Desde 30 de Agosto de 2005 que as carreiras na função pública entraram num estado criogénico onde apenas nos anos de 2008 a 2010 permitiu a uma boa parte dos professores uma progressão na carreira fruto de um descongelamento de 3 anos.
Hoje cumpre-se o oitavo ano de congelamento numa carreira que encontra-se cada vez mais longa e sem qualquer expectativa de quem está abaixo dos 55 anos de idade alguma vez atingir o topo.
Apesar dos motivos do congelamento das carreiras ter sido diferente, o primeiro para um ajustamento do estatuto remuneratório dos funcionários públicos e o segundo pelo estado degradado das contas públicas e do ajustamento obrigado a ser feito pelo estado português em função do memorando de entendimento acordado/imposto pela Troika.
Existe um tempo de semelhante de congelamento entre as forças políticas que governaram o país nos últimos 11 anos. PSD/CDS contabilizam um mandato inteiro de carreira congelada que corresponde a 1619 dias, e até ao dia de amanhã o PS conta com 1304 dias de congelamento, 1426 dias até ao fim de 2016.
Para não esquecer que estes 366 dias de 2016 contam também com o apoio do BE, PCP e PEV e caso se mantenha novamente o congelamento das carreiras para 2017 o PS ultrapassa novamente PSD/CDS e BE/PCP e PEV passam a contabilizar 731 dias de responsabilidade nesta área.
Tirando o PAN ninguém pode fugir às responsabilidades de ter estagnado as carreiras da administração pública.
Por isso esqueçam as responsabilidades do “Centrão”, porque todos agora passaram a ser responsáveis.
E as negociações para o Orçamento de Estado começam em breve e veremos se o estado criogénico se irá manter para 2017.
