

      Ultrabilateral, diz o ditado popular quem “fala muito acerta pouco”. Neste caso não falou muito mas escreveu. Analisando o seu comentário só posso chegar a uma conclusão: o que lhe dá estatuto não é a sua situação profissional, não é a sua habilitação académica, não é a sua prática pedagógica nem mesmo o resultado dos seus alunos…é sim a cunha, é a injustiça com que vive e a sua vida fraudulenta. Sente-se feliz assim?! A, verdade, a honestidade e a justiça são valores que mais tarde ou mais cedo acabam por vencer e a colega ou o colega há-de um dia engolir cada palavra desonesta que aplicou no seu comentário. Boa tarde!

      • on 12 de Março de 2014 at 18:21
      • Responder

      Caro/a Colega Ultraliberal, gostava que me desse provas, se elas existirem, que as escolas com autonomia para contratar os seus professores têm melhores resultados. Mais, mostre-me, por favor, que houve melhoria dos resultados escolares dos alunos de uma escola, a partir do momento em que a escola teve autonomia na contratação dos seus docentes. Diga-me, por favor, como consegue o/a colega verificar o perfil emocional, psicológico, ético, cientifico e humano de um docente numa entrevista. Sabe em que estado está um colega que para se apresentar a uma entrevista percorreu 500km, que encontra uma sala cheia de candidatos a uma única vaga e que sabe ainda que se correr tudo bem aquilo é um emprego para um ano; no ano seguinte, o processo recomeça. Não sabe porque nunca passou por tal processo.

      Quanto à ética e à moral que demonstra através do seu discurso não vou dizer muito, apenas que ou é uma das aberrações que povoam a escola pública ou está à espera da maior liberdade das escolas para contratar docentes para passar a sê-lo em breve.

        • Correia on 12 de Março de 2014 at 18:57
        • Responder

        Concordo em pleno consigo, Só!

      1. Por exemplo, todos nós já ouvimos que a indisciplina aumentou no ano 2012/2013!
        Sabem o que mudou em muitas escolas TEIP? Em 2009/2010, 2010/2011 e 2012/2013 em muitas destas escolas os professores concorriam respondendo, na plataforma, aos critérios das escolas; em seguida eram geradas listas e com base nelas os docentes eram chamados para entrevistas.
        Por vezes os escolhidos não eram os que tinham melhor graduação mas sim aqueles cujo perfil melhor se adaptava ao meio em questão.
        É evidente que em certas escolas apareceram critérios não muito corretos mas durante estes 3 anos as colocações foram bem mais rápidas, a indisciplina diminui e o aproveitamento escolar aumentou!

          • FarinhaDoMesmoSaco on 12 de Março de 2014 at 23:24

          Tretas! Existem muitas formas de camuflar os resultados (aproveitamento e indisciplina)!!!

        1. Tretas..não é possível identificar o perfil que melhor se adapta ao meio envolvente da forma que expressou. Todos os métodos de recrutamento que se afastem do critério GP provocam fatais atrasos de colocação. Ingressei em escola a 12 de setembro, rescindi a 04 de outubro e a 09 de outubro estava já colocado outro colega em minha substituição por bolsa de recrutamento. Isto sim é rápido e com certeza o colega recrutado de forma automática cumpriu as exigências do que chamou ‘meio em questão’. Enquanto trabalhava em outubro, escolas com recurso a contratações autónomas ainda me telefonavam, pretendendo preencher horários não ocupados de contratação inicial. Até percebo que as contratações de escola favoreçam a concorrência, a oportunidade, mas por enquanto penso que importa mais considerar que ativam procedimentos precários e pouco éticos.

      • Coitratado on 12 de Março de 2014 at 20:13
      • Responder

      Ultraliberal, que imaginação mais fertil de ideias sem sentido, mais um(a) fala barato…

      • Coitratado on 12 de Março de 2014 at 20:19
      • Responder

      Duvido que estes comentários tenham nascido da cabeça de um professor, é ignorāncia a mais!Que vergonha.

    1. ULTRALIBERAL: “criar outros critérios rigorosos que possam ser decisivos e pertinentes no momento da selecção dos recursos humanos.”
      Isto faz parte do seu comentário (com o qual concordo!) mas estes critérios rigorosos a que se refere devem ser aplicados a todos os que concorrem a um OE e não apenas aos cinco primeiros da lista graduada!
      Só os cinco primeiros é que são bons e devem ser avaliados pelos critérios? Não, todos deveriam responder aos critérios (rigorosos) das escolas pois uma seleção não pode ser feita apenas a cinco pessoas só porque têm a graduação mais alta, não se podem reduzir as qualidades pessoas a um simples número.

      • Marques on 12 de Março de 2014 at 22:11
      • Responder

      Duvido que este ultraliberal seja professor, ou então aquilo é um discurso encomendado para desviar as atenções de outras coisas mais importantes que se estão a passar presentemente no ensino em Portugal. É por causa dos ultraliberais que e economia mundial está como está! Foram os ultraliberais que levaram os bancos americanos à falência e foram também eles que uma semana antes do Lehman Brothers falir davam notação máxima áquele banco. Agora andamos a pagar a incompetência e a ganância deste ultraliberais!!!

    • carama on 12 de Março de 2014 at 17:21
    • Responder

    Ou então é a favor do fator “x” e dos “atropelamentos” profissionais. Já foi feito, através das contratações de escola e os resultados são muito, mas muito negativos.

    • Professora on 12 de Março de 2014 at 19:10
    • Responder

    Isto sim pode ser um grande problema! Mas qual a vantagem da municipalização da educação? O que entendem os presidentes de câmara de aulas, escolas, estratégias pedagógicas??? Até agora não estamos bem sozinhos?? Também vão municipalizar universidades, hospitais, finanças, postos de policia, etc.???

    Esta alteração ao DL 132 para que as escolas com autonomia e TEIP criem a tal bolsa de recrutamento é o principio do fim dos concursos. aliado a esta municipalização aos poucos. Penso que temos que nos manifestar, pois isto vai no rumo errado. Não se podem aceitar contratações a nível de escola nem critérios que não sejam exclusivamente a GP. Esta equipa do MEC vai destruir o que décadas levou a conquistar! São totalmente a favor do privado e do compadrio.

    • José on 12 de Março de 2014 at 19:38
    • Responder

    Eu acho que o critério para seleção de professores deve ser a roupa que vestem, a marca do automóvel, o tipo de penteado, etc, etc…. (ironia) Pobre de quem nasceu mouro e que não tem padrinho.

    • pretor on 12 de Março de 2014 at 19:39
    • Responder

    Estou para ver o calibre dos professores portugueses nas eleições.
    Estou curiosíssimo em ver a percentagem de votos no psd+cds

    • Zeca Lima on 12 de Março de 2014 at 21:07
    • Responder

    Em vez de andarmos a mandar postas de pescada para o ar, é preciso ter atenção ao essencial. O Arlindo chama atenção para isso.
    E portanto, há que haver uma nova forma de organização, que não este modelo de 1000 sindicatos onde se discuta, de forma responsável, o futuro da profissão. Se não, estamos todos a assistir, impávidos, à domestição da classe.
    A fatura chegará a todos.
    A composição do CNE é evidente…
    E já agora, atenção às proximas eleições…uma coisa são as convicções outra coisa é o voto útil. Se calhar está na hora do voto útil.
    Olhem para o que foi dito sobre a renegociação da dívida….parece que não mas tem tudo a ver com educação.
    Esse Ramiro é só mais um papagaio que engoliu a mesma cassete.

    • ULTRALIBERAL on 12 de Março de 2014 at 22:47
    • Responder

    A minha opinião foi expressa claramente.
    Aprofundar as seguintes competências no que diz respeito às escolas e agrupamentos municipais:

    1- Selecção dos docentes;

    2- Aprofundar os conselhos municipais escolares;

    3- Elaborar a carta educativa com os diversos autores da comunidade e dos agrupamentos municipais em que as escolas estão inseridas;

    4- Propor ou dar parecer sobre a constituição de um grupo de entidades regionais reconhecidamente de valor e mérito para a elaboração juntamente com especialistas de um currículo flexível que vá ao encontro dos anseios dessa comunidade municipal ou intermunicipal;

    5- Intervir na elaboração aprofundada de verdadeiros contratos de autonomia relativamente aos agrupamentos ou mega agrupamentos;

    6- Para além de aprofundar a ideia de mega agrupamentos, urge, tendencialmente, construir e aprovar pólos municipais escolares.

    Parece-nos que a municipalização seja o caminho mais correto a trilhar pelo nosso sistema educativo não superior, na medida em que o Ministério da Educação e, fundamentalmente, tudo aquilo que gravita à sua volta parecem ser verdadeiras forças de bloqueio para a sustentabilidade de uma escola pública sustentada e consubstanciada numa arquitetura verdadeiramente requalificada que tenha como princípios orientadores a proximidade com a comunidade e uma melhor gestão dos recursos humanos e financeiros, em prol da eficiência, eficácia e da modernização.

    A escola pública deve-se posicionar como uma força catalisadora da comunidade, preocupando-se com o desenvolvimento estratégico da comunidade local que serve, edificando valor acrescentado na preparação de uma caminho de prosperidade para a nossa querida pátria, inserida num espaço transnacional – a União Europeia – e num mundo, cuja bússola passa pela globalização.

    • ULTRALIBERAL on 12 de Março de 2014 at 22:55
    • Responder

    Isa, concordo com o seu comentário. Tem toda a razão quando refere:

    “Por exemplo, todos nós já ouvimos que a indisciplina aumentou no ano 2012/2013!
    Sabem o que mudou em muitas escolas TEIP? Em 2009/2010, 2010/2011 e 2012/2013 em muitas destas escolas os professores concorriam respondendo, na plataforma, aos critérios das escolas; em seguida eram geradas listas e com base nelas os docentes eram chamados para entrevistas.
    Por vezes os escolhidos não eram os que tinham melhor graduação mas sim aqueles cujo perfil melhor se adaptava ao meio em questão.
    É evidente que em certas escolas apareceram critérios não muito corretos mas durante estes 3 anos as colocações foram bem mais rápidas, a indisciplina diminui e o aproveitamento escolar aumentou!”

    ISA

    Disse quase tudo. Só não vê quem não quer. O centro catalisador na escola é/são os alunos. Quem não entender isso… paciência.

      • Alberto on 12 de Março de 2014 at 23:25
      • Responder

      “ULTRALIBERAL” os cães ladram e a caravana passa… Os neoliberais não vencerão, agora foi o “Manifesto dos 70”, amanhã será o manifesto dos 700 mil, depois o manifesto dos 7 milhões… Como vês, podes “falar”, porque a caravana passa…

    • Joana on 12 de Março de 2014 at 23:04
    • Responder

    ULTRALIBERAL, adira à velha máxima “o silêncio é de ouro e a palavra é de prata”. O seu discurso apesar de exuberante é do mais medíocre que existe. Um mediocridade subtil que se eclipsa por detrás de ominosos argumentos. Espero que não seja professor porque tenho vergonha de ter um colega com ideias tão promíscuas… Defendo e continuo a defender: CONCURSO NACIONAL DANDO ÊNFASE À GRADUAÇÃO PROFISSIONAL

    • Marta on 12 de Março de 2014 at 23:17
    • Responder

    “O centro catalisador na escola é/são os alunos.” Entre isso e colocar nas mãos de um diretor o poder de poder decidir entre um de dezenas de professores que se apresentam diante de si numa entrevista vai uma grande distância. Um diretor não tem capacidade para avaliar o “perfil” de alguém num espaço de tempo tão reduzido, a não ser que o faça subjetivamente e de modo superficial. “Quem não entender isso… paciência.”

    • ULTRALIBERAL on 12 de Março de 2014 at 23:36
    • Responder

    Como disse a comentadora ISA, quando a selecção dos docentes foi feita primordialmente a partir dos critérios definidos pelas escolas, houve uma notória melhoria dos resultados académicos, da inclusividade, do desenvolvimento integral dos alunos e uma diminuição assinalável da indisciplina. Na realidade, importa escolher como fluxo central o desenvolvimento sustentado dos alunos quer na vertente dos resultados académicos, quer na valorização democrática e integradora dos mesmos, numa verdadeira renovação social em prol de um Portugal novo, moderno, de futuro, sem as velhas burocracias ancoradas em cristalizadas lógicas processuais e normativas.

      • Alberto on 12 de Março de 2014 at 23:48
      • Responder

      “ULTRALIBERAL” és doente ou estás doente?… Não procures um bom Psiquiatra… Quando essa verborreia imbecil te sair, da caixa das ideias, vais ver que te vais sentir melhor… Quem pensas tu que enganas?… Dedica-te antes a comentar a plantação de molho de tomate em Marte, porque disso sabes tu, agora de “Educação”… Vai-te embora Ramiro, larga o osso pá!…

  1. Sr. Ultra Liberal com todo o respeito digo-lhe o seguinte. A proposta de rigor na avaliação docente é muito difícil de ser atingida. Sem presunção, penso que a única possibilidade de atingir algum rigor seria colocar professores universitários ou inspetores com grande experiência em determinado grupo de recrutamento, a realizarem umas 20-50 aulas surpresa supervisionadas. Muito difícil. Depois alerto-o do seguinte, sou professor de educação física estando felizmente a lecionar este ano letivo com horário completo e anual, mas devido ao estigma do desemprego concorri em agosto de 2013 ao cargo de técnico superior de desporto numa câmara municipal que utlizou diversos critérios de seleção no processo de recrutamento associado. A minha namorada, que faz parte de uma assembleia municipal de um outro município, desaconselhou-me a concorrer a tal oferta sugerindo que esses concursos tradicionalmente são desprovidos de rigor, sendo frequente o favorecimento de candidatos locais. Podendo ser verdade o facto de existirem alguns professores em funções por lista graduada, que não são excepcionais, onde até eventualmente me posso incluir, existem também muitos cidadãos e profissionais de outras áreas que legislam, recrutam, opinam, etc., assuntos educativos, mas que pouco percebem de educação, debitando por vezes, com falsa vaidade, banalidades pseudo-ideológicas. Preocupem-se mais em aplicar as qualidade dos pilares do liberalismo regulado, nomeadamente estimulando a concorrência, punindo abusos de poder, etc.

      • Laura on 13 de Março de 2014 at 11:18
      • Responder

      Vascoviana, quando fala em professores universitários devería ser mais específica e dizer algo como: “professores universitários (leia-se, não do politécnico…) diretamente ligados á formação de professores, como os metodólogos (nome dado a quem vinha da faculdade assistir ás aulas de regência) e não os professores de metodologia (aqueles que titulavam a cadeira de Metodologia do Ensino, que publicavam livros e diziam sempre coisas muito bonitas,….mas pouco práticas, verdadeiras ou exequíveis) !

    • ULTRALIBERAL on 13 de Março de 2014 at 1:29
    • Responder

    Caro Alberto,

    Já viu os nomes que compõem o manifesto 70??

    João Cravinho – o pai das PPS rodoviárias. Cito apenas este nome. Que credibilidade tem um mau gestor que lesou gravemente, por inércia, os cofres do Estado Português?
    O manifesto, citado pelo caríssimo Alberto, não passa de uma versão infeliz, sem conteúdo, de gente frustrada que nunca teve a coragem de reformar Portugal. Quando tiveram oportunidade de o fazer ou não souberam, ou não tiveram coragem para o fazer. Aquilo que move esse grupo é a dor de cotovelo. Curiosamente esse manifesto indizível apareceu numa altura em que o juros estão a baixar. Uma simples curiosidade que não é institucionalmente virgem.

    Teodora Cardoso, insuspeita economista, arrasou técnica e eticamente esse manifesto panfletário.

    • luistodomau on 13 de Março de 2014 at 11:47
    • Responder

    Ultraliberal cheiras a discurso de Universidade de Verão do ParticoX ou Y.A municipalização vai dar:
    -professoras novas e boas contratadas pelo PSD e CDS, minissaias já fora da gaveta vintonas e trintonas(as velhas são enrugadas)
    -Partido socialista predominância de professores/as de acordo com a orientação sexual do presite da Câmara
    _Pcp os pergaminhos do avó operário contam para a seleção.
    Qual é a escola que serve para a tua mulher?

    • Maria on 13 de Março de 2014 at 13:35
    • Responder

    Quem tem visto os seus contratos sucessivamente renovados por conta das reconduções vergonhosas que se têm feito não têm o que temer, terão sempre um emprego.

  2. Conheço de gingeira o senhor Ramiro, e pouca coisa me espantará vinda desse lado.

    • SMO on 13 de Março de 2014 at 16:25
    • Responder

    Defendo concurso nacional e colocação de docentes sendo a graduação profissional o critério primordial, único, justo e honesto. Se a graduação perde a importancia, então pq temos um certificado de habilitações com uma média de curso? Se a graduação não tem importancia para lecionar então pq teve importancia a nossa média p termos acesso à universidade?Pq andámos nós a estudar tanto p sermos bons alunos, conquistar o lugar desejado na Universidade e no Curso Preferido? Porquê? Alguma vez o perfil emocional, psicológico e ético permite uma pontuação concreta com transparência e justiça? Se assim fosse seria mais lógico ter em conta o n.º de filhos que cada professor tem para lhe dar uma colocação para os sustentar e de preferencia ao pé de casa para não torturar pais e filhos nas malditas despedidas de domingo à noite para irem trabalhar. Tenham juízo senhores membros do governo, tenham juízo senhores membros do sindicato. O pior cego é aquele que não quer ver e cá me quer parecer que andam todos a querer fechar os olhos à cunha, ao amiguismo e injustiça. O final dos concursos nacionais só o quer quem não se empenhou como aluno e não usufrui de uma média que lhe dê competencias para ingressar no ensino por mérito. Estes incompetentes não querem a graduação como primeiro criterio e único. Se não foram bons alunos e os seus certificados não apresentam boa nota de curso, uma nota capaz de lhes conferir colocação tb n podem ser bons profissionais. Andaram a “passear” os livros na universidade, agora andam a comprar colocações. É por isso que querem a autonomia das escolas e os critérios baseados no perfil emocional, psicológico e ético. Por amor de Deus, poupem-nos!

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