24 de Agosto de 2016 archive

(A) Normalidade

Ano letivo arranca com mil funcionários a menos

 

funcionários

 

A cerca de três semanas do arranque do ano letivo, faltam mil funcionários nas escolas. A denúncia é da Federação Nacional de Professores.

 

 

João Dias da Silva diz que, a nível nacional, as escolas contam com 2.900 funcionários, um número aquém dos cerca de 4 mil que trabalhavam nas escolas quando estavam em vigor as 40 horas. O dirigente da FNE teme que esta lacuna afete o funcionamento das escolas.

“Havendo a garantia do Ministério da Educação de que há a prorrogação dos 2900 contratos de assistentes operacionais que tiveram contrato no ano anterior, ainda assim faltam não menos de mil assistentes. A verdade é que vai haver insuficiência nas escolas para garantir os buffets, papeleiras, as portarias, a vigilância nos recreios”.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/a-normalidade/

À Procura das Receitas Milagrosas

… para o combate ao insucesso escolar.

Resta saber se as autorizações para estes planos de Acção vão seguir em frente ou não.

Quase aposto que o trabalho feito no final do 3º período do ano lectivo passado ficará na gaveta por falta de cabimento orçamental.

 

 

Escolas querem dividir turmas para combater insucesso

 

 

escolas querem dividir

 

A maioria dos agrupamentos escolares quer generalizar os projetos Turma Mais ou Fénix no próximo ano letivo, no âmbito do Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar. Em causa estão dois projetos que partem as turmas em grupos mais pequenos permitindo um ensino mais individualizado.

Foi esta a proposta das escolas ao apelo lançado pelo Ministério da Educação. Os diretores só receiam a falta de recursos para a nova bandeira do Governo sair efetivamente da gaveta. Mais de 90% das escolas entregaram planos de ação.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/a-procura-das-receitas-milagrosas/

As Listas Serão Publicadas dia 29 de Agosto, Segundo os Leitores do Blogue

Na segunda-feira iniciei uma sondagem para os leitores do blogue indicarem a data previsível para a publicação das listas da Mobilidade Interna/Contratação Inicial.

Os leitores do blogue indicaram a próxima segunda-feira, dia 29 de Agosto, como a data mais provável para que as listas sejam publicadas.

Aproveito para dizer agora que também eu votei nesse dia como o dia mais provável.

Por muita vontade que exista para antecipar a colocação dos professores será sempre muito difícil que isso aconteça por diversos factores.

Mas se o ME as antecipasse para sexta-feira, dia 26 de Agosto iria permitir que por mais dois dias os professores colocados longe de casa pudessem ter mais tempo para alugar casa e conhecer a zona da sua colocação.

Quem sabe se essa vontade existe para respeito com os professores.

 

data listas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/as-listas-serao-publicadas-dia-29-de-agosto-segundo-os-leitores-do-blogue/

Flexibilizaram as Metas de Matemática…

Bem… lá vou eu refazer trabalho em setembro que já tinha feito em julho…

 

Estes documentos introduzem orientações metodológicas gerais, bem como propostas de flexibilização e gestão de conteúdos, com indicações metodológicas que deverão ser equacionadas pela escola de acordo com o seu contexto.

 

Orientações de gestão curricular para o Programa e Metas Curriculares de Matemática

Documento orientador Ensino Básico do 1º ao 9º ano de escolaridade

Documento orientador Ensino Secundário

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/flexibilizaram-as-metas-de-matematica/

Notícia do DN Sobre o Reduzido Número de Docentes Aposentados em 2016

Que já dei conta aqui.

Nas minhas declarações ao DN há um lapso quando refiro que a partir de 2013 a penalização para as aposentações antecipadas subiram de 4,5% ao ano para 0,5€ ao mês. Isso ocorreu em 2010 e não em 2013,

Na edição em papel também é colhida a opinião de Paulo Guinote sobre o assunto.

Link para a notícia on-line clicando na imagem.

 

capa dn

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/noticia-do-dn-sobre-o-reduzido-numero-de-docentes-aposentados-em-2016/

Opinião – Santana Castilho – “Conheci o PS antes de ser virgem”

A análise das políticas propostas e a análise do discurso dos que comunicam em representação dos partidos permite estabelecer padrões previsíveis de comportamento político. Aí temos o PS, fazendo-se de virgem, a patentear, agora que se inicia o primeiro ano lectivo sob sua inteira responsabilidade, o que fui antecipando e criticando, ainda a presente legislatura não tinha arrancado: a vacuidade de soluções para os verdadeiros problemas da Educação.
À míngua de preparação e de estudo dos problemas durante os últimos quatro anos em que foi oposição, o PS recorreu ao baú dos adquiridos ideológicos de sempre para repetir os erros, que nunca reconheceu, dos últimos quatro anos em que foi Governo.
A 22 de Março de 2015, antes das eleições que viria a perder, no auditório do Museu de História Natural e da Ciência, após um debate sobre “qualificações”, António Costa anunciou que a educação de adultos, particularmente a recuperação do programa Novas Oportunidades, era uma das suas quatro prioridades para a Educação e um “dever de cidadania”. De novo em Março, agora de 2016, após um Conselho de Ministros dedicado à Educação, Tiago Rodrigues revelou que o rumo para a legislatura tinha, não quatro, mas cinco prioridades. Recordemo-las, como foram apresentadas: “orçamento participativo”, que consistirá em atribuir às escolas uma verba adicional para os estudantes gastarem como entenderem; “animação turística” das ruas das nossas cidades; “educação inclusiva”, metáfora para criar um grupo de trabalho que estudará a forma de juntar aos diplomas um descritivo do que os alunos fizeram em contexto extra-curricular; “sucesso escolar”, com o anúncio de um programa nacional de formação massiva de professores; e “formação de adultos”, recuperando, com rasgados elogios, as Novas Oportunidades, de má memória. A pavorosa semântica do ministro da Educação explicou-nos, na altura, o que seriam as novas Novas Oportunidades:
Este programa deverá assentar numa maior integração das respostas na perspetiva de quem se dirige ao sistema, tornando, na ótica do formando, coerente e unificada a rede e o portefólio dos percursos formativos, que no percurso individual devem ser passíveis de combinação personalizada”.
Entenderam? É tudo o que sabemos, para além de que pretendem começar com 50 milhões de euros.
A educação de adultos é importante? Obviamente que sim. Todas as iniciativas que visem a qualificação dos cidadãos são importantes. Mas será uma prioridade num país que não consegue matar a fome a todas as crianças do ensino obrigatório, que tem escolas sem dinheiro para pagar a electricidade que consomem, que exporta médicos, engenheiros e enfermeiros (só no Reino Unido estão 12.000), e que desperdiça no desemprego dezenas de milhares de licenciados, que custaram dezenas de milhares de milhões a serem formados? Quanto ao programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar e ao seu primeiro ideólogo, José Verdasca, procuram atribuir às escolas e aos professores a culpa do insucesso dos alunos. Fazem-no por referência ao passado (a insidiosa “cultura de retenção”, que glosam recorrentemente) e voltam a fazê-lo quanto ao futuro, quando coube às escolas a responsabilidade de conceber planos de acção para um quadro conceptual que lhes foi imposto. Em recente entrevista ao Público, José Verdasca foi cristalino ao acusar os professores de não quererem mudar as práticas e ao afirmar que “a retenção não tem valor pedagógico” e que “um aluno que reprova, provavelmente, no ano seguinte, terá níveis mais baixos de proficiência“. Sendo óbvio, dada a centralidade do plano na acção do Governo, que esta doutrina não é só de José Verdasca mas também do Governo, não seria menos pérfido e menos cobarde declararem por decreto o fim das reprovações?
Enquanto isto, a economia patenteia resultados miseráveis, completamente opostos aos prometidos pelo plano macroeconómico que António Costa sacralizou. As finanças estão ligadas ao suporte mínimo de vida do BCE. O colapso bancário é refém periclitante da generosidade da DBRS. A decisão do BCE sobre a CGD vexou Portugal e alguns cidadãos, arrastados num vórtice de vergonhosa incompetência e inaceitável desleixo. O investimento público de 2016 é inferior ao de 2015. O PIB cresceu um terço do previsto. A dívida pública aumentou. A “limpeza” de 120 dirigentes técnicos do IEFP passou de fininho, excepto para os 10 que recorreram aos tribunais. O caso Lacerda Machado, o melhor amigo de António Costa, que por isso mediou informalmente negócios de Estado, já lá vai. Outros três amigos, secretários de Estado protagonistas do escândalo Galp, foram aninhados, no limbo do esquecimento, a Carlos Martins, quinto amigo, secretário de Estado do Ambiente, com residência habitual em Cascais, que recebia um subsídio só devido a quem residisse a mais de 150 quilómetros de Lisboa.
Apesar de tudo isto, há quem bata palmas e eu não? Porquê? Porque, como diria Woody Allen, conheci o PS antes de ser virgem!
In “Público” de 24.8.16

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2016/08/opiniao-santana-castilho-conheci-o-ps-antes-de-ser-virgem/

Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores:

x
Gosta do Blog