… nos cursos via ensino já em 2013/2014.
A FNE aprovou ontem no seu Conselho Geral uma resolução contras as medidas de austeridade na qual dá especial destaque às medidas na área da educação e na qual destaco uma:
– definição de uma orientação que impeça a entrada de novos alunos para os cursos de formação inicial de educadores e professores no ano letivo de 2013/2014.
De facto, com as medidas que se avizinham e com um elevado número de docentes formados no ramo educacional pouco sentido faz que se mantenha a formação de professores nas escolas públicas, bem como nas instituições privadas, para novos candidatos a professor.
O sistema educativo apenas vai precisar nos próximos anos de atualizar e reconverter para novos grupos disciplinares os docentes que já foram formados nestas instituições.
Na resolução aprovada a FNE também entende que deve haver uma determinação de mecanismos de informação e eventualmente de reorientação de formação para os atuais alunos dos cursos de formação de professores.
Com milhares de docentes a aguardar colocação não faz qualquer sentido que neste momento se invista na formação de novos desempregados nesta área.
E continuo a aguardar pelos índices de empregabilidade que este governo prometeu disponibilizar por curso, quando da abertura das vagas ao ensino superior.




35 comentários
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Boa tarde! Sem dúvida mais vale fechar os cursos, durante alguns anos, como já aconteceu noutros tempos, do que iludir os jovens deste país, de que uma formação em ensino lhes vá trazer um futuro. Para já não falar, do que os pais poupam em propinas e outros gastos, que não trarão, infelizmente, futuro aos seus filhos.
Grande lol. Mas quem a FNE pensa que é para limitar a escolha dos estudantes? A Educação é muito mais do que Formação Profissional. Já ouviram falar em vocação?
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E todos devemos andar a pagar formações de nível superior que nos próximos anos não terão saída profissional?
Caro Luís! Já ouvi falar em vocação, sim. Até porque estou nesta área por vocação. Mas se fechassem a maioria dos cursos não seria de todo mau, na medida em que, muitos estudantes ainda vão ao engano, pensando que no futuro, a situação profissional irá melhorar. Manter sempre algumas vagas, para quem, realmente, demonstrasse ter essa vocação, seria uma boa medida. Juntar aos exames de acesso ao ensino superior, nestes cursos, um exame com vertente mais prática e vocacional, talvez fosse a medida menos má. Considero que gastar dinheiro a formar-se em algo que não vai ter aplicação futura, sem qualquer vocação, é um desperdício para o estudante, família deste e Estado.
O que a colega quer (eu também queria) era emprego docente. A colega pretende para isso eliminar concorrentes, eu não, eu prefiro lutar contra este despedimento e exigir uma escola pública de qualidade.
Está a ser injusto Luís. Não quero eliminar ninguém! Até porque com a graduação que já tenho mesmo tirando 20 no curso já não me ultrapassam. Apenas não quero que as pessoas sejam enganadas e, depois vivam na tristeza de não terem colocação e, de não terem outra forma de subsistência, porque ou temos habilitações a mais (como nos respondem, nas ofertas de emprego) ou o nosso curso é demasiado específico, pelo que não serve para nada (igual resposta). Mas se a maioria não quer que se reduzam as vagas para a entrada em cursos sem saídas profissionais (de ensino ou não) então que o Estado não o faça. Que divulgue que são formações sem saídas profissionais e quem os queira frequentar que os financie a 100%. Assim, ninguém depois se poderá queixar que não sabia o que estava a fazer…
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Também há quem tenha vocação para ser astronauta. 😀
Mas, vocês não percebem que o Ensino não pode estar ao serviço do dinheiro. O Ensino é um direito de todas as pessoas. Se aplicarmos essa lógica, deixa de haver cursos de Filosofia e outros que tal. Vocês querem cursos com 100% de empregabilidade numa sociedade que destrói emprego? Não percebem que o errado é a destruição do emprego docente e não a formação de docentes? Eu concordo com a redução de cursos, mas nunca o encerramento total. E a questão financeira é uma falsa questão, porque há dinheiro, está é a ser mal aplicado. Quanto aos astronautas, quem tem vocação estuda (seja em que país for, de preferência países que tenham programa espacial) para ser astronauta, não percebo a piada.
E já agora não era a mesma FNE que dizia que não havia professores a mais, havia escola a menos? Já ouviram falar da palavra coerência? Ou andará a FNE ao sabor do vento, lançando umas palavras de ordem para parecer o que não é?
Se mesmo contra todas as evidências querem seguir a vocação, que paguem por ela. Não são os portugueses que têm que pagar as especiais vocações de cada qual.
Acho ridícula essa proposta. E a FNE parece ainda não se ter apercebido que presentemente já há poucos alunos nos cursos de formação de professores. Poucos perdem tempo num Mestrado que não tem saídas.
Os indicadores de empregabilidade estão aqui:
http://www.gpeari.mctes.pt/es (emprego dos diplomados)
Daniel está enganado. Ainda este ano, as vagas nos cursos de ensino, pelo menos na Universidade do Minho, ficaram na mesma lotadas. E, com médias, na sua maioria ainda elevadas…
Indique-me um curso de ensino da universidade do minho.
Educação Básica? Não confere habitação para a docência…
Os cursos de ensino de biologia e geologia, o de ensino de física e química e o de ensino de matemática voltaram a ser ocupadas todas as vagas…
Onde viu isso?
Essas licenciaturas já não existem.
Existem sim, eu sou prova disso que frequento um desses mestrados!
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Obrigado pelo link. Mas não me parece que esses dados sejam de fácil consulta.
Acho que é uma medida acertadíssima! Enquanto não houver “escoamento” para os que já se encontram formados, para quê formar mais? Enganar alunos e pais? Mas, infelizmente, vão aparecer lobbies fortíssimos nas ESE’s e no privado e esta proposta podem nem dar em NADA! Este MEC não atende à racionalidade mas sim às pressões por parte de quem é forte e pressiona.
A FNE devia preocupar-se mais em defender o ensino e em criticar esta ultima reforma, cujo único objectivo é cortar em salários sem ter em conta o real impacto na educação dos alunos em turmas de 30 alunos.
Esta “proposta” a ser tomada, não resolve em nada o problema do ensino e do desemprego. Porque se assim fosse, só se formariam profissionais para as áreas que “agora” têm procura esperando que, daqui a 5/6 anos, essa procura ainda exista. Chama-se a isto não ter noção do que se defende.
Deve-se sim, tornar públicas as taxas de empregabilidade em cada área de estudo. E a partir daí, o aluno decide.
Impedir um aluno de se formar em determinada área só porque o governo o decreta, é o que acontece em regimes ditatoriais.
Obviamente o caminho é esse. Exigir uma escola pública de qualidade, sendo que para isso são necessários mais professores que os que actualmente estão a trabalhar. Mas estes iluminados preferem “abater” a concorrência, privando os estudantes de aceder ao curso que desejam.
Face à situação económica do país, então que os cursos onde a taxa de empregabilidade seja muito baixa ou mesmo nula, passem a ser financiados a 100% pelo próprio estudante, que assim o entenda, frequentar. Aí fica ao critério de cada um, seguir o que bem entender, já que, pelo que parece, consideram uma medida desadequada o fecho dos cursos, provisoriamente, ou pelo menos a medida de redução drástica do n.º de vagas.
Concordo! Não faz sentido gastar dinheiro público a formar futuros desempregados; além dos cursos via ensino, seria importante cortar, pro exemplo, nos cursos de Direito. Aí está o “bom” corte da despesa.
Ora aí está uma posição que aplaudo de pé.
É que, estando embora muito zangada também com a fne, o meu mau feitio não me deixa ignorar as convicções. 🙂
Elogiei, mas estou zangada n mesma, ok? 😉
Vamos lá com calma….
Ninguém tem o direito de proibir ninguém de escolher o seu futuro…
Se querem fazer alguma coisa relativamente a baixar o número de vagas ainda vá que não vá, ou informar bem as pessoas… agora proibir?
Já agora “FNE Pretende Impedir a Entrada de Novos Alunos” acho que é um titulo um pouco “forte” e enganador já que dá a ideia de que se pretende bloquear os cursos por uns anos… o que não me parece que seja a ideia…
Voltando ao que interessa, não concordo, não temos direito de dizer a alguém que não pode seguir a sua vocação, se houver alguém que seja daquela opinião do “mas há professores a mais…” também temos engenheiros, advogados, arquitectos, etc a mais….
Bem vai na volta mais vale ver o que temos a menos (que nesta fase não deve ser nada…) e obrigar toda a gente a ir para esses cursos não?
Uma boa medida. O problema é que fechar cursos implicaria acabar com muitos postos de trabalho. Os institutos superiores, politécnicos e Universidades não estão minimamente interessados na empregabilidade dos cursos que ministram, mas sim no seu lugarzinho que,muitas vezes é entremeado com o tachito político. Em Portugal gasta-se rios de dinheiro a formar pessoas para o desemprego ou para a emigração e não para o desenvolvimento do país. Não vai ser fácil lutar contra os interesses do ensino superior que teima em manter os seus cursos (tachos). Ainda por cima, agora, pretende-se tirar dinheiro ao ensino básico e secundário para injetar no superior…. Penso que só, acabando com a promiscuidade existente entre a política e o ensino superior é que se resolveria esse problema tão caro a todos nós.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, porque não acabar, por exemplo, com os cursos de línguas e humanidades no ensino secundário? Assim, cortava-se logo o mal pela raiz … Mas se tal acontecesse, aqui d’el rei que nos querem tirar o emprego …
Repito: Isto é um absurdo!
Numa altura em que tanto se fala da liberdade de escolha(ah!, Ok, só é válida até ao 12.º ano!), não tem o estado o direito de interferir nas opções individuais.
Ressalvo que presentemente já há poucos alunos a frequentar os mestrados profissionalizantes para a docência.
E pelo que se vê aqui, o cenário não é assim tão mau para os futuros professores:
http://www.ese-jdeus.edu.pt/empregabilidade/empregabilidade.htm
Proibir é um verbo para ser usado apenas em situações em que a segurança da(s) pessoa(s) esteja ameaçada. Parece-me que era mais avisado se os alunos que pretendem tirar determinados cursos sem empregabilidade tivessem que o pagar, fosse em escolas privadas ou em escolas públicas.
Embora a regulação de uma profissão seja papel de uma ordem e não de um sindicato, há três aspectos que têm que ser postos em prática para tornar a profissão atractiva e valorizada no futuro: reduzir o número de profissionais; dificultar a entrada de novos profissionais e, cumpridos estes dois requisitos, negociar salários tão elevados quanto possível.
Será este o caminho da FNE, o de ocupar o espaço de uma ordem?
Concordo e já peca por tarde, continuam a haver alunos a concorrer para o Ensino porque fazem o mestrado e acabam com classificações muito mais elevadas. Ainda à pouco tempo tive um amigo que está atirar Mestrado em Educação Básica que me pediu ajuda como elaborar uma planificação para uma aula,(está no estágio) estava uma planificação muito pobre, não promovia uma coesão interdisciplinar e pela andar da carruagem acabará o Mestrado com 18 valores…porque nessa escola é a média. Como é de uma família influente entra para um colégio soma meia dúzia de dias de serviço e passa à frente de muitos que andam anos a correr o país.
Os cursos não devem ser encerrados.
Devem é deixar de ser financiados, se o curso de professor custa X mil euros e atendendo que o país não necessita de mais gente nesta área, essas pessoas devem pagar o valor total do curso. (há quem queira ser professor mesmo sabendo que o país não necessita dos seus serviços)
Assim como que se houver falta de profissionais em determinadas áreas devem aliciar os estudantes para esses cursos, criando bolsas ou outra coisa qualquer.
Podem dizer que é injusto, mas não é, a isto chama-se gerir um país.
É como baixar o IRC para 10% para novos investimentos, também se pode dizer que é injusto para quem já investiu, mas a isto chama-se gerir um país.
O país necessita de muito mais professores. Na minha área, artes visuais, teríamos que ter dois professores por turma, para que a aula seja produtiva. Caso contrário nosso papel é só de controlar o bando de adolescentes durante 90 minutos
O Estado deve equacionar as necessidades do país e não pode ser um sindicato a determinar a frequência de cursos nas universidades. “Cada macaco no seu galho”.
Se os senhores diretores das Teips já não podem colocar os filhos dos amigos que acabaram de tirar o curso, deixa de fazer sentido investirem tempo e dinheiro.
Só uma dúvida … Por que é que não se lembraram disto há pelo menos uns cinco anitos? pelo menos…
Quando eu entrei no Mestrado em ensino, em 2009, as vagas dobraram a pedido do ministério devido à falta de profissionais na área. O que aconteceu foi que milhares de pessoas foram profissionalizadas em exercício pela Universidade Aberta, num curso a distância. Como querem seriedade na formação e seleçao de pessoal com este tipo de situação? Acredito que a oferta não é o maior problema, mas o critério de escolha das pessoas que ocupam as vagas.