… e em breve vamos ver o modelo estendido a 308 municípios.
E depois de nada adianta discutir as prioridades do concurso interno e da mobilidade porque nada resta para discutir.
E como o CNE se começa a organizar, essencialmente através do seu presidente, quase começo a adivinhar que em 2015 haverá o último concurso centralizado pelo MEC.
Diário Económico (12-3-2014)





8 comentários
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Não necessariamente 308 municípios… basta que sejam 277. Salvo erro existem 20 municípios na Região Autónoma dos Açores e 11 na Região Autónoma da Madeira!
Não deixaremos que a colocação de professores não se faça centralmente baseada na graduação profissional e passe para a alçada de caciques locais, quaisquer que destes sejam. Arlindo, eu estou disposto a ir para a rua partir cabeças de quem tal defenda!
E isto é um problema de todos os professores. Quando isto acontecer não haverá qualquer tipo de concurso (contratação, mobilidade interna, externo, interno). Não haverá graduação que nos salve. Por estas e por outras é que defendo que qualquer procedimento de contratação deve seguir única e exclusivamente a GP. Quando se perder este critério para os candidatos à contratação e cada um começar a contratar quem quer sem ter de dar justificações, o processo estender-se-à ao restante corpo docente. Colegas, além da colocação mais próxima das nossas residências se tornar muito difícil, parece-me que vai pairar um clima de medo, pois se não caímos nas boas graças de quem nos é hierarquicamente superior corremos o risco de vir para a rua sem a possibilidade de concorrer pelos moldes atuais. Vai ser um tal despedir uns para colocar outros só porque são mais amigos. Colegas, ocorre-me outra questão – se um lugar de quadro se extingue e esse colega fica sem colocação, perde o vínculo à entidade patronal que passará a ser uma qualquer câmara municipal? Mesmo que consiga lugar noutra escola, será contratado? E o vencimento? Continuaremos a ter índices de vencimento?
Temos de ser unidos e lutar todos pela manutenção dos concursos nacionais (em todas as modalidades) anuais. Quando se revelar necessário o recurso às Ofertas de Escola (para horários inferiores a 8 horas; ou para horários recusados 2 vezes em RR) estas devem ser publicadas no site da DGAE e o único critério tem de ser exclusivamente a GRADUAÇÃO PROFISSIONAL.
Se esta bandalheira das Avaliações Curriculares com peso de 50% passarem este ano para as várias escolas com autonomia nunca mais nos safámos, porque acredito que até final da legislatura estes indivíduos assinem contratos de autonomia com boa parte das restantes escolas “ditas normais”. Preocupa-me também o facto de não ver os dirigentes de outros partidos com vontade de devolver a clareza e a transparência de outros tempos aos concursos de docentes.
Há um certo umbigo que continua a “endeusar” o Davide Justino, proposto pelo Crato para presidente do CNE, mas a diferença entre ambos não é nenhuma, do ponto de vista estratégico. Apenas o Justino não tem de tomar decisões, o CNE só dá pareceres (muito genéricos, abstratos e, portanto, consensuais), mas a pouco e pouco vão implementando a sua agenda neoliberal de ensino privado, “autonomia” das escolas/contratação local, conselhos municipais de educação/territorialização das políticas educativas/municipalização da carreira docente, retirada de poder de âmbito nacional aos sindicatos de professores que sempre foram os mais fortes no âmbito da Administração Pública…
É o sonho para os sobrinhos, afilhados, cunhados e primos de quem exerce cargos, que nada percebe de educação, pode “enfiar-se” no sistema para dar umas aulinhas e ganhar uns trocados. O que anda a fazer a CONFAP neste momento? Os pais querem curiosos a dar aulas aos filhos?
Isto está a ficar podre e demasiado terceiro-mundista.
ATENÇÃO: AGRUPAMENTO DE ESCOLAS DO MOGADOURO! SERÁ QUE TODOS OS COLEGAS SE ESQUECERAM DE ENVIAR O CV? SORTUDA A COLEGA SELECIONADA, POIS CONSEGUIU O LUGAR COM UMA GRADUAÇÃO DE 15 VALORES!
Quando isso acontecer, deixa de haver reclamações acerca da justiça dos critérios de colocação. Estes debates participados e acesos darão lugar a debates igualmente acesos e participados acerca da qualidade do ensino, com questões como a operacionalização da integração e da diferenciação pedagógica, a análise dos procedimentos de avaliação dos alunos, a necessidade de intervenção precoce, a reflexão sobre os climas de sala de aula, a pertinência de percursos educativos alternativos, etc., etc…
Eheheh!