… da vinculação extraordinária e da proposta de alteração ao 132/2012 mais certezas tenho que o MEC vai criar uma embrulhada difícil de desfazer.
Porque a sequência dos concursos externo e interno estão erradas à partida.
E eu até sou apologista de concursos separados pela simples razão de ser possível resolver da melhor forma os problemas dos docentes dos quadros e dos docentes contratados.
Então quando há pouco tempo ouvi o Secretário de Estado dizer que as vagas do concurso interno iam ser apenas 2 mil mais preocupado fiquei com a sequência destes dois concursos.
A solução para não se criar mais problemas do que aqueles que agora existem é adiar o concurso externo deste ano para 2015 e seguir a sequência lógica dos dois concursos.
- Um concurso interno primeiro, com todas as vagas pedidas pelas escolas.
- Um concurso externo que permita vincular 2000 docentes contratados.
Se fosse possível haver um concurso único com a certeza que 2000 docentes entravam em lugar de quadro então que se faça e que se pense nele com mais tempo.
Porque desfazer os erros que vão ser cometidos vai demorar muito tempo, se é que alguma vez esses erros se vão conseguir desfazer.




59 comentários
Passar directamente para o formulário dos comentários,
Os contratados quando concorrem com os dos quadros têm mais dificuldades em entrar para o quadro, porque apenas há movimentação entre eles. O concursos têm que ser separados, caso contrário nenhum contratado entra!
Concurso já. Nada de adiar mais tempo o que já deveria ter sido feito.
Ainda hoje há que esteja a ser prejudicado por alterações que ocorreram há 10 anos.
O Arlindo está a chamar a atenção para esse tipo de situações. .
Até porque aqueles que estiverem no topo da lista em cada QZP em cada concurso interno serão os maiores candidatos a esse tipo de situações.
Não se esqueçam de que quando apenas pensam no curto prazo podem ser envolvidos em problemas de resolução muito complicada.
“…é adiar o concurso externo deste ano para 2015…”
Este comentário é ignóbil (palavra forte mas que senti)!!! Que peçam um concurso interno e externo ao mesmo tempo (não concordo porque depois não iriam existir novas entradas mas apenas mobilidade do pessoal do quadro) é compreensível… mas dizer que já que nós (quadros) não podemos concorrer vocês (contratados) que se lixem!
E a tão apregoada solidariedade com a precariedade dos “colegas” contratados????
Eu sou profissionalizado e dou aulas há 14 anos, sempre com horários completos e anuais! Só não entrei para os quadros, não porque quis ficar perto de casa, foi porque as vagas eram diminutas e ocupadas por professores dos quadros que mudavam de grupo de recrutamento (muitas vezes com muito menos tempo de serviço e graduação)… Neste momento há uma minúscula hipótese de entrar finalmente e ter alguma estabilidade, não me está a apetecer que todo o processo seja adiado mais um ano… que todos conhecemos como são os adiamentos do MEC.
Todo este processo já deveria ter acontecido há muito tempo! Os colegas dos quadros podem concorrer a mobilidade… Não se esqueçam que com as renovações há sempre a possibilidade de pessoas com 10/20/… anos ficarem no desemprego em detrimento de pessoas com muitíssimo menos graduação e como é? Nós temos as mesmas despesas que vocês (e por muitos congelamentos por que passaram… no nosso caso foi o zero absoluto), as mesmas dificuldades, temos a mesma profissão… que tal não nos esquecer-mos disso! Deveriam estar a reclamar em não limitar as vagas no concurso interno!!! O problema das vagas que os contratados eventualmente ocuparem não serão significativas… na minha opinião no concurso deveríamos concorrer era todos na mesma prioridade… graduação e tempo serviço, não interessando se são QZP, Recém vinculados ou QE… Mas aí já há muitos a não concordarem!… Enfim!
Mas se o colega PeTess tem melhor graduação que os colegas de quadro só pode estar a contrato porque tem menos tempo de serviço que os docentes de quadro. Ou seja o colega tem 14 anos de serviço e saiu com 19 de média (caso exemplicativo) e os colegas que acusa de mudarem de grupo, malvados, podem ter saido com 12 de média mas estão com 19 anos de serviço. Sabemos que algumas escolas com a pressão de conseguirem lugares para os recem formados podem ter inflacionado as notas, mas isso só acontece até chegarem ao 20, depois de um tempo acaba. Quando pede para concorrerem todos em pé de igualdade só leva a querer que há pessoas com menor graduação que o colega mas que efetivaram em grupos, como o 1º ciclo e que o colega desprezou no concurso, depois mudaram no concurso interno, conforme permite a lei que é do conhecimento e aceite por todos, mas que o Petess acha que para sua conveniência deve ser esquecida, assim como as opções que estou praticamente certo tomou até ao dia de hoje.
Não se esqueça que um docente em horário zero, dos quadros, não tem direito a subsídio de caducidaee, fica com o ordenado reduzido a 40% e não tem direito a desemprego, são os casos mais urgentes de resolver, ou não?
Claro, um 17 ou um 18 deve ter sido inflacionado, enquanto um 12 ou um 13 “dos antigos” é fruto de uma exigência elevadíssima… não é possível conceber que as pessoas não agraciadas pelo critério da antiguidade se esforcem e recebam uma nota merecida…
Eu já respondi uma vez, mas a minha resposta não apareceu (enfim…) vão só uns pontos:
– Eu realmente sou do 2.º ciclo, não desprezei o 1.º ciclo… não porque o acho menor mas porque acho que os MEUS alunos poderiam ficar com algumas lacunas na sua formação! Eu vim para o ensino para facultar o melhor ensino possível aos meus alunos e não para garantir apenas um ordenado ao fim do mês! Mas foi uma escolha minha e vivo com ela! Não concordo é que alguns colegas tivessem concorrido para o 1.º ciclo só para transitarem para o 2.º não se preocupando da qualidade do ensino que ministraram! (é uma possibilidade legal, mas acho que qualquer pessoa que quer mudar de quadro o deveria fazer em concurso externo).
– Eu tirei o curso num local (não interessa se é público ou privado) cujas médias de saída eram perfeitamente normais! (não faço ideia em que Universidade/Faculdade/ESE/Instituto tiraram os cursos para falar em médias de 17 a 20… Devem ser de extrema qualidade!
– Não vou falar a quantidade de cursos que não eram de via ensino (e nada tinham a ver com o ensino) que originaram muitos dos membros dos quadros que hoje ainda lecionam.
– Eu recebi pela primeira vez o subsídio de caducidade este ano, caso esteja tão obcecado com o seu umbigo, o MEC só pagou este ano… de resto apenas pagou quando condenado em tribunal (já mais de 500 casos).
– Realmente não tem subsídio de caducidade! foram 1000 euros… Agora tenha atenção a uma coisa, neste momento, nem sequer recebemos pelo 1.º índice de vencimento… Todos os meses são menos 118 €! Quer fazer as contas?
– Os contratados se não tiverem colocação (e não se limita a 6 horas para deixar de ser considerado como horário zero) vamos para o desemprego! O subsídio de desemprego não tem uma duração infinita… menos de 2 anos e depois também se acaba! E não nos perguntam se queremos rescindir!
Não vou dizer que existem contratados em todos os grupos que saem automaticamente quando um quadro muda para a escola em todos os grupos, pelo que pode concorrer para todas as escolas do país… Isso não é justo… Tem (eventualmente) uma família, tem despesas e o MEC deveria respeitar as regras… Mas tenha dois dedos de testa antes de escrever que desgraçados dos quadros que podem ficar com horário zero e depois descontam no ordenado, insinuando (dizendo) que os contratados estão melhor porque têm subsídio de caducidade e de desemprego! (não se esqueça que também temos quartos alugados, não temos carreira, em regra ficamos com as piores turmas e temos de aturar pessoas como você que acha que é superior e nós somos a ralé).
Exatamente, Petess! Adiar não é o correto. Se quiserem antecipem o interno, desde que assegurem o mesmo nº de vagas no externo. É que já são muitos anos a remar contra a maré.
Passamos de uma situação em que os contratados mereciam ser vinculados já este ano, para um cenário em que é melhor passar para o ano. E porque não para 2016 ou 17, ou 18? até que os ditos srs. professores dos quadros estejam bem gordinhos…Triste Classe…
Author
Nunca vejo nada contra não se fazer isso já este ano, a não ser o tempo que demora todo o processo.
Já escrevi um comentário, mas não sei porquê apareceu uma mensagem e não ficou submetido mas concordo completamente com o que escreveu:
“Se fosse possível haver um concurso único com a certeza que 2000 docentes entravam em lugar de quadro então que se faça e que se pense nele com mais tempo.”
Existem vagas pois o pessoal do quadro está a trabalhar (não são tantos assim com horário-zero) e há milhares de contratados em funções. Então porque não permitir, a nível do interno “a troca de cadeiras”, dado que se há vagas para vincularem mais docentes porque não permitir a mudança de quadro/grupo e depois vincularem os tais 2000 profs.
A promessa do interno em 2015, foi para que a FNE aceitasse a vinculação dos 2000 contratados, mas afinal nada foi aceite/acordado formalmente, por isso não se ir em cantigas de quem já revelou não ter palavra.
De que adianta realizar em 2015 um interno se as VAGAS JÁ FORAM OCUPADAS DEFINITIVAMENTE EM 2013, 2014 POR CONTRATADOS VINCULADOS E PELA VINCULAÇÃO AUTOMÁTICA EM 01 DE SETEMBRO OU ALGO PARECDIO????????????????????????????????
O Arlindo tem razão, o que importa é o cumprimento da lei, não pode haver lugar a novas vinculações sem que primeiro as vagas sejam disponibilizadas a quem já está vinculado. Mas qual é o problema? Má fé é quere passar à frente sem respeitar as regras lógicas e aceites por todos quantos concorreram até aqui a pensar no futuro e na ótica do longo prazo, não na satisfação imediatista.
Se vai haver concurso externo, qual é o problema de haver um interno? Se no interno foi criada uma prioridade do mais estupido que já vi, porque não fazer as coisas bem logo desde o princípio? Os contratados que continuam a exigir um concurso externo antes do interno fazem-no com a intenção ilegitima de passarem à frente dos colegas de quadro, é algo verdadeiramente triste.
Por diversas vezes o tribunal constitucional declarou inconstitucionais algumas medidas deste governo que foi obrigado a ter de elaborar um plano “B”. Revela isto que este governo ou desconhece leis/constituição ou legisla para “ver se passa” e por isso tem de ser TRAVADO. Caso contrário, os sindicatos ficarão com milhares de profs contra eles, pois certamente serão interpostas individualmente providências cautelares para impugnar e bem este externo.
Esta proposta é ilegal!
Há tempo, para em 2014 realizar um interno externo garantindo a vinculação de 2000 contratados.
Este governo está a prazo. Par o ano vai-se embora e nós que já cá estávamos ficamos por cá mas com esta embrulhada! Não pode ser!
Arlindo, se as vagas a concurso interno forem as 2000, vai acontecer o mesmo que no ano passado, pois poucas dezenas do quadro conseguiram a mudança de quadro, ficando os restantes a ver navios que é como quem diz a ver os contratados a vincularem e os quadros a ficarem mais cheios.
Se há vontade de vincular mais gente então não há como negar a mudança de quadro a quem o pretender, mas qual é o problema???????
Eu acho que isto é uma vingança, pois só vão vincular os contratados por estão a ser obrigados, então criaram uma alteração ilegal para penalizarem os do quadro e ficarem profs contra profs! É o que parece.
Onde ouviu o secretário de estado dizer que iam ser cerca de 2000 vagas no concurso interno?
Author
Não posso precisar onde, mas sei que foi na televisão quando foi anunciado o concurso interno. Fez referência aos pedidos de rescisão e às aposentações. Disse que estava em condições de abrir 2000 lugares no concurso interno para substituir esses professores.
E é provável que não queiram abrir mais. Então e a petição que o Arlindo enviou para o MEC na sexta-feira, ainda não a viram por lá????? Fecharam-se em copas!!!! Era uma boa maneira de arrumar os atuais quadros.
Author
http://www.arlindovsky.net/2014/03/peticao-em-apreciacao/
Já não há paciência para ouvir falar deste concurso interno. Não conseguiram já os do quadro a tal prioridade? O que querem fazer agora? Diminuir as vagas ainda mais para os contratados quando estas já são uma miséria considerando o nr de contratos feitos pelo mec e que o próprio Arlindo colocou no blog. É uma vergonha o Arlindo aliar-se a este tipo de propostas
Ai tal sou QE ou QZP…é que não há paciência mesmo. Só olham para o próprio umbigo. Querem é o bem individual. Triste classe.
Concordo, colegas.
Já não tenho paciência para esta questão dos concursos. Já vi que os efetivos, enquanto não acabarem com os direitos que estávamos prestes a adquirir, não descansam.
Primeiro acharam muito justa a vinculação, porque não se admitia a precariedade durante tantos anos, porque receberem menos, porque fazerem o mesmo, bá, blá, blá,…
Agora, já acham que o tal concursos, a existir, seja para o próximo ano…. se calhar é melhor que não exista e acabam-se as discussões.
Já repararam que são eles quem mais comenta os post destinados aos problemas dos contratados?
Estou profundamente desiludida com tudo o que leio.
Por receberem menos, por fazerem e não PORQUE
Já somos dois! Até o pouco que nos querem dar os colegas acham muito. Vê-se mesmo que ainda não se aperceberam da precariedade que nos últimos anos abunda, ao nível das contratações e das condições. Vê-se mesmo que não têm noção de que vagas em determinados grupos não existem há duas décadas. Será difícil compreenderem isso? Basta!
Não há paciência para a sua (e restantes seguidores) falta de (in)formação sobre os concursos!
Temo que todos nós sejamos iludidos por um concurso interno próximo e com vagas e nos acalmemos. Caso as vagas a abrir em QA ou QE não sejam em número suficiente para que todos ( ou quase todos) os QZP possam integrar essas vagas vai continuar a injustiça na mobilidade interna… É preciso alterar a questão das prioridades na mobilidade interna. Não tem de haver prioridades porque com os QZP alargados e cada um a ser colocado apenas de acordo com a sua graduação o número de horários zero reais seria o mesmo e não haveria ultrapassagem… Continuo a achar que há muito quem queira que tal injustiça se mantenha…Cada qual olha para o seu umbigo apesar de todos saberem que é uma injustiça! Se todos concordam que há injustiças e ultrapassagens, porque não há vontade em acabar com as prioridades na mobilidade interna?
Colega, concordo consigo, basta ver que no último externo a prioridadezinha que a FNE tanto preza não impediu que houvessem mais vagas para concurso externo que para a mudança de grupo, permitiu a entrada de docentes do ensino privado à frente de contratos e pior de quadros do sistema público e estão agora a concorrer nos grupos para os quais os quadros foram impedidos de concorrer.
Meus amigos, o concurso externo não é feito para entrada de professores contratados, serve para ajudar os colégios e as escolas com contrato de autonomia, estas livram-se dos professores mais velhos sem terem que os despedir, o MEC já indemnizou uns quantos no ano passado com lugares de quadro no sistema público de ensino.
Andam todos com os olhos nas vagas e esquecem-se que esta injustiça não é criada para prejudicar quadros o beneficiar contratos, é para os privados terem um caixote do lixo sempre aberto.
Grande trabalho FNE, estão de parabéns.
Aquelas prioridades (4º) no interno e 3º na MI, é “para inglês ver”, pois os contratados ficam de vez nos quadros e só no próximo interno e próxima MI é que ficam assim. Depois nos futuros concursos ficam ordenados na mesma prioridade que os antigos quadro e pronto. Quem tinha horário-zero ou estava desterrado continua na mesma (foi impedido de concorrer às novas vagas e vai ser ultrapassado por ex-contratados). Ainda se essas prioridades fossem definitivas até se aceitavam, agora assim de nada servem. Principalmente se o interno for em 2015 e só com 2000 vagas.
Negociatas da treta!!!!!!!!!
INTERNO E EXTERNO, JÁ!
Sim colega, os seus receios estão certos. O interno com 2000 vagas são uma ilusão. Pois na realidade as vagas vão para os contratados. Entram para os quadros à nossa frente e depois ficam nos internos, a prazo, na mesma prioridade que nós.
Isto não se aceita! Os sindicatos não podem aceitar, à pressa, esta ilegalidade!!! E nós também não
Principalmente porque um QE ao ser colocado noutro horário LIBERTA o seu para outro colega Qe/QZP ou contratado, não prejudicando ninguém. Não se entende. É claro que o MEC quer gente em QZP, pois a área geográfica de cada um é enorme e assim pode colocar os docentes onde houver necessidade. Mas, continuo a achar que devemos lutar pelo INTERNO com vagas para reajustar os quadros, ou então passamos o resto da vida na mobilidade interna até que se lembrem de acabar com ela.
Basta ler um dos comunicados da FNE que a prioridade é proteger os QZP. Lutaram para que os novos QZP não ultrapassassem os já existentes… Talvez nós QE ou QA desterrados não sejamos sindicalizados em massa… Cá para mim os seus sócios são maioritariamente QZP (conheço alguns) e QA e QE que já não concorrem. Por isso não lhes interessamos para nada e há que defender a entrada em quadro de mais alguns pagantes… TEMO que 2015 seja um novo NÃO CONCURSO igual ao de 2013 e posteriormente já os NOVOS QZP passam a FALSOS HORÁRIOS ZERO e lá retomam a sua primeira prioridade na mobilidade interna. ABAIXO as PRIORIDADES na MOBILIDADE INTERNA!
Não concordo colega, os QZP são os mais afetados com esta bodega de concurso, não se esqueça que nunhum QZP lhe pode tirar o lugar, apenas se tentar mudar de grupo, mas os QZP que entrarem este ano podem tirar o lugar aos que estão no ativo enão são já quadro porque não quizeram concorrer para todas as vagas disponíveis.
Eu já fui QE e passei a QZP para aproximar de casa, grande erro, agora a FNE e o MEC estão a tentar tramar-nos.
Deve haver um concurso para apuramento das reais necessidades
Doa a quem doer, mas não é justo professores do quadro serem ultrapassados por colegas com muito menos tempo de serviço, uma vez que entram em QZP e depois na 2ª parte do concurso passam à frente por serem considerados sem horário, o que NÃO É VERDADE!!!!
Então faço uma sugestão: passem os QA a QZP uma vez que temos o mesmo vínculo e assim seriam respeitadas as prioridades!
Já agora tenho uma proposta. Porque é que um QE ou QA não pode optar por, em vez de continuar efectivo numa escola, passar automaticamente a vinculado ao QZP dessa mesma escola? Não seria a mesma lógica dos vínculos automáticos? Eu preferia. Passaria agora a QZP e deste modo seria como que um “protegido” nós concursos…
Email enviado à Fenprof e FNE
Venho por este meio demonstrar a minha extrema preocupação na proposta do MEC para a alteração do Decreto de Lei 132/2012, principalmente no artigo 28 (Mobilidade Interna) com as prioridades dos candidatos. Vejo que continua a injustiça dos professores do quadro de zona pedagógica estarem à frente dos professores que pretendem a aproximação à sua residência. O problema não só se mantem como a longo prazo vai agravar-se, dado que com a entrada de cada vez mais professores nas Zonas Pedagógicas, terei mais professores com menos graduação a serem colocados na primeira prioridade e os professores do quadro na 2ª prioridade. A única alteração que eu vejo entre o antigo Decreto e a proposta de alteração neste artigo é a terminologia que é dada aos professores do quadro de zona pedagógica que agora são considerados e passo a citar ” 1º Prioridade – Docentes de carreira a quem não é possível atribuir pelo menos seis horas de componente lectiva”.
No artigo 28 do Decreto de Lei as prioridades são :
1 — A mobilidade interna destina -se aos candidatos que se encontrem numa das seguintes situações:
a) 1.ª prioridade — docentes de carreira a quem não é possível atribuir pelo menos seis horas de componente letiva;
b) 1.ª prioridade — docentes de carreira do quadro de zona pedagógica não colocados no concurso interno;
c) 2.ª prioridade — docentes de carreira do quadro dos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada.
Nunca deverá ser posta em causa a graduação dos candidatos. Se acham que os professores dos quadros de zona são considerados professores sem componente letiva, então deixem os professores do quadro de agrupamento voltarem a ser professores de quadro de zona.
Estou efetiva contra a minha vontade (fui obrigada a ser opositor às escolas da Zona Pedagógica a que pertencia) num agrupamento que dista 90 Km da minha residência e não consigo aproximar-me e vejo colegas com menos tempo de serviço e menos graduação a ficarem, na mobilidade interna, mais perto de casa.
Sou penalizada por ter mais graduação? Sou penalizada por ter mais tempo de serviço?
Não posso acreditar que continuarei longe de casa por estar afeta a um quadro de agrupamento.
Espero que compreendam que esta situação é injusta e bastante penalizadora para quem se encontra afeto a um quadro de agrupamento.
Peço que revejam as prioridades neste artigo (mobilidade interna) ou então utilizem as mesmas prioridades expressas no artigo 10 (concurso interno) em que a graduação é o critério utilizado.
Grato pela sua atenção,
Professora do Quadro de Agrupamento.
Concordo inteiramente com o que a colega expôs!
Já agora, como é que interpreta o nº2 do artigo 28º desta proposta, uma vez que vai ser dada a possibilidade de se concorrer, também a outro grupo de recrutamento para além daquele em que se está vinculado??
Ex: Prof “A” QZP vinculado no grupo “X” mas com habilitação profissional para o grupo “Y”.
Prof “B” QE no grupo “X” com componente letiva >6h;
Prof “C” QE no grupo “Y” com componente letiva >6h.
Em que prioridade concorre o Prof “A” nos 2 grupos? Será que o vão colocar nos 2 grupos (o “X” de vinculação e o “Y” de HP) na 1ª Prioridade ficando à frente dos docentes B e C, respetivamente no grupo “x” e “y”??????
Não acho bem. Quem quer mudar de grupo deverá ser ordenado depois dos efetivos desse grupo, como acontece no interno.
Era preferível assim:
1ª prioridade: Docentes de carreira (QE ou QZP), ordenados por graduação profissional que manifestam preferências para escolas mantendo o seu grupo de vinculação;
2ª *Prioridade: Docentes de carreira (QE ou QZP) ordenados por graduação profissional que manifestam preferências para escolas de outro grupo para o qual possuem hab. profissional.
Mas porque é que os QE/QA/QZP estão todos na mesma prioridade no interno e depois são separados na MI?????
Mas colega na proposta de alteração a redacção dada ao artigo 28º não é essa! É esta: “Mobilidade interna
Artigo 28.º
Candidatos
1 –[…]
a) 1.ª Prioridade – Docentes de carreira a quem não é possível atribuir pelo menos seis horas de componente lectiva.
b) 2.ª Prioridade – docentes de carreira dos quadros dos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas do Continente e das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, que pretendam exercer transitoriamente funções docentes noutro agrupamento de escolas ou escola não agrupada do Continente.
2 – Aos docentes a quem se aplica o disposto no número anterior e possuírem qualificação profissional para outro grupo de recrutamento, além daquele em que se encontram providos, é dada a faculdade de, também para esse grupo, poderem manifestar preferências.
3 – (anterior n.º 2)
4 – (anterior n.º 3)
5 – (anterior n.º 4)
6 – A candidatura à mobilidade interna é obrigatória para os docentes referidos na alínea a) do n.º 1.
7 – (anterior n.º 6)”
Logo por aqui os QZPs pura e simplesmente não ultrapassam ninguém em mobilidade, porque nem se quer poderão pedir mobilidade, pelo que está na nova proposta.
Então, pela interpretação que faz, em que fase do concurso é que é feita a afetação a escolas do pessoal em qzp?
Será que o MEC não considera docente de carreira, todo aquele que pertence a um quadro, independentemente de ser QA ou qzp?
Professora, no DL 132/12 havia essa diferenciação, entre QE/QA e QZP, sendo que apenas para os primeiros está prevista a possibilidade das 6h mínimas de componente lectiva. Se no ainda actual DL se faz tal diferenciação e, na proposta de alteração não é esta feita e, com base no DL que permite considerar as 6h lectivas como mínimas apenas para os QE/QA, então significa que os QZP não se enquadrando, legalmente nisso, pura e simplesmente não poderão concorrer em mobilidade. Como tal, isso carece de uma clarificação por parte do MEC, que deve ser solicitada pelos sindicatos.
Será que este ministério não abre os olhos?? será que precisa de óculos??
Á boa Portuguesa estão a fazer-se leis… conforme as necessidades, não pode ser…
O MEC tem nas mãos a possibilidade de uma vez por todas tornar os concursos mais justos….
Realizem já um concurso interno e de seguida um externo, não para as 2000 vagas mas para as reais necessidades do sistema…. Só complicam e acabam por prejudicar a maioria dos docentes…. estaria na hora de criar uma petição para a demissão deste ministro (cRato)…. pensem nisso…..
Claro que é uma vergonha. Enquanto os contratados não fizeram sombra, era ver quadrinhos e mais quadrinhos, estudos e mais estudos para ajudar os coitadinhos, mas quando estes podem ser uma ameaça, alto lá! venham petições e mais petições e pressões por todo o lado.
Só existe uma palavra para isto: HIPÓCRISIA!!!
Colega contratada (prof das 21.16),
qual foi a parte que não entendeu? Em algum ponto há alguém (neste caso do quadro) que diga que os contratados não devem entrar para o quadro? 2000 vagas no concurso extraordinário são as mesmas que 2000 vagas no interno para novos quadros (ex-contratados). A colega ENTRA NA MESMA.
Falam em hipocrisia, mas eu vejo há anos os contratados a defenderem a graduação nas OE. E agora? Nós somos hipócritas por defender o mesmo? Se estivesse a Km de casa e visse um colega seu menos graduado a ficar ao lado da sua casa, ficaria feliz?
Outra questão: os QE e QZP são iguais – prof. de carreira. Mas quando chegamos à mobilidade Interna os QZP são mais iguais. E eu vejo colegas de curso que nem se cansaram muito na faculdade a rirem-se porque ficam onde querem. E não me venham dizer que entrei porque quis, pois isso é desconhecimento dos concursos anteriores. Realmente neste país “mérito” é uma palavra extinta.
Concurso já!
Colega, permita-me discordar, estou em QZP com horário zero, a escola onde fiquei à espera de colocação tentou retirar-me do concurso para outras atividades docentes, resposta do MEC: não é quadro de escola não pode ser retirado para outras funções como ensino especial, apoios, etc.
O que aconteceu, a escola contratou 4 docentes de Ed Especial e colocou docentes do QE com outrosalunos de Ens. Especial sem terem habilitação. Eu, por ser do grupo 300, apesar de ter especialização para o ens. Especial, fico em horário zero, não posso concorrer à mudança de grupo e tenho que ficar 35 horas na biblioteca. Sim, ser QZP é muito bom.
Coincidências!!! Eu também sou do 300, QA na agora gigantesca zona 1. Sabe quantos Prof. se aproximaram nesta zona? ZERO (ver os quadros do Arlindo). E a nível nacional contam-se pelos dedos de uma mão.
Relativamente aos QZP que eu conheço do nosso grupo (alguns a 1000 posições abaixo na lista de graduação – o/a colega como a lista é gigantesca ) , estão todos ao lado de casa; mesmo aqueles que ficaram a aguardar colocação ou foram colocados em horário incompleto.
Quanto à instabilidade, agora ninguém está seguro, todos os anos é uma enchente de horários zeros e dali a meses há vagas para todos. O problema está no MEC que não abre vagas reais em escolas que há décadas têm 4 e 5 QZP 300.
Colegas QE/QA, QZP que estejam em desacordo com as prioridades na Mobilidade Interna e/ou que defendam um Concurso Interno para já e antes do Concurso Externo, proponho que nos encontremos. Aceito propostas de locais.
Não podemos admitir que mais uma vez sejamos ultrapassados. É preciso dizer basta!
Estamos a pensar juntarmos-nos dia 29 de março no Porto…temos que juntar o máximo de colegas possível. Passem a palavra. Não podemos admitir que colegas menos graduados nos passem à frente…
Eu estarei lá.
Acabem com as prioridades pouco éticas da mobilidade interna.
Atendendo ao rumo que as negociações estão a tomar (tudo à pressa de acordo com o calendário do MEC), e as injustiças que irão produzir, é importante que nos manifestemos, o quanto antes.
Pois este silencio, pode confundir-se com “quem cala consente”.
Qual é a dificuldade de entender que possa existir um concurso interno primeiro permitindo a mudança de quadro ou grupo, garantindo, no entanto, a existência de 2000 vagas positivas para vincular os contratados??? Em todas as escolas existe gente desterrada, se arrumassem os quadros diminuiria o nº de profs em mobilidade. Todos ganhavam: profs, alunos, escolas (procedimentos administrativos).
Se os sindicatos não nos apoiarem, avançamos sozinhos! Ficar calado é que não!
Colegas desterrados, sugiro que o encontro seja um pouco mais a Sul, pois resido no distrito de Setúbal. Quanto ao dia que seja o mais rápido possível.
Criei este mail [email protected]. Colegas desterrados entrem em contacto comigo desta forma sff.
As manobras de diversão e conflito provocadas intencionalmente à volta destas vinculações extraordinárias não passam de um «tapa-olhos». Estão ser integrados no 1º escalão da carreira, professores que lecionam há mais de vinte anos no Ensino Público, em total desrespeito pelo estipulado no artº36 de ECD. O ME não publica a portaria prevista no ponto 3 do artº36 e esta omissão intencional vai perpetuando a precariedade daqueles que deviam ter sido logo integrados no 4º ou no 5º escalão. Essa, continua igual, só muda o «título», que passa de contratado a QZP em mobilidade. O cumprimento da diretiva não inclui justiça salarial? Andamos todos à bulha com pormenores mesquinhos e a esquecer o mais importante, os «porMAIORES»! ABRAM OS OLHOS!
Muito bem!!!! Está tudo dito!!! Abram os olhos.
Quanto a mim um acordo que não defenda que um concurso em que quem é quadro concorre para onde diabo quer, quem não é concorre para ser [e se já o devia ser de acordo com o estipulado na lei fá-lo na mesma prioridade de quem o é e é reposicionado em acordo] é sinónimo de vergonha para todos os professores deste país e sindicatos da treta. Com um decente apuramento de necessidades nem são precisos dois concursos, basta um e podem chamar-lhe Concurso Anual de Professores. A graduação que faça o resto. Falta é vontade, decência e humaniddae a esta cambada de burgessos. Concordo, abram os olhos!
http://porteduca.blogspot.pt/2014/03/os-professores-contratados-estao-ser.html
Colega Maria desterrada, não seja gulosa. Deixe os contratados velhinhos vincular, eles não são uma ameaça para si.
A petição que anda por aí, pelos corredores dos lobistas é mais uma manobra de diversão.
As minhas notas sobre o documento:
a) Quem entrou nas escolas a pensar que ia ficar 4 anos parece que vai ter uma surpresa: “2 – A renovação do contrato a termo resolutivo prevista no n.º3 do artigo 42.º é aplicada a partir de 1 de setembro de 2014”. Embora com algumas reservas para que vai tudo a jogo no próximo ano letivo (este ano ninguém vai ser renovado), estarei enganado?
b) Um conjunto de professores, grande ou pequeno, o Arlindo o dirá, se entrar no dia 1 de setembro de 2014 vai saber que ficou no quadro. “1 – O disposto no n.º 11 do artigo 42.º é aplicado em 1 de agosto de 2015 aos docentes que nessa data completem os limites previstos no número 2 do mesmo artigo.”. Isto é, quem tem 4 anos consecutivos no mesmo grupo se ficar novamente no mesmo grupo a 1 de setembro fica no quadro. Concordam com esta leitura. Quantos são os que têm esta possibilidade?
c) As contratações de escola vão ser uma vergonha monumental… Uma bolsa por escola….
d) Os QE que estejam longe de casa vão ser en*ra*ba`dos monumentalmente.
Eles querem tudo e não deixar nada para os contratados:………… já agora deviam só receber 500 euros não era o que queriam?! Estas publicações metem nojo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Calma colega, “eles” só não querem ser ultrapassados, mais nada. Se estivesse na mesma situação, compreenderia.
Colegas,
Depois de passar uma vista de olhos pelos comentários, cheguei a duas conclusões:
Primeira; O Ministério já está a conseguir o que pretendia: dividir-nos!
Segunda: Anda para aí muitas interpretações erradas e conclusões precipitadas!
A vinculação extraordinária dos contratados é uma questão de justiça, desde de que, as coisas sejam feitas de modo a que não se prejudique ninguém!
Independentemente de concordarmos ou não, com a posição defendida pelo Arlindo, acho que lhe devemos algum respeito, pois tem procurado fazer alguma coisa!